Sonhos De Uma Adolescente
32 32. O sabor da vingança
Notas iniciais
POV. Thomas
Eu não estava acreditando que eu tinha me declarado para a Katherine, eu nunca disse que amava alguém na minha vida, a não ser minha mãe. Senti Kathe tentando se soltar de meus braços só que a apertei mais ainda.
-THOMAS! –ela gritou e se afastou de mim me encarando irritada.
-O que? –perguntei sorrindo. Vi seu rosto ficar vermelho de raiva e depois senti a mão dela batendo com pressão no meu rosto.
-Não é só porque estou te ajudando, que pode ficar me beijando. Eu tenho namorado! E eu o amo! –ela falou se jogando em cima de mim me batendo.
-Hey, para! –falei segurando seus pulsos.
-Me solta! –ela falou se livrando de minhas mãos e saindo correndo para fora do jardim. Soltei um suspiro e decidi ir pro meu quarto, hoje realmente não seria um bom dia.
Enquanto eu ia pro quarto mandei um SMS para o John me encontrar. Ao chegar ao quarto encontrei um dos meninos novos que também dormiam comigo.
-Vaza. –falei e o garoto me encarou.
-O que? –ele perguntou com vários livros na mão.
-Eu mandei você sair do quarto. –falei.
-Sinto muito, mas esse quarto também é meu. –o garoto falou e revirei os olhos, fui na direção dele e agarrei a gola de sua camisa e
o taquei para fora do quarto jogando os livros no corredor. De vislumbre vi
John vindo na minha direção.
-Fala Thomas. –ele falou olhando para o garoto que pegava os livros que eu tinha tacado no chão.
-Preciso falar com você. –falei entrando no quarto e John me seguiu.
-O que houve?
-Eu me declarei para a Kathe, eu disse que estou louco por ela. –falei olhando todo o quarto.
-E o que ela fez? –ele perguntou rindo e se jogando na minha cama.
-Me deu um tapa. –falei e Jonh caiu na gargalhada. –Aquele Matt está estragando tudo! Se não fosse por aquele idiota eu já estaria namorando a Kathe. –falei me olhando no espelho.
-Você deveria ter dado um jeito de expulsá-lo não de coloca-lo em suspensão. –ele falou.
-Eu sei, mas até que foi uma boa ideia eu ter colocado as drogas na mala dele. –falei rindo.
-Até hoje você não me contou onde arrumar aquilo. –ele falou pegando umas revistas em quadrinhos e abrindo-as.
-Tenho meus contatos. –falei e fiz uma careta. –Mas como eu disse a Kathe ainda vai ser minha, pode escrever isso cara! Nem que eu
tenha que matar o Matthew. –falei desviando meu olhar do espelho.
POV. Katherine
-Como assim ele disse que te ama? –perguntou Alisson pasma.
-Dizendo! E então ele me agarrou e me beijou! –falei nervosa e andando de um lado para o outro.
-Acha que o gravador já pegou alguma coisa que possa coloca-lo na parede? –perguntou Rebeca que pintava as unhas.
-Não sei, é melhor esperar até de noite, ainda é de manhã e as aulas nem começaram. –mas quando falei isso escutei o sinal da primeira aula tocar e suspirei. –Começou agora. –falei e saímos do quarto juntas.
-Acha que pode ser verdade? Que o Thomas esteja realmente gostando de você? –perguntou Santana.
-Não sei, acho que não. –falei. –Queria que Matt estivesse aqui, só que hoje ainda é quinta-feira! –falei enquanto entrava na sala e me sentava em uma carteira.
Fiquei vendo as pessoas entrarem até que Thomas, Antônio e John apareceram rindo e se sentaram no fundão. Vi de relance que Antônio olhou para Rebeca e depois desviou o olhar. O professor entrou na sala
e a aula de química começou.
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POV. Santana
3 aulas tinham se passado e já estava na hora do almoço, falei para as meninas que iria no meu quarto pegar algo rapidinho, mas na verdade fui até o quarto de Thomas. Consegui entrar no quarto e fui na direção em que deixei o gravador.
Peguei-o e rapidamente sai do quarto antes que alguém desse pela minha ausência. Desci as escadas e fui pro meu quarto e guardei o
gravador no fundo da gaveta. Depois quando as aulas acabassem eu iria ver se o gravador tinha gravado alguma conversa para que pudéssemos mostrar para o diretor. Voltei para a cantina e me sentei junto das meninas que conversavam animadamente.
-Mas porque você não quer que Matt conheça seu pai? –perguntou Rebeca a Katherine.
-Ai, meu pai quase que não faz parte da família, nem fala mais comigo direito. –ela falou suspirando.
-Ok, vamos mudar de assunto? –perguntou Sarah. –Santana o que você foi fazer no quarto? –perguntou.
-Só fui pegar uns livros que eu tinha que entregar na biblioteca. –falei olhando toda cantina e vendo John e Antônio conversando. –Cadê o Thomas? –perguntei e todas olharam ao redor.
-Ele sumiu desde a segunda aula. –falou Alisson.
-Acha que ele fugiu? –perguntou Kathe.
-Porque está tão preocupada com ele? Eu quero que ele se exploda! –falou Sarah e todas riram.
-Não é por nada. Mas vocês sabem do que Thomas é capaz e não duvido que ele esteja aprontando mais uma. –Kathe falou e concordamos
menos a Alisson.
-Ele não aprontaria de novo, se fizesse isso ele saberia que você ficaria irritada com ele.
-Estou irritada com ele desde que o conheci, há um mês. –falou jogando a bandeja da comida no lixo.
-Porque a gente não aproveita que ele “sumiu” e vamos pegar o gravador no quarto dele? –perguntou Rebeca e fiquei meio sem jeito.
-San, o que houve? –perguntou Kathe chamando-me pelo apelido que deram a mim.
-Eu já peguei o gravador. –eu falei e todas me encaram.
-Santana! –exclamou Sarah. –Você não deveria ter pegado, e se ele estiver no quarto agora falando sobre algo? –dava para ver que ela estava bem nervosa.
-Desculpa, mas eu fiquei com medo dos meninos encontrarem, que tal a gente ver se tem algo? –perguntei tentando mudar de assunto.
-Ok, vamos. –nos levantamos deixando as bandejas em cima da mesa e fomos para o meu quarto.
POV. Katherine
Estávamos no quarto de Santana esperando ela encontrar o gravador que tinha pegado.
-Será que tem alguma coisa? –perguntou Alisson.
-Não sei. –falei suspirando quando vi Santana vindo na nossa direção com o gravador nas mãos. Ela se sentou na cama e apertou o play. De inicio não havia muita coisa só o som de Thomas implicando com um dos meninos que dividia o quarto com ele.
-Acho que não tem nada. –falou Rebeca tristemente.
-Shhh. –falei e então uma conversa começou.
- “Aquele Matt está estragando tudo! Se não fosse por aquele idiota eu já estaria namorando a Kathe.” –essa era a voz do Thomas e parecia que ele estava conversando com alguém.
- “Você deveria ter dado um jeito de expulsá-lo não de coloca-lo em suspensão.” –dessa vez era a voz do John.
- “Eu sei, mas até que foi uma boa ideia eu ter colocado as drogas na mala dele.” –depois disso, cliquei no pause e suspirei.
-Porque parou? –perguntou Sarah.
-Não quero mais escutar, já podemos mostrar para o diretor. –falei pegando o gravador.
-Vai mostrar agora? –perguntou Santana.
-Sim, não tem mais nenhuma aula. –falei e elas assentiram. Fomos juntas até a sala do diretor, quando chegou na porta respirei fundo e bati três vezes.
-Entre! –escutei uma voz e entrei. Infelizmente, dentro daquela sala tinha uma pessoa que eu não gostaria de ver. Thomas. Ele estava sentado de frente para o professor e estava com uma cara divertida.
-Meninas, o que houve? –perguntou o diretor e tomei coragem de falar.
-Temos provas de que Matt não trouxe drogas para a escola. –falei olhando diretamente para Thomas que na hora seu rosto ficou sem humor.
-Olha, não quero mais saber deste assunto. –ele falou e se virou para Thomas, mas esse diretor iria me escutar.
-E o que você quer? Que ele volte para a escola com fama de drogado? –perguntei e ele me olhou.
-Ok, Srta. Smith mostre suas provas. –ele falou. –Thomas, converso com você depois. –ele falou, mas o interrompi.
-Não, eu quero que o Thomas fique. –falei olhando-o. Eu conseguia escutar a respiração das meninas atrás de mim e tenho certeza que elas estavam assustadas. Coloquei o gravador em cima da mesa do diretor e apertei o play. E então a conversa de Thomas e John foi escutada por todos da sala. Enquanto a conversa passava, pude ver o ódio nos olhos de Thomas que me encaravam. Quando a gravação terminou vi que o diretor estava com os olhos fechados e respirando profundamente.
-De novo você Thomas, não se cansa de armar para os outros não? –perguntou o diretor.
-Não sou eu! –Thomas falou visivelmente irritado.
-Então porque está tão irritado? Está claramente é sua voz e a de seu amigo John. –o diretor falou se levantando. Afastei-me rapidamente e me aproximei das meninas que me abraçaram.
-Diretor, isso que elas fizeram é invasão de privacidade! Elas colocaram um gravador no meu quarto! –Thomas falou apontando na nossa direção.
-Isso é verdade, mas a punição delas será muito diferente da que te darei.
-O que você vai fazer? –perguntei curiosa.
-Ainda vou decidir. –ele falou. –Agora, todos saiam da minha sala. –ele falou e saímos em silencio, mas quando a porta foi fechada Thomas explodiu.
-Como pode fazer isso? –ele perguntou vindo para cima de mim, mas Sarah e Alisson o seguraram.
-Você gosta de jogar né? Pois neste jogo cabem dois. –falei sorrindo enquanto ele me encarava ainda sem entender.
-Achei que você estava começando a gostar de mim! –ele falou e desviei o olhar, mas logo me recompus.
-Já ouviu falar em mentira? Acho que sim né, pois você mente muito. O que acha agora Thomas ganhei de você. –falei e percebi que seus olhos estavam cheios de água, mas não me deixei comover.
-Você ainda não ganhou. –ele falou se soltando de Alisson e Sarah. –Você é pior do que eu Katherine Smith. Você consegue magoar pessoas que te amam. –ele falou e ri.
-Você me amar? Acha mesmo que eu acreditei? –perguntei ainda sem exibir nenhum humor.
-As pessoas amam, mesmo as mais duras. –ele falou e depois que falou isso saiu do corredor. Fechei os olhos e senti uma lágrima escorrer pelo meu rosto.
-Não chora Kathe. –falou Rebeca me abraçando e depois todas me abraçaram. –Não chore por causa dele. –ela falou. Mas não estava dando muito certo, pois eu estava chorando por causa dele mesmo.
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