Sonhos Mortais

17 Capítulo 17 - Sequestrada


Ele me arrastou até uma Range Rover Evoque branca, ele abriu a porta do carro e me jogou lá dentro. Ele ocupou o Banco do motorista e antes que ele pudesse dar a partida eu gritei:

_ Me solta!

_ Antes de você tentar fugir, já devo te avisar é inútil! Eu sou Mais forte e mais rápido!

_ O que você fez com Thomas? Ele não pode sentir ao toque, como você pôde o fazer gemer de dor?

_ Ele não sente ao toque porque não tem um corpo, mas eu não toquei em seu corpo eu perturbei a alma dele...

_ Perturbar?

Ele me ignorou... continuou com os olhos firmes na rua. Ele chegou em uma estrada de terra desconhecida e eu perguntei:

_ Para onde você está me levando?

_ Para longe...

_ De que?

_ Do seu futuro assassino ou melhor passado...

_ Que?

Novamente ele me ignorou. A viagem foi marcada por um silêncio perturbador. Já havia escurecido. Quando eu achei que nunca ia chegar eu avistei um letreiro de Neon. Entrei em pânico quando li a palavra “MOTEL” escrita na placa. Tive a esperança de que ele iria passar reto, mas ele deu seta e entrou no estacionamento. Ele abriu o porta luvas e me entregou um óculos escuro.

_ Está noite!

_ Você quer assustar todos com esses olhos cor de carmim?

_ Andrew, eu ainda estou embrulhada só em um lençol...

Um sorriso pervertido emoldurou seu rosto, eu praticamente podia ouvir o que ele estava pensando...

_ Esquece os óculos... só me siga.

_ E ninguém vai achar estranho eu entrar embrulhada em um lençol?

_ Eles vão achar estranho eu entrar em um Motel sozinho...

_ Hã?

_ Ser um demônio tem lá suas vantagens... ninguém vai conseguir te ver a não ser que eu deixe.

Então eu o segui, ele parou na recepção onde tinha uma mulher loira e alta.

_ Um quarto, por favor.

_ Sozinho?_ ela soltou uma risada calorosa e lhe entregou as chaves_ Se precisar de qualquer coisa é só ligar para recepção, estarei ao seu dispor.

_ Acho que não vai ser necessário, mas obrigado.

Eu podia ver a mulher babando nele, deixando bem claro que se ele quisesse ela daria. Que vadia. Ele seguiu pelo corredor até o quarto 269, ele abriu a porta e eu entrei. Antes que ele pudesse tentar qualquer coisa eu me voltei para encara-lo e disse

_ Eu não vou fazer sexo com você! _ minha voz saiu firme e confiante, mesmo sabendo que se ele quisesse me estuprar conseguiria.

_ É uma ideia tentadora, mas não vou fazer nada que você não queira. Eu não quero lhe causar mal, só me ouça, tenho direito ao meu lado da história.

_ Eu não estou a fim de ouvir!

_ Thomas não é tão bom quanto você pensa, ele te matou...

_ Que? Você ta drogado? Eu to viva!

_ É complicado de explicar, você vai ter que ver...

_ Ver?

_ Deite-se, por favor.

_ Está ficando sem criatividade? _ eu disse soltando uma risada sarcástica_ Arrume uma desculpa mais convincente para me fazer deitar na cama.

_ Se eu tivesse te arrastado do seu quarto só para transar com você por que eu iria tão longe? Se esse fosse o meu propósito eu teria te estuprado no carro a algumas dezenas de quilômetros... mas se você se incomoda tanto em deitar na cama, você pode ficar de pé, mas vai ser desconfortável...

_ O que você vai fazer comigo se eu deitar?

_ Thomas teve que te fazer pular de um penhasco no mundo dos sonhos para invocar sombras do passado, mas eu posso coloca-las em sua mente sem nenhum problema, mas durante esse período você vai ficar em estado de transe se estiver de pé vai ser desconfortável, se deitar... não.

Eu me deitei na cama, me cobrindo até o pescoço com o lençol, ele soltou uma risada e disse:

_ Eu já ti vi nua, não precisa ficar envergonhada.

_ Já me viu?

_ tire suas próprias conclusões. _ ele aproximou a mão da minha cabeça e quando ele finalmente a tocou a sensação de levar um choque paralisou todos os meus músculos e minha visão foi tomada por uma imagem...

Notas finais
Gente eu prometi que nesse capítulo iria ter revelações no original teria, mas eu achei que ficou meio longo então está no próximo... espero que vocês não se importem ;)
Mas e ai estão gostando?