Sonhos Quebrados.

39 39- Apreensão.


Notas iniciais
Desculpe a demora galerinha, é que eu andava meio tensa com alguns problemas e isso estava afetando o meu fluxo de criatidade, mas como não gosto de deixá-los esperando aqui estou eu com mais um capítulo. ESpero que apreciem.

Boa Leitura!!!

Quatro meses se passaram desde o resgate de Koji. Hinata estava em paz com a sua consciência e estava mais tranqüila quanto a cirurgia que ele faria, mesmo ela sendo de risco, afinal o tratamento estava surtindo um efeito satisfatório e era possível notar alguma melhora na saúde do filho. Ele se tornara mais ativo e estava sempre com o rosto corado, apesar de ainda ter alguns surtos respiratórios de vez em quando.

Naruto participava ativamente da vida dele e era perceptível a alegria do garoto quando estava perto do pai, o resultado eram sempre muitas brincadeiras, risos e euforia. Quando eles cansavam de brincar em dupla vinham sempre lhe atazanar com cócegas ou guerra de travesseiros. Hinata adorava afinal nunca em sua vida havia se divertido tanto, a sua infância sempre fora cercada de regras e treinamentos rigorosos. Não havia tempo para brincar quando se tinha que aperfeiçoar as técnicas do clã para um dia ser aceita como a líder.

Lembrou-se do pai, e da mudança drástica que ele sofrera desde o incidente com Koji. Havia adotado uma nova personalidade, que só assumia quando estava a sós com o neto que agora o visitava sempre que podia. Havia pedido perdão às filhas e a Neji, claro que em um ambiente seguro longe dos olhares curiosos. Por fora continuava a transparecer o mesmo velho turrão de sempre, mas de vez em quando era possível perceber um discreto sorriso visível apenas aos olhos muito atentos.

Ele estava mais feliz. O filho estava mais feliz. Hinata estava mais feliz. Mas ainda havia algo que não consertara.

Naruto.

Por mais que sentisse uma atração descontrolada pelo loiro, ainda não sabia se estava pronta para lhe dar uma segunda oportunidade. Por mais que ele provasse a sua mudança, ainda se sentia insegura sobre a idéia de começar um novo relacionamento com ele. Às vezes se pegava perguntando por que não? Porque tanta hesitação? Nem ela sabia explicar direito.

No fundo sabia que ainda tinha medo de que o incidente de anos atrás voltasse a se repetir. Que ela fosse traída novamente.

Suspirava estafada ao pensar na relação dos dois. Ele vinha fazendo investidas cada vez mais “irresistíveis” e ela não podia negar, que era atraída apenas pelo cheiro dele. Havia cedido a tentação algumas noites quando se encontravam sozinhos enquanto Koji dormia, sempre começando com uma conversa amistosa e terminando em beijos eufóricos, abraços desejosos e de por vezes “brigas” na cama. Ele sempre tentava tocar no relacionamento entre os dois, mas ela sempre dava um jeito de escapar ou mudar de assunto, não queria contar a ele que estava com receio de que ele tivesse uma segunda queda em meio á um relacionamento, pois já sabia qual seria a sua eventual posição, o fato é que ainda não se sentia reparada e a recuperação do filho vinha antes de tentar quebrar a cabeça com algo tão complicado como casamento.

Naruto por outro lado não conseguia entender o porquê de toda aquela recusa, e estava começando a crer que a morena não queria nada sério com ele. Talvez estivesse apaixonado por outro.

Balançou a cabeça para afastar um pensamento tão ridículo, Hinata andava para cima e para baixo resolvendo problemas e cuidando do filho não iria perder tempo com algo tão fútil.

Ou iria?

De qualquer forma ele já havia se decidido, iria reconquistá-la nem que fosse a última coisa que fizesse na vida.

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Hinata acabava de preencher alguns formulários do hospital, enquanto Koji remexia os pezinhos em cima de uma das cadeiras da recepção. Tinha um picolé em uma das mãos e estava se lambuzando todo devido aos pingos que escorriam do doce e vinham enfeitar sua boca e dedos. Todas as enfermeiras que passavam pelo local não podiam deixar de fazer um carinho na cabeça dele e dizer encantadas o quanto era lindo.

Em breve iniciariam uma nova bateria de exames para verificar o que precisava ser realizado e se o corpo dele resistiria á uma possível cirurgia de risco. Ficava apreensiva de lembrar que Tsunade era a última esperança que tinha de ver o filho curado, se ela falhasse não haveria muitas esperanças e o filho talvez nunca saísse da infância. Sentiu o coração apertar violentamente ao imaginar essa possibilidade.

Koji levantou da cadeira e correu em direção á alguém. Conforme se aproximavam era possível testemunhar a conversa dos dois.
_Como está se sentindo?
_ Bem melhor hoje. Sabia que eu tive que dormir ontem aqui?
_ Dormir no hospital? Por quê?

_ Eu passei mal. Não conseguia respirar direito, então a mamãe me trouxe.

Hinata pode reconhecer pela voz que Naruto estava com ele e pressentia que algo muito chato estava prestes a acontecer.

Os dois chegaram perto de Hinata que estava acabando de preencher a última ficha e Naruto a olhou apreensivo e um pouco nervoso.
_ Porque não me avisou que ele estava passando mal Hinata?

_ Porque não havia necessidade, não é a primeira vez que ele tem uma crise asmática no meio da noite. — tentava manter-se o mais calma possível, já estava apreensiva por causa dos exames do filho e não queria se irritar com as cobranças do loiro.

Naruto continuava olhando-a inconformado.

_ Mas eu gostaria de ser informado mesmo assim, afinal eu sou o pai dele e gostaria de saber quando ele passa mal.- falou inconformado.

Hinata acabou o formulário e o entregou a enfermeira agradecendo a paciência.

_ Você ouviu o que eu disse Hinata?- Disse nervoso fazendo Koji olhá-lo assustado.

_ Ouvi Naruto e torno a repetir que não havia necessidade de atrapalhar o seu trabalho de vistoria das guarnições por tão pouco.

_ Pouco? Acha que o meu filho passar mal e vir parar no hospital é pouco? E se fosse algo mais sério?

_ Se fosse mais sério eu o avisaria, não há motivo para tanta algazarra. Hoje eu tenho um milhão de coisas para resolver e não posso ficar discutindo com você. — Hinata saiu do hospital sendo seguida pelo loiro que ainda estava com o filho no colo e que presenciava discussão assustado.

_ Porque não pode compreender que eu me preocupo com ele também? — Naruto disse inconformado. Será que ela não entendia o quanto magoava a ele não ser informado sobre a saúde do filho, mesmo que não fosse a algo sério, gostaria de saber o que se passava com ele.

_ Eu compreendo, só não entendo porque ficar tão nervoso por causa disso. — ela dizia calmamente sem interromper a marcha aparentando não dar ouvidos aos protestos dele.

_ DROGA HINATA, PROCURE ENTENDER! — Explodiu de vez fazendo Koji se assustar ainda mais com a violência das suas palavras.

Hinata o fitou nervosa e respondeu a altura.

_ TENTE ENTENDER VOCÊ E PARE DE FAZER DRAMA SÓ PORQUE EU NÃO FUI CORRENDO TE CHAMAR.

Trocavam olhares nervosos, sem perceber o quanto Koji estava apavorado com a briga. Os olhinhos perolados abertos de pavor, jamais os vira brigar, maneira tão intensa e raivosa sentia o coração disparar de medo como se a qualquer momento fosse escapar pela boca.

_ Ora, ora, porque todo esse estresse? Vocês não deviam discutir aos berros no meio da rua vão acabar assustando o menino desse jeito. — Uma voz muito familiar soou atrás dos dois.

Koji que estava com os olhos abertos de medo se desvencilhou do colo de Naruto e foi correndo para os braços de Sasuke que abaixou e o pegou gentilmente, enquanto ele afundava a cabeça em seu ombro chorando.

_ Parece que já conseguiram- Disse passando a mão pelos cabelos de Koji.

_ Sasuke? O que faz aqui?- Hinata perguntou com uma das sobrancelhas levemente arqueada.
_ Para ser franco, eu estava apenas de passagem. Mas quando vi a solteira mais cobiçada da vila tão livre caminhando, resolvi parar para cumprimentar. — Disse galanteador fazendo a Hyuuga rir e Naruto bufar de raiva.

_ Agora que já cumprimentou o que acha de deixar a Hinata em paz? Nós estamos conversando sobre coisas muito sérias. — Naruto disse impaciente.

_ Conversando? Pareceu-me mais que estavam no meio de uma guerra.

Hinata abaixou a cabeça envergonhada de ter gritado no meio da rua.

_ Hina, que tal sairmos hoje à noite para jantarmos? Aceita o meu convite ou prefere ficar discutindo com o Baka.

_ TEME! QUEM VOCÊ ESTÁ CHAMANDO DE BAKA?- Naruto tentou partir para cima de Sasuke, mas foi impedido pela Hyuuga que o segurava pela gola da camisa. – E QUE INTIMIDADE É ESSA? NÃO PODE CHAMÁ-LA DE HINA!

_ Então o que me diz?- Sasuke virou o rosto para a morena ignorando o loiro que gritava e balançava os braços histericamente. Seu plano não era dar em cima da Hyuuga nem fazer Naruto perder as estribeiras, mas já que estava conseguindo porque não se divertir um pouco mais?

_ Claro! Eu adoraria. Tem muitas coisas que eu quero conversar com você.

_ Posse te buscar ás oito?

_ Sete. Oito horas é muito tarde para uma mãe sair de casa.
_ Então combinado. – Tornou a olhar para o menino em seu colo que havia parado de chorar e apenas buscava conforto de cabeça baixa. –Se sente melhor?- Koji balançou a cabeça afirmativamente. _ Então eu vou te entregar para a sua mãe, tudo bem?- Koji balançou a cabeça negativamente se agarrando mais á ele.

_ Não vai não tio Sasuke. Fica mais um pouco comigo. – pediu manhoso. Queria mesmo era estar com Gaara, ele saberia confortá-lo, apesar do moreno também ser bastante atencioso, havia em espécie de carinho paternal que cobria os carinhos do ruivo.

_ Eu preciso ir, tenho que resolver uns problemas, mas prometo que amanhã eu busco você para brincarmos juntos. Ok?

Koji aceitou ainda meio desanimado e voltou para o colo da mãe com o olhar triste. Estava com medo do pai porque havia brigado com a mãe dele.

_ Hina. Você vai sair com o TEME?- Disse inconformado enquanto o via se afastando com aquele gingado descarado que tinha. Às vezes preferia o velho e antipático Sasuke.

_ E qual o problema?- perguntou em um sorriso quase falso.
_ Todos! Até hoje você não aceitou sair comigo. Está sempre empurrando para outro dia. — bufava irritado.

_ Pare de bobeira Naruto, o Sasuke é meu amigo e eu não aceitei esse convite pensando em segundas intenções como você. Agora me deixe resolver meus problemas.

Hinata saiu andando pela rua com o filho no ombro deixando o loiro ainda inconformado parado na calçada. Parou e olhou para trás.

_ Naruto?

_ Oi. — respondeu meio mal humorado.

_ Você poderia ficar com o Koji hoje à noite enquanto eu estiver fora?- sentiu o menino estremecer um pouco.

_ Para que? Pra ver você sair e se divertir com o Uchiha? Não muito obrigado. — Deu as costas indo na direção contrária.

_ É filho, parece que você vai ter que ficar com o seu tio Neji hoje.

Naruto correu para perto dela ao ouvir que Koji ia ficar com o primo de Hinata.

_ Neji? – perguntou para confirmar se havia ouvido direito e completou ao ver o sinal de aprovação dela. Deixa que eu fico com ele então.

_ Sabia que iria mudar de idéia. – falou com um sorriso vitorioso. – Sete horas lá em casa, eu te espero ansiosa.

Naruto chegou à casa de Hinata uma hora antes do combinado. E bateu na porta, ainda meio receoso da proposta que havia aceitado, sem saber se conseguiria manter controle suficiente sobre o corpo para não voar no pescoço do amigo quando o visse. Mas as suas preocupações foram arremessadas para longe quando viu uma cabecinha com lindos olhos perolados olharem para cima para fitá-lo ainda meio receoso através da fresta da porta. Naruto abriu seu melhor sorriso e abaixou na altura do filho que lhe deu um abraço apertado.

_ Oi papai! Você está bravo ainda?- Perguntou receoso.

_ Não. Aquilo já passou.

_ Promete que não vai mais brigar com a mamãe? Eu não gosto de ver vocês brigando.

Naruto se sentia a pior porcaria do mundo. Como pudera ser tão insensível? Não deveria ter se entregue ao calor do momento sem prestar atenção no filho que estava próximo e presenciou a briga insana dos dois.

_ Prometo. — deu um forte abraço nele.

Quando estavam brincando de cavalinho na sala, alguém bateu levemente na porta. Hinata se apressou um abrir.

_ Só um momento Sasuke, eu só preciso buscar a minha bolsa. — Disse saindo apressada.

_ Acho que você encontrou a sua profissão Naruto. Pode enfim deixar de ser ninja e virar meio de transporte. O que acha? Não é uma boa oportunidade?- Disse irônico ao ver a brincadeira.

_ Eu não vou nem te responder Teme. – Colocou Koji no chão que protestou um pouco por causa do fim da brincadeira.

_ Vamos?- Hinata apareceu sorrindo.

Estava linda.

Usava um vestido preto justo que delineava o seu corpo favorecendo as curvas, uma maquiagem leve, mas que exportava toda a sua feminilidade, um perfume agridoce que contaminava o ar. Os cabelos estavam graciosamente presos em um lindo rabo de cavalo, deixando exposta a área do pescoço que se tornava um convite aos beijos mais apaixonados. Naruto olhava enciumado o amigo oferecer o braço que a morena aceitou prontamente com um sorriso enfeitando os lábios sedutores. O que ela queria afinal enlouquecê-lo?

Sentiu a alma ser consumida por um intenso ódio contra o Uchiha, ele sabia que queria reatar com a morena e mesmo assim ficava fazendo pose diante dele e convidando-a para saírem juntos. Estava se tornando um perfeito fura-olho, mas iria dar uma lição nele e arrancar de uma vez por todas aquele sorrisinho calhorda que enfeitava o rosto dele sempre que o fazia tilintar de ódio.

_ Mamãe você ta uma gata!- Koji falou fazendo a posição de Nice Guy que havia aprendido com Lee.

_ Eu concordo. — Sasuke disse irônico fazendo Naruto rosnar de raiva.

Hinata deu um beijo no filho e saiu deixando o seu perfume no ar, e um loiro inconformado.

Continuaram brincando de todas as formas possíveis, parecia que o gás de Koji não tinha fim. Quando o relógio reclamou as nove da noite Naruto achou melhor aprontá-lo para dormir.

Levou o menino para o banheiro para lhe dar um banho porque estava todo suado e sujo e quando retirou a blusa pode ver a cicatriz que marcava uma ponta a outra do peito tão pequeno, nunca havia visto ela antes e sentia o corpo enrijecer ao lembrar das palavras de Hinata. De um passado que queria esquecer.

Perdeu-se em pensamentos tristes ao lembrar que ele tinha passado por tantos problemas antes mesmo de completar três anos. Não podia negar que era culpado por aquilo. Se ficasse ao lado de Hinata, ela não teria problemas na gravidez e o filho não teria nascido prematuro.

_ Você está triste tio Naruto?- os olhinhos de Koji estavam aflitos. — Não chora não, eu vou ficar bem.

Naruto se assustou com o que ele disse, era como se Koji soubesse o que estava pensando.

_ Eu não vou chorar, prometo, mas como sabe o que estou pensando?

_ Seus olhos me contaram. –Passou as mãozinhas pelo rosto do loiro. — Eu sei por que todo mundo fica triste quando vê a minha “marquinha de luta”, eles logo pensam que eu vou morrer.

Naruto engoliu em seco.

_ Mas não precisa se preocupar. –Koji continuou- A vovó Tsunade disse que eu vou viver mais cem anos, porque ela vai me curar!- Disse feliz. Papai?

_ Diga. — Abriu o chuveiro e começou a dar banho nele. Estava se molhando mais do que Koji.

_ A mamãe falou que quando eu nasci eu cabia dentro de uma caixa de sapato de tão pequenininho. — Imitou o tamanho com a mão. – O meu coração era muito fraquinho e eu quase não respirava. Tudo isso porque eu nasci “permaturo”, então...

_ Prematuro. — Naruto corrigiu.

_ É isso aí mesmo. Tudo porque ela passou muita raiva e tristeza quando eu tava na barriga dela. Quando eu tiver um irmãozinho eu não vou deixar ela ficar brava ou chorar de novo, pro meu “rimão”, não nascer doente igual a mim.

_ Que bom! Fico feliz em saber que você vai ser um bom “irmão”. – Sorria, mas o coração estava pesado pelas palavras dele. — Agora vamos trocar você e dar a sua janta que está quase na hora de menino pequeno dormir.

Vestiu Koji e deu a janta para ele. Trinta minutos depois estavam na cama e Koji pediu que Naruto lesse um livro para ele dormir. Não levou muito tempo para que o menino dormisse. Naruto passou a mão gentilmente pelo rosto pequeno observando atento a respiração fazer o peito dele subir e descer, duas lágrimas correram pelo seu rosto quando deu um beijo carinhoso na sua testa. Sentiu como se o peso do mundo estivesse sobre as suas costas, esmagando o coração. Quanto dor poderia ter poupado ao filho se tivesse acreditado em Hinata.

Koji começou a se mexer euforicamente na cama, ficando torto e fazendo o loiro sorrir carinhosamente, Queria tê-lo visto nascer, tê-lo pego no colo, ajudado ele a dar os primeiros passos, estar perto para ouvir as primeiras palavras. Quanta coisa havia perdido.

Acabou adormecendo no chão do quarto segurando a mão do filho, se ele caísse de novo, pelo menos iria cair em algo mais confortável que o chão duro. Acordou assustado ao ouvir um chiado estridente. Levantou do chão para ver como o filho estava, e descobriu que o chiado vinha dele. O peito subia e descia descompassado e em uma velocidade anormal, era visível pelo seu rosto que estava com dificuldade de respirar. A boca estava entreaberta tentando aspirar mais ar inutilmente. Naruto sentiu o coração gelar com o estado em que o filho estava e sem pensar duas vezes o pegou nos braços e saiu pela janela do quarto rumo ao hospital de Konoha.

Notas finais
Fiquem tranquilos, eu sei que deixei um pouco de lado os outros casais mas não esqueci deles não ok?! Eu vou in serilos assim que a trama me permitir.

Aos fãs de sasusaku uma surpresa.....

Abraços.

YueChan.