Sonhos de Criança
11 Noites Intermináveis
Notas iniciais
Passei tantas noites buscando a redenção
Que após tanto, finalmente
Etiquetei cada assombração
São minhas e eu as carregarei eternamente, para todo o sempre
~~
Primeiramente, o fantasma da tristeza
Nem sempre completei minhas promessas
Talvez a minha maior fraqueza
Seja ter tentado, em tudo, ver beleza
—
Nas profundezas do meu ser, numa sala abandonada
Mora também a incerteza, sozinha, infinita, calada
Por causa de minhas dúvidas, caminhos se fecharam e portas foram trancadas
O que restou se foi, somente águas passadas
—
Logo após, vem a rejeição
E com isso a conclusão
Tenho que ser quem não sou
E vivendo a farsa, vou comendo o pão que o diabo amassou
—
Noites como essas, onde o tempo paralisa
Para que, cada minuto, seja uma hora de aço na pele fria
Esse é um outro erro meu
Dores não se encobrem, somente acumulam e viram um imenso breu
—
A arrogância em pensar
Que não importando os meios, os finais iriam te salvar
Foi me amando que morrestes
E esse é meu pior sonho, podia ter sido eu no lugar de você e de todos eles!
—
Quanto mais me sujeito a sensações
Mais cresce a margem de possíveis horrores e punições
Mesmo que minha muralha seja alta, minha trincheira seja funda
Não há como me salvar da minha própria mente suja
~~
São vermes, me comendo por dentro
Não importa o que eu faça, nunca é o certo
Sou a vítima de um afogamento
Esse é o meu dilúvio, sem arca, sem salvamento
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