Sonhos De Uma Adolescente
17 17. Namorados
Notas iniciais
POV. Sarah
Assim que cheguei em casa encontrei Antônio deitado no sofá com uma garrafa de cerveja na mão.
-Espero que minha mãe não tenha visto isso na sua mão. –falei cruzando os braços e parando na sua frente.
-Bom dia pra você também priminha. –ele falou debochadamente.
-Onde está minha mãe? –perguntei nervosa.
-Ela saiu antes de eu acordar. –ele falou bebendo mais um gole da cerveja. –Quer um pouco? –ele perguntou esticando o braço em
que estava a garrafa na minha direção. Arranquei a garrafa de sua mão e a levei pra cozinha, despejando todo o conteúdo na pia.
-Não quero homem bêbado aqui em casa! –falei pra ele que me encarava nervoso. –Terá que se acostumar a ficar sem beber, não pode
levar bebida alcoólica pra escola. –falei.
-Que escola chata essa em! Como você aguenta? –ele perguntou rindo.
-Olha, não quero você no meu caminho na escola entendeu? Não quero que você fique me envergonhando na frente das pessoas.
-Qual é priminha, eu já disse que mudei! –ele falou se aproximando de mim.
-Não adianta, porque esse seu jeitinho de conquistador não funciona comigo. –falei virando as costas e indo para o meu quarto.
-Por enquanto não funciona! –ele falou rindo. Entrei no meu quarto e resolvi arrumar minhas malas para já estar adiantada amanhã de
manhã. Escutei minha porta se abrir e me virei vendo uma criatura indesejável.
-É sério Antônio, o que você quer comigo? –perguntei irritada de tanto ver a cara desse garoto.
-Só quero saber o que está fazendo. –ele falou fechando a porta do quarto e se aproximando de mim.
-Arrumando minhas malas, agora já pode sair. –falei mais ele veio vindo à minha direção e fui me afastando.
-Por que tem medo de mim? –ele perguntou me olhando de cima a baixo.
-Não tenho medo, simplesmente não gosto de você. –falei irritada ao sentir a parede atrás de mim.
-Mais eu sou bonzinho. –ele falou prendendo meus braços na parede.
-Sai de perto de mim. –falei e ele sorriu e começou a distribuir beijos pelo meu pescoço.
-Vai dizer que está ruim? –ele falou rindo e voltou a beijar meu pescoço, me contorci de leve fazendo o possível para não cair em
tentação.
-Sai. De. Perto. De. Mim. –falei pausadamente e escutei sua risada.
Ele me olhou dentro dos olhos e passou um dedo pelo meu lábio inferior.
-Acho que não. –ele falou pronto para me beijar.
-Ah, mais você vai. –falei empurrando ele e chutando com (bastante) força entre as pernas dele. Antônio caiu deitado e se contorcendo.
-Sua louca! –ele falou e comecei a rir.
-Isso, é pra você aprender que não essas vadias que você pega sempre. –falei saindo do quarto e deixando ele lá com a cara vermelha
de dor e ódio.
POV. Katherine
O resto da tarde tinha sido perfeito, eu e Matt fomos almoçar em um restaurante japonês e nos divertimos muito enquanto tentávamos pegar a comida com aqueles pauzinhos.
Estávamos agora andando abraçados pela cidade vendo as lojas.
-Queria que hoje durasse pra sempre. –falei enquanto entrava no carro.
-Estou louco pra chegar amanhã. –ele falou rindo.
-Por quê? –perguntei olhando.
-Só para ver a cara do Thomas quando descobrir que estamos namorando. –ele falou e foi a minha vez de rir.
-Não quero nem ver, ele vai ficar MUITO irritado. –falei suspirando e ele assentiu.
-Vai mesmo. –ele falou diminuindo a velocidade e percebi que já estávamos na minha casa.
-Bom, acho que agora vou ter que dizer tchau. –falei fazendo um biquinho e ele riu.
-Amanhã a gente se vê de novo. –ele falou e me beijou.
-É bom saber disso. –falei acariciando seu rosto. –Tchau. –falei e lhe deu um último beijo.
-Tchau cabelo multicor. –ele falou e ri.
-Amanhã ele já estará normal. –falei e ele riu.
-Tchau. –ele falou e acenei. Entrei dentro de casa e encontrei meu pai e minha conversando. Peraí, o que meu pai tava fazendo aqui?
-Pai? O que você está fazendo aqui? –perguntei encarando-o.
-Katherine, minha filha como você cresceu! –ele falou me abraçando.
-O que está fazendo aqui? –perguntei novamente.
-Eu queria te ver. –ele falou sorrindo. –Você pintou o cabelo? –ele perguntou.
-É sua uma coisa que fazem com os novatos. –falei sem acreditar que ele veio só pra me ver.
-Vou ter que ir, tenho uma reunião para ir. –ele falou sorrindo. –Tchau querida. –ele falou me abraçando.
-Tchau. –falei cruzando os braços enquanto via-o sair de casa, virei-me para minha mãe e o encarei. –O que ele queria? –perguntei a ela.
-O de sempre, pedir dinheiro. –ela falou e suspirei. –Duvido que ele vá pagar sua pensão. –ela falou e eu ri.
-Sério que você acha que ele vai pagar? Nem tenho mais esperanças. –falei indo pro meu quarto.
-Ei mocinha, quem era aquele garoto com que você chegou agora? –ela perguntou e sorri.
-Meu namorado. –falei subindo pro meu quarto.
-Namorado? Desde quando você namora? –ela perguntou
entrando no meu quarto.
-Desde hoje quando ele me pediu em namoro. –falei arrumando minhas malas.
-Qual é o nome dele e a idade? –ela perguntou.
-Matt e tem 18 anos, morava na Califórnia mais ele e a irmã se mudaram pra cá pra estudar no Alaor. –falei e ela cruzou os braços. –Mais alguma coisa? –perguntei.
-Onde estão os pais deles? –ela perguntou.
-Eles foram emancipados. –falei.
-Hmmm. –ela saiu do meu quarto falando o como sua filha tinha mudado e que estava nova demais para namorar. Revirei os olhos e
continuei arrumando minhas malas, porque amanhã quando Thomas me visse com Matt ia rolar confusão na certa.
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