Sonhos de Criança

11 Noites Intermináveis


Notas iniciais
Nesse texto em especial há muita irritação, muita angústia contida. Eu, sinceramente, quando chego no final estou quase gritando lendo-o. Leiam rapidamente, como sempre ^^

Passei tantas noites buscando a redenção

Que após tanto, finalmente

Etiquetei cada assombração

São minhas e eu as carregarei eternamente, para todo o sempre

~~

Primeiramente, o fantasma da tristeza

Nem sempre completei minhas promessas

Talvez a minha maior fraqueza

Seja ter tentado, em tudo, ver beleza

—

Nas profundezas do meu ser, numa sala abandonada

Mora também a incerteza, sozinha, infinita, calada

Por causa de minhas dúvidas, caminhos se fecharam e portas foram trancadas

O que restou se foi, somente águas passadas

—

Logo após, vem a rejeição

E com isso a conclusão

Tenho que ser quem não sou

E vivendo a farsa, vou comendo o pão que o diabo amassou

—

Noites como essas, onde o tempo paralisa

Para que, cada minuto, seja uma hora de aço na pele fria

Esse é um outro erro meu

Dores não se encobrem, somente acumulam e viram um imenso breu

—

A arrogância em pensar

Que não importando os meios, os finais iriam te salvar

Foi me amando que morrestes

E esse é meu pior sonho, podia ter sido eu no lugar de você e de todos eles!

—

Quanto mais me sujeito a sensações

Mais cresce a margem de possíveis horrores e punições

Mesmo que minha muralha seja alta, minha trincheira seja funda

Não há como me salvar da minha própria mente suja

~~

São vermes, me comendo por dentro

Não importa o que eu faça, nunca é o certo

Sou a vítima de um afogamento

Esse é o meu dilúvio, sem arca, sem salvamento

Notas finais
Não gostei de escrevê-lo. Tentei pegar somente a sensação contida no último dia, mas acho que englobei todos eles. Bom, a última noite se foi.