Notas iniciais
Atrasei e muito! Me desculpem. Fiquei sem tempo para escrever e sem imaginação, quando ela voltou só consegui escrever isso. --'
Vou tentar dá um pouco de ação em alguns capítulos, está muito parado(tá até me irritando). Então é isso, espero que gostem.

Acordei aos gritos, suada e assustada. Eu não podia acreditar que eu iria morrer. Sentei-me na cama e fiquei a olhar para a porta. Levantei e andei até o banheiro para lavar o rosto, olhei-me no espelho e vi o meu rosto com fisionomia cansada. Andei de volta para o quarto e abri as cortinas e janelas, queria ar fresco. Fiquei um tempo olhando o céu e depois fechei tudo.

Queria voltar a dormir, só que era difícil, pois toda vez que eu fechava os olhos a última cena sempre me vinha. Eu desisti de dormir. Com isso as horas foram passando, e já era de manhã e não tinha conseguido dormir. Levantei e entrei no banheiro para tomar um banho, a fim de tirar um pouco do sono que ainda restava. Coloquei uma roupa leve e desci para fazer o café da manha.

Preparei bacon com ovos fritos, que por sinal era o favorito dos meus pais, infelizmente minha mãe não está aqui para comer. Subi as escadas para chamar meu pai, e ele já estava acordado, facilitando o meu trabalho de acordá-lo.

-Bom dia, filha. Acordou cedo.

-Bom dia, pai. Preparei o café da manhã, é o que o senhor gosta.

Descemos para comer, foi quieto o café, porque quem sempre animava o nosso início do dia era a minha mãe. Senti falta dela, ainda tínhamos que ir à polícia e no IML para retirar o corpo e dá depoimento, não sei se está certo. Apesar de minha mãe ser advogada eu não tinha interesse em saber disso. Depois disso tudo ainda temos que fazer o funeral. Falei com o meu pai sobre isso e decidimos que resolveríamos tudo hoje. Acabamos de comer e nos arrumamos para ir à delegacia.

Demorou para meu pai sair da sala onde estava sendo interrogado. Fiquei sentada no banco de espera enquanto ele terminava de resolver o que faltava. O vi se despedindo dos policiais, levantei-me e fui para a saída junto a ele.

-Está tudo certo, pai?

-Não precisa se preocupar, já está tudo resolvido.

Podia ser só a minha paranoia, mas parecia que estava me escondendo algo. Deixei de lado e comecei a aprestar atenção onde estávamos indo. Meu pai estacionou o carro e saímos em direção à entrada do IML. Pediram para meu pai confirmar se o corpo era mesmo da minha mãe. Não deixaram eu entrar, falaram que podia ser traumatizante. Respeitei o que a mulher tinha dito e esperei no corredor.

Meu pai saiu e falou que era ela mesma, senti meus olhos encherem d’água. Pisquei várias vezes na tentativa de elas não caírem. Meu pai assinou mais alguns papeis e fomos para casa. Queria minha cama, só isso e nada mais. Não aguentava ficar mais em pé de tão cansada que estava. Olhei no relógio e vi que estava cedo para o almoço, avisei ao meu pai que caso ficasse com fome que podia comer sem mim, pois eu ia tirar um cochilo. Ele assentiu e subi.

Entrei no quarto e joguei-me na casa. Senti meu corpo relaxar, fechei os olhos e tentei dormir. Sem sucesso, o sono foi embora. Virei de barriga para cima e fiquei a encarar o teto. Fiquei imaginando como armaria o funeral da minha mãe, ela dizia que gostava de margaridas e a cor favorita dela era o verde. Já tinha pelo menos as flores e a roupa, só faltava escolher o caixão e o cemitério, talvez eu a enterrasse junto aos seus ancestrais. Vou ter que combinar com o meu pai.

Levantei e peguei o celular. Disquei o número da Laryssa, tocou várias vezes, já estava desistindo quando atendeu.

-Alô?

-Lary, está ocupada?

-Não, pode falar.

-Hoje eu e meu pai fomos resolver as coisas sobre a minha mãe.

-Ah. Está tudo bem? Não foi fácil, não é?

-É não foi. Aqui em casa está tudo tão quieto. Parece que não tem nem eu e nem meu pai aqui.

-Quer vir aqui em casa? Eu não me importo.

-Obrigada pelo convite, mas prefiro ficar aqui com o meu pai. Você não pode vir para cá?

-Não sei, não vai incomodar?

-Não vai não. Você dorme aqui para amanhã.

-Tudo bem. Que horas?

-Três horas.

-Tá bom. Beijos.

Desliguei e fui arrumar pelo menos parte da bagunça. Devo confessar, vai ser difícil arrumar isso tudo. E foi, mas pelo menos consegui arrumar tudo antes das três. Tomei um banho parra tirar a sujeira e procurei uma roupa para vestir. Quando olhei o cesto de roupa suja levei um susto. Havia muita roupa! Não tinha outra escolha, teria que lavar isso hoje. Peguei o cesto e desci com ele para a área de serviço. Avisei antes ao meu pai que a Laryssa veria e dormiria aqui. Ele não questionou, só falou para não fazermos bagunça.

Separei as roupas e coloquei na máquina. Enquanto lavava fui fazer o almoço, não demorou e já estava pronto, chamei meu pai para se servir. E como previ, ele não quis preparar nada para satisfazer sua fome. Enquanto ele se servia fui colocar a roupa na corda e outra porção na máquina. Voltei e me servi. Devo dizer que o almoço estava muito bom. Eu nem havia caprichado, só podia ser a fome.

-A comida está uma delícia, filha.

-Sério? Nem caprichei.

-Você cozinha igual a sua mãe.

Depois desse comentário nós ficamos em silêncio. Recolhi os pratos quando já havíamos acabado de comer e os lavei. Tirei novamente a roupa da máquina e coloquei-a para secar. Ainda faltava um pouco de roupa, só que já era quase três horas. Peguei o cesto e subi com ele. Fui para a sala e sentei-me junto com o meu pai e ficamos assistindo televisão. Ele estava vendo um jogo e que por sinal, o time dele que competia estava ganhando.

Conforme o jogo ia ele gritava e xingava. Fiquei feliz em ver ele assim. A campainha tocou, corri para atender. Ela já havia chegado, abri a porta e pedi que entrasse. Fomos para a sala, a Laryssa cumprimentou o meu pai e ele só acenou, estava ocupado prestando atenção no jogo. Subimos rindo.

-Parece que ele está feliz.

-Eu também fiquei quando o vi gritando, ele está como antes.

-Isso é bom.

Afirmei e entramos no quarto. Ela perguntou se eu havia arrumado sozinha e ficou dizendo que era impossível. Ignorei-a e sentei na cama, ela largou sua mochila e a bolsa perto da escrivaninha e sentou ao meu lado. Pedi que me tirasse algumas dúvidas de uns exercícios. Quando acabamos saímos do quarto e fomos para o jardim conversar. O tempo estava agradável, pena que já estava tarde. Senão podíamos dá um passei pelo quarteirão.

Entramos e fui fazer a janta. Enquanto se serviam fui retirar as roupas do varal. Dobrei-as e coloquei-as em uma das cadeiras da cozinha. Jantamos e ficamos jogando copas, como não era novidade, eu perdi. Trancamos a casa e subimos para dormir. Arrumei a cama para a Laryssa e vestimos os pijamas e assim que deitei apaguei. Nem lembro se dei boa noite. De qualquer forma dormi bem, o pesadelo não tive de novo e nem sonhos, pelo menos eu não me lembro de ter tido algum.

Notas finais
Devo demorar a escrever o próximo capítulo, então não reparem se eu atrasar. É isso.
Bye bye.