Sonhos Quebrados.
30 30- Paixão entorpecente.
Notas iniciais
Agora eu estou acabada!
Ps: Já vou avisando aos mais assanhados que eu não me fixei muito no hentai.
Boa Leitura.
“Os corpos estavam famintos pelo toque da pessoa amada e começaram a exigir o contato com certa ânsia, os dedos passeavam pelos caminhos há muito tempo trilhados na busca de reconquistar o espaço e tempo perdido.”
Naruto passou a mão pela cama empurrando o que havia nela, sentia o corpo pedir violentamente pelo de Hinata mais uma vez. Posicionou-se por cima dela e foi deitando-a, na cama sem descolar os lábios, havia esperado tempo demais para deixar que a oportunidade escapasse. Passou a mão pela cintura dela em um movimento ao mesmo tempo carinhoso e possessivo, e com a outra mão, começou a desabotoar a camisa que ela usava, deixando a mostra o sutiã que guardava os seios fartos e alvos.
Hinata se deixou ser possuída pela gostosa euforia que tomava conta do seu corpo, sabia que iria se arrepender depois, mas não conseguia se controlar. A sensação de poder tocar o corpo de Naruto novamente após três anos era mais forte do que qualquer razão. Pousou as mãos na nuca dele puxando delicadamente os cabelos, sentindo o corpo dele tremer em resposta ao toque. Desceu uma das mãos e passeou com ela pelas costas dele, subindo e descendo carinhosamente enquanto arranhava. Percebeu que ele estava ficando cada vez mais eufórico com os toques, e suspirava aumentando a intensidade do toque a cada puxão no cabelo ou arranhada nas costas.
Naruto começou a beijar o ombro exposto dela descendo cada vez mais até os seios, sentindo-a se contorcer e lançar a cabeça para trás de prazer enquanto arranhava as costas dele. De olhos fechados ela começou a sentir o corpo tremer de antecipação por causa do desejo que se tornava mais intenso a cada toque.
Hinata puxou-o para cima com voracidade tomando seus lábios enquanto puxava a blusa para cima para retirá-la, ele fez o mesmo e acabaram se despindo com certa violência. Os corpos ansiavam pelo toque a muito esperado e não havia roupa que segurasse o desejo que fazia os dois arfar e implorar pela união final.
Foram os vinte minutos mais impensados da vida de Hinata, e por mais que a consciência pedisse que se precavesse não conseguiu controlar a vontade insana que crescia a cada segundo. O peso dele sobre o dela, a pele, o cheiro, o toque tudo era enlouquecedor demais para que ela pudesse se controlar. Deixou simplesmente que ele a possuísse mais uma vez, unindo e selando o amor que sentiam um pelo outro, em uma mescla de carinho, selvageria, desejo e êxtase.
Hinata abriu os olhos lentamente sentindo a brisa morna acariciar o seu rosto, virou para o lado e viu Naruto dormindo tranquilamente. Passou uma das mãos carinhosamente pelo rosto dele fazendo-o sorrir, deixou uma lágrima solitária correr pelo rosto. Sentia saudade do tempo em que eram um do outro, quando podia abraçá-lo e sonhar com um futuro em que viveriam tranqüilos em Konoha, realizando seu trabalho como ninjas, e sendo felizes até o dia em que morreriam juntinhos. Um verdadeiro conto de fadas que um dia ela ousou planejar. Casar, ter filhos, curtir a vida com muita alegria e morrer juntos. Riu ao lembrar o quanto era ingênua, a vida não permite sonhos bobos, a realidade é cruel e não tem piedade com os tolos.
Afastou uma mecha do cabelo rebelde que insistia em cair no rosto, e sorriu sozinha, precisava aproveitar o momento logo ele acordaria e a realidade lhe saudaria com os mesmos problemas do dia anterior. Suspirou e olhou para o relógio na cabeceira da cama que marcava cinco horas da manhã, voltou a acariciar o rosto do loiro e acabou adormecendo novamente.
Naruto acordou abraçado à jovem Hyuuga, passou a mão carinhosamente pelo rosto dela para afastar as mechas que lhe cobriam o rosto. Era linda, e para ele nunca deixaria de ser. Como havia sonhado com o dia em que poderia reencontrá-la.
Levantou, recolheu as roupas que estavam jogadas para todos os lados, se vestiu e silenciosamente saiu do quarto, não queria que Koji pegasse os dois juntos em cima da cama e do jeito que vieram ao mundo.
Passou pelo quarto do filho e o viu em uma posição nada confortável. Estava torto e as pernas estavam pendidas para fora da cama. Aproximou-se e cautelosamente o consertou, pondo as pernas para cima da cama. Ficou observando o menino dormir, o peito subindo e descendo ritmadamente, os cabelos lisos espalhados pelo rosto. Ele estava suado e se mexia com violência ficando cada vez mais torto.
Quando ia se levantar sair, Koji se revirou e caiu no chão fazendo-o se assustar e correr para o menino que de bruços levantou a cabeça com os olhos semicerrados e ficou observando o ambiente como se estivesse em um lugar novo e estranho. Ele olhou para Naruto e franziu as sobrancelhas. Aos poucos os seus olhos foram tomando feições de medo e o rosto contorcendo. No segundo instante abriu a boca em um choro nervoso.
_MÃE!MANHEÊ!!!!!!!
Hinata entrou assustada no quarto do filho e o pegou no colo, tentando acalmá-lo. Ele a apertava com força enquanto chorava e falava coisas incompreensíveis, não havia reconhecido Naruto e se assustara ao acordar e vê-lo em vez da mãe.
Depois de quase dez minutos, Hinata conseguiu finalmente fazê-lo se acalmar. Ele virou o rosto ainda marcado para o loiro á sua frente e ficou olhando para ele emburrado. Os cabelos estavam bagunçados pela agitação e o pijama todo molhado de suor. Olhava indiferente para Naruto.
_ Naruto, pode esperar na sala um pouco?- Hinata pediu meio sem jeito.
_ Claro. — Disse saindo do quarto e deixando os dois sozinhos.
Hinata deu um banho no filho e o vestiu com uma roupa mais leve antes de sair do quarto com ele no colo. Koji estava com um olhar emburrado e não falava nada, apenas apertava a mãe quando podia como se tivesse medo de que ela pudesse ir embora a qualquer minuto.
Quando saiu do quarto com o menino nos braços, não encontrou Naruto na sala.
_ Será que ele já foi embora? – Disse baixo com um sorriso triste.
Levou o filho para a cozinha, precisava dar os remédios dele e encontrou o loiro fazendo o café. Riu da situação. Sentou Koji na cadeira com certa dificuldade por que ele não queria soltar o abraço. Pegou a caixa de remédios e foi falando com Naruto que a observava atentamente enquanto dava os remédios ao filho.
_ Vai acabar me secando se não parar de me encarar desse jeito.
Ele riu desconcertado.
_ Ele está melhor? – Disse olhando para o menino emburrado.
_ Claro. É que ele demora a se acostumar com as pessoas e se assustou ao ver você.
_ Mas eu não sou tão feio Datebayo.
Hinata riu e Koji o olhou espantado.
_ Mãe. O que significa Datebayo?
_ Eu vou lá saber o que significa essa palavra. Só existe uma pessoa em todo mundo ninja que fala ela. Se quiser pergunte para ele.
Koji apenas abaixou os olhos com o rosto envergonhado. Ainda estava meio grogue pelo sono pesado.
Naruto se virou inconformado e começou a abrir as gavetas.
— Hinata onde você guarda o Lámen?
_ Lámen? De manhã? Pretendo comer isso no seu café da manhã?
_ E o que mais eu faria com ele?
_ Deixa para lá.
_ Mamãe o que é Lámen?- Koji olhou curioso.
_ Você acordou bem perguntador hoje. O que houve?
_ Nada só estou curioso.
Naruto riu da maneira tão certinha com a qual o filho falava. Era muito bonito ver um menino tão pequeno conversando com gente grande.
_ Quer dizer que você não sabe o que é Lámen?
_ Não. É algum tipo de pão?
_ Não. É ainda mais gostoso do que isso. Uma iguaria feita pelos deuses e distribuída pelos anjos.
_NOSSA!- Koji arregalou os olhinhos surpresos
_ Naruto, pare de ficar contando mentiras para o menino. Ele vai acabar acreditando. — Ralhou com o loiro enquanto guardava a caixa de remédios.
_ Eu não estou mentindo. É assim que eu vejo o Lámen.
Hinata desceu uma porção de coisas das prateleiras.
_ O que vai querer comer hoje filho.
_ Mingau de arroz.
_ Mingau? Tudo bem.
Hinata preparou o mingau dele e colocou em uma tijelinha laranja que Naruto achou muito fofa.
_ Eu quero na mamadeira hoje.
_ Mamadeira Koji? Você não acha que está muito grande para isso não?
_ Hoje eu quero ser pequeno. Deixa mãe, por favor!
Hinata suspirou diante da cara de pidão do filho e acabou cedendo aos seus apelos. Koji levantou e foi para perto do pai, parecia estar saindo do transe.
_ Oi Moço! Desculpa eu te assustar, é que eu sou meio resmungão quando acordo.
_ Moço? Eu gosto mais quando me chama de tio Naruto.
_ Desculpe. — Koji bateu com a mãozinha na cabeça.
Hinata entregou a mamadeira ao filho ainda estranhando essa mudança de comportamento.
_ Se o Gaara visse isso com certeza ia lhe dar um sermão.
_ Ia nada. O tio Gaara acha fofo tudo o que eu faço. — Olhou para Naruto- Tio Naruto senta aqui.
Naruto sentou no chão confuso pelo pedido dele. Koji deitou no seu colo todo esparramado.
_ Faz carinho no meu cabelo?!- Disse com a mamadeira entre os dentes.
_ Ai meu Deus!- Hinata disse divertida- Que chamego é esse? Desse jeito eu vou ficar com ciúmes. Sabe de uma coisa, vou aproveitar e tomar um banho que eu estou toda suja. Se comportem.
Hinata saiu da cozinha deixando os dois a sós. Era uma sensação maravilhosa poder estar tão perto do filho. A cada minuto que passava Naruto achava o filho cada vez mais lindo. Koji estava com uma das penas sobre a outra balançando enquanto uma das mãos manejava um dedinho que subia e descia pelas mechas do cabelo loiro. Uma alegria muito grande tomava conta do coração do loiro, junto com a tristeza e o medo de perdê-lo. Balançou a cabeça na tentativa de esquecer essa possibilidade, mas as palavras de Hinata soavam pesadas na sua mente fazendo o seu coração doer pela expectativa. “A Tsunade sama é a minha última esperança, se ela não o curar eu vou perdê-lo para sempre.”............... “Ele não será capaz de viver muito tempo com a respiração e o coração debilitados do jeito que estão.”.............. “ Talvez consiga chegar aos quatro anos no máximo”.
Estava perdido nos pensamentos quando foi surpreendido por um ANBU com máscara de leão apareceu na janela, fazendo-o se assustar.
_ Hinata....... o que você está fazendo aqui?- O ANBU olhou nervoso para o loiro.
_ Apenas visitando. Se procura a Hinata ela esta no banho e não deve demorar muito para.....
Neji pulou para dentro do cômodo ainda encarando-o com os olhos ameaçadores através dos buracos da máscara.
_ Como tem coragem de parecer aqui depois de tudo o que fez?
Naruto se levantou com Koji no colo encarando o Hyuuga que olhava enfurecido.
_ Calma. Vamos conversar civilizadamente. Eu apenas vim visitar a Hinata.
_ Visitar? Você não tem vergonha de aparecer com essa cara porca na frente da minha prima não? Depois de tudo o que fez.
Koji olhava assustado enquanto os dois discutiam.
_ Calma não precisa brigar, vai acabar assustando o menino.
_ Eu não sei o que ele está fazendo perto de uma pessoa como você.
Hinata chegou à cozinha e foi surpreendida pela briga dos dois.
_ Leão? – preferiu não revelar ao filho quem era. -O que faz tão cedo na minha casa?
_ Vim em nome da Hokage sama, mas encontrei alguém que eu não queria rever perto de você novamente.
_ Já disse que sou visita Datebayo! Será que dá para entender?!
_ Não tão difícil quanto entender a raiva que tenho de você!
_ Chega! Podem parar de brigar na minha casa? Se quiserem fazer isso façam lá fora. – Disse pegando Koji do colo de Naruto.
_ Como pode deixar esse individuo chegar perto de você e do seu filho de novo?
_ Esse não é o momento nem o local para discutirmos isso. — Olhou séria para ele apontando para o filho discretamente com a cabeça.
Neji fechou os olhos buscando controlar a raiva que crescia dentro dele. Voltou-se para a janela e antes de sair deu o recado.
_ A Hokage sama aguarda você na sala de reuniões ás 14h da tarde, e pede que vá sozinha.
Saiu pela janela sem esperar resposta, estava muito nervoso por ver Naruto perto de Hinata de novo. Enquanto pulava pelos prédios agilmente relembrava a cena que havia presenciado á quase quatro anos atrás. Ele chegando de missão e indo resgatar a prima dos maus tratos do pai, lembrava do rosto marcado, do sangue, dos olhos circundados por sulcos roxos de tanto chorar, das palavras ruins que ouvira Naruto falar sobre ela.
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Hinata recolocou o filho no chão que correu para perto de Naruto de novo.
_ Tio Naruto quem era ele?
Hinata fez sinal discretamente para que o loiro não contasse.
_ Ninguém com quem deva se preocupar.
_ Mas ele estava brigando com você!
Hinata se aproximou do filho.
_ Termine logo essa mamadeira que tenho muito o que fazer hoje. Vou me trocar para me encontrar com a Tsunade sama. Naruto será que podia ficar com ele hoje enquanto estou fora?
Naruto deixou a surpresa estampar o rosto. Koji começou a pular feliz perto dele.
_Eu .... ficarrr....com... ele?- parecia uma vitrola quebrada, por causa do nervosismo.
_ Claro, a menos que tenha outro compromisso e não possa. — falou brincando com ele.
Em resposta ele pegou o menino e agilmente jogou sobre os ombros, fazendo ele rir histericamente e soltar pequenos gritos de alegria.
_ Vamos logo Koji, antes que a sua mãe mude de idéia.- Pulou a janela apressado.
_ Ei não se esqueça de dar almoço para ele, e NÃO FIQUE ENTUPIINDO ELE DE PORCARIA POR AI!- Gritou para o loiro que estava longe com o menino se balançando freneticamente e fazendo sinal positivo.
Hinata estava dividida. Não podia aceitar novamente a presença de Naruto como se nada entre os dois tivesse existido. Mas não conseguia resistir aos apelos do seu coração tão calejado de tanto sofrer. Decidiu que iria deixá-lo se reaproximar do filho, mas iria ficar alerta para qualquer mudança de comportamento. Não conseguia tirar a noite anterior da cabeça. Havia desabafado com ele sobre as dificuldades e temores que passava e sem querer se entregara novamente. Era difícil dizer se odiava o que havia feito ou não.
“Eu vou é acabar de me arrumar que ganho mais.”-pensou enquanto rumava novamente para o quarto.
Notas finais
( cansada demais para escrever algo com um contéudo mais aprimorado.)
Abraços!!!
YueChan.
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