Sonhos Ligados

1 A Maldição das Deusas


Notas iniciais
E estou de volta com o ship que shipparei até que chegue o apocalipse parte 5 kkkkkkk (se a CW não estragar de novo com meu ship rsrs). Espero que gostem. Boa leitura!

O dia amanhecia, a luz do sol entrava pelo quarto de Sam iluminando o corpo da bela ruiva deitada ao lado do caçador. Não estava no bunker. Sam acariciou o rosto da ruiva ao seu lado a admirando, e aos poucos ela abria os olhos despertando.

— Bom dia, Rowena. – Sam disse com um belo sorriso.

— Vai sempre fazer essa cara de bobo todas as manhãs? – Rowena perguntou sentando-se na cama.

— Você aqui... Parece até um sonho. — Sam colocou seu braço direito embaixo da cabeça e passou a admirar a bruxa.

Rowena se inclinou em direção aos lábios de Sam, mas não lhe beijou, só disse:

— Mas isso é um sonho, Samuel. – E enfim o beijou.

Sam acordou, olhou para os lados e estava sozinho em sua cama, sem ela, sem Rowena.

Dean entrou em seu quarto dizendo que tinham um caso.

— Um homem queimou ao tocar num livro que estava num banco de uma estação de trem. – Dean informou.

— Um livro? – Sam perguntou. – Acha que seja de magia negra?

— Não sei. Vamos ter que ver.

Os dois foram até o local, falaram com os policiais, e pegaram o livro embrulhado num saco plástico e pano.

O abriram, mas sem o tocar diretamente, viram a capa, nela continha uma estrela de sete pontas e três luas no alto: minguante, cheia e crescente. Notaram que nunca viram nada igual.

— Acha melhor chamar a Rowena? – Sam perguntou.

— Ela vai querer ficar com o livro, você sabe, Sam. – Dean falou.

— Não sabemos nada dele, ela certamente sabe.

— Está bem. Mas vamos ficar de olho nesse livro, ele parece muito perigoso, e nas mãos dela, não sei qual seria o tamanho do perigo.

∆∆∆

Em um lugar longe num palácio hindi...

— Acha que vão cair na emboscada do meu livro, Maya? – Uma mulher de pele clara e cabelos ondulados e ruivos perguntou.

— Hécate, os Winchesters já estão em poder do livro, certamente vão entrar em contato com ela, e nosso desejo será realizado. – Disse a outra de pele clara e longos fios pretos lisos. – Rowena tem sede de poder, e fica mais poderosa a cada dia, ótima escolha, Hécate.

— Acha que eles vão desconfiar que estão sendo preparados para o nosso grande plano?

— Não deixarei vestígios. O único perigo é a bruxa sentir a energia do meu poder, mas acho que ocorrerá tudo bem. Mas qual dos dois você usará para que seu desejo se concretize, Hécate?

— O grandão tem sentimentos por ela, e ela tem sentimentos pelo grandão, então vejamos o que sai. Deixe os desejos do coração deles se revelar, de todos.

E as duas voltaram seus olhares ao espelho do destino de Maya, para verem o que suas presas faziam.

∆∆∆

Rowena vê seu celular tocar, era Sam, dizia o visor.

— Olá grandão. O que devo a honra de sua chamada? Não me diga que estava com saudades. – Provocou.

— Sem brincadeiras, Rowena. Eu preciso de sua ajuda, é sobre um livro, aparentemente, muito perigoso. – Sam contou.

— Livro? E perigoso? E desde quando vocês confiam em mim para uma coisa dessas? – A bruxa questionou.

— Precisamos saber o quão perigoso ele é, e nem podemos o tocar. Precisamos de você.

— Está bem. Logo encontro vocês. – Ela disse e cortou a ligação.

Poucos minutos depois, Rowena estava no bunker.

— E aí, Rowena, qual é a desse livro? – Dean perguntou.

Rowena analisou o livro.

— É um livro muito antigo, o livro primordial das bruxarias. É o livro da deusa Hécate, a deusa das bruxas. Parece ser o... Diário pessoal de tudo o que ela aprendeu no Hades. – Ela falou.

— O livro da própria deusa? Mas como isso veio parar aqui? – Dean questiona.

— Talvez um presente para mim. – Rowena tentou.

Uma voz de mulher surge do nada ao lado deles.

— O livro era para reunir vocês e a quem vocês estão ligados. – Disse a voz, era uma mulher. – Sou Maya, e digo agora, que o destino de vocês e daqueles ligados a vocês, estarão ligados ao desejo mais profundo de seus corações.

E uma luz forte se fez...

Sam acabava de voltar de uma caçada com Dean, foi para o seu quarto tomar um banho, mas Rowena estava lá, no seu chuveiro, e por mais estranho que fosse, Sam achou normal, tirou suas roupas e entrou no chuveiro com ela.

— Já voltaram da caçada? – Rowena perguntou. – Achei que fossem demorar mais.

— Seria uma tortura ficar mais um dia longe de você, pequena. – Ele passou suas mãos pela cintura dela e a beijou. – E como tem sido as aulas de dança?

— Nunca achei que um dia eu daria aulas de dança, mas está sendo agradável.

— Eu senti tanto a sua falta esses dias, Rowena. – Sam contou.

— Então me prove, grandão. – Disse provocativa passando seus braços pelo pescoço dele.

Sam a pegou em seus braços a fazendo rodear suas pernas na cintura dele, a encostou na parede e a penetrou...

Alguns minutos depois os dois saem do banheiro enrolados em toalhas.

— As vezes acho que tudo isso é um sonho. – Sam disse se vestindo. – Achei que o Dean não ia aceitar nosso casamento, pensei que ele fosse pirar, e achar que fui enfeitiçado de novo, porque isso aconteceu uma vez, me casei em Las Vegas porque estava enfeitiçado...

— Mas por que eu iria te enfeitiçar, Samuel? Qual seria a graça de me casar com um robô que só estaria comigo porque não pode me deixar? Quero ser amada de verdade. – Rowena falou.

Batidas na porta foram ouvidas. Era Dean.

— Ei, vocês dois, podem matar a saudade depois, agora temos um jantar com Amara. – Dean avisou do lado de fora. – Andem logo!

— Já tinha me esquecido desse jantar. Por que ela virá mesmo? – Rowena perguntou a Sam.

— O Dean vai pedir a mão dela para o Chuck. – Sam contou.

— Dean? Tão minha época. Não acha que tem algo errado nesse mundo? – Rowena questionou.

— Errado? O que estaria errado?

— Começando por Dean. Ele não faz o tipo cavalheiro que pede a mão de uma moça aos pais, ou nesse caso, ao irmão. – Ela explicou.

— Então quem mudou a história? – Sam questionou.

— Boa pergunta.

Sam abriu os olhos, tinha sido apenas sonho, mas esse era diferente, Rowena parecia tão sua, tudo parecia tão real...

Ele se levantou e foi até a sala principal do bunker, Dean estava lá, bebendo uma cerveja.

— Pega uma. – Dean ofereceu ao Sam quando o notou.

Sam só pegou a garrafa e se sentou.

— Meu irmão, tive um sonho sinistro. – Dean começou. – Sonhei que você estava casado com a Rowena. Isso foi só sonho não foi?

— O que? – Sam perguntou surpreso. – Você teve o mesmo sonho que eu?

— IIh você sonhou com ela? Tem uma queda na ruivinha é? Nunca imaginei que você tivesse tara em bruxas centenárias. – Dean ironizou.

Sam lançou um olhar furioso para Dean.

— Temos um caso, padrasto do Crowley. – Dean disse zombando.

— Dean! – Sam disse como protesto.

Rowena apareceu no salão principal do bunker.

— Parece que fui atingida por um caminhão. – Ela disse meio cambaleante.

— Sam, o que ela faz aqui? – Dean perguntou surpreso.

— Estou tão surpreso quanto você, Dean. – Ele respondeu.

— O livro. Onde está o livro? – Rowena procurou.

— Que livro? – Dean questionou.

— O livro da deusa das luas. Para onde ele foi?

Sam e Dean a encaram sem entender o que ela fazia no bunker, bem, uns flashes eles tinham, o livro, a luz...

— Claro! Maya o levou. – Sam disse entendendo tudo. – Mas o que ela quer com o livro?

— Aí nós vamos ter que descobrir. – Dean falou.

— Eu vou com vocês, caso precisem de ajuda... – Rowena começou.

— Não! – Dean falou rápido. – Vamos atrás do livro sozinhos, e você fica aqui.

— O que? Vocês me chamam pedindo ajuda e querem me deixar de fora agora? – Ela disse indignada.

— Alguma coisa aconteceu aqui, e não confio em você perto daquele livro. – Dean disse bem sério.

E assim foram atrás do livro, algumas semanas depois sem nenhuma pista do livro, ou da tal Maya, os irmãos Winchesters começaram a pegar outros casos para resolver, até Rowena tinha sumido.

Dean e Sam estavam num restaurante comentando um novo caso, bem, nem tão novo assim...

— Acho que ela pegou o livro e armou isso para poder fugir com ele. – Dean falou ao Sam.

— Eu não acho que esteja com ela, Dean. Se fosse assim ela nem o teria mencionado quando viu que não lembrava-mos do tal livro, só teria ido.

— E quanto aos sonhos? Acha que ela tem algo haver? Porque você pode estar enfeitiçado por ela.

— E quanto ao seu noivado com Amara? Acha que ela fez isso também?

— ... O assunto aqui é o que aconteceu com o livro assassino... Ih ò lá, aquela não é a Rowena? – Dean falou ao notar que Rowena entrou no mesmo restaurante que eles, mas ela estava acompanhada, de um homem. – É maninho, você realmente não foi enfeitiçado por ela.

Sam sentiu uma grande raiva o consumir, e preferiu sair dali.

— Melhor voltarmos ao caso, Dean. – Sam virou o notebook para Dean. – Nosso fantasma voltou a atacar. – Falou voltando seu olhar para Rowena.

— É impressão minha, ou você está com ciúme dela? – Dean o questionou notando a irritação de Sam.

— Que? Não! De onde tirou isso?

— Talvez com o lance dos sonhos, onde vocês estão juntos, você tenha ficado... Meio confuso.

— Não, Dean. Agora vamos voltar ao caso.

Sam não queria admitir que estava apaixonado por Rowena, até porque agora ela estava com outro.

Notas finais
Tenho medo de ter colocado coisas demais num único capítulo, mas qualquer coisa vcs me digam ;-) Maya é a deusa hindu dos sonhos e do destino. Hécate é a deusa grega das bruxas e das encruzilhadas, conhecida tbm como deusa das luas. Tô em dúvida sobre postar apenas um capítulo por semana, ou dois, vcs dizem aí ^-^*