Sonhos Mortais

4 Capítulo 4 - Talvez você não acorde


Fui para casa disse a Damon que estava passando mal, o que não era totalmente mentira... Eu estava começando a ficar completamente assustada, como explicar para alguém que estava sendo perseguida e assombrada nos sonhos sem me chamarem de louca ou retardada? Não poderia contar para minha mãe, ela me internaria em uma clinica alegando que havia ficado louca... a única que podia contar era Damon se é que ela acreditaria em mim... Passei em casa troquei de roupa tomei um banho e saí, fui para uma biblioteca no centro da cidade, quem sabe lá não tenha uma informação que possa me ajudar, ou simplesmente um livro para me distrair...

Fui para a seção mistério, estava à procura de um bom livro tinha desistido de procurar informações sobre algo que nem sei o que é, peguei na mão e estava lendo a sinopse do livro “Quem tem medo de escuro?”, parecia legal, eu estava me dirigindo a mesa quando eu senti uma mão no meu ombro e uma voz masculina e sexy começou a soar:

_Boa escolha esse é um ótimo livro...

Meu grito foi abafado e ficou preso na minha garganta de forma que somente um pequeno gemido fosse ouvido, me virei para encara-lo e lá estava Andrew, usando uma calça preta e blusa igualmente negra...

_ O que você é?

_Você é uma garota esperta, tem ótimas médias na escola, pensei que você teria capacidade de juntar as peças...

_ Porque só eu pude lhe ver na festa?

_Você já pensou na possibilidade de que tudo isso não passe de uma alucinação?

_ Não é...

_Como você pode ter tanta certeza?

_ Eu posso lhe tocar!

Eu me aproximei dele e coloquei minha mão sobre seu peito, eu pude sentir seus músculos definidos, suas feições passaram de ameaçadoras para a de um doente em estado terminal, sofridas e sem vida, então ele soltou uma risada sem o mínimo traço de humor e disse:

_ Curta cada momento! Cada suspiro pode ser seu último, mas isso só depende de você, jogue, mas cuidado esse caminho não tem mais volta... ou você mata ou você morre! A escolha é sua...

Ele pegou meu pulso e viu aquela cicatriz que ainda estava horrível, passou o dedo sobre ela e disse:

_Realmente seu destino já fora traçado, sinto lhe informar, mas você não tem escolha, já foi marcada...

_Para que? O que está acontecendo?

_ Seu pior pesadelo é isso que está acontecendo, essa frase vai passar a ser comum para você ... tudo vai parecer um grande inferno e o suicídio vai ficar cada vez mais tentador... pense bem antes de cada escolha o mero deslize pode ser fatal

_ Andrew, se eu morrer, fale para meus pais que eu os amo!

_ Falarei...

O seu tom de voz foi tão casual aquilo me deu raiva, parecia que ele estava tratando minha morte como um fato cotidiano. Ele tinha se virado, eu coloquei uma das minhas mãos sobre seu ombro, ele voltou a me encarar, eu o abracei com força, ele ficou surpreso com a minha reação antes que ele pudesse fazer qualquer coisa eu disse:

_Estou com medo.

_Eu a julgaria uma tola se não estivesse.

_Me ajude! Me ajude por favor!

Eu só percebi que estava chorando quando ele limpou as lágrimas do meu rosto com a manga, ele me olhou e disse:

_Gostaria, mas simplesmente não posso...

Ele desapareceu... como fumaça a um segundo atrás eu o estava tocando em outro ele havia desaparecido, de uma coisa eu estava certa minha morte estava próxima, mais próxima do que gostaria. Se a alguns dias atrás alguém chegasse em mim e falasse você vai morrer eu teria rido da cara da pessoa, mas agora não, infelizmente desta vez não era brincadeira, era a uma hipótese real! Eu teria que jogar, havia sido marcada... minhas opções estavam restritas entre matar ou morrer... hoje o pior poderia acontecer, hoje meus piores pesadelos iriam se concretizar e se tornar realidade e a pior parte deste sonho eu talvez eu não acorde...

_Ah que inferno!