Sonhos Mortais

5 Capítulo 5 - O destino batendo na minha porta


Estava confusa. Também depois de receber a notícia de que seus dias estariam contados quem não estaria? Eu não iria para casa, não hoje. Eu fiz uma rápida ligação para Damon dizendo que precisava dormir na casa dela. Ela insistiu em saber o porquê, mas o que eu contaria a ela? Que estava sendo perseguida em meus sonhos e que corria risco de vida? Ela simplesmente não podia saber...

Cheguei à porta da casa dela, agi como se nada estivesse acontecendo, eu exibia um lindo sorriso no rosto, mas por dentro eu me sentia despedaçada e arrasada, eu praticamente já havia selado minha sentença de morte, antes dela mesmo chegar... Damon começou a tagarelar sem parar sobre o Robert, como ele era lindo e simpático e que não era nem um pouco igual aos outros caras, mas sinceramente eu não estava prestando a mínima atenção na conversa estava em devaneios de pensamentos e de perguntas sem respostas e Andrew... ele circulava minha mente, seu jeito misterioso e sexy me assustavam do mesmo modo que me deixava atraída, mas isso não importava agora minha prioridade era sobreviver... Um barulho interrompeu meus pensamentos

_ O que foi isso?

_Relaxa deve ter sido o gato.

_Mas você não tem gato!

_Eu sei... se foi o gato e ele não existe não temos com o que nos preocupar!

_Que merda de teoria é essa?

_ Da licença ela pode ser idiota, mas pelo menos me acalma!

Só Damon para me fazer rir em um momento tão crítico da minha vida. Trocamos de assunto e ela continuou falando e falando enquanto eu tomava uma importante decisão: eu poderia simplesmente enfrentar tudo isso ou tentar driblar o destino a medida do possível... Outra vez o barulho soou, mas dessa vez fora mais forte e mais próximo...

_Meu deus Damon isso ta mais para cavalo do que para gato!

Eu me levantei da cadeira então Damon disse:

_Onde você vai?

_Vou ver o que é esse barulho!

_ O que você acha que é?

_O destino batendo na minha porta...

_Que?

Eu ignorei a pergunta dela e me dirigi para onde o barulho supostamente estava vindo, tudo estava calmo, o barulho estava vindo da dispensa, eu abri a porta com cuidado... estava escuro, eu já estava me virando para ir embora quando uma voz saiu do armário:

_ Saia daqui! Saia! Se isole, você corre o risco de mata-la também!

_Quem é você?

_Depois de alguns encontros achei que você facilmente reconheceria minha voz...

_Andrew?

_Sim, o que eu vou fazer é contra as regras e você já sabe o que acontece quando não se cumpre as regras.

_Preferia não saber...

_Também preferia não saber de algumas verdades, certos fatos são melhores desconhecidos, mortos e enterrados, mas nem sempre o que realmente certo acontece. Se eu contar demais eles vão descobrir e você morrerá antes mesmo de ter uma chance de viver, saia daqui!

_ Porque?

_ O jogo pode afetar as pessoas que estão a sua volta! Repito, saia, corra ou sua amiga também irá pagar o preço, a partir de agora seus piores pesadelos se tornarão realidade!

Eu não esperei ele desaparecer coisa que eu sabia que iria acontecer, corri para a porta dos fundo, corri como nunca, o que iria acontecer? O que poderia afetar as pessoas a minha volta? Eu parei em um beco, sentei no chão para recuperar um pouco de energia, estava acaba emocionalmente e fisicamente... um barulho, eu olhei para trás e disse:

_Andrew? É você?

Não obtive resposta... levantei e comecei a recuar, eu vi dois olhos amarelados se distinguirem da escuridão... eu soltei um berro. Aqueles olhos me fulminavam eu gritei com toda a minhas forças, mas o grito simplesmente não saia, o medo e o desespero tomaram conta de mim a medida que eu via que aquela criatura estava se aproximando, eu gritava por todos e para qualquer um, mas ninguém podia me ouvir, meu corpo havia se paralisado, eu era uma prisioneira em meu próprio corpo, tudo começou a girar. Ficar confuso, então longos dedos se materializaram e essa mão tocou minha cabeça. Tudo foi sendo envolvido por uma névoa branca de uma tranquilidade sobrenatural... havia morrido? Aquela nevou começou a se dissipar e eu estava em uma floresta, olhei meu pulso onde havia mais cortes e agora formavam uma sequencia de aspirais e símbolos... uma voz começou a ser sussurrada e a me envolver:

_ Aqui seus maiores desejos e piores pesadelos podem se concretizar sua força, habilidade e acima de tudo sua sanidade serão testados até o limite, bem vinda ao jogo onde a única regra é sobrevier! E acima de tudo lembre-se às vezes o mundo dos sonhos não é tão inofensivo quanto parece...

Teria que abandonar tudo que fora, deixar meu lado de menininha meiga para trás, pois agora começava a luta pela sobrevivência!