Sonhos Secretos Da Lua Cheia

1 one-shot de aniversário da Ana


Notas iniciais
hoje é o aniversário da minha Reita e eu nem acho que já disse tudo o que poderia pra ela... Mas Rei, vc sabe q eu só te desejo uma felicidade imensa e q seus sonhos se realizem! Onegai, me deixe sempre assistir, pq eu sei q sua estrela está prestes a brilhar! Eu amo vc!

Eu despertei num salto, sem me lembrar do sonho que me embalava, como todas as noites de minha vida. Fiquei sentada em minha cama ainda por uns momentos, pensativa, buscando por uma ponta que tinha ficado solta que eu pudesse lembrar do sonho... Tinha a impressão de que sonhara com Suzuki-san...

Comecei a trocar o pijama pela roupa separada na noite anterior para usar aquele dia, que tinha deixado sobre o encosto da cadeira da penteadeira, ainda forçando minha mente a se lembrar do sonho, enquanto que a roupa de cama, com um aceno de varinha, se guardava dobrada no baú a pé da cama, mantendo o quarto arrumado como eu gostava.

— Não force tanto sua mente pela manhã... – escutei uma voz divertida chegar aos meus ouvidos e vi Sereny abrindo a porta de meu quarto, rindo.

— Lendo meus pensamentos de novo, Sereny-chan? – brinquei e ela fingiu uma cara ofendida e emburrada cruzando os braços.

— Eu não estava lendo! – ela respondeu, fazendo bico e eu gargalhei. – Mas sua porta está até quente de tanto que você estava pensado! Afinal, o que estava tão forte em sua cabeça? – a baixinha riu.

— Estava tentando lembrar meu sonho... – ela riu ainda mais. – Do que é que você está rindo tanto, hein, baixinha? – foi a minha vez de cruzar os braços, emburrada.

— Nada não... Nada não... Vamos descer? – ela disfarçou, abrindo novamente a porta de meu quarto e indicando o corredor.

— É... Nada não... – resmunguei para ela enquanto, deixávamos o aposento e descíamos juntas as escadas, rumando direto para a cozinha da pousada para começar o café da manhã.

Senti alguém se pendurando em meu pescoço quando desci o último degrau.

— Ohayou, Rei-chan! – Chibi disse alegremente em meu ouvido.

— Ohayou, Chibiko! Alguém parece animada essa manhã, hein? – dei risada de seu entusiasmo e ela saltou de meus ombros para o chão, num movimento gracioso.

— E quem é que não está? – ela respondeu com um enorme sorriso e rumou para a cozinha antes de nós dançando.

Tsuki já se encontrava lá e já tinha começado a preparar o café da manhã, que exalava um aroma delicioso e convidativo, e parecia concentrada com coisas desse mundo e do mundo da Lua...

— Ohayou, Líder! – Sereny lhe deu um beijo na bochecha e os olhos da mais velha voltaram a ficar em foco. – Algum hóspede novo pra hoje? – ela perguntou, se juntando a outra no preparo das coisas que iriam para a mesa dos hóspedes.

— Não... Não... Hoje, não... – a Líder respondeu, ainda com um ar de quem via longe o que nós não conseguíamos ver. – As tempestades pareceram se acalmar...

— Isso é bom, não acham? – Chibi se sentou em um dos bancos à mesa posta, sorridente e pegou um dos bolinhos que estavam ali para comer.

Haruka apareceu sorridente na cozinha e seu sorriso poderia substituir o Sol no firmamento de tão radiante que estava, em mais uma de suas entradas triunfais e cheias de gestos exagerados. Todas nós rimos.

— Parece que alguém teve bons sonhos – Tsuki brincou, fazendo Haruka sorrir sapeca e eu me sentei ao lado de Chibi, bufando.

— Ah... Não me fale sobre sonhos... – resmunguei.

— Ainda sem lembranças? – Sereny perguntou e eu assenti aborrecida.

É claro que eu nunca me lembrava de meus sonhos... Mas eu gostaria de pelo menos saber o que Suzuki-san fazia no daquela noite... Só isso...

— A Lua gosta de engolir os sonhos da Rei-chan – Haruka se sentou ao meu lado, passando o braço por meus ombros e dando risada. – Devem ter um sabor maravilhoso pra nunca lhe deixar um...

— Sabor...? – eu sussurrei, franzindo o cenho, mais pra mim mesma do que para ser ouvida. – Será que me dão licença? – eu pedi, me levantando num pulo da cadeira, surpreendendo minhas quatro amigas e todas elas assentiram emudecidas.

— Acho que ela se lembrou – pude ouvir Tsuki dizendo, antes de atravessar os primeiros hóspedes matinais e subir as escadas , correndo para o quarto 2719.

Lembrei-me antes de bater na porta que precisaria de um pretexto pra procurá-lo ali. Retirei minha varinha de dentro das vestes e fiz surgir, flutuando a minha frente, uma bandeja de café da manhã, com uma nova caneca de chocolate quente especial de que ele tinha gostado tanto.

— Pode entrar – o ouvi responder, quando finalmente bati na porta e eu a empurrei, entrando sorridente.

— Ohayou, Suzuki-san! – minha voz pareceu sobressaltá-lo, apesar de já estar esperando alguém saudá-lo.

— Ah... Ohayou, ruiva! – ele me respondeu sem jeito, se endireitando na cama sentado e eu dei risada.

— Eu lhe trouxe o café da manhã! – anunciei alegremente. – Tem mais chocolate quente! Como pareceu gostar tanto, ontem... Eu decidi lhe trazer mais...

Seus olhos brilharam como de criança e eu não estava preparada para sentir meu coração disparar da forma como disparou com seu sorriso.

— Arigato! – ele abriu ainda mais o sorriso e eu deixei a bandeja na sua frente, sobre a cama.

— Doita! – lhe sorri de volta, também me sentando e ele não pareceu se aborrecer com minha proximidade repentina. – Teve boa noite?

— Dormi feito um bebê – ele respondeu, em fazendo rir novamente. – Bem que você disse que seu chocolate quente ajudava a dormir!

— É, eu falei! Fico feliz por estar certa – brinquei.

— Você consegue me assustar de verdade por acertar tanto... – ele observou, assombrado e eu arregalei os olhos, espantada.

— Por que diz isso?

— Acertou que seu chocolate quente me ajudaria a dormir bem... Acertou sobre eu ser um adorador das experiências novas... Acertou sobre... Uma noite ser sempre uma nova noite!

— Bom... Essa é a ideia básica, da vida, não é mesmo, Suzuki-san? A vida foi feita pra ser vivida!

— É exatamente o que eu penso! – ele me falou, entusiasmado.

— Fico feliz por pensarmos igual – eu lhe sorri e ele corou prazerosamente.

— Sabe, ruiva... – Suzuki-san parecia estranhamente falante àquela manhã..

— Ana – eu lhe disse e ele sorriu.

— Ana... Acho que você... Estava em um dos meus sonhos dessa noite...

— Eu? – dei risada.

— É... Mas eu não consigo me lembrar – ele pareceu tão frustrado quanto eu com essa falta de lembranças pela manhã.

— Eu nunca me lembro dos meus sonhos – contei e seus olhos me fitaram com curiosidade.

— Nunca? – eu neguei com a cabeça. – Eu costumo me lembrar dos meus sonhos... E quando não lembro deles com imagens, lembro muito bem das sensações...

— Que coisa legal! Eu tenho isso às vezes... De lembrar das sensações...

— É... Eu me lembro de sentir... Calor... E doce... – ele franziu o cenho, parecendo falar mais consigo mesmo, se esforçando para lembrar e eu dei risada.

— Vai ver, você sonhou com o chocolate quente – brinquei e ele sorriu, mas foi um sorriso diferente... Um sorriso que me arrepiou.

— Um chocolate com gosto de sonho e um sonho com gosto de chocolate... Intrigante... – eu dei risada.

— Seria um bom enredo de livro!

— Ou pra uma nova experiência... Uma nova noite numa noite nova... – ele mudou a própria frase dessa vez.

— Suzuki-san fala coisas muito filosóficas – observei, divertida. – Que tipo de homem ele deve ser? – brinquei.

— Eu também estou interessado em saber que tipo de pessoas é a Ana, que consegue fazer sonhos com sabor de chocolate...

— E o que você nos propõe? – minha pergunta estava praticamente respondida nos olhos dele.

— Uma nova experiência – seus lábios se colaram aos meus e rapidamente me arrancaram o fôlego. – Um sonho novo...

Notas finais
mereço reviews?
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!