Sonic The Hedgehog: Outside N'Counter

38 Tumba invadida - Parte final: Crise em Mobius


Notas iniciais
Olá, leitores. Ufa! Finalmente encontrei tempo para escrever e entregar a vocês um capítulo especial. Especial porquê? Simples: todos os plots dessa saga se encontrarão e a definição para onde a história seguirá começará por aqui. Então preparem-se para muitos eventos e várias surpresas... ⚠️Mas atenção!⚠️ A primeira parte desse capítulo é um pequeno resumo do que aconteceu nos capítulos anteriores dessa saga para que relembrem. Caso queiram ler o conteúdo inédito, basta seguirem para o título "Gran Finale" destacado após o texto do resumo. Então, sem mais delongas... Boa leitura e divirtam-se!

Mobius está em uma iminente crise. Embora a imensa maioria de seus habitantes não tenham conhecimento da provável crise, existem forças dispostas a deter o avanço do clã equidna Nocturnes.

Entretanto, isso não será fácil.

Recapitulando...

Soumerca | Rusty Ruins

Destroços da Base 2 das Forças de Eggman

A investida dos Lutadores da Liberdade!

Paredes metálicas, com ligas de titânio ao rodapé e um piso feito de alumínio dava a entender que era um lugar vedado e de isolamento, onde não haveria como rastrear sua localização. Mas Rouge tinha todos os dados, colocando isso como uma vantagem pra a agente da GUN. E ftente a uma bifurcação:

— Droga... Isso parece até que foi feito intencionalmente! – Disse Sally, confusa.

— Para que lado agora? – Perguntou Rotor.

— Eu não sei... Nicole?

— Sim, Sally – Respondeu a lince.

— Conseguir visualizar a área dessa câmara?

— Negativo, Sally. O siπ∆| €st∆ ru|π... $∆||¥?!

— Hã?! Nicole?! Nicole?

— O que houve? – Perguntou Tails.

— O sinal... Não consigo comunicação com a Nicole! Há um bloqueio!

— Ah legal... Agora é escolher a direção no palitinho ou no zerin ou um! – Disse Sonic, irritado.

Mas vocês já devem imaginar quem vai dar a primeira ideia, não? Com vocês, Rouge:

— Vamos nos dividir.

— Essa não é uma boa ideia... – Rotor sendo racional.

— E porque não? Escutem, não sabemos para qual caminho seguir e se iremos encontrar o que estamos procurando... Mas pelo andar da carruagem, precisamos agir rápido!

— Tá, eu gostei do “rapido” e me amarrei na sua expressão... – Disse Sonic.

Mas Sally não estava satisfeita com a morcega, dizendo:

— Não tão rápido, Rouge.

— E porque não?

— Porque seria muito conveniente pra você nos dividirmos.

— Do este você está falando? *Essa princesa... Eu sabia que ela seria um obstáculo!*

— Amy fez uma pergunta bem pertinente a você mais cedo: “quais segredos mais você esconde de nós” foi o que ela quis dizer.

— Ora, eu estou pensando no grupo! Somos seis aqui...

— SETE! – Disse Tails, irritado – Não se esqueça do T-Pup!

— Ok... Sete. Então seria muito mais prático nos dividirmos em dois grupos para seguirmos pelos dois caminhos. Você tem uma ideia melhor?

Sally não tirou seus olhos de Rouge um seguindo sequer após ela terminar de falar. Obter informações era o foco, então:

— Muito bem, Rouge. Faremos do seu jeito.

— Isso! Eu sabia que você iria aceitar! *E como eu sabia!*

— Tails, T-Pup e Amy, vocês vão com a Rouge. Sonic e Rotor, vocês comigo.

Embora a divisão tenha sido ”vantajosa” para Rouge, ela não era boba ao pressentir algo de intencional nessa escolha.

— *Vou ter mais liberdade agora! Essa escolha veio mesmo a calhar, mas... Está muito perfeito para o meu lado. Será que Sally fez isso porque quer me provocar? Hm... Mesmo assim, é um risco que eu quero mesmo correr...*

A divisão de grupos foi feita, mas Sally tinha noção de que Rouge não era confiável. Tudo foi um plano para que a princesa e líder dos Lutadores da Liberdade diminuíssem dos danos que uma suposta traição ocorresse.

Dentro da base desolada, os grupos se separaram aos extremos, com Rouge, Amy e Tails, além de T-pup, seguindo para o interior inferior do lugar... e era um lugar bem isolado, como uma prisão.

Mas durante a investigação do time de Rouge, que era formado por Talis, T-pup e Amy, um grito de socorro é ouvido.

Logo as duas, a morcega e Amy Rose, correram as pressas para ainda mais o interior do lugar, chegando a uma sela onde havia um equidna. Logo Rouge diz:

— Hã?! Mas quem é você e... Quem te prendeu?!

— Socorro! Me soltem! Eles... Eles podem aparecer a qualquer momento!

— Quem?! – Perguntou Amy.

— Os Nocturnes!

Mas havia algo que a morcega percebeu no mesmo instante que o viu:

— Você é um membro da Legião Sombria!

— Sim, sou...

— Ah nossa... E onde estão o resto de sua legião? – Perguntou novamente Amy.

— Eu não sei... Eles, os Nocturnes... Eles controlaram meus irmãos sei lá como e... Nossa, temos que sair daqui... TEMOS MESMO QUE SAIR DAQUI!

— Não tão rápido! – Rouge estava se impondo – Quem é você?

— Me chamo Lundro, sou um soldado da Legião Sombria da divisão de Soumerca. Essa base era nosso refúgio... Mas eu e um outro irmão fomos controlados em uma base distante daqui, no Vale das Raízes Negras...

— Mas... Há uma base de Eggman lá?!

— Sim... nossa grã mestra nos mostrou o caminho...

— Lien-Da?! – Amy ficou surpresa.

— Sim! Logo após entrarmos, quando tentamos sair fomos atacados por uma equidna... Shade, ela é uma Nocturne... A que controla tudo!

— Muito bem... Vamos sair daqui... – Disse Rouge, o puxando pelo braço.

— Rouge, ele deve ter mais informações!

— Eu sei disso! Por esse motivo que devemos voltar para perto dos outros! Tem algo muito estranho nisso tudo...

— Tudo bem... Vamos!

Saindo do calabouço, Rouge, Lundro e Amy caminharam para o corredor estreito, mas esse era o momento que a agente da GUN estava esperando: ela golpeou sorrateiramente Amy, a jogando para longe no corredor.

— SUA BANDIDA TRAIÇOEIRA ORDINÁRIA! ABRE ESSA PORTA, ROUGE! ABRE ESSA PORTA! ABRE!

Tails e T-Pup, que correram a toda para encontro da ouriço. Chegado lá, o menino raposa disse:

— Amy, o que está acontecendo?!

— Rouge me deu um chute e fechou a porta! Essa lambisgoia estava pensando mesmo em nos trair como sempre fez!

— Novidade... Uma vez agente secreta, sempre Rouge!

— Grr... Que raiva! AHHHH! Sally estava certa desde o início!

Só que o ruído do embate chegou até onde estavam e, pressentindo o pior, Tails diz:

— Amy, está ouvindo?

— Nossa! Esse barulho...

— ESTÃO COM PROBLEMAS, AMY! VAMOS!

E estavam mesmo: os Nocturnes dialogaram com os Lutadores da Liberdade, em vão.

— Princesa, peço humildemente por sua colaboração. Façam parte de nossas forças. Tudo que queremos é nosso lugar de direito nessa dimensão. A paz é uma promessa, eu lhes asseguro.

As palavras de Shade despertaram a ira de Nicole que, tenho conhecimento de certas coisas, se materializou a frente do monitor, dizendo:

— Paz? Desculpe, mas seus critérios para isso são muito questionáveis... NÃO HÁ O QUE ESCONDER DE MIM!

— Porque? Estou lhe oferecendo uma possibilidade de evitarmos baixas desnecessárias – Disse Shade.

— Nicole, porque disse isso? – Perguntou Sally.

— Do mesmo jeito que ela rastreou meus dados eu fiz o mesmo a eles. Sally, eles tem tecnologia de controle mental e tentaram fazer isso em todos vocês desde o início!

— COMO É?! – Disse Rotor, surpreso.

— Ondas sonoras. Cada indivíduo de Mobius tem uma frequência sonora individual em seus cérebros, como uma biometria. Essa tecnologia que eles tem possibilita controlar a mente das pessoas! Auto sugestão por som! É inaudível e imperceptível a todos do mesmo jeito!

Sally nunca aceitaria se submeter e a seu reino ao domínio do clã equidna. Mas Shade deixou claro seu ponto de vista:

— Já esperávamos pela falta de compreensão e cooperação dos habitantes dessa dimensão... Da nossa dimensão! Eu mesma acreditava que depois de tanto tempo Mobius teria um povo mais caloroso e amistoso para conosco, os excluídos injustamente! Mas vejo que nosso líder nunca esteve tão certo acerca do comportamento arrogante e bruto desse mundo... e cabe a mim conduzir os planos de nosso clã a toda a força!

Uma luta ocorreu, mostrando toda a força dos marauders...

E enquanto isso, em uma outra parte de Mobius, mais precisamente em:

Downunda

Eggman's Top Secret Domain Base

Momento de crise

Knuckles, Lien-Da e Shadow atacam!

No interior da base secreta: a situação se tornou mais tensa. Shadow e Stilax, urso que controlava o poderndo caos, se olhavam para o mais profundo de seus olhos, Logo por alí já travavam um duelo terrível. Com Knuckles e Lien-Da a postos para um novo ataque, o ouriço diz:

— Guardião, grã mestra... Essa luta definitivamente não é de vocês.

— Outra vez com essa história? – Perguntou Lien-Da.

— Não... Desta vez vocês devem mesmo me ouvir. Stilax é um controlador de energia do caos bruta de Black Doom. Não só vocês como toda essa base corre perigo, então eu tenho um pedido a vocês.

— O que seria? – Perguntou Knuckles.

— Peguem Ômega e saiam deste lugar imediatamente!

Os olhos arregalados dos dois deixou bem claro sua surpresa. O equidna demostrou toda sua irritação:

— VOCÊ ESTÁ LOUCO?! Fugir e te deixar pra trás?! ONDE VOCÊ ESTÁ COM A CABEÇA?

— Estou totalmente são e o que vocês irão fazer não é uma fuga e sim um resgate.

— O QUE TE LEVA A CRER QUE TEM FORÇAS PARA DERROTÁ-LO? – Indagou Lien-Da.

— Vocês não poderão ficar aqui para que eu lhes mostre... – Disse, retirando um de seus inibidores.

Lien-Da percebeu então que Shadow estava mesmo falando bem sério e, ao contrário do que foi com os Chaotix, o interesse desta vez era retirar todos os inibidores. Até Knuckles se conteve, olhando para Shadow, que disse:

— Peço que levem Ômega para um lugar seguro e que mantenham a vigilância. Estamos prestes a entrar em guerra contra um clã poderosíssimo... Por alguma razão eles não conseguiram controlar a todos e isso é uma vantagem considerável. Então saiam daqui o mais depressa possível!

Rapidamente Knuckles e Lien-Da correram para próximo de Ômega, com o equidna usando de sua superforça para levantar o robô acima de sua cabeça.

A luta entre os dois, Stilax e Shadow, foi terrível.

— Você estava o tempo todo ciente de tudo que estava acontecendo... – Disse o ouriço.

— Como deve ser. O clã Nocturnes é o único capaz de fazer o equilíbrio que essa terra chamada Mobius merece! Shadow, irmão... Eu não sou um inimigo. Pense no que está fazendo...

— Imbecil... Você não tem ideia do ódio que estou sentindo por sua pessoa nesse exato momento... – Os poderes do caos dele aumentaram ainda mais.

— Ódio? Você não deveria nutrir esse sentimento! Hehe... Entre para o nosso lado e ficará livre dessa influência maligna!

— VERME IMPRESTÁVEL! PATIFE! Um ser vil e odioso como você nem tem o direito de existir! Como se atreve a proferir a palavra “paz”?

— O que quer dizer com isso?

Shadow levou centésimos de milésimos de segundos para executar um gancho de direita poderoso o suficiente para, assim que atingiu Stilax, o arremessar para cima. O ouriço sombrio, mostrando uma ira jamais vista, disse:

— Seus interesses... eles são ainda mais nefastos que os do Nocturnes. Sua natureza... O PORQUÊ DE VOCÊ EXISTIR ESTÁ ALEM DISSO TUDO, DEMÔNIO!

Stilax, olhando para Shadow, começou a gargalhar alto, como se estivesse satisfeito por algo. Mas o ouriço parecia saber do porquê, ignorando a euforia de seu inimigo. O urso verde então disse:

— Você não sabe de absolutamente nada... e isso me diverte muito!

— E eu devo te agradecer por ter me dito seu segredo.

— E porque diz isso?

— Porque assim eu não preciso ser misericordioso. Meu dever agora é te destruir... FAZER COM QUE VOCÊ DEIXE DE EXISTIR É UMA TAREFA QUE SÓ EU, SHADOW, A FORMA DE VIDA SUPREMA, SOU CAPAZ!

O rosto cheio de ódio de Shadow já dizia por si só que teríamos uma luta sem limites entre os dois.

Knuckles e Lien-Da seguiram aos trancos e barrancos pelo interior da base secreta, até que atingiram o interior da:

Câmara de Resfriamento

O lugar era silencioso ao extremo, contrastando com o pandemônio de outrora. Os dois estavam lá e Knuckles, irritado, disse:

— Onde você estava com a cabeça em nós trazer até aqui, Lien-Da!?

— Insolente... Cale-se! Eu nos salvei, não vê?

— Salvar? Estamos no meio do nada nesse salão acústico! Se voltarmos vamos ser mortos!

— Idiota! O galpão de resfriamento é um lugar onde não já como armas letais entrarem. Eggman instituiu isso neste lugar para que não houvesse riscos a segurança!

— Como assim? O que tem nesse lugar diferente dos outros?

— Grr... Certa vez, enquanto Eggman me mostrava as plantas desse lugar, ele me disse que desenvolveria vários aparatos tecnológicos para ter acesso a qualquer área de Mobius em frações de segundos.

— Espere... Como assim?

— Você deveria ter entendido no momento que eu disse “frações de segundos”, guardião. Você já carrega consigo um aparato assim...

— Hã?! Mas... – Enfim ele entendeu o que ela quis dizer – Frações de segundos... ESPERA! VOCÊ ESTÁ ME DIZENDO QUE O EGGMAN ESTAVA TENTANDO FAZER SEU PRÓPRIO ANEL WARP, É ISSO?!

— Parabéns, sabichão! E o meu povo era protegido por uma mente brilhante como a sua...

— Mas... Ele conseguiu isso?!

— Não... O doutor ainda estava experimentando para que usássemos num futuro próximo...

Só que não demorou muito para que algo inesperado ocorresse: um portal logo se abriu dentro do galpão e dele saíram vários dos soldados do clã e munidos com lanças energéticas. E com os dois ficando em base de luta, Knuckles diz:

— Parece que os Nocturnes conseguiram desenvolver essa tecnologia do Eggman “em frações de segundos”, Lien-Da!

— Grr... ORA, CALE-SE!

Os Nocturnes mostraram sua força. E não me refiro a somente brutalidade: a habilidade tecnológica expuseram seus conhecimentos e inteligência.

Knuckles serrou seus punhos...

Lien-Da pelos seus chicote e ativou seus poderes elétricos...

E no lado de fora, Shadow manifestava seus poderes da energia do caos.

Uma luta desesperada e caótica foi travada...

Com um desfecho soturno ao ouriço escuro... e a Knuckles e Lien-Da.

Após travarem uma luta contra os Nocturnes e sabendo que não poderiam vencer, correram como nunca para o mesmo portal onde os maraunders surgiram...

E ao mesmo tempo na base avançada destruída de eggman...

Mas assim que tomaram o hangar vendo seus amigos em ação e com um problema enorme, eis que um portal apareceu sem mais nem menos de uma das paredes, onde Knuckles e Lien-Da surgiram bastante feridos e trazendo consigo Ômega, que estava sobre uma plataforma gravitacional. E o equidna, já entendendo a confusão que o lugar se tornou, diz:

— Ah legal... Um problema por outro. Que troca justa!

“O que está acontecendo?”

O olhar desesperado e assustado de Sally disse por si só.

Mas quem disse que se resumia só a essas ações?

Houveram mais... e ao mesmo tempo!

Mystic Ruins era o lugar

E por lá mais embates.

E em algum lugar de Mystic Ruins...

A visão embaçada lhe tirava a nitidez das imagens...

Seus ouvidos ainda não lhe permitia ouvir normalmente, onde vozes sem compreensão o deixavam confuso...

Sua respiração fraca lutava para lhe manter acordado...

E sua força era pouca...

Esse era o estado de Elias Acorn.

Mas tudo mudou após um jato de energia diretamente em seu corpo. Ele logo despertou totalmente, ao ouvir uma voz feminina dizer:

— Lastimável.

Elias estava acordado e pôde saber melhor sua situação: Big, Larry e, pasmem, Geoffrey estavam presos, assim como ele, em uma sala com vários computadores e soldados da Nocturnes Armada, inédito para o rei. Porém ele notou que suas máscaras não foram retiradas, sabendo então que sua identidade ainda era secreta. E a sua frente estava Shade, a líder que usava o elmo do exército Nocturnes em pessoa.

— Que é você? – Perguntou Elias.

— Sou Shade, Alta Comandante do Império Equidna Nocturnes. E você?

— Agente King... E o defensor desta terra que vocês ousaram invadir!

— Invadir? Caro agente, creio que você não tem mesmo noção de absolutamente nada do que está acontecendo. Nós só estamos aqui para fazermos o certo. Nós voltamos para casa... e iremos trazer paz novamente a Mobius.

— PAZ?! Você só pode estar de brincadeira comigo...

— Viemos em paz e lutamos para trazer estabilidade a nosso planeta finalmente. Muitos estão nesse exato minuto tentando nos atrapalhar, mas é questão de tempo que todos se rendam e faça parte da nossa filosofia.

— ORA, CALE-SE! Eu já sei de todos os seus planos! Tudo que você acabou de dizer foi uma tentativa inútil de mascarar seus objetivos sujos!

— Do que está falando?

— VOCÊS QUEREM GUERRA E CONTROLAR MENTALMENTE A TODOS! Se vocês quisessem mesmo a paz, sequer pensariam em auto sugerir obediência a sua filosofia!

— Hum... Creio que você teve uma impressão equivocada sobre mim e meu povo... – Disse Shade, dando as costas a Elias – Fomos banidos injustamente pelos equidnas que não compreendiam nossa filosofia e temiam erroneamente a tecnologia que desenvolvíamos...

— MENTIRAS! Eles com certeza conheciam muito bem com o que estavam lidando... Meu pai vive me dizendo histórias dos antigos! Desde as primeiras gerações da família Acorn ocorrem mazelas como as que seu clã estão fazendo nesse exato momento!

— Eloquente... como esperado – Disse, se virando para Elias.

— Maldade... como todos esperavam!

— Então o que temos aqui é uma disputa de egos. O que você vê como “maldade” eu vejo como “controle de dano” para um bem maior.

— Não me faça rir!

— Acha que não tentamos dialogar pacificamente? Veja só: estou fazendo isso nesse exato momento.

— Sim... MANTENDO A MIM E AOS MEUS ALIADOS PRESOS!

— Um mal necessário... para a segurança de todos vocês.

— Palavras que eu ouço de gente malvada todos os dias... ME POUPE DE SEU CHORO!

Os Holigans e os Pássaros Babilônicos apareceram, reclamando pelo pagamento da missão cumprida, mas foram traídos por Shade, como vocês devem saber. E esse racha trouxe mais embates.

Mas antes que um ataque massivo ocorresse, vários soldados apareceram voando contra uma parede. Vários mesmo... coisa de pelo menos dez deles. Com todos olhando para a passagem de onde eles foram arremessados, eis que Vicent apareceu, com seu longo cabelo rubro e com muita ira em seu rosto. E ele, enraivecido, diz:

— Eu não sei o que está acontecendo nesse lugar, mas... EU ESTOU MUITO IRRITADO COM TODA ESSA SITUAÇÃO!

A entrada triunfante de Vicent tinha trazido uma esperança de reação ao grupo e até mesmo o jovem humano, com toda sua cólera aflorada, parecia mais aliviado em ver seus aliados bem.

Mas um estrondo ensurdecedor supersônico foi ouvido e sentido por todos, passando por todos e seguindo para o chão. Com isso um tremor foi sentido, fazendo o lugar começar a desmoronar aos poucos.

A ação da luta entre Shadow e Stilax trouxeram esse tremor... e todo o resto teve influência nisso.

Explosões foram ouvidas...

Muita gritaria e ecos...

O desespero tomou Mystic Ruins...

... trazendo consigo o caos!

Uma explosão mais forte ocorreu... jogando todos para longe e separando os grupos permanentemente.

Entretanto, o poder do caos era implacável.

Mas os Lutadores da Liberdade Secretos estavam de pé... ainda, se não fosse Geoffrey St. John contrariar Elias Acorn. Os dois então lutaram um contra o outro para medirem suas ideologias. Mas Vicent se colocou entre os dois, lhes mostrando o quão ridículo foi essa atitude.

— ESTAMOS NO FIM DO MUNDO E VOCÊS SÓ SE PREOCUPAM EM LUTAR?! Sério mesmo... SÉRIO MESMO QUE O DESESPERO TOMOU A MENTE DE VOCÊS ASSIM?! Eu vim aqui justamente para poder treinar porque o Sr Amadeus Prower disse que vocês tinham experiência suficiente para me guiarem no caminho certo e me dizerem o que fazer em momentos difíceis... Ele também disse que eu estaria protegido porque estaria sob a companhia do rei e de um ex agente secreto conceituado e pronto para o que der e vier... Mas pelo visto ele estava errado. EU ADMIRAVA VOCÊS, ENTÃO NÃO ME DEIXEM FRUSTRADO!

Uma imensa explosão ocorreu, causando um tremor ainda mais intenso. Com isso o chão onde Vicent estava começou a trincar e desabar, levando o jovem junto. Como em câmera lenta, o terror nos olhos de todos dizia por si só que era impossível impedir que o jovem fossem em queda livre.

E conforme o chão se desmantelada ainda mais, era possível ver um mar de magma terrestre, que eclodiu após os eventos ocorridos no capítulo anterior. A queda de Vicent era a linha tênue da tragédia iminente e da crueldade do imponderável.

Sem pensar duas vezes, Geoffrey se jogou, para tentar alcançar Vicent e de alguma forma salva-lo. Sem cerimônias, Elias, tomado pelo desespero, apertou o botão para liberar a tornozeleira do jaratataca, o livrando do controle de seus movimentos. Naquela altura, nada disso importava mais. Larry gritava por Vicent, enquanto Big o segurava para que não caísse.

Enfim chegaram a superfície... e o time destroçado.

Tio Chuck olhou para os três, sabendo que faltavam outros dois...

— Onde estão Vicent e Geoffrey?! – Perguntou ele.

O silêncio torturante de Elias se manteve, com Larry dizendo:

— Tio Chuck, vamos... Leve a gente pra casa...

— Larry... Mas...

— Só leve a gente... Por favor... – Disse o lince, com lágrimas nos olhos.

— *Eu falhei...* — Pensou Elias.

O X-Cruiser seguiu em direção a Nova Mobotropolis... mas a missão foi um fracasso.

E durante todos esses eventos, em Downunda...

Os Chaotix e os Lutadores da Liberdade de Downunda se uniram para seguirem uma das neves batedoras do domínio do Eggman, virando investigarem o porquê de ter aterrissado próximo a Angel Island.

Por fim, lá foi levantado a investigação de que os Nocturnes utilizam de som binaural para supostamente controlarem mentes. Por fim, seguiram para o interior da base de Eggman, já com o conhecimento de que o doutor não tem envolvimento direto, mas que os Nocturnes sim tinham total controle da situação. Luke Kaji, tenreque com poderes sombrios, se uniu ao grupo e achou Bill.

Mas...

— Eu paguei por minha ignorância. Por isso eu e meus amigos caímos uma vez... Mas não duas vezes. Nocturnes, não sei tudo sobre vocês, mas o que tenho de informações agora me permitem obter alguma vantagem na frente de combate e... NESSA GUERRA QUE VOCÊS QUEREM TRAVAR CONTRA NÓS! Preparem-se... MEU PODER SHINOBI ESTÁ A MIL!

Surgindo na frente de todos, lá estava Espio. Recuperado e visivelmente compenetrado na luta, ele arremessou vários shurikens explosivos contra os marauders, os atrapalhando de ver por alguns minutos.

Charmy voou até o ninja, dizendo:

— Nossa, você fez toda uma entrada digna de um herói badass! Isso foi muito incrível!

— Obrigado, meu amigo espinhoso. Só que teremos de deixar a conversa para uma outra hora, pois... O inimigo é muito forte.

— Grr... – Vector tomou a frente – O que sabe, Espio?

— Encontrei Luke e Bill saindo de um bunker. Neutralizei furtivamente aos patrulheiros do lugar e, com isso, conseguimos achar um lugar seguro. Bill me disse tudo o que houve e já adianto: Eggman não tem envolvimento algum com os Nocturnes.

A batalha real estava prestes a começar, mas...

Uma explosão vinda das montanhas foi ouvida por todos, assim como labaredas incandescentes iluminando o vale distante. Se existia um dali que sabia o que havia naquela direção era ninguém menos que Luke.

O tenreque olhou, aterrorizado com o ocorrido e, temendo pelo pior, não perdeu tempo e sair em disparada.

— NÃO! QUE NÃO SEJA ELE!

— Luke, o que houve?! – Perguntou Vector.

— Aquela direção... O BLASTION! EU TENHO QUE IR!

O porquê da atitude de Kaji? Pois bem...

Vilarejo Little Outback

— Hm... Um ancião como você já viu muito nessa vida. Enganar ou lhe trazer esperanças não irá te abalar, eu sei...

Saga Chacal impôs toda sua autoridade após eliminar os parentes bestiais de Blastion, que Exclamou:

— Precisamente, assassino desgraçado!

— Sim... Eu sou um assassino. Bem competente por sinal, assim como todos os membros de meu grupo de chacais... – Disse, soltando Blastion.

Após deixar o ancião livre se suas mãos, veio o final:

— Eu o agradeço por ter compartilhado essas informações conosco. Embora não digam onde Trash está, ao menos sabemos que ele passou por aqui e “sumiu”. Mas foi mesmo útil vir aqui... Acabamos com os últimos tasmanianos, impedimos sua proliferação e agora temos mais dados. Estamos perto de chegarmos ao nosso objetivo. Muito obrigado, velhote.

— Você sabe falar muito bem, mas não tem competência de esconder seu “objetivo atual”. Faça o que tem que fazer... e arque com as consequências de seus atos!

— Minhas condolências, velho... – Disse , o reverenciando em tom de deboche.

E finalmente chegamos ao ápice dos acontecimentos. As consequências das ações de todos os envolvidos serão vistas agora.

A partir de agora veremos os minutos que procediam a tudo que ocorreu em Mobius. O poder do caos era mesmo implacável... mas ele poderia ir além disso?

Sendo assim, a história continua.

•GRAN FINALE•

Continente de Soumerca | Crise sem fim

SONIC ON’ – Underground Secret Base Act 2

Music: Crisis | Epic music

Composer: Ronniee

Desesperados após a porta se fechar e os gritos raivosos de Amy serem ouvidos, Rouge puxou Lundro, um dos membros remanescentes da Legião Sombria, para o interior do bunker da base avançada de Eggman, em destroços. O equidna, surpreso, logo perguntou:

— Porque fez isso?!

— Me diga tudo que sabe sobre esse clã!

— O que?! Não temos tempo! Minha mestra deve estar em perigo!

— Lien-Da não está nessa base... Pode acreditar.

— Como vou confiar em você?

— Você não vai confiar... mas vai aceitar de que estamos no mesmo lado no momento. Por isso você precisa me dizer tudo o que sabe.

As pancadas na porta quebraram a conversa, mas mesmo os golpes poderosos de Amy com seu martelo não eram páreos para a resistência titânica da porta. Eggman havia pensado em tudo quando fez essa base. Mas Rouge insistiu:

— Foco! Me diga o que sabe!

— Shade quer controlar todas as pontas do continente. Seu objetivo maior é “levar nossa palavra a toda Mobius”, foi o que ela disse para tentar me convencer a fazer parte... Por algum motivo ela conseguiu dobrar a mim e ao outro membro que estava comigo, o Nozarg, com essa conversa torta...

— Como assim?! Você dizendo dessa forma é como se tivesse sido controlado e acordou no controle...

— Eu não sei ao certo... Mas ela no momento que nos atacou na base avançada, tentou fazer o mesmo com nossa grã mestra... sem sucesso. Nós até fomos comandados por Shade para atirar conta Lien-Da!

— O QUE?! Então Lien-Da...

— Não! Ela não está morta! Acho que deixei claro que estou preocupado com ela, como eu disse... Só que...

— NÃO HÁ TEMPO PARA PERDERMOS! Diga logo!

— Alguma coisa aconteceu e ela sumiu do nada!

— O que?!

Antes que o diálogo prosseguisse, um tremor de terra ocorreu. Rouge e Lundro, assustados, olharam para todos os lados no bunker, vendo que as coisas não pareciam seguras, fez com que o equidna dissesse:

— Temos que sair daqui...

— Porque está dizendo isso com tanto medo?

— Essa base está sobre uma região de Soumerca onde ficam placas tectônicas... Eggman fez isso de propósito por conseguir energia sem precisar investir muito tempo em tecnologia nuclear. Ele nunca se procurou com a poluição, mas sim em resultados... e rápidos!

— Então, isso que você está me dizendo...

— Esse tremor com certeza veio de lá... e é altamente volátil. Essa base vai explodir... TEMOS QUE SAIR DAQUI!

Não era um bom momento, tenho em vista que Rouge odiava não ter controle da situação. Mas as coisas só pioraram: sem mais nem menos, o comunicador da morcega foi ativado e, junto a isso, uma transmissão cheio de estática foi ouvida.

— Roug... est m ouvin...

— Hã?! Quem está falando?!

— Roug... Voc...

— SHADOW?!

— Ond voc est... resp...

— Shadow... O áudio está muito ruim... O QUE ESTÁ ACONTECENDO?

— M dig ond est...

— ONDE ESTOU?! SHADOW, É ISSO?!

— Ond voc est...

— ESTOU NA BASE AVANÇADA DE EGGMAN EM SOUMERCA! ESTÁ TUDO TREMENDO!

Logo o lugar começou a tremer ainda mais, desencadeando rachaduras ao chão metálico. Rouge e Lundro ficaram acuados, fugindo para o interior do lugar, que desabava a cada caminhar dos dois fugitivos. Mas a corrida para salvarem suas vidas não durou muito tempo: aquilo não era um corredor e sim um armazém, daqueles onde guardam consumíveis. Enfim, o galpão fechado e selado não havia uma saída.

Não havia para onde seguir...

Desabamentos ocorreram bom mais intensidade...

E o chão caindo...

... deixando visível os vapores vulcânicos por debaixo da base destruída.

Nesse instante, o desespero tomou aos dois, com Rouge gritando enlouquecidamente:

— SHADOW! POR FAVOR... SHADOW! ESTÁ ME OUVINDO! SHADOW?!

Uma explosão ocorreu, impactando a todo o ambiente. E ela aconteceu de baixo para cima, causando uma reação em cadeia. Rouge e Lundro estavam exatamente no lugar errado e na hora errada, onde o evento iria trazer a total ruina da base, que já estava deteriorada o suficiente.

Rouge pensou rápido e içou Lundro usando de suas asas para voar para o andar de cima, mas não contava com destroços caindo do teto, atingindo-a nas asas e a fazendo cair junto a Lundro.

Mas antes que pudesse gritar de desespero, eis que:

— CONTROLE DO CAOS!

Shadow apareceu de surpresa, segurando aos dois no mesmo instante que desapareceu com Rouge e Lundro...

... cujo paradeiro se tornou uma incógnita.

Enquanto isso, ainda na base avançada...

— MAS O QUE É QUE TÁ ACONTECENDO AQUI?

Esse era nosso amigo ouriço azul se expressando da forma que todos esperavam. Ele, junto aos outros Lutadores, viram quando Knuckles e Lien-Da apareceram do nada por um portal com a plataforma transportando Ômega. A resposta veio em seguida pelo equidna:

— Hora ruim pra vocês e péssima pra gente... Resumi logo tudo.

— E não explicou nada, cabeça oca! – Disse, apontando para Lien-Da – Faltou a parte explicando qual é a da madame do mal aí! Abriu uma clínica de reabilitação de familiares sombrios? E qual é a do Omega? Mudou de ramo a agora tá fazendo lanternagem, Knux?

E a própria grã mestra da Legião Sombria tomou a palavra:

— Nada de idiotices, ouriço imprestável! Estamos com vários problemas!

— Ah é? Bem vinda ao clube dos odiados dos Nocturnes... e de mais problemas também!

Somem essa aparição cheia de turbulência a uma dezena de soldados Nocturnes dispostos a aniquilar aos Lutadores da Liberdade... e aos que perseguiam Knuckles e Lien-Da também.

Todavia, indo em concordância ao evento abaixo da base avançada, um temor ocorreu e, juntamente, uma explosão fortíssima foi ouvida. Com ela, a energia do lugar cessou, restando somente o clarão dos feixes de energia das armas dos maraunders cheio de fúria contra nossos heróis... e a grã mestra da Legião Sombra.

— Temos que sair daqui! TEMOS MESMO QUE SAIR DAQUI!

Era Tails, mostrando muito mais nervosismo que o comum. Enquanto tentavam evitar aos tiros de lasers, Sonic perguntou:

— Qual foi, maninho?

— SONIC, OS SENSORES DO T-PUP ESTÃO MOSTRANDO MOVIMENTAÇÃO SISMICA!

— Como é?! – Perguntou Rotor – Droga... ESSA É UMA BASE AVANÇADA!

— O que foi agora, Rotor? – Perguntou Sonic.

— Eggman faz bases como essa em Soumerca para aproveitar as áreas vulcânicas e usar essa energia pra alimentar o lugar...

— Ah legal... Então estamos sobre uma bomba nuclear ou coisa do tipo?

— SIM! TEMOS QUE SAIR DAQUI!

— Sim... Temos que meter mesmo o pé...

Ao fundo, Sally, confusa, contatou Nicole sem perder tempo:

— Nicole, as coisas estão muito críticas por aqui! Me mostre a saída!

— Sim, Sally! Eu vou... Sally... 0 qu€... – O sinal estava com estática.

— Nicole?! NICOLE?

— $∆||√, £€π ∆|g0 €rr∆d0...

— NICOLE!

— 0 $|π∆| €$t∆ fr∆¢0...

E durante esse descobrimento, eis que os Lutadores da Liberdade notaram que sua líder, Sally Acorn, não estava bem. Ao mesmo tempo que a comunicação com Nicole caiu, como se não estivessem em um momento nada favorável, bastou Sonic olhar para trás e ver que a princesa estava ajoelhada e com as mãos na cabeça com seus olhos fechados.

— Sally?! SALLY!

A líder dos Lutadores da Liberdade simplesmente ignorou os gritos do ouriço, parecendo estar desorientada. Cambaleando, Sally passou a ouvir vozes em sua mente:

Prioridade 1...

Sua missão...

Detenha o...

Faça isso...

Eu irei fazer você melhor...

Você sabe sua prioridade...

Aniquile aquele...

Eram frases desconexas e incompletas, o que causou confusão a mente a princesa naquele momento nada favorável aos Lutadores da Liberdade. Sabendo que não havia muito tempo a perder, Sonic a pegou no colo enquanto os demais ficaram preocupados.

— O que... SALLY, O QUE HOUVE? – Perguntou Rotor.

— O que está acontecendo? – Disse Amy, aflita

Entretanto, Knuckles, assim como Lien-Da, já tinham uma noção maior da crise. E por causa disso a cobrança por urgência partiu do equidna.

— VAMOS SAIR DAQUI E RÁPIDO!

— Ei... Qual foi, Knux? – Perguntou Sonic.

— Eu sei o que você está pensando. E sim, eu estou preocupado com a Sally... E É POR ISSO MESMO QUE TEMOS QUE SAIR DAQUI AGORA!

— Até agora tu não disse o que tá rolando entre vocês dois!

— Ômega não pode cair nas mãos dos Nocturnes. Shadow nos ajudou e... – Ele foi interrompido.

— Shadow?! Mas o que...

— CHEGA! – Gritou Lien-Da, tomando a situação – Parem de ficar perdendo tempo e vamos sair dessa base!

Ajudando a defletir os tiros dos marauders, lá estavam Rotor, isso seu traje de nanites, junto a Lien-Da, usando o pouco que estou de seus poderes elétricos. O morsa foi logo sucinto:

— TEMOS MESMO QUE SAIR DAQUI! Seja o que esteja acontecendo com Sally, aqui não é o melhor lugar pra discutirmos!

— Idiotas... – Indagou a grã mestra – MUITOS FALAM E POUCO FAZEM! VOCÊS JÁ ESTAVAM AQUI, ENTÃO LEVEM A GENTE PRA SAÍDA E JÁ!

Vendo que as coisas só pioraram e com Sally em seus braços, Sonic também foi rápido em pensar:

— *Caraca... Tá tudo cabuloso por aqui! Sally... – Sonic olhou bem para a princesa – Vamos te tirar daqui... confie em mim!*

A reação veio em seguida do ouriço, tomando pra si a responsabilidade.

— BELEZA... TAILS, PEDE PARA O T-PUP LIDERAR A GENTE PRA FORA DESSA BASE!

— PODE DEIXAR! – Gritou o menino raposa – T-PUP, VOCÊ OUVIU ELE! VAI LÁ!

Prontamente, o mascote robô dos Lutadores da Liberdade foi a frente, isso de seus sensores para encontrar o melhor caminho para a saída. Mas não seria fácil, já que estavam sendo perseguidos pelos marauders enquanto a base desabava e o tremor só dificultava a fuga desesperada.

Não seria fácil.

Mas, não muito longe dali, ainda no continente de Soumerca...

Os céus do continente era o cenário dessa vez, mais precisamente a bordo da X-Cruiser, pilotado por tio Chuck. O clima era o pior possível, ainda mais pre causa de que:

— ... estamos incomunicáveis! Alguma coisa aconteceu para que toda a comunicação com Nova Mobotropolis fosse perdida! – Disse Chuck.

Mas nem esse incoveniente foi capaz de trazer outra preocupação a Elias, que disse:

— Não faz diferença, sir Charles... Não faz diferença alguma...

— Eu entendo... Mas mesmo assim, não há como saber o que de fato ocorreu. Houve um clarão e...

— Isso também não importa...

— Elias...

— Vicent e Geoffrey ficaram para trás... e eu sou o responsável por isso...

— Escute, Elias... Sua dor é a mesma que a minha e nem existem “mas” que eu possa dizer...

— Era uma simples missão de investigação... Esperava por contratempos, mas estávamos prontos. Só que... – Disse Elias, olhando pela janela.

Ele fez isso por por um imenso motivo, demostrado lá sua reação a seguir:

— ESPEREM!

O grito inesperado de Elias, rei de Nova Mobotropolis e líder dos Lutadores da Liberdade Secretos, pegou a todos de surpresa. O clima de luto que dominava a X-Cruiser, nave onde estavam, mudou para preocupação. O porquê disso? Elias estava observando um detalhe que tio Chuck percebeu ao vê-lo apontar na direção:

— Aquela... é a nave dos Lutadores da Liberdade!

Mas não era só uma afirmação ao observar a nave; haviam mais nuances que deixaram as coisas mais mórbidas: a movimentação de batedores Nocturnes ao lado da aeronave causou preocupação. Como o X-Cruiser tinha um sistema anti rastreamento avançado (utilizavam das nanites da Nicole), essa era uma vantagem de tentarem saber o porquê desse movimento.

— Sabíamos que eles iriam estar aqui em Soumerca... – Disse Larry Lince, surpreso.

— Sabiamos sim... – Elias completou – E pelo visto eles terão problemas...

— Ué? Como assim?

— Sir Charles... Por favor, voe baixo e ligue o anti rastreamento.

Isso sim mudou totalmente o semblante de todos, principalmente de tio Chuck.

— Elias, está louco? Eles irão perceber que estamos aqui!

— Só faça isso, Charles... E Larry, respondendo sua pergunta: eu falhei com Vicent e Geoffrey e nada que eu fizer vai apagar essa mancha na minha vida, mas temos o dever de ajudar a proteger nosso planeta...

— Elias... – Ponderou tio Chuck – Estamos saindo do planejado e não temos contato com Who ou Nicole... mas devemos mais do que nunca ajudá-los!

— Sir Charles... Sabemos da força dos Nocturnes. Os Lutadores da Liberdade voltarão para a nave e encontrarão esses batedores dispostos a acabar com eles! E vá saber o que eles estão passando nesse exato momento...

Big, até então calado, realçou essa ideia:

— Fazer o certo e fazer o que eles fariam pela gente... Ajudar quem precisa sempre é uma coisa boa.

Elias gostou do que ouviu e já tinha total consciência de que não estava sozinho nessa.

— Você ouviu o Grande Felino, Charles. Qual sua opinião, Agente Lucky?

— Estou com todos vocês, Agente King!

E era esperado um comportamento igual por parte do tio do Sonic:

— X-Cruiser a toda potência! Prioridade agora é ajudar os Lutadores da Liberdade! Mas aviso que não teremos combustível para voltarmos com a X-Cruiser. Ou seja, é tudo ou nada!

— ISSO AÍ! – Disse Elias, olhando para o para-brisa da nave – Lutadores da Liberdade Secretos... AVANÇAR!

Uma nova missão, buscando assegurar o sucesso de Sonic e os outros. Elias tinha um fardo a levar para Nova Mobotropolis e iria segurar por toda sua vida. Imaginando que havia perdido Vicent e Geoffrey para sempre, ele estava disposto a não cometer mais erros...

Enquanto isso, em outro continente de Mobius...

Continente de Downunda

Base Avançada do Domínio de Eggman | Início da noite

O brilho do sol do continente que continha a maior faixa de areia de Mobius já não havia a mesma força, se escondendo por detrás da montanha ao horizonte enquanto os Chaotix e os Lutadores da Liberdade de Downunda tinham uma batalha bastante tortuosa pela frente.

Não havia tempo para mais detalhes a não ser a impiedosa armada Nocturnes utilizar de todos os recursos possíveis da base para eliminar nossos heróis.

Stu, junto com Espio, usavam de suas habilidades conjuntas para neutralizar o bombardeio maraunder que estavam na iminência de atingir ao restante do grupo. O vombate sabia lutar muito bem tanto quanto o camaleão ninja do clã Shinobi.

— Estamos indo bem... – Disse Stu, arremessando um dos marauders contra outros três.

— Concentre-se! – Disse Espio, usando suas shurikens – Eles não são simples oponentes!

— Você está por dentro mesmo das coisas pelo visto...

— Mais do que imagina, nobre companheiro...

No outro lado, isso de força física massiva, Vector e Might lidavam com canhões e tanques. O crocodilo e o tatu enfezado usavam tudo de si para evitar o pior.

— Mano, não tanko esses tanques... – Disse Vector, usando sua mandíbula poderosa para destruir um dos canhões – Essa tá pra você, Might!

— Pode deixar, Vector! – Desta vez era o tatu, jogando uma imensa pedra de granito sólido contra uma armada de tanques – VOCÊS NÃO VÃO PASSAR!

E logo ao centro, lá estava Guru Ema, fazendo sua parte com o grande canhão surrupiado da base. O até então pacifista seu lugar a sua parte revolucionária e foi para o embate.

— QUANDO VOCÊS IRÃO PARAR DESSA AGRESSÃO SEM SENTIDO E DEIXAR A PAZ DITAR AS REGRAS? ISSO NÃO É NADA SMOOTH!

Logo abaixo onde Guru estava, lá se encontravam Walt Canguru e Barby Coala. Os dois cobriam a retaguarda de Bill Ornitorrinco, atual grão mestre da base, que usava um rifle de raios para ajudar na batalha.

— ELES SÃO MUITOS, WALT! – Gritou Bill, desviando de tiros.

— Não perca o foco, Bill... – O canguru usava seu bumerangue para desarmar três marauders.

— Walt... – Desta vez era Barby, também desviando de tiros – Estamos em desvantagem numérica!

— Estou sabendo disso... Mas continuem!

A luta era terrível, deixando a evidente superioridade dos Nocturnes. Por mais que lutassem com tudo e usassem todos os meios e habilidades possíveis, em seu extremo até, o exército fortemente armado e impressionantemente bem treinado do clã equidna tornou as coisas quase impossíveis, para não dizer o contrário.

Executando um salto, Espio e Stu aterrissaram próximo a Vector e Might, onde o crocodilo disse:

— Shinobi, tamo perto de levar outra surra e eu não tô afim de entregar os pontos...

— Compreendo, Vector...

— Tem algum plano? Você é o mano mais informado no pedaço...

— Hm... Eu tenho sim.

— Como é?! Vai, põe no jornal!

— Não disse antes porque aquela equidna do elmo poderia atrapalhar, mas por alguma razão ela sumiu...

— Tá, Espio... Agora desembucha!

Mesmo diante saraivadas de tiros os Chaotix, juntamente com os Lutadores da Liberdade de Downunda, começaram a prestar atenção ao que Espio estava para dizer:

— Bill me disse que Eggman não tem envolvimento com tudo isso que está acontecendo...

— O que tem isso? – Perguntou Might, segurando um pedaço de latão para se proteger.

— Isso leva a crer que, supostamente, o doutor não sabe do que fazem por aqui. Ou, o mais provável, não tenha como entrar em contato e ache isso estranho.

— Continua, carinha! – Vector prestava a atenção, socando dois maraunders para longe.

— Os Nocturnes já sabem da existência dele... e do que pode fazer. Estão usando a tecnologia do Eggman e a aperfeiçoando...

E desta vez, já próximo aos Chaotix, Bill tomou a palavra:

— Esse clã tem motivações muito mais concretas de dominação que o Eggman! – Disse, atirando contra os soldados – Antes de eu ser preso, eu conversei com Shade... Ela deixou transparecer uma preocupação para com a Angel Island...

Walt Canguru, olhando em direção ao seu pseudo aliado, perguntou:

— A Angel Island? Mas Knuckles disse isso mais cedo... Antes de virmos para cá, essa era nossa suposição: de que eles querem invadir a ilha!

O raciocínio estava certo, mas Espio deixou tudo mais preocupante:

— Eles são fortes, tem meios e habilidades capazes de já terem feito isso desde o início... Mas porque então não o fizeram? Eu suponho que: eles tem um plano maior.

— Um plano maior?! – Perguntou Barby, evitando uma rajada de tiros laser.

— As naves de Eggman dessa base não são de alçar vôo até a Angel Island. São cargueiros. Eggman sempre teve que recorrer a eggdrones e sua eggmobile pra tentar algo lá...

— Knux e a gente sempre chutou o traseiro dele por causa disso... – O crocodilo completou.

— Exato... – Espio então arremessou mais shurikens contra os soldados Nocturnes – Bill me disse que em algum lugar de Downunda há uma base secreta. Eggman desenvolvia tecnologia experimental por lá... Eu imagino que os Nocturnes usurparam isso e estão usando a seu favor.

— Do que está falando, Espio? – Perguntou Might.

— Eu não sei ainda... e é isso que me incomoda. Entretanto, numa coisa tenho certeza: Angel Island é o destino principal deles.

E como Vector já havia previsto:

— Tô ligado. A ilha inteira é o objetivo deles, falei? Mas tu como eu não sabemos o porquê...

Walt e os demais Lutadores da Liberdade de Downunda olharam um para o outro, já meio que deixando entendido a situação. O Canguru então disse:

— Vocês devem ir para a Angel Island!

— O que?! – Disse Vector, surpreso – Sem essa, brow! Os Nocs teriam vantagens se fizessemos isso! Pincar a mula não é solução!

— Não... Entendeu errado... Essa base tem serventia pra eles, então não temos que lidar com os Nocturnes e sim... DESTRUIR ESSA DROGA DE BASE!

O plano inesperado causou reações em todos, mas Espio recebeu isso como uma luz:

— Perfeito!

— BROW, DESTRUIR A BASE?!

— Acabar com o lugar nos daria alguma vantagem até que consigamos descobrir qual o verdadeiro interesse dos Nocturnes pela Angel Island!

— Mas como vamos fazer isso, mano?!

A resposta viria a seguir. Mas...

E em uma outra área de Mobius...

Continente de Soumerca

Litoral

Em um ambiente praiano como cenário, o céu nublado por poeira e fumaça davam o tom soturno do momento. E sem cerimônias maiores, lá estavam Rouge, Lundro e Shadow. O ouriço, de braços cruzados, olhava para o mar enquanto dizia:

— Tudo isso pode mudar de cor para vermelho em breve...

— Pare de falar demais, Shadow! Onde você esteve todo esse tempo? – Perguntou Rouge.

— Não há tempo para explicações que atrasaria ainda mais uma ação mais eficaz...

— Então o que diabos está acontecendo? Eu estive esse tempo tentando lhe dar discrição pelo o que você estava fazendo!

— Desnecessário... Tinha tudo sobre controle...

— Controle?! Você está louco? Você surrou os Chaotix, se uniu a Lien-Da, ajudou Drago a raptar o Knuckles... Aliás, onde está ele?

— Ajudando Lien-Da a resgatar Ômega.

— O que?! Mas como assim?!

— Entendeu agora porque explicações são inúteis no momento? Rouge, devemos agir o quanto antes... – Disse, caminhando até Lundro.

De frente para o equidna membro da Legião Sombria, o ouriço disse:

— Vocês já sabe que Lien-Da está viva. Então sabe que pode confiar em mim... ou não. Tudo o que você compartilhar a partir de agora irá ajudar a resolvemos toda essa confusão.

— Quero garantias de que não serei aniquilado por você!

— Você está vivo. Quer prova mais que essa?

— Hm... Está bem...

— Ótimo... Então comece a falar.

— Antes de ser dominado pelos Nocturnes, eu fazia parte de seu exercício...

— Como assim “fazia parte”?

— Eu estava sendo controlado por eles. Durante esse tempo estávamos seguindo todas as coordenadas da Shade a fim de encontrar um tipo de portal.

— Portal? O que quer dizer?

— A Zona Null.

— GRR... – Shadow logo se irritou – Já sei onde isso vai acabar...

Rouge tomou a frente:

— Como assim, Shadow?

— Eu lutei contra um deles... Um tal urso chamado Stilax. Zona Null... Você já ouviu falar, não?

— Pelo que sei, a GUN nomeou esse lugar como a Zona do Nada. E é exatamente isso: não há nada lá.

— Aquela zona... Ela é constituída de energia do caos.

— O que? Como sabe disso?

— Eclipse a usou para trazer seus lacaios... É um portal universal. Pode ser usado por qualquer um que detém magníficos poderes do caos.

— Black Doom?!

— Exatamente... Então foi dessa forma que Stilax veio parar aqui. Mas voltemos ao presente. Continue, Lundro.

Dado a palavra, o soldado continuou:

— Shade disse que deveríamos construir um marco: habilitar receptores e transmissores de ondas sonoras por Soumerca. Fizemos isso, mas...

— Sem perda de tempo!

— Eu despertei.

— Do que está falando?

— Eu fiquei livre do controle mental dos Nocturnes.

Rouge se lembrou do que Lundro havia lhe dito antes:

— O que? Isso significa que...

— Eu me libertei do domínio deles. Por alguma razão isso aconteceu, como eu te disse, morcega. Mas o que veio em seguida foi mais preocupante.

— O que aconteceu?

— Eles sabem quando alguém se liberta.

Isso deixou Shadow mais irritado.

— GRR... Uma vantagem que é uma desvantagem. Temos um inimigo com um exército controlado e monitorado o tempo todo. Se isso que você diz é mesmo verdade, temos um problema enorme.

— Eu fugi assim que o alarme indicou minha liberdade, mas fui capturado. Eles tentaram me controlar, mas em vão. Novamente, por alguma razão, eu não fui controlado. Então me mantiveram preso naquela base até essa morcega aparecer.

— Quantos mais estavam presos?

— Somente eu.

— O que mais sabe, Lundro? Esses sensores e transmissores... Porque o instalaram?

— Pontos estratégicos de Mobius. Os Nocturnes usurparam linhas sonoras de transmissão de Eggman para triangular a posição do Ponto Mor.

— Hm... Um lugar em especial. E qual foi o lugar?

— Um lugar no mundo overlander...

— GRR... Qual? Diga logo!

— Station Square.

Shadow e Rouge se olharam, com a morcega temendo pelo pior.

— Porque Station Square? Qual a finalidade disso?

— Traçar uma rota... onde foi o momento de que me libertei e não vi do que se tratava.

Shadow voltou a perguntar:

— E antes?

— Como assim?

— Idiota... O que viu antes? Creio que Shade tenha um cronograma...

— Somente havia um interesse em saber mais da Angel Island... e mais nada me recordo.

Isso agiu como um gatilho na mente de Shadow. E por um detalhe que ele sabia muito bem:

— A esmeralda mestra!

— É CLARO! – Gritou Rouge – Essa fonte de energia deve ser o principal interesse dos Nocturnes!

Mas o ouriço tinha outra linha de pensamento:

— Fácil demais... Não, Rouge. Tem algo além desse interesse simplório.

— O que tem em mente?

— Uma rota até Station Square... Angel Island... A esmeralda mestra... Tem algo muito mais nefasto e obscuro nisso tudo...

Shadow se mostrou muito pensativo naquele instante.

Enquanto isso, ainda em Soumerca...

Base avançada de Eggman | Heróis em fuga

Explosões e mais explosões ocorriam.

Sonic e os outros Lutadores da Liberdade seguiam pelos corredores da base, onde todo o lugar tremia e desabava. A preocupação por esse detalhe, de terem o piso se destruindo conforme o tempo passava, também se tornou algo considerável aos marauders que perseguiam nossos heróis.

T-pup conduzia o grupo, com seus sensores em estado de overclocking, como Tails disse:

— Não pare, T-pup! Contamos com você!

A essa altura o mascote usava tudo que tinha de processamento para levar os Lutadores da Liberdade para a superfície, já que a orientação anteriormente seria feita por Nicole. Mas, como sabido, a comunicação foi totalmente perdida. Juntamente a essa preocupação, Sally estava mal, como Sonic e os outros viram mais cedo.

O caminho acidentado só trazia mais aflição e desespero. Os Nocturnes não eram um problema, já que debandaram para escaparem da destruição do lugar, mas os Lutadores da Liberdade compartilhavam desse mesmo cenário desfavorável.

Sentindo alívio por estarem próximos a superfície, essa sensação logo foi destruída e os cercou por frustração: uma armada de marauders os aguardava, armados.

— Ah que beleza... – Disse Sonic, irritado – Então é isso mesmo? Vão ficar nessa de ficarem bancando os tais?

Eles engatilharam suas armas laser, como uma resposta ao ouriço, que voltou a dizer:

— Eu dei o aviso e vocês não pescaram... Sério, estou muito irritado com tudo isso, sabiam? Então se vocês não vazarem daqui, podem ter certeza que eu vou varrer o chão com vocês!

Sonic ainda carregava Sally, onde Knuckles disse:

— Eles não são como os soldados da Legião ou como badniks, Sonic. Sozinho você não vai ter progresso...

— Ideia melhor, Knux?

— Não, nenhuma. Eu iria partir pra cima que nem você, mas temos muito a perder no momento.

Sonic havia entendido muito bem o que o equidna quis dizer:

— *Caraca... Que momento doido. Sally tá mal... e tem esse lance do Knuckles e da Lien-Da aparecerem com o Ômega. Nada disso faz sentido. O Knux tá certo em dizer isso...*

Rotor, apontando seu lançador de laser para os Nocturnes, expôs sua opinião:

— Sonic, seja qual for sua ideia, vamos te dar cobertura!

— O mesmo digo eu, Sonic! – Amy se muniu com seu martelo – Chegamos muito longe... e esses caras maus não vão vencer a gente tão fácil!

O mesmo fez Tails:

— Eu estou pronto...

E até Lien-Da uniu o coro. A grã mestra da Legião Sombria tomou a frente de todos, demonstrando autoridade.

— Esses desgraçados tomaram meu clã... Eu sei que há companheiros meus entre vocês e sei que eles se lembram de mim e do que eu sou capaz... EU VOU COM TUDO PRA CIMA DE VOCÊS COM O POUCO QUE ME RESTA DE FORÇA!

Eles não tinham muito o que fazer a não ser seguirem em frente. Mas como Knuckles disse, as perdas seriam muitas: os marauders poderiam colocar as mãos em Ômega e Sally estava paralisada por algum motivo desconhecido.

Um imenso problema e a apreensão tomou o espíritos de todos.

Até que, de forma isolada e inesperada, baterias aéreas eletrizadas surgiram ao céu, caindo entre os Nocturnes e causando uma explosão elétrica. Isso fez com que a grande maioria fosse ao chão, inconscientes. Afugentando o restante de pé, raios paralisantes surgiram ao relento, tendo efeito imediato aos marauders remanescentes.

Os Lutadores da Liberdade, junto com Knuckles e Lien-Da, ouviram uma metalizada dizendo:

— Um reforço e uma ajuda... Tudo ao mesmo tempo!

Dito isso, logo a X-Cruiser ficou visível para todos, aterrissando em seguida. E não demorou muito e a escotilha se abriu, onde de dentro surgiram Big, Larry, Tio Chuck e Elias, que disse:

— Eu sei que estão surpresos e que tem muitas perguntas, mas a ideia agora é voltar para Nova Mobotropolis... com todos nós inteiros!

Ainda que não estivessem entendendo o que de fato ocorreu, Sonic pensou rápido, dizendo:

— Vocês ouviram... HORA DE VOLTAR PARA A NAVE!

Mas o ouriço, embora levasse Sally, a entregou a Rotor, que disse:

— Sonic?! Mas o...

— Rotor, se formos no ritmo de vocês, esses manés dos Nocs vão alcançar a gente...

Knuckles, serrando seus punhos, disse:

— Esses miseráveis estão atrás do Omega também... Então sem chance deles desistirem...

— Como é? – Perguntou Sonic – Porque estão atrás do robozão aí?

— Longa história... Mas no momento estou interessado em jogar o lixo fora junto com você.

— Sonic e Knuckles novamente?

— Porque não Knuckles e Sonic, ouriço tagarela?

— Nah... Não fica sonoro...

Os dois estavam bem confiantes, o que causou irritação em Lien-Da.

— Idiotas... Estão pensando que isso é uma brincadeira ou um jogo? TRATEM DE LEVAR A SÉRIO!

— Lien-Da, siga os outros até a nave do Rotor! – O equidna mandou a sugestão.

— E quem é você pra me dar ordens, guardião de araque?

— Não temos tempo para discutir quem manda em quem! Eu e Sonic iremos surrar esses miseráveis até que estejam na nave!

— O que?!

Não havia tempo para perderem. Sabendo disso, Elias interveio:

— Eu não tenho a mínima ideia de como você se aliou a eles como maioria das coisas que aconteceram por aqui, mas creio que a cooperação de forças nos trará uma vantagem até que cheguemos a nave de rotor... Concorda, grã mestra?

— Você ouviu o rei, madame... – Disse Sonic, tomando a frente – Isso não tem nada a ver com moral ou responsa... É só uma forma da gente poder lutar pra valer...

— Huh... Façam como quiser.

A inimaginável cooperação da grã mestra da Legião Sombria causava ainda estranheza por parte dos Lutadores da Liberdade, com todos olhando para a equidna com desconfiança. Por serem inimigos, esse sentimento era honesto e compreensível. Mesmo com essa incógnita, eles decidiram seguir a ideia de Sonic e Knuckles que, ao verem os Nocturnes despertando e voltando a ativa, se prepararam:

— Manda ver, Knuckles.

— Você também, Sonic.

Eles iriam lutar, em prol da segurança de seus amigos e do cumprimento da missão. Elias seguiu com o grupo, aproveitando a vantagem de estarem a frente.

Mas a missão teria mesmo êxito?

Enquanto isso...

Continente de Downunda

Base avançada de Eggman | Início de noite caótica

A luta seguia feroz no campo de batalha que se transformou o pátio da base. Os marauders aumentaram a intensidade de seus ataques, trazendo mais dificuldades aos Chaotix e aos Lutadores da Liberdade de Downunda. Tanto que, a essa altura, não conseguiram mais acompanhar os ataques. Até mesmo Might estava com dificuldades: os marauders usaram um tipo de raio que diminuiu o poder do tatú, o impedindo de usar sua super força.

— O que... O que é isso?! – Disse Might, confuso.

— Eles... Os marauders tem armas de negativação! – Disse Barby.

— Isso não é nada bom... Nada bom mesmo! – Walt estava preocupado – BILL, ESTÁ NA ESCUTA?

A luta seguia em outro lugar, com o ornitorrinco correndo até o canhão que Guru Ema utilizava. Por lá, ele disse:

— Estou tendo dificuldades aqui! Eu e o Guru não estamos conseguindo ativar o reator do canhão...

— Droga...

Seguindo em auxílio aos dois, Espio limpava sem caminho usando de suas habilidades Shinobi enquanto pensava:

— *Destruir essa base é necessário... Não, é uma urgência! Temos que conseguir, só temos essa chance... Bill pensou rápido em nos dizer que o reator do canhão está intimamente ligado a central de energia de toda a base...*

No outro lado, Vector ajudava Might, ligeiramente mais fraco por causa do raio.

— Mano, esses Nocs são mó brasa mesmo!

— Ahh... Droga... Temos que conseguir...

— Vamos sim... Mas temos que segurar os Nocs até o Bill conseguir!

O desespero se tornou uma constante tanto em Downunda quanto em...

Continente de Soumerca

Proximidades de Rusty Ruins | Fuga e luta na floresta

— NÃO PAREM!

Elias, liderando o comboio que seguia até a nave de Rotor. O caminho não estava limpo, com Nocturnes surgindo a todo instante. A preocupação com Ômega e, principalmente, Sally, fez com que o rei perguntasse:

— O que houve com minha irmã?

— Não sabemos... – Disse Tails, voando sobre o grupo – Ela ficou mal do nada!

— *Aquilo... Será que ela voltou a ter surtos como o Dr Quack diagnosticou? ( Como visto no capítulo “O dia seguinte”) Hm... Precisamos levá-la o mais rápido possível ao hospital...*

Tio Chuck, ao lado de Lien-Da, enquanto ajudava a investir contra os soldados, tomou a palavra:

— Acredito que você tem muito a reportar a Eggman depois disso tudo...

— Não comece, velho!

— E você também não é confiável...

— Eu não pedi sua opinião!

— Não é opinião. É um fato! Escute, Lien-Da: eu sei lá o que meu sobrinho entendeu dessa sua aliança, mas pode ter certeza de que você não terá a minha chance se...

— CHEGA DISSO! Concentre-se em proteger o Ômega!

Com Big usando de suas forças, ele abriu passagem para Larry, que completou a Lien-Da:

— E proteger a Sally também!

— GRR... Garoto idiota, cale-se!

E logo lá atrás, lutando em dupla, estavam Sonic e Knuckles, fazendo uso de suas habilidades ao máximo. Haviam badniks também, que davam trabalho a dupla. O ouriço utilizou de seu horning attack contra cinco deles enquanto o equidna distribuía sequências de socos destruídas com seus fortes punhos.

— Tá em forma, hein... Andou malhando?

— Leve a sério! E eu sempre estou pronto pra esse tipo de assunto.

— Tá certo, Knux... Confiança e você tem tudo a ver!

— Mantenha o foco! Se os marauders e os badniks alcançarem o comboio...

— Já sei... Já sei... – Disse, executando um poderoso horning attack contra um badnik – Mas agora que tão longe, aí eu posso usar todo meu repertório contra essas latas velhas recauchutadas!

— Para de brincar! Pensa na Sally!

Isso sim fez Sonic ficar sério. Knuckles tocou num ponto nem sensível e o ouriço entendeu a importância do momento.

Junto com o equidna, Sonic batalhou com toda força que tinha, sabendo que os Nocturnes não eram oponentes como os que tinha prática em combater. O clã era mais focado e determinado, sempre havendo respostas aos ataques deles.

A frente, e longe de estarem com menos problemas, o comboio liderado por Elias, seguia até a nave, combatendo os soldados Nocturnes com menos armamento mas com a mesma força de sempre. O caminho até a cidade abandonada de Rusty Ruins já tinha suas edificações deterioradas a frente, trazendo alívio.

Sonic e Knuckles não diminuíram seu impeto, tentando segurar a investida do clã com o que estavam de energia.

Mudando de cenário, indo até o Continente de Downunda, lá podíamos ver os Chaotix e os Lutadores da Liberdade de Downunda procurando segurar as forças dos Nocturnes para enfim Bill colocar seu plano em ação para destruir a base.

A luta seguia feroz...

Seja em Downunda ou Soumerca.

Enquanto visualizávamos os dois lados da batalha, podíamos ouvir a voz de Shadow numa crônica:

“Eu lutei contra Stilax. Aquele urso também detinha energia caótica... e ele não estava sendo controlado...”

Sonic e Knuckles não recuaram, mantendo a força e a responsabilidade de proteger seus amigos, que seguiam para a cidade abandonada aos trancos e barrancos.

“Estou dizendo isso outra vez porque estou certo de que teremos muitos embates. Os Nocturnes não são simples inimigos. Eles agem da forma mais inteligente e cuidadosa como Eggman ou qualquer outro nunca agiram...”

Em Downunda, Bill finalmente chegou ao reator do canhão, acionando sua alto destruição. Raios e faíscas começaram a surgir, fazendo com que os Chaotix e os Lutadores da Liberdade de Downunda corressem para se salvarem.

“Eles aos poucos fortalecem seus alicerces e usurpam bases do Eggman. Provavelmente estão por toda Mobius... Você sabe o que significa, Rouge: uma nova guerra. Diferente de outras, nosso inimigo já veio preparado para desafios. E o pior: continua a se preparar, fincando raízes profundas para fazer algo maior...”

Em Soumerca, mais precisamente em Rusty Ruins, o comboio liderado pelo rei de Nova Mobotropolis alcançou a cidade abandonada e estava a poucos metros da nave. Sonic e Knuckles, feridos, principalmente o equidna, perceberam isso e seguiram as pressas para próximo de seus amigos. Impiedosos, os badniks dominados pelos Nocturnes foram a seu encalço. A saída da região não seria tranquila.

“Eles tem tecnologia de ponta, talvez acima de nossa compreensão, e por isso a GUN precisa mesmo saber do que estamos prestes a lidar. Como Lundro disse, Station Square provavelmente seja seu próximo alvo. Eu não tenho conhecimento pleno desse clã, mas acredito que eles não conheçam overlanders... Temos muito a perder.”

Na base avançada de Eggman no continente de Downunda, os Chaotix se reagruparam enquanto conversavam:

— Espio, Might... Chegou a hora de meter o pé dessa base!

— Vocês não me disseram para onde vamos... – Disse Might, correndo como podia.

Logo Vector pegou um anel warp e o jogou para longe, onde o artefato ativou-se, abrindo um portal para...

— Angel Island... – Disse Espio, também correndo – Precisamos agora agirmos com estratégia.

— Mas...

— O Shinobi tá certo, Might... – Vector disse, convicto – Esse lance de agir as cegas vai dar ruim! E tamo sem comunicação com o Dimitri... Tá feio o bagulho...

— Mas e os Lutadores da Liberdade de Downunda?!

Ótima dúvida. Mas Walt, que tinha a seus amigos os seguindo também em correria no outro lado, também possuía um anel warp, respondendo:

— Vocês irão para a Angel Island... e nós seguiremos para o deserto de Downunda!

— O que?! Mas...

— Os dingos precisam saber o que está prestes a acontecer. Stryker pode ser rígido e antipático, mas ele precisa saber o que estamos lidando. Aliás, todos de Downunda... e de toda Mobius! Contamos com vocês!

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A ignição do reator ocorreu, onde até mesmo os Nocturnes perceberam e correram para se salvarem. Uma imensa explosão aconteceu, destruindo a base. Por sorte nossos heróis de Downunda conseguiram sair do lugar segundos antes.

Os dois grupos estavam seguindo planos distintos, mas sob a mesma perspectiva de Shadow: uma iminente guerra se aproximava.

“Lembram dos Xordas? Eles eram fortes. Os Nocturnes talvez não tenha a magnitude de uma invasão alienígena, mas exponencialmente são ameaças muito maiores. Esperem pelo pior... Tomaram a Legião Sombria da Lien-Da, dominaram lacaios de Eggman e até fizeram alianças com indivíduos de outras dimensões... Tudo é uma questão de tempo para que toda Mobius ajoelhe-se a seus interesses nefastos. Temos que agir, Rouge...”

E em Rusty Ruins, no meio da floresta de Soumerca, nossos heróis de Nova Mobotropolis conseguiram embarcar a nave. Rotor seu a ignição assim que entrou, com Tails sentando a seu lado. Logo Big levou a plataforma que carregava Ômega para o interior da embarcação aérea, assim como os demais. Lien-Da, Tio Chuck, Larry, Elias... e Sally, esta sendo amparada por Amy.

Em seguida embarcaram Sonic e Knuckles, com a escotilha da nave se fechando. Por sorte a nave de Rotor tinha uma boa blindagem, os livra do dos tiros laser que receberam da armada Nocturnes. A fuga foi bem sucedida, diante as circunstâncias.

Em Downunda, como sabido, os Chaotix adentraram ao portal, seguindo para Angel Island e, no outro extremo, os Lutadores da Liberdade de Downunda foram para o Deserto de Downunda.

Assim que ultrapassam o portal, eis que aparecem na ilha que abrigava em seu interior a esmeralda mestra. O lugar estava sereno e tranquilo, como esperado. E a noite caía...

Mas, no interior da nave de Rotor...

Todos estavam feridos, pelo embate nada agradável contra os Nocturnes. Mas o foco dessa vez era em Lien-Da. Seu comunicador havia recebido uma mensagem, possivelmente antes da queda da comunicação em Mobius. E mesma estava contida a seguinte informação:

Encontramos o alvo.

Coletamos informações: Thrash Tasmaniano, pela triangulação de posições que coletamos por Downunda, está neste continente.

Relatório de análise: localização ainda desconhecida. Faremos uma expedição para o litoral de Downunda.

Alvo atual: Vila das Formigas de Fogo.

A grã mestra recebeu a notícia com satisfação, onde era possível ver um sorriso em seu rosto. Mas não sem que Amy percebesse...

Todas as frentes de ataque tiveram uma resolução, sejam medianas ou ruins. Mas o fato era que ninguém estava preparado para o clã equidna Nocturnes.

Nem mesmo Sonic.

Mas os embates ainda não acabaram em Mobius.

Continente de Downunda

Vilarejo Little Outback | Início da noite

Passos largos, desesperados, eram ouvidos por entre as árvores e tochas da região montanhosa. Localizada em um lugar bastante inacessível, o vilarejo era considerado secreto...

... até hoje.

Já na vila, podíamos ver um grupo de dez chacais enfileirados como soldados, aguardando ordens. E sentado em uma pedra girando sua faca, como e estivesse entediado, lá estava Saga Chacal, que disse:

— Rumem em direção a Vila das Formigas. Em breve eu irei... Quero que, ao chegarem lá, deixem pelo menos o líder vivo e inteiro. Esse será o único prisioneiro, entenderam?

Ordem dada... e eles deixaram o lugar rapidamente como se fossem ninjas. Os Chacais eram extremamente implacáveis no que diz respeito a cumprirem missões.

O vilarejo estava totalmente destruído. Casas rusticas abandonadas desde então e que serviram como moradia dos bestiais tasmanianos junto com Blastion estavam em chamas. Esse era o cenário.

Sozinho, Saga se levantou, olhando ao redor e começou a divagar:

— Tudo isso... é lixo. Um buraco como esse sequer poderia ser considerado lar... E esse ancião viveu aqui por tanto tempo mesmo assim. Então... porque sou o único prisioneiro deste mundo? Todos em Mobius são frágeis... não há desafios. Tudo é fácil e sem resistência... Nós, Chacais, podemos fazer o que quisermos. O que falta nesse povo é... ódio. Sim... Eles tem esse sentimento de cooperação e fraternidade patética e vergonhosa que faz com que esperem que sejam salvos. Tolos... Paz é um estado volátil. Então porque esperam por isso?

Mas durante seu monólogo megalomaníaco, eis que alguém surgiu no recinto. Saga se virou e viu por lá um ser envolto por sombras esvoaçantes em volta de seu corpo e com sua fronte sombria a mostra... e nada amigável. A reação do chacal foi imediata:

— O que está acontecendo aqui? De onde você veio, ser asqueroso?

Era Kaji que, já em sua forma dark, disse:

— Onde está Blastion?

— Hm... Quem é você? Ou melhor... O que é você?

— Onde está Blastion, responda!

— Se refere ao ancião moribundo que vivia aqui nessa vila nojenta?

— Onde ele está? Diga... – Kaji começou a caminhar em direção ao chacal.

— Ah sim, espere... Agora me lembro... Mudou de aparência, garoto? Hm... Caso grave de puberdade...

— GRR... EU LHE FIZ UMA PERGUNTA!

— Você é aquele tenreque que nos entregou a localização dessa vila... Nostálgico me lembrar disso, admito.

— O que?! Como assim? DO QUE ESTÁ FALANDO?!

— Devo lhe agradecer pelo favor de ter aparecido naquele acampamento cheio da pior casta de Mobius. Por sua causa conseguimos cumprir parcialmente com nossa missão.

— Missão? Grr... – Kaji estava ficando mais nervoso – ONDE ESTÁ BLASTION? RESPONDA JÁ!

— Garoto, eu não tenho a mínima ideia do que você se tornou. Tampouco me importa sua presença também. Você não é meu alvo. Então lhe darei a chance de sumir da minha frente inteiro... e nunca mais cruze meu caminho.

Kaji, usando de seus poderes sombrios, surgiu a frente de Saga em dois movimentos, quase como piscar os olhos. Sem paciência, o tenreque aplicou um soco na barriga do chacal, que se surpreendeu com a ofensiva.

— Huh... Isso machucou de verdade...

— ONDE ESTÁ BLASTION? FALA AGORA!

Uma explosão por dentro de uma das cabanas, a maior, trouxe consigo uma resposta: o cajado que o ancião se apoiava caiu próximo onde Kaji estava. E por fim:

— Um fim digno de um mobiano tolo e patético.

— O que... Bla-blastion... Ele... Não pode ser...

— Guarde este pedaço de madeira, garoto. Com ele terá um marco eterno de como é viver sem motivações. Do pó veio... e ao pó voltou.

Kaji se aproximou da cabana em chamas. A explosão acabou com o pouco dos alicerces e colunas que mantinham a moradia de pé... e onde supostamente Blastion estava.

O jovem tenreque caiu de joelhos no chão, chorando compulsivamente. Ele se lembrou de todos os bons momentos que teve com o ancião, que o acolheu, mostrou a ele onde estava (em Mobius), ajudou em sua recuperação, conversou com ele... e virou seu amigo. Como um pai ou um avô, eles eram mesmo mais próximos. Kaji desenvolveu um forte afeto por Blastion, que tinha pouco a oferecer, mas tudo foi de forma franca e sincera.

— Ele... Ele tinha um olhar inocente...

— Uma lição a ser aprendida. Baixas como essa que fazem pessoas serem fortes, para que não cometam os erros dos caídos... Não seja um idiota e agarre a chance que tem, garoto.

— Blastion nunca fez mal a ninguém...

— Não existem inocentes. Todos pertencem a um sistema de “faça ou farão”. Não seja tolo...

— O ancião... Ele me acolheu mesmo sabendo do meu segredo... Blastion não tinha absolutamente nenhuma obrigação de cuidar de mim... mas mesmo assim ele fez...

Kaji estava ficando muito mais furioso. E essa sua reação causava mais transformações ao seu corpo: as sombras se tornaram mais densas, como se fossem tentáculos.

— Miserável... Patife desgraçado...

— Huh... O garoto então sabe palavras ofensivas. Era o que eu estava falando... O que falta as pessoas de Mobius é o ódio. Sim... Isso mesmo, garoto idiota.

— Eu sempre fui de me controlar, não permitir que me deixem tirar do sério... Esse meu poder, que eu não conheço totalmente, pode trazer problemas, por isso eu tinha cuidados... MAS NÃO IREI ME SEGURAR! SEU INFELIZ! MISERÁVEL! MONSTRO! AHHHHHH! – Gritou, com o ódio tomando o controle – ELE ERA PACÍFICO! PORQUE? PORQUE VOCÊ FEZ ISSO, SEU MOSTRO?! AHHHH!

Kaji urrou praticamente, com todo o ambiente se mutando. Sombras começaram a brotar do chão, juntamente com uma névoa sinistra tomando o lugar e escurecendo o chão, que começou a tremer. Árvores da floresta próxima desabavam, pedras rolavam e a vegetação se despedaçada. O cenário acolhedor das montanhas se tornou mais soturno e temere.

Subindo a montanha, lá estavam Ray e Charme, que reagiram a isso:

— O que tá acontecendo?!

— Charmy, por-porque está tu-tudo tremendo?!

— Eu não sei... E o que é aquela nevoa?!

— Acho me-melhor encontra-trarmos o Kaji e sair lo-logo daqui!

Mal eles sabiam o que tudo aquilo que estava acontecendo vinha exatamente de onde eles menos esperavam.

Voltando ao vilarejo...

Kaji, gritando sem parar, olhava para Saga. Seu ódio só crescida enquanto o chacal dizia:

— Você definitivamente não tem noção do que é, garoto inconsequente.

— CALA A BOCA! GRR...

— Tanto poder... isso tudo veio de seu ódio, não?

— CALE A BOCA, DESGRAÇADO!

— Blastion foi durão, garoto. Ele aceitou seu fim de forma digna... Isso não o livra de ser patético, mas eu tive um pouco de respeito.

— CALA A SUA MALDITA BOCAAA!

Saga colocou ainda mais carga emocional negativa sobre Kaji. O ódio transbordava a um ponto nunca visto. E isso trouxe consequências imediatas, como o chacal mesmo viu: várias outros montantes de sombras abriram o solo, com pilastras altas formadas por elas somando mais poder ao corpo de Kaji.

O céu escureceu totalmente...

Assim como a névoa sombria ficando mais densa...

Saga sentiu um estalar em sua mente naquele instante...

Um pesar monstruoso, de como alguém tivesse apertando seu coração.

— *Ah... Mas... O que foi isso?! Essa pressão no meu peito... O que está acontecendo aqui?!*

Quando se deu conta da realidade, Saga percebeu que Kaji havia sumido. O chacal mercenário o procurou, mas em segundos foi atingido em cheio por um raio sombrio, o levando até o solo. Ajoelhado, Saga continuou sendo castigado pelos raios negros, que o torturava. Aquele era todo o ódio de Kaji... ou seja lá quem seja:

— Ser detestável que habita esse mundo cheio de caos...

Definitivamente essa não era a voz de Kaji.

— O receptáculo ao qual me apossei alimenta-me com todo o rancor que este mundo lhe deu... principalmente o que vem de suas ações.

— Ahh.. Você se acha um Deus? Isso quase me fez rir... – Provocou Saga, tentando suportar a dor.

— Seu poder cognitivo é acima da média para ter percebido esse detalhe, ser mobiano.

— Ahh... O que?! Esse garoto nunca poderia...

— Um mero receptáculo, como disse. Entretanto me foi útil... Eu sou um Deus.

Lentamente as sombras que envolviam o corpo de Kaji se desmantelavam, deixando aos poucos evidente sua aparência: a silhueta era como de Kaji, mas em seu rosto haviam um conjunto de sete olhos verdes e sinistros. Sua pele escura emanava uma aura das trevas. Naquele momento víamos um outro ser, que se auto intitulou:

— Estejas certo de que irei reclamar por essa terra, alimentado pelo ódio. Ajoelhe-se e pereça ante minha presença, ser abominável... Sou Darkaji Gaia... e tomarei sua dor e sofrimento como ode a minha existência. Esteja grato por ter seu fim pelas minhas mãos... – Disse, aumentando a intensidade dos raios.

O chacal caiu em sofrimento, não conseguindo mais dialogar.

Desta vez quem passou a gritar foi Saga, mas de dor...

Angustiante, o chacal mercenário sofria com os raios sombrios...

Darkaji Gaia não tinha piedade alguma...

Somente observando sua vítima definhar.

— Fui chamado pelo caos e pelo ódio. Esta terra está condenada a própria destruição, pelos eventos aos quais você e tantos outros realizaram. Bem ou mal... Trevas ou luz... Tudo é relativo e nada é o certo tampouco o errado. Acabarei com sua insignificante vida, para que meu receptáculo se satisfaça em ter ceifado seu existir.

Muitas memórias apareceram a mente de Saga naquele instante, juntamente a vozes que constantemente ele vivia ouvindo durante seu descanso. Pesadelos e mais pesadelos diários contavam histórias desagradáveis, onde o chacal se via torturado. Tudo isso acabou por trazer a mente do chacal novamente aquela voz que ouvia toda vez que dormia.

“As portas de sua mente estão se abrindo, finalmente...

Não resista. Deixe que a passagem seja feita...

E me permita tomar a situação a minha responsabilidade...

Somos um só ser, mas você é o único que tem o controle desse corpo...

Mas eu sei que clama por sua vida, então...

Eu irei me apossar daqui pra frente do controle total...

Sendo assim o avatar, o emissário cósmico universal...

Somos dois em um só...

Mas agora seguirá a... MINHA VONTADE!”

Uma explosão cósmica ocorreu, neutralizando os raios sombrio de Gaia. Uma imensa redoma de energia envolvida Saga, fazendo com que sua pelugem mudasse, indo para um tom mais albino. Seus olhos avermelharam e uma aura rubra circulava por seu corpo. E ele, olhando para Darkaji Gaia, deixou claro para o ser sombrio que as coisas também haviam mudado para seu lado.

— Enfim liberto... e estou frente a um oponente digno de minha grandeza.

— Quem é você? Responda, ser abissal!

— Oriundo do cosmo, vago por este universo atrás de ganância e desejos... Tolo ser... Eu me nomeio a sua frente como Saga Gemini... e aceito o desafio a essa peleja, onde o vencedor levará tudo.

— Espólios de guerra não sobrarão... Eu não desejo nada e sim o fim de tudo que existe. Só assim o equilíbrio surgirá.

— Ser sombrio sem ambições... Por isso cairá.

— Confiança. Você a tem... e eu respeito isso.

A concentração de poderes era absurda. A história tomou mesmo uma proporção inimaginável. Em questões de minutos, o futuro de Mobius estava nas mãos de duas entidades poderosas.

Darkaji Gaia vs Saga Gemini.

Trevas vs luz.

Poderes divinos vs poderes cósmicos.

BOSS VS BOSS — The future of Mobius at stake

Music: Honest Eyes

Composer: Black Tide

Sem perda de tempo, as duas entidades começaram a se golpearem sob os céus de Mobius. Os efeitos de seus poderes podiam ser vistos por tudo o planeta. Seja em Soumerca, onde os Lutadores da Liberdade rumavam para Nova Mobotropolis ou até mesmo em Downunda e Angel Island... Seja onde for, o céu escurecido trouxe aflição onde havia sol e preocupação onde havia lua.

Terríveis um com o outro, os socos e chutes trocados tinham um ruído de raios colidindo. Gaia e Gemini eram extremamente implacáveis.

♪Ódio!

Estou cheio de ódio,

E culpa e arrependimento!

Como é que eu fiquei tão perdido?♪

Desde o início era visível o nivelamento de suas forças. Socos e chutes poderosos faziam um estrondo como trovões ecoar ao horizonte. Logo uma chuva torrencial começou a cair enquanto mediam poderes.

♪Lute!

Eu vou acabar com essa luta, me puxar para fora

Me salvar a todo o custo♪

Não muito longe dali, mas desconhecendo totalmente os acontecimentos de mais cedo e os atuais, Ray e Charmy estavam no interior da floresta que escondia o vilarejo. Entretanto, eles sofriam os efeitos da incrível luta que ocorria. Os dos membros mais jovens dos Chaotix estavam envoltos por uma névoa sombria, ao mesmo tempo que ouviram vozes de lamentos e chamados.

— Ai... Ray, eu tô com medo...

— Eu tam-tambem... Será que de-devemos mesmo ir em frente?

— Não dá pra voltar agora e temos que seguir a missão! Vector confiou isso a gente!

— Mas... Nós dois es-estamos sozinhos e sem direção...

— Subir, subir! Até a gente achar o Kaji!

♪Me dê minha,

Minha vida de volta

Pegarei o que perdi♪

Eles continuaram a subir, sem saberem da batalha entre entidades que ocorria nos céus de Mobius. Gaia e Gemini não diminuíram a intensidade um segundo sequer, até mesmo subindo o nível!

— RAIO DE SOMBRAS!

Gritou Gaia, arremessando um raio devastador sombrio. Mas veio a resposta:

— EXPLOSÃO CÓSMICA!

Gemini enviou varias mega explosões que ocorreram no espaço entre os dois, se chocando contra o ataque de Gaia. Uma gigantesca explosão aconteceu, com os dois estáticos enquanto observavam ao clarão.

♪Como?

Como chegamos até aqui?

E porque nós sobrevivemos?

Eu prefiro viver minha vida através dos olhos honestos

Onde foi que nós erramos?

E o que não vimos?

Eu prefiro viver minha vida através dos olhos honestos♪

— Trevas nunca foram aceitas, seja qual for a realidade... – Disse Saga Gemini.

— Desejos, ambições... Sabia que ganância é um pecado? Tudo faz parte do caminho que levam a escuridão... – Darkaji Gaia respondeu.

— Sábias palavras, mas vazias como você.

— Ledo engano, ser cósmico. Eu estou vencendo...

— Longe disso, ser sombrio.

Eles voltaram a trocarem golpes, sob a mesma forma e força. Mais ruídos de trovões ecoavam, com a forte chuva ficando mais pesada.

♪Marcas

As coisas que eu fiz

Me deixaram com cicatrizes

Eu quebrei todas as paredes♪

Pilotando a nave, Rotor e Tails tinham problemas com o temporal inesperado que enfrentavam. Balançando e tendo várias turbulências, era visível que a nave de Rotor não estava preparada pra tamanha carga d’água.

— PESSOAL, SEGUREM-SE! – Gritou o morsa.

— T-PUP, ACESSE O SISTEMA DA NAVE!

— O que?! Porquê isso, Tails?

— Rotor, o T-Pup pode ajudar a nave a rastrear uma rota melhor com seus sensores!

— Mas o T-Pup está esgotado!

Sim, ele estava. Mas o mascote robótico dos Lutadores da Liberdade não ignoraria um pedido de socorro. Assim feito, ele se conectou a nave, ajudando a achar uma rota mais propícia para evitarem maiores danos. Todavia, isso não os livrou de momentos tensos, inclusive de árvores titânicas de Soumerca que, por sua altura, quase fizeram com que a nave fosse atingida.

— Rotor, Veja o monitor! T-Pup achou um caminho!

— Estou vendo! Acima das nuvens... Mas não vai ser fácil! PESSOAL, PREPAREM-SE! A COISA VAI FICAR BRABA A PARTIR DE AGORA!

A manobra arriscada trouxe muitas reações... Será que teriam êxito?

♪Desgraça!

Uma vítima de minha própria desgraça!

Eu subo acima de tudo!♪

No outro lado do continente, podíamos ver um helicóptero voando próximo ao mar que banhava Soumerca. Em sua fuselagem estava a logomarca da GUN, deixando claro que estavam em auxílio a Rouge e Shadow. Se aproximando da costa, o helicóptero era observado por Lundro, enquanto a morcega e o ouriço conversavam justamente sobre o cenário repentino.

— Shadow, essa chuva... E escureceu do nada...

— Hm... Soumerca é famosa por seu clima altamente instável... Mas eu creio em outra teoria.

— Do que está falando?

— Somente supondo... Coisa essa que, se for verdade, teremos problemas, muitos problemas...

— O que seria essa teoria que está dizendo?

— O caos. A existência de uma força maior que imaginamos...

Os instintos do ouriço pareciam saber da verdade.

♪Isso estava me levando a loucura

Isso irá marcar o fim♪

Em Angel Island, a calma e quietude até então marca registrada da ilha flutuante mudou, com o tom escuro do céu e uma forte ventania. Acima das nuvens, não chovia na ilha, mas:

— Mano, o tempo fechou! – Disse Vector, preocupado.

— Porque essa ventania?! O que está acontecendo? – Perguntou Might, com o mesmo pensamento.

— Algo está acontecendo... Algo verdadeiramente desconhecido... – Espio já tinha teorias em mente.

— O que quer dizer com isso, Espio?

— Might, desde que começamos esse embate todo, tudo de mais caótico ocorreu. Nós perdemos mais do que ganhamos, embora tenhamos conseguido chegar até aqui e com algumas respostas. Seja o que esteja acontecendo, teremos problemas... Talvez maiores que imaginamos.

Como Shadow, Espio já suspeitava. E Vector em seguida expôs outra preocupação.

— Espero que Ray e Charmy estejam bem...

— Droga... – Disse Might, olhando para baixo, em direção ao continente de Downunda – Eles estão lá sozinhos... Charmy... Ray...

Vector e Espio se juntaram a ele, desejando o melhor para seus amigos...

Voltando a luta das entidades, Darkaji Gaia e Saga Gemini travavam um embate sem se preocuparem com nada. Ao se chocarem em cada ataque poderoso, feixes e faíscas surgiram de seus punhos e pés, causando descargas elétricas. Relâmpagos começaram a iluminar ao tenebroso por causa disso.

Era uma luta onde ambos os lados estavam nivelados.

♪Como?

Como chegamos até aqui?

E porque nós sobrevivemos?

Eu prefiro viver minha vida através dos olhos honestos

Onde foi que nós erramos?

E o que não vimos?

Eu prefiro viver minha vida através dos olhos honestos♪

— Sua força... Ela é imensa mas sem propósito – Disse Gemini.

— E você carrega uma análoga a minha, entretanto insuficiente... – Desta vez era Darkaji.

— Uma luta de milênios a frente...

— Infindável, de acordo...

♪Meu caminho está mais limpo através dos olhos honestos♪ (4x)

Desferindo socos incessantemente, Darkaji Gaia e Saga Gemini criaram com a fricção de seus punhos um lapso temporal, onde o tempo desacelerava a cada segundo.

Mil anos. Esse talvez fosse o tempo para que medissem seus poderes. Divino e cósmico, eram sua natureza. A desaprovação da existência do outro, no ponto de vista dos dois, deixava claro que seus objetivos estavam longe de terminar.

♪Estou pegando minha,

Minha vida de volta!

Isto eu digo a cada dia♪

— Meu receptáculo está reclamando por seu lugar...

— O meu avatar é mais fraco que as convicções de meu segundo eu...

— Até quando poderemos ir? Essa luta traria o equilíbrio que esse mundo precisava...

— Nosso embate é universal. O cosmo é longínquo e incalculável...

♪Como?

Como chegamos até aqui?

E porque nós sobrevivemos?

Eu prefiro viver minha vida através dos olhos honestos

Onde foi que nós erramos?

E o que não vimos?

Eu prefiro viver minha vida através dos olhos honestos♪

Embora eles não recuassem em seus ataques um segundo sequer, os desejos de seus respectivos hospedeiros adormecidos estavam voltando a ter o controle de suas contra partes. No caso de Kaji, o poder sombrio tinha ciência de sua natureza e estava regredindo aos poucos, e o de Saga sabia que havia muitas ambições ainda previstas para o agora.

Em outras palavras, tanto Kaji quanto Saga eram os donos do presente em Mobius. Nem Darkaji Gaia tampouco Saga Gemini seriam capazes de mudar a realidade.

E era exatamente como prescrito por Shadow: o caos imperava.

Mas nem mesmo entidades, sejam cósmicas ou das trevas, tinham o direito de tomarem pra si a realidade.

♪Eu prefiro viver minha vida através dos olhos honestos (3x)

A vida através dos olhos honestos♪

Abruptamente, ambas as forças perdiam intensidade, tornando-se translúcidas aos poucos. Darkaji Gaia e Saga Gemini interromperam seus ataques, com os dois se fitando:

— A desgraça dos olhos honestos... Nos veremos novamente, ser cósmico.

— A ambição ainda permanente... Até, ser divino.

♪Eu estou pegando minha, minha vida de volta...

Eu estou pegando minha, minha vida de volta...♪

O céu voltava ao normal, a chuva cessou e os relâmpagos se extinguiram...

O fogo no vilarejo foi apagado, mas não os eventos passados.

Lá estava Kaji, caído ao chão e com lágrimas nos olhos. Ao fundo, se aproximando, apareceram Charmy e Ray, que foram o mais rápido possível em direção ao tenreque, que estava em sua forma trevosa. E enquanto chorava, o jovem disse:

— Blastion... eu falhei... com você.

O que de fato ocorreu? Porque essa inimaginável luta aconteceu? O ódio fervente de Kaji o fez perder o controle, dando origem a um ser que é oriundo de seu poder...

•••

Os eventos de Mobius foram terríveis.

Vitória? Relativa. Conseguiram, Knuckles e Lien-Da, enfim resgatarem Ômega.

Mas...

Onde está Thrash Tasmaniano? Os Chacais realmente sabiam onde estava ou era só uma hipótese de Saga?

E algo mais: onde estava o chacal? Só havia Kaji no vilarejo.

E Vicent e Geoffrey? Os indígenas da aldeia dos Felidae os haviam capturado.

E pior: Elias e os demais Lutadores da Liberdade Secretos pensavam que os dois estavam mortos.

Hershey está viva. Mas onde estará seu paradeiro?

E Sally? O que houve? Sonic estava apreensivo, em um dos poucos momentos que o ouriço tinha esse sentimento.

Qual o próximo passo de Rouge e Shadow? Tinham como fonte de informação Lundro, mas eram poucas as chances do ex membro da Legião Sombria. E dessa vez a GUN ficará sabendo de tudo...

Mas restava mais um alguém que não fez parte de toda essa confusão.

E em algum lugar em Mobius...

Base Secreta número um | Suite privada

Em um dormitorio destacado de uma das bases de suporte do doutor, dormindo tranquilamente em sua cama lá estava Eggman, que foi subitamente despertado.

— Mas que diabos... O QUE ESTÁ ACONTECENDO?

Logo seu imenso monitor surgiu ligado a parece, com umas voz bem conhecida sendo ouvida:

— Doutor Ivo Robotnik... ou poderia chama-lo de Eggman... Peço desculpas pela intromissão ao seu aposento de descanso, mas...

Era Shade, que fez contato exclusivamente com o doutor. E a equidna, sem perder tempo, disse:

— Estaria interessado em fazer parte do clã Nocturnes?

Continua.

Notas finais
Não percam o próximo capítulo da fanfic mais maneira do Sonic!