Sonhos E Amor
4 Capítulo 4
Notas iniciais
Dinho tenta conversar com Lia sobre o beijo, mas ela inventa uma nova história...
Sei lá, foi muita sorte o Cezar ter aparecido ontem. Esse não é o local mais adequado pra contar o que aconteceu, afinal esse acampamento já tem emoção, entenda-se confusão demais. Eu levantei cedo e já vim tomar banho de mar, aproveitar a praia e fugir eu odeio essa palavra me lembra muito a Raquel, mas eu não posso deixar de pensar que é exatamente o que eu to fazendo.
Gil
Assim que o sol começou a nascer eu acordei, acampar era muito legal, mas também fazia um mal danado pra coluna. Eu me estiquei tentando colocar todo meu corpo no lugar. Abri a barraca e me espreguicei, todos ainda pareciam dormir e eu não queria acordar ninguém então resolvi dar uma volta na praia. Caminhei durante alguns minutos pela trilha e quando chego a praia avisto Lia sentada olhando pro mar.
– Já tá de pé? – pergunto
– É eu não consegui dormir direito, então resolvi vir pra cá pra não acordar ninguém!
– Eu também!
– Vamos cair na água?
– Sei lá se é seguro! Ninguém sabe que estamos aqui! O Cezar pode ficar preocupado.
– Bom é só um mergulho! Depois voltamos.
– Pode ser então.
Autora
Gil e Lia brincavam na água, sob o sol do amanhecer quando Dinho apareceu na trilha. Ele ficou ali observado os dois se divertirem e se sentiu traído. Obviamente ele e Lia não tinham nada. Nada além de um ou dois beijos. Além disso, ele tinha uma namorada, que só pra efeito de consciência se tratava da melhor amiga de Lia. Gil era um cara legal, mas... Mas Dinho estava com ciúmes.
– Qual foi Dinho? – disse Orelha – Tá com ciúmes?
– Qual foi você Orelha? Que ideia estúpida é essa? Eu vim pra praia.
– Cara eu to te olhando desde que você parou ai. Sua cara está igual a alguém que está planejando um ataque. Melhor o Gil tomar cuidado. Nunca se sabe quando ele pode ser atacado!
– Vai procurar alguém mais apropriado pra encher e vê se me erra! – disse Dinho revoltado, voltando para o acampamento.
Cezar reuniu toda galera no acampamento para tomarem o café da manhã, trouxe frutas e pão pra galera que estava comendo normalmente quando Dinho apareceu emburrado e em seguida Orelha surgiu atrás.
– Vixe! O que será que deu neles? – disse Morgana.
– O Orelha sempre apronta. Não sei como vocês aguentam ele – disse Fatinha olhando pra Pilha e Fera.
– O minha deusa, o Orelha no fundo no fundo é gente boa – disse Pilha galanteando Fatinha.
– Você quer dizer bem lá no fundo mesmo né Pilha! – disse Rita.
Juliana saiu da barraca, reclamando dos mosquitos que a haviam vitimado uma dúzia de vezes e perguntou:
– Alguém viu a Lia?
– Por incrível que pareça ela e o Dinho não estão juntos – disse Fatinha provocando.
– Muito engraçado! – retrucou Ju.
– Pensando bem eu não a vi quando acordei – disse Morgana
– Nem o Gil tá por aqui! – disse Rafa.
– Quem desapareceu gente? – perguntou Cezar.
– O Gil e a Lia! – disse Rita.
– Ninguém os viu hoje?- perguntou Cezar preocupado.
– Pode uma coisa dessas? – disse Robson – Não pode meus amores!
– Eles estão na praia se divertindo – disse Dinho visivelmente alterado.
– alguém pode buscar eles? – disse Cezar. – eu quero todo mundo junto pra que eu possa dar as dicas pra que vocês finalizem o trabalho logo!
– Eu vou – disse Fera.
– Beleza! Vai lá Fera faz esse favor! – Disse Cezar.
– Vamos lá Morgana? – chamou Fera. A garota se levantou sorrindo e ambos foram buscar os desaparecidos.
– Eu não acredito que a Morgana vai ficar andando pra cima e pra baixo com esse pouco cérebro. – disse Rafa.
– Que isso Rafa! – disse Rita – a Morg já tá bem grandinha pode escolher seus amigos e outra isso é dor de cotovelo.
Fera e Morgana chamara Gil e Lia para voltarem para o acampamento, lá receberam instruções pra voltarem a suas duplas para dar continuidade ao trabalho de Biologia. Dinho e Lia saíram juntos mais uma vez, mas Lia de maneira sensata preferiu não se afastar dos amigos para evitar ficar sozinha com Dinho. Estavam fotografando algumas flores, quando Dinho escorregou e acabou batendo a cabeça e fazendo um corte. Robson e Cezar foram chamados.Então conseguiram chamar uma ambulância e Juliana acompanhou Dinho.
Enquanto isso no acampamento todos arrumaram suas coisas, o clima de acampamento já havia passado a muito tempo.
Era sábado de tarde quando o ônibus chegou ao colégio Quadrante, Lia foi pra casa um tanto relutante, com medo de encontrar Raquel, quando abriu a porta da casa viu que ela estava toda enfeitada, pelo jeito Tatá estava muito empolgada, foi até a cozinha e viu que sua avó tinha feito um bolo e os quartos estavam vazios. Ela foi para o banho e depois colocou suas roupas para lavar, ajeitou o cabelo e resolveu dar uma volta. Infelizmente Ju não estava em casa e não tinha outro lugar pra ir.
....
– Bom dia! – disse Lia entrando sentando ao lado de Gil na sala.
– Bom dia – ele respondeu.
– Como foi o fim de semana?
– Legal! E você, sua mãe?
– Ela não veio! Eu fiquei aliviada, mas a Tatá quase morreu de tanto chorar! Acredita que ela enfeitou a casa toda, comprou vestido novo e fez minha avó fazer bolo e sei mais lá o que? A Raquel não merece nem que a gente se importe com ela. Mas a Tatá ainda não entende isso.
– Que barra! Eu sinto muito!
– Não sinta, não por mim pelo menos!
– Teve noticias do Dinho?
– Meu pai disse que foi um corte superficial, ele deu uns pontos, mas ele vai ficar bem! Eu não fui visitar, mas acho que ele saiu ontem já. Talvez venha pra aula!
– Oi Lia – disse Rita
– Oi – respondeu a roqueira.
– Sabe sobre o Dinho?
– É o que eu tava falando pro Gil, eu só sei que o corte foi superficial, ele levou uns pontos, mas recebeu alta ontem!
– Ai que bom! – disse Rita – Obrigada! Vou falar pra galera.
– Bom dia meus amores – disse Robson entrando na sala
– Bom dia – respondeu a galera.
– O diretor Matias está uma fera comigo, então eu pediria pra que vocês me ajudassem a esclarecer.
– Nada ver o Matias ficar bravo com você! Não foi sua culpa – disse Rafa.
– É muito obrigado pela ajuda! Mas eu não vim falar sobre isso exatamente! O nosso querido diretor me mandou dar um recado...
– Dá licença Robson! – disse Dinho
– Pode entrar meu jovem! Senhorita Juliana também! — os dois entraram e se sentaram. – Muito bem agora acho que já estão todos aqui. Sexta-feira vai rolar um evento beneficente, entenda-se um baile, para arrecadar fundos para o hospital de tratamento de doenças como o câncer, para ajudar as crianças e adolescentes carentes. Então o colégio se dispôs a oferecer os convites, quem quiser pode me procurar ou procurar a senhorita Lia, já que o pai dela trabalha no hospital que está promovendo o evento! É isso ai, apoiem essa causa.
Assim que Robson terminou de dar seu recado, o burburinho se espalhou a professora Isabela teve dificuldade de controlar a turma. Depois da aula de literatura, veio a aula de química e depois a aula de robótica.
Quando as aulas terminaram, Gil acompanhou Lia até em casa, estavam combinando quando sairiam pra grafitar novamente. Lia subiu para seu apartamento. Sua avó tinha preparado o almoço e deixado um bilhete avisando que saíra com Tatá. Lia largou a mochila na sala e lavou as mãos e colocou sua comida no prato. Enquanto pegava seu suco, viu que alguém estava batendo na porta. Provavelmente era Ju, que adorava almoçar ali.
– Lia? – era Dinho para surpresa da garota.
– Dinho? – disse ela incrédula — O que você tá fazendo aqui?
– Posso entrar? – disse o garoto.
– Depende!
– Anda Lia, eu quero falar com você! E é melhor que eu sente, eu não posso ficar muito tempo em pé! Sabe como é esse corte e tudo mais.
– Entra – disse a garota emburrada, revirando os olhos, fechando a porta quando ele se sentou no sofá.
– Tem alguém em casa? – perguntou ele.
– Não! Então seja rápido! – disse ela se sentando no outro sofá e abraçando uma almofada.
– Bom eu queria falar sobre o que aconteceu no acampamento!
– O que?
– Nosso beijo Lia, não se faça de desentendida! – disse ele se sentando ao lado dela, que se levantou.
– Olha Dinho eu já disse que você foi um idiota! Eu não quero falar sobre isso. A Ju é minha amiga e você é namorado dela, então...
– Então se eu não fosse... – disse ele se levantando também
– Não faria diferença alguma – disse ela.
– Não? – disse ele se aproximando – por que não?
– Porque... porque – gaguejava ela, tentando arrumar algo para dizer – porque eu e o Gil – disse – É o Gil e eu estamos namorando!
– Isso é sério? – perguntou Dinho chateado.
– É! – só ele que não sabe, pensou a garota.
– Lia! – disse Ju, entrando no apartamento e vendo Dinho ali. – Dinho? – disse ela.
– Oi Ju! – disse Lia desconcertada.
– O que você tá fazendo aqui? – perguntou Ju para Dinho.
– Eu...
– Ele veio aqui ver você, mas como ele não sabia se Bruno estava em casa, ele achou melhor vir aqui e me pedir pra te chamar, não é Dinho?
– É! – confirmou.
– Bom gente eu to morta de fome, vocês almoçam comigo? – perguntou Lia caminhando pra cozinha – Minha avó fez uma comida deliciosa, vocês estão servidos?
– Eu quero – disse Ju, olhando de maneira desconfiada para Dinho que estava evitando olhá-la. Os dois foram pra cozinha e almoçaram com Lia. Ali na mesa os três falaram muito pouco, quando terminaram o almoço Dinho se despediu com a desculpa que precisava descansar e foi pra casa.
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