Sonhos Mortais
7 Capítulo 7- Meu fim?
Como eu queria ter aproveitado mais, como eu queria ter curtido mais ou simplesmente ter vivido mais. Se eu soubesse poderia ter sido diferente, queria que minha história fosse marcada por loucuras e felicidades, mas não foi... bom agora era tarde de mais... provavelmente estava cara a cara com o meu assassino ou pior! Minha reação foi de longe a mais idiota e fraca de todas
_ Você vai me matar?
Ele não respondeu ficou me encarando com um certo fascínio, ele abriu um pequeno e perverso sorriso e disse:
_ Te matar? Você vai implorar pela morte quando descobrir o que lhe aguarda ...
_Dessa vez você tem razão, me mata, vai em frente, acaba com esse meu sofrimento! Vai! Não aguento mais esse pesadelo, mas que irônico acho que dessa vez não vou acordar...
Ele tampou minha boca e me arrastou, até uma pedra, ele tirou o capuz e mostrou seu rosto, seus olhos eram de um vermelho nada reluzente, a criatura mostrou os dentes, mas dessa vez nem se quer parecia um sorriso. Aquilo não era um home, aquilo não passava de mais uma criatura vingativa e desumana, desse show de horrores que estava vivendo então a aberração começou a falar com uma voz incisiva e áspera:
_Porque te matar se antes eu posso brincar um pouco com o seu corpo, esse corpo mortal e frágil de mulher humana...
Então ele havia se aproximado de mim e eu balbuciei:
_Não toque em mim! Não toque!
Ele não respondeu, eu fechei os olhos e simplesmente esperei, eu senti suas mão em meus pescoço, eu estava sentindo sua respiração ofegante a milímetros de mim, se tivesse sorte talvez fosse rápido, talvez nem doesse tanto e esses pensamentos me reconfortaram a minha talvez ida ao mundo dos mortos... um barulhos de galhos sendo quebrado interrompeu meus pensamento. Suas mãos me arranharam, como se ele tivesse sido arrastado, eu abri um dos meus olhos lá havia um vulto, uma sombra alta, humanoide envolto em um manto negro, em que nenhum rosto poderia ser visto, apenas grandes olhos amarelados e mãos com dedos longos e afiados, definitivamente letais. Que merda tudo nesse lugar poderia me matar! Eu reconheci o vulto aquela era a mesma sombra que sempre me assombrava e perseguia em meus pesadelos ... eu gritei, ela dirigiu um olhar direto para mim, aquilo fez com que todos os pelos do meu corpo se arrepiassem e um calafrio descesse pela minha coluna eu olhei para o chão e vi a criatura encapuzada com o pescoço dilacerado em meio a uma enorme poça de sangue, eu não ia ficar esperando ela fazer o mesmo comigo, eu simplesmente corri, sem direção ou rumo, estava perdida mais uma vez. Quando já tinha percorrido uma longa distancia parei, no meio da confusão e no calor da emoção a dor física foi um mero coadjuvante, não o ator principal, mas agora os primeiros sintomas delas estavam transparecendo, meu pescoço estava ardendo, uma sensação de tontura e desequilibro me abateram, de todas as formas que poderia morrer eu não acreditei que ia morrer de hemorragia, uma morte lenta e dolorosa, mas a pior parte era ... bom, como ele havia rasgado parte de meu pescoço o meu maior medo era que o sangue começasse a entra em meus pulmões ai sim uma morte lenta e dolorosa me aguardava provocada por afogamento em meu próprio sangue... aquilo não poderia ser meu fim! Antes de eu perder a consciência eu pude enxergar a chegada de alguém, minha única esperança era que esse alguém pudesse me ajudar, mas sinceramente nem eu estava mais acreditando que poderia sobrevier... talvez aquele alguém que se aproximava me matasse antes que a hemorragia o fizesse de certo modo isso me confortou e consolou, a única coisa que eu tinha em mente era acabar meu sofrimento e se a morte seria única solução, então era ela que eu desejava... mas quem poderia imaginar que assim seria o fim de Marry Harrison, uma garota que a menos de uma semana tinha uma vida perfeita e normal...
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