Sonho ou Realidade?
15 Capítulo 15
Notas iniciais
Marinette
Acordei com o barulho irritante do meu celular. Procurei por ele sem abrir os olhos, mas acabou não dando muito certo, pois acabei caindo da cama. – Mas que droga! – Passando a mão na cabeça, aonde eu havia batido. E aquele maldito barulho ainda continuava.
— Desliga isso Mari! – Ayla resmungou ainda dormindo.
— Estou tentando – Me levantando e achando o celular em cima da mesinha. – Alô. – Acabei nem olhando o nome que aparecia no visor.
— Mari? – A pessoa do outro lado da linha falou.
— Quem é? – Acabei bocejando
— É o Nathaniel. Céus! Você estava dormindo?
— Uhun – Acabei Soltando uma leve risada sem graça.
— Me desculpa Mari. Não quis te acordar. – Senti um tom de desespero na sua voz, o que acabou sendo fofo.
— Fica tranquilo. – Me sentando na cama – Eu já deveria ter acordado faz tempo. Mas a Ayla dormiu aqui ontem, então digamos que fomos dormir “cedo” demais.
— Eu imagino – Soltando uma risada – Se eu soubesse, teria ligado outra hora.
— Se você se desculpar, mais uma vez, eu desligo o telefone. – Revirando os olhos.
— Oks – Dando risada. – E como foi ontem?
— Foi mágico – abrindo um sorriso enorme – Precisamos tomar um café pra te contar todos os detalhes.
— Eu Adoraria. E por fAlar em se encontrar, você se lembra que havia comentado com você, sobre um evento de artes?
— Sim, me lembro sim.
— Pois então, gostaria de convidar você e seus amigos para esse evento, pois meus quadros também estarão em exposição lá – Disse animado.
— Sério? – Falei um pouco alto – Aí que demais! Parabéns! Estou muito feliz por você.
— Obrigado Mari. Amanhã se você quiser, podemos tomar um café e já deixo os convites com você.
— Perfeito! – Disse animada. – Amanhã nos encontramos. Obrigada desde já pelo convite.
—Eu que agradeço. Até amanhã.
— Até. – Então desliguei a chamada. Soltei um longo suspiro, mas de felicidade. Eu e o Nathaniel nos falamos sempre depois daquele dia. Acabamos nos tornando bons amigos. Descobri que além de trabalhar na padaria, ele é um grande artista. Ele chegou a me mandar algumas fotos de seus quadros e fiquei realmente encantada. Ele havia comentado sobre esse evento e de como gostaria de participar. Mas também que tinha uma grande chance de não chamarem ele. Então sei muito bem o quão feliz ele deve estar.
— Quem era? – Ayla perguntou com a cara no travesseiro.
— Era o Nathaniel – Me levantando.
— Quem? – Ela perguntou me olhando.
— Nathaniel, Alya – Revirei os olhos. – O da padaria e da balada.
— Aí meu Deus – Ela disse dando um pulo – Você está ficando com ele?
— Tá louca? – Perguntei surpresa. – Depois daquele dia na balada, eu fui falar com ele. E acabamos nos tornando amigos. Apenas isso.
— E por qual motivo, eu não estou sabendo nada disso? – Cruzando os braços.
— Eu realmente esqueci de te contar isso – Dando de ombros.
— Eu percebi – Bufando – Você não me conta mais nada. Eu nem devo ser mais, sua melhor amiga – Fazendo cara triste.
— Eu mereço – Revirando os olhos. Mas depois dei um sorriso e indo até ela. – Você realmente não é minha melhor amiga – Ela ergueu a sobrancelha – Você é minha irmã – Abraçando ela e sendo retribuída – E por esse motivo – Me afastando, fazendo ela me olhar – Não sou obrigada a te contar tudo da minha vida – Empurrando ela, fazendo cair deitada na cama.
— Sua vaca – Me mostrando a língua, me fazendo rir.
— Também te amo – Mostrando Língua também. – Agora, vamos levantar, estou morrendo de fome. Aí conversamos melhor sobre as coisas que não te contei – Dando um sorriso.
— Acho bom mesmo – Se levantando. Enquanto ela usava o banheiro principal eu usei o meu. Assim que terminamos de nos arrumar, fomos pra cozinha. – Mari – Fazendo eu olhar pra ela – O que acha de sair pra almoçar? – Disse sorrindo, enquanto digitava no celular.
— Não estou afim de ficar de vela – Revirando os olhos, pois já sabia com quem ela estava falando.
— Mas você não irá – Sorrindo ainda mais – Hoje sairemos em amigos.
— Como assim? – Perguntei confusa.
— Adrien e Chloé também estarão lá – Animada.
— Acho melhor não miga. Não estou preparada para ver o Adrien – Me sentindo envergonhada.
— Ah Mari – Colocando um braço sobre meus ombros – Eu prometo que vocês ficaram bem e você irá se divertir, ou eu não me chamo Alya – Disse Piscando.
— Oks – Dando um leve sorriso.
— Obaaa. Então vamos se arrumar – Já indo pro quarto. Acabei rindo e fui me arrumar também. Assim que terminamos, saímos e fomos caminhando até o Bistrô aonde o pessoal iria nos esperar. – Então, agora você pode me falar as coisas que realmente aconteceram entre você e o Adrien e também o Nathaniel. – Ela disse enquanto andávamos.
— Sobre o Nathaniel já te expliquei o que aconteceu miga. Depois do que aconteceu na balada, eu fui me desculpar com ele. No fim acabamos nos tornando amigos. – Dando de ombros.
— Isso eu já entendi. E como sempre falo: Você tem um coração de ouro, miga. – Sorrindo.
— Igual ao seu – Cruzando meu braço com o dela.
— Eu sei – Acabei rindo – E quanto ao Adrien?
— Para ser honesta, não sei bem o que aconteceu aquela noite – Disse sendo honesta – Mas algo me atraía a ele, algo que nunca senti antes. E ao mesmo tempo, parecia que eu já o conhecia.
— Seria destino? – Ela perguntou me olhando, enquanto esperávamos o semáforo fechar.
— Não sei miga. – Soltando um suspiro – Mas esse “destino” beija muito bem. – Dando um sorriso.
— Vocês se beijaram?! – Ela perguntou um pouco alto, fazendo alguns olharem por gente.
— Fala baixo – Disse olhando pra ela – E sim, nos beijamos. Mas no fim, coloquei ele no lugar dele.
— Não entendi. – Me olhando confusa.
— Deixei claro pra ele, que não sou uma qualquer que ele pode sair beijando. Achando que por ele ser um Agreste, vou querer me aproveitar disso ou vice e versa. Não vou cair no mesmo erro duas vezes.
— Uau – Disse Parando de andar – Por essa eu não esperava. Talvez o Adrien tivesse merecido ouvir isso, mas acho que você já percebeu que ele não é igual ao Luka, certo? – Dando um pequeno sorriso.
— Nem de longe – Sorrindo – Eu percebi isso naquele mesmo dia. E por isso acabei me assustando.
— Por isso, você foi embora rápido, sem se despedir?
— Sim – Soltando uma risada.
— Eu sabia! Sabia que tinha acontecido algo. Agora tudo faz sentido. – Continuando a andar.
— Por que essas confusões só acontece comigo? – Colocando minha cabeça sobre seu ombro.
— Porque no fim, você sempre consegue passar por todas as situações de uma maneira brilhante miga. É como se ao mesmo tempo que atraísse confusão, você tivesse o poder de resolvê-los. – Sorrindo.
— Você é demais – Abraçando ela.
— Eu sei – Retribuindo o abraço. – Chegamos. – Paramos em frente à entrada do Bistrô. – Vai dar tudo certo miga – Me olhando – Te prometo.
— Eu sei – Sorrindo. Então entramos. Avistamos o Nino e o Adrien. Respirei fundo. – Oi gente – Sorrindo. O Adrien pareceu se assustar.
— O-Oi Mari – Sorrindo.
— E aí baixinha – Nino falou animado – Oi Amor – Dando um beijo na Ayla.
— Oi – Ayla Disse, sorrindo pra ele – Tudo bem, Adrien? – Se sentando
— Tudo sim – Ele disse sorrindo. – Por favor – O Adrien disse, puxando uma cadeira para que eu pudesse sentar.
— Obrigada – Sorrindo – A Chloé não veio?
— Ela já está chegando – Ele falou sorrindo.
— Quem está chegando? – Nos viramos e vimos a loira parada com um sorriso.
— Você – Ayla disse rindo.
— Então a festa já pode começar, pois a estrela já chegou – Rindo enquanto reviramos os olhos.
— Menos Chloé – Adrien disse, enquanto cumprimentava ela.
— Estou brincando – Rindo enquanto cumprimentava cada um. Quando chegou em mim, deu um abraço apertado. Fiquei surpresa, mas retribui – Está linda Mari – Sorrindo, me fazendo ficar sem graça. – Não é verdade Adrien? – Ela disse olhando pra ele. Me fazendo engasgar com a própria saliva. Fazendo Nino e Alya rirem.
— Ela sempre está linda, Chloé – Adrien falou naturalmente, fazendo eu ficar ainda mais vermelha.
— Chega de enrolar – Ayla disse – Vamos pedir logo, estou morrendo de fome – Fazendo todos rirem. Dei uma olhada rápida pra ela e agradeci. A mesma apenas deu uma piscada. Fizemos nosso pedido e a conversa entre todos fluiu de uma maneira única. Parecia que éramos amigos desde sempre. Era engraçado as histórias que tanto Adrien como Chloé contavam de quando eram crianças e também das travessuras que aprontaram. Percebi que ela tem um lado mimado e patricinha, mas que ao mesmo tempo é muito engraçada e tem um bom coração.
— A Chloé nunca foi discreta e isso não mudou até hoje. – Adrien disse rindo.
— Claro que sou. Eu não chamo mais tanto atenção assim. – Bufando.
— Seu carro é amarelo – Adrien disse rindo – Não acho que isso seja discreto.
— Uow – Eu disse rindo – Achei um carro mais chamativo que o “laranjinha” da Ayla – Fazendo Adrien e Nino rirem.
— Eim – Ayla Disse em protesto – Ele é lindo. Eu e a Chloé temos carros com personalidade poderosa, assim como a nossa. Certo Chloé? – Olhando pra mesma.
— Corretíssimo Ayla. – Sorrindo vitoriosa.
— Melhor do que ter um carro verde – Ayla disse, olhando de canto pro Nino.
— Verdade. – Depois que ele percebeu o que a Ayla estava falando – Eim – Olhando pra ela, fazendo todos rirem – Eu amo aquele carro. E o verde só o deixou ainda mais top – Disse orgulhoso.
— Nino às vezes parece uma tartaruga – Ayla disse rindo e nós também – Mas te amo do mesmo jeito – Dando um selinho nele.
— E você arisca e esperta igual a uma raposa. Mas no fundo, muito dócil – Ele disse sorrindo.
— Concordo – Falei sorrindo.
— Se for assim – Adrien disse – A Chloé parece uma abelha rainha.
— Por que? – Eu Perguntei curiosa.
— Também estou curiosa para saber o motivo dessa referência. – A Chloé disse cruzando os braços.
— Porque tem um monte de “seguidores” ou até mesmo súditos. É o centro da atenção e sem contar que ama dar umas “ferroadas” nas pessoas – Soltando uma risada.
— Há há há – Revirando os olhos – Muito engraçado, sr. Azarado.
— Azarado? – Nino perguntou confuso – Acho que o Adrien pode ser tudo, menos azarado.
— Quando éramos crianças, o Adrien sempre se dava mal, nas suas brincadeiras. Eu sempre conseguia me livrar, mas já ele – Chloé disse olhando de canto pro Adrien.
— Sempre sobrava pra mim – Adrien disse – Nunca tive sorte em me escapar das broncas ou dos castigos dos meus pais.
— Por isso eu sempre o chamava de azarado – Chloé disse rindo.
— Tipo, um gato preto? – A Ayla perguntou.
— Pode se dizer que sim – Adrien disse sorrindo – Ainda mais pelo, “gato”.
— Menos azarado – Chloé disse. – E a Mari? – Fazendo todos me olharem.
— O que tem eu? – Perguntei confusa.
— Podemos te comparar a qual animal? – Ela perguntou se apoiando na mesa
— A Mari é a nossa joaninha – Ayla disse sorrindo.
— Joaninha? – Adrien perguntou erguendo um sobrancelha.
— Ela nos da sorte – Ayla falou Piscando.
— Own – Chloé disse – Que graça. – Colocando uma mão no ombro do Adrien – Quem sabe agora, você não deixa de ser azarado – Dando uma piscada.
— Chloé! – Adrien falou um pouco alto – Não liga pra ela não, Mari – Me olhando, com as bochechas um pouco vermelha.
— Oks – Sorrindo sem graça. Ayla e Nino só ficavam rindo. Grande amiga que eu tenho. – Pessoal, eu já ia me esquecendo – Fazendo todos me olharem – Um amigo, vai ter seus quadros na exposição que teremos essa semana.
— Na Montmartre? – Chloé perguntou.
— Sim – Eu disse animada – E ele me convidou e falou que eu podia levar alguns amigos. Seria muito importante pra ele – Sorrindo.
— Conta comigo – Ayla disse.
— Eu Também – Nino disse sorrindo.
— Eu já ia – Chloé disse dando de ombros.
— E você, Adrien? – Olhando pra ele.
— Acho, que consigo ir sim – Sorrindo. – Mas amanhã eu te confirmo, pode ser?
— Claro. – Animada.
— Mari – Chloé disse – Afinal, quem é seu amigo?
— Ele se chama Nathaniel – Sorrindo.
— Kurtzberg? – Ela perguntou surpresa.
— Sim – Confusa com sua reação – Por quê?
— Ele é um artista recém descoberto. Mas as obras dele são incríveis. Eu tenho dois quadro dele. Ainda não tive a oportunidade de vê-lo pessoalmente. Mas já vi em fotos, e o cara é um gato – Sorrindo maliciosa.
— Sim – Dando uma risada – Eu te apresento ele – Sorrindo.
— Sendo assim – Se levantando – Eu já vou indo. Preciso pensar no meu look. Algo “discreto” e comportado – Dando uma piscada.
— Como eu disse: Sempre chamando a atenção – Adrien disse rindo. – Aí!- Passando a mão na nuca, aonde a Chloé deu um tapa.
— Idiota – Mostrando a língua – Beijos amores – Pegando a bolsa – Ah – Olhando pra Ayla – Amanhã estarei disponível a noite, se quiser a entrevista.
— Perfeito – Ayla disse animada – Amanhã te ligo para combinar o horário.
— Oks – Dando um tchau e mando beijos – Bye bye.
— Ela é muito divertida – Eu disse sorrindo.
— Concordo – Nino falou.
— No fundo ela é uma ótima pessoa e uma boa amiga – Adrien falou sorrindo.
— Estou animada em poder fazer uma entrevista com ela – Ayla disse animada.
— Bom – Nino falou se levantando – Eu e a Ayla precisamos ir. Temos algumas coisas pra resolver.
— Verdade – Ayla disse levantando também.
— Mas e o seu carro? – Perguntei me levantando junto com Adrien.
— A noite eu passo lá pra buscar miga – Sorrindo.
— Então tá – Dando de ombros. – Então vocês me dão uma carona?
— Se quiser, eu posso te deixar lá – Adrien falou.
— Perfeito! – Ayla falou – A noite eu passo pra pegar o carro. Oks? – Ela é o Nino se despediram tão rápido, que nem tive tempo de raciocinar. No fim só ficamos eu e o Adrien do lado de fora do Bistrô.
— Então – Ele disse pegando as chaves do carro – Podemos ir? – Sorrindo.
— Não precisa – Não quero atrapalhar ele – Eu posso ir andando.
— Jamais deixaria você ir andando e ainda por cima sozinha, Mari – Cruzando os braços. – Ou você vai comigo, ou te coloco no carro a força – Dando um sorriso de lado.
— Você não se atreva – Falando sério. Mas isso só fez ele aumentar seu sorriso e se aproximar mais de mim – Adrien! – Colocando minha mão em seu peito, impedindo de ele chegar mais perto. Mas isso foi um erro, pois senti seus músculos e me fez lembrar do dia do desfile. Tirei minha mão rapidamente e desviei meu olhar, sentindo meu rosto esquentar.
— Eim – Segurando delicadamente minha mão, fazendo eu olhar pra ele – Vem – Sorrindo e me puxando em direção ao carro – Vou te deixar no seu apartamento.
— Oks – Dando um pequeno sorriso. Ele abriu a porta do carro para que eu pudesse entrar. – Obrigada – O mesmo sorriu e fechou a porta. Deu a volta no carro e entrou do lado do motorista. E seguimos viagem.
— Percebi que você está bastante animada para ir na exposição – Ele disse sem tirar os olhos da estrada.
— Sim – Disse animada – Eu sei o quanto isso é importante para ele. E fico muito feliz com essa nova conquista. E – Dando um pausa – Eu gostaria que você fosse comigo. – Não me atrevi a olhar pra ele.
— Eu Adoraria ser seu acompanhante Mari – Disso sorrindo, olhei pra ele e o mesmo me olhou, enquanto esperava o semáforo abrir. Ele segurou minha mão e deu um pequeno beijo nela. – Eu irei com você.
— Mas – Estava envergonhada com aquele olhar intenso dele – Se tiver outro compromisso, não tem problema.
— Se eu tiver algum compromisso, eu desmarco – Dando de ombros – Meu único compromisso que terei, será ir com você na exposição. – Dando uma piscada. O semáforo abriu e sua atenção foi para as ruas novamente. Mas ele não soltou minha mão. Mesmo estando com vergonha, apertei um pouco sua mão, o mesmo retribui o gesto. Depois de alguns minutos, chegamos em frente ao meu apartamento.
— Obrigada pela carona – Sorrindo.
— Foi um prazer – Sorrindo – Você sabe que adoro sua companhia.
—Fico feliz em saber isso. Eu também gosto da sua. – Ficando de frente pra ele.
— Sendo assim – Colocando um mecha do meu cabelo atrás da minha orelha – Podemos passar o dia juntos, o que acha? Podemos ir ao cinema ou até mesmo sair para jantar, já que a Senhorita me deve. – Dando um sorriso.
— Eu Adoraria. – Sorrindo. – Mas hoje, preciso dar uma geral no meu apartamento e combinei de fazer uma chamada de vídeo com meus pais.
— Quando eles voltam?
— Acho que logo. Pra ser sincera, eles estão gostando tanto que nem tem uma data fixa para voltarem – Soltando uma leve risada.
— Viajar é bom mesmo, e pelo que você me falou, eles estavam merecendo essas férias. – Ele disse sorrindo.
— Com certeza. Quando eles voltarem, vou marcar um jantar e você, Ayla e Nino poderão vim. – Olhei pra ele, e seus olhos ganharam um brilho.
— Eu vou adorar! – Disse animado.
— Combinado então. Agora já vou indo, obrigada novamente pela carona – Me aproximei mais dele e dei um beijo em sua bochecha.
— Sempre que precisar – Disse sorrindo. Retribui seu sorriso e sai do carro. – Mari! – Parei na calçada e vi que o mesmo tinha saído do carro e vinha em minha direção. – Eu já ia esquecendo. Amanhã você poderia almoçar comigo? — Passando a mão na nuca. – Na verdade, não será apenas comigo. Será um almoço com um cliente. No caso irá, eu, meu pai, você e o cliente.
— Eu Não acho que seja uma boa ideia.
— Esses almoços costumam ser muito chatos, e com você lá, tenho certeza de que será melhor – Dando um sorriso tímido – E também, vai ser bom para você conhecer melhor o cliente.
— E quem seria esse cliente? – Erguendo uma sobrancelha.
— Par ser sincero, meu pai não falou- Revirando os olhos. – Ele me avisou sobre esse almoço, hoje de manhã.
— Entendi – Pensei sobre o assunto – Se seu pai não achar ruim, eu vou sim.
— Tenho certeza de que ele irá adorar ter você conosco – Sorrindo – Obrigado!
— Eu que agradeço – Sorrindo. – Então até amanhã.
— Até – Ele se aproximou e me deu um beijo demorado na bochecha, perto da boca. Senti meu rosto esquentar. Então dei um aceno e entrei. Chegando no apartamento, respirei fundo e dei uma olhada geral. Guardei minha bolsa e comecei a arrumação. Não demorei muito para terminar. Tomei um banho rápido e fui ligar para meus pais.
—Oi minha filha – Minha mãe disse animada na chamada de vídeo.
— Que saudade – Disse com os olhos brilhando. E esse foi o começo de uma conversa de quase duas horas. Consegui matar a saudade dos meus pais e dos meus tios também. E como sempre, eles ainda não tinham uma data para voltar. Apesar de eu estar morrendo de saudade deles, eu fico feliz que eles estejam aproveitando. Fiz uma sopa para jantar e assim que terminei, já fui me deitar, pois pelo que entendi, amanhã será um dia corrido.
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