Sonhos e Realidades
12 Capítulo 12 - O Reencontro Indesejável ( Parte 1 )
Notas iniciais
Eu estava na cama com o Do Contra cochilando ao lado. Faziam duas horas desde que chegamos aqui na casa da Penha. Observei todo o quarto, cada detalhe era como se eu estivesse olhando para um museu, mas aquele museu moderno. Era tudo tão lindo. Como uma pessoa tão bem de vida e com tudo isso à sua volta, ainda teria tempo para atormentar a vida dos outros? Essa Penha, ou ela era maluca, ou psicopata!
Mas a questão em si não era essa. Isso era dos menores problemas.
Meu coração quase pulou quando escutei batidas na porta. DC arregalou os olhos mas não esboçou nenhuma reação.
– S-Será que é ele? — Perguntei mais para mim mesma do que para ele.
DC se espreguiçou e levantou calmamente da cama, indo em dioreção à porta.
Antes que eu pudesse impedi-lo, ele já havia aberto a porta. Ou melhor dizendo, arreganhado.
– Estou atrapalhando alguma coisa? — Era Sabrina, se esticando para me olhar.
– Não. — Eu respondi, indicando para ela. Ouvi DC soltar uma risada baixa.
– Bom, Mô, vim chamar vocês para o jantar. Assim vocês vão poder conhecer melhor a minha família. Penha me disse que vocês não eram muito próximas, mas se conhecem bem. — Ela sorriu, ingenuamente. Mal ela sabia a praga de prima que ela tinha.
Tentei parecer calma ao responder.
– Ela disse isso? Bom, eu acho que a gente se dava bem até demais. — Quase taquei um vaso na cabeça do DC, quando ele soltou outra gargalhada.
– Então, vejo vocês lá embaixo. — Quando Do Contra ia fechando a porta, Sabrina se apressou a falar.
– Há... E vocês vão conhecer o marido da minha prima...
Pulei da cama e corri em direção à porta.
– Como é? Marido? Então eles já se casaram? — Eu estava quase me jogando em cima da Sabrina, quando Do Contra me segurou pelo pulso.
– Mônica... — O seu tom de voz era sério, aquele tom que me fazia ficar paralisada. Instantaneamente olhei pra ele. — Sabrina, obrigado por nos chamar, já vamos. — E então ele fechou a porta, deixando uma Sabrina confusa.
Minha mente girava. O que estava acontecendo?
– Mô. — DC largou meu pulso gentilmente e segurou meu rosto. — Você está bem? — Fiz sim com a cabeça. — Fique calma.
– DC, como você quer que eu fique calma numa situação dessas? Penha já sabia de tudo, e mesmo assim deixou que ficássemos aqui.
– Sim, e você sabe o porquê? Porque ela acha que já estamos casados.
Fiquei confusa.
– Como é?
– Sabrina deve ter contado à ela que somos casados. Não sei se ela acreditou nisso mesmo ou não, já que não temos nenhum anel a exibir. Mas acho que como ela sabe de seu amor por Cebola, nenhuma noiva iria querer uma ex namorada atrás do noivo. Então obviamente que para não te deixar brechas, ou para te machucar, ela te disse isso. — DC falava cuidadosamente, observando a minha reação.
– Como pode ter tanta certeza? — Tirei sua mão do meu rosto e virei meu corpo.
– é porque... — Sua voz sumiu. Olhei para ele, mas seu rosto estava virado. Ele coçou a cabeça e ficou parado por alguns segundos.
– É porque...? — Eu incentivei, tocando em seu braço. Um choque percorreu a minha espinha, fazendo uma agitação estranhamente gostosa no meu estômago.
– É porque eu acho que sim. É só uma teoria. — Ele olhou para a minha mão que tocava seu braço.
Fiquei ali pensando se era isso mesmo que ele queria dizer. Mas resolvi por hora deixar quieto.
Nos arrumamos para enfrentar o que quiser que viesse pela frente. Eu não estava nem um pouco preparada pra isso, mas a essa altura, Cebola já sabia da nossa mentira. Será que ele vai acreditar que eu e DC estamos casados?
Nos arrumamos e descemos. O que aconteceria de agora em diante, realmente eu não fazia ideia.
Segurei forte a mão do DC e entramos na sala de jantar.
Meu olhar encontrou seus olhos castanhos, e subitamente meu corpo fraquejou.
Cebola.
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