Notas iniciais
Yo minna!!!! obrigada por todos os reviews e um obrigado especial a Liz lee que recomendou a fic!! e como prometido aqui está mais um capitulo!!
boa leitura!

Hinata havia conseguido se acalmar um pouco, pois sabia que a amiga lhe ajudaria, mas ainda tinha algo a resolver e seria agora. Olhou para a loira que parecia desesperada e depois para um Satoru apreensivo. E antes que pudesse abrir a boca o moreno resolveu se manifestar.

- Saiba que a garota é rebelde, e como dissemos vive tentando fugir, não é nossa culpa ela estar nesse estado! – tinha um plano em mente e se conseguisse fazer Hinata pensar que a culpa era da garota e que eles eram os mocinhos da história, tudo ficaria bem ou no máximo teriam que dar algum dinheiro para a mulher ficar calada – Provavelmente, fez isso de caso pensado!

- Como? Como pode dizer isso? – perguntou indignada com o comentário. E antes que o mesmo pudesse lhe responder, continuou a falar – Acha que sou burra? Está mais do que claro que a menina sofreu um espancamento e que foi trancada aqui por vocês! Acha que não percebi como tentaram me fazer sair daqui para que não pudesse vê-la? – se levantou, deixando a menina acomodada no chão enquanto encarava o moreno a sua frente junto da loira – Acha que não percebi como todas as crianças parecem estar sendo obrigadas a fingir que são felizes? – apontou o dedo na cara de Kira e de Satoru – Acha que não vi esse teatro ridículo que estavam fazendo?

- Não sei do que está falando! – se defendeu Satoru tentando controlar a raiva em si, não podia se desesperar, sabia que Kira deveria estar a beira de um colapso nervoso, pelo modo como tremia ao seu lado.

- Não sabe? Não se faça de idiota! Mas tudo bem, se não sabe, terei o prazer de lhe mostrar quando enviar o relatório sobre esse lugar e mandar os afastar da administração.

- NÃO PODE FAZER ISSO!Não tem provas contra nós, só essa fedelha mal amada! – falou Kira sem pensar no que dizia – Ela que é a culpada disso, foi ela quem fugiu! Nós só estávamos fazendo com que...

- KIRA, CALE-SE! – esbravejou Satoru – NÃO ESTÁ VENDO QUE SÓ ESTÁ PIORANDO A SITUAÇÃO? FIQUE CALADA E ME DEIXE...

- NÃO! SEMPRE DEIXO VOCÊ FAZER AS COISAS E OLHE NO QUE DEU? GRAÇAS A VOCÊ E SEU ORGULHO FERIDO QUE ESTAMOS NESSA SITUAÇÃO! – Kira cuspia as palavras no moreno, apontando para peito deste, cega de raiva — SE VOCÊ NÃO TIVESSE SE EXALTADO COM A PIRRALHA E A ARRASTADO PARA O FORNO NÃO ESTARIAMOS NESSA SITUAÇÃO! – no mesmo momento em que pronunciou essas palavras, pôs as mãos na boca se arrependendo profundamente do que disse, havia se esquecido de Hinata, deixando que as emoções tomassem conta de si.

Hinata estava mais do que satisfeita com a revelação, agora tinha uma prova e faria tudo para que aqueles dois pagassem pelo que fizeram a garota, Satoru ainda tentava juntar os cacos, tentando se livrar de ir para a prisão, no entanto antes que pudesse fazer isso a ambulância e os paramédicos chegaram para levar a garota para o hospital e Hinata foi junto, ligando no meio do caminho para que a policia ficasse ciente do ocorrido e impedisse a ambos de fugirem sem responder a justiça.

-*-

Sakura se encontrava sentada em uma poltrona no quarto 112 do hospital e fitava intensamente a menina inconsciente que descansava em um dos leitos para pacientes, desejando que ela acordasse logo. Os olhos de Sakura esmiuçavam cada detalhe da garota, como se procurassem por algo que comprovasse que ela seria sua filha ou não, observava desde os longos cabelos negros da menina que se espalhavam pelo travesseiro, a pele alva, porém um pouco abatida, até a expressão do rosto que se encontrava suave enquanto dormia, como se depois de muito tempo conseguisse descansar. Algo que a médica sabia que era o caso.

Desde quando Sakura viu que era Saori quem vinha na ambulância que Ino havia enviado para o orfanato sentiu um frio na espinha, o coração acelerar e o sangue gelar em suas veias, pelo fato da menina se encontrar inconsciente, “então, ela é órfã?” pensou aturdida antes de correr em direção para onde levavam a menina. Prontamente, a rosada assumiu o caso da mesma, se certificando de que Saori fosse bem tratada. O caso havia sido, relativamente, simples apenas alguns hematomas pelo corpo e o joelho ferido que infeccionou por causa do local onde se encontrava e por não ter sido tratado durante o tempo em que ficou presa, sendo o mais grave controlar a febre que a menina teve por ficar em um lugar insalubre e com extremos de temperatura, além da inanição, devido a falta de alimento. Mas agora tudo estava bem.

Suspirou aliviada por saber que ela estava melhor e ao mesmo tempo se preocupava com o destino da garota. Havia falado com Hinata a perguntando sobre o que havia acontecido e ficou estarrecida com o relato da amiga ao saber que a menor foi castigada de forma tão cruel, “não é pra menos que a menina não deixe ninguém se aproximar com medo de que a machuquem”, pensou, sentindo pena da garota. E isso a deixava ainda mais aflita, pois sabia que ao sair do hospital, Saori seria levada para outro abrigo onde poderiam voltar a maltratá-la, balançou a cabeça para afastar tais pensamentos, provavelmente estava exagerando, sabia que nem todos os orfanatos eram iguais e havia aqueles que se importavam, realmente, com as crianças. Mesmo assim, Sakura não queria se distanciar da menor, talvez fosse pelo caso dela se parecer com sua filha, ou ter o mesmo nome, ou até ter se compadecido pelo que ela passou, fosse o que fosse a médica estava disposta a acolher a menina de braços abertos. Só havia um problema: Sasuke!

Levantou os orbes esmeraldinos para o relógio que ficava na parede em frente à cama, notando que logo Sasuke estaria vindo lhe buscar e ainda não havia conseguido pensar em nada que pudesse fazer ou dizer para convencê-lo a cuidar da menina. Suspirou cansada, amava seu marido, mas ele era tão teimoso que, às vezes, tinha vontade de gritar e bater com a cabeça dele na parede para que a ouvisse, e com certeza se ela dissesse o que queria, ele diria o quão afetada estava por querer levar uma menina órfã, que já havia lhe roubado, e que se parecia com sua filha para casa. Definitivamente, não sabia o que fazer.

Ouviu Saori murmurar algo enquanto dormia e se aproximou da cama para ver se estava tudo bem com a mesma, ao chegar perto a ouviu falar coisas desconexas mas uma frase lhe chamou a atenção, fazendo-a arregalar seus olhos perante o espanto e a emoção de ouvir tal coisa.

- oka-san...oka-san...não...okan-san – balbuciava Saori, começando a se agitar cada vez mais na cama, provavelmente tendo um pesadelo – não quero ficar sozinha...

Sakura sentiu os olhos marejarem e começou a acariciar o rosto da menina numa tentativa que a acalmasse e funcionou, logo a garota voltou a dormir tranquilamente enquanto Sakura tentava controlava suas emoções, por que aquela garota disse exatamente aquilo? Palavras que a lembraram do dia em que havia se separado de sua filha. Por que o fato daquela menina dizer isso a machucava tanto? Havia demorado tanto tempo para cicatrizar seu coração com a perda da filha e agora, aparecia essa garota que tanto a lembrava, que a fazia sentir coisas que nunca mais pensou em sentir. Não sabia o que pensar, as palavras do marido viam a sua mente a dizendo para não se iludir, mas seu coração repudiava a ideia de vê-la longe e mesmo que enfrentasse a fúria de Sasuke, daria um jeito de ajudar a menina, de tê-la perto de si.

Notas finais
E ai o que acharam? a partir de agora começa uma nova fase da fic! Saori vai enfrentar outros problemas e confusões diferentes das quais ela estava acostumada e vai ter que lidar com pessoas totalmente diferentes das quais conhece, mas vocês vão perceber isso logo,logo!=D
bom, tá confirmado e vou viajar na quinta, então vou ver se passo amanhã ou quinta, no máximo, para deixar outro capitulo para vocês!! mas enquanto isso, espero reviews!!!
beijos e até a próxima!!