Notas iniciais
Oie meus amores, como vocês estão? Mil desculpas pela demora do capítulo. Quero agradecer pelos lindos comentários, acho que tenho as leitoras mais fofos do mundo. Amo vocês, sério mesmo. Muito obrigada por cada palavra de incentivo, sugestões e carinho. Estão ansiosos pela continuação do encontro do nosso casal mega fofos? Espero que gostem do capítulo e desculpa por qualquer erro, pois não tive tempo de revisar. Boa leitura.

Confesso que quando Adrien me convidou para jantar, pensei em dizer não. Mas algo em mim, também queria conhecê-lo melhor. Não posso negar que ele é lindo e tem um corpo de tirar a razão de qualquer mulher. Mas algo na personalidade dele, chama atenção. Ele tem todos os motivos para ser como eu sempre achei que ele fosse, metido, mesquinho, mimado, etc. Mas ele está se mostrando totalmente ao contrário. Educado, carinhoso, confiável, engraçado, humilde e bondoso; e já reparei que ele é assim com todos, até mesmo com seu pai.
— Adrien – Fazendo ele me olhar – Por que seu pai é tão duro com você?.


— Hm – Ele limpou o canto da boca com o guardanapo e tomou mais um gole de vinho – Meu pai sempre foi assim. Mas quando minha mãe ainda era viva, ela conseguia com que ele fosse um pouco menos duro. Mas depois que ela faleceu, ele ficou pior. Quando eu era mais novo, me sentia muito desprezado e sozinho, sentia falta de ter carinho e a presença do meu pai. Mas, conforme foi passando os anos fiquei mais conformado. Mesmo eu sabendo que é quase impossível de ele dizer, eu faço sempre as coisas para dar orgulho para ele. E sei que quando ele não vem me dar bronca, é de que certa forma, estou acertando. – Dando um leve sorriso.
— Sabe, desde que comecei a trabalhar com seu pai, de uma maneira indireta ele mostra que tem muito orgulho de você. – Sorrindo.


— Como assim? – Ele pareceu surpreso.


— Você já reparou que seu pai sempre te mais trabalho do que o normal? – Ele apenas acenou a cabeça – Ele me falou uma vez, que prefere que você resolva as coisas. Porque sabe que você faz o serviço rápido e correto. – Sorrindo.


— Isso é sério? – Ele pareceu iluminado com o que eu disse.


— Sim – Sorrindo ainda mais- Seu pai não sabe como dizer ou até mesmo mostrar, mas ele tem orgulho de ter você como filho e de estar trabalhando ao lado dele.


— Obrigado – Segurando minha mão que estava na mesa – Você não sabe o quanto isso significa pra mim. – Dando um sorriso lindo.


— Não precisa agradecer – Senti borboletas no estômago quando senti ele fazer carinho na minha mão – Só Continue fazendo direitinho seu trabalho. – Piscando, fazendo ele soltar uma risada.


— Pode deixar – Ainda sorrindo. Quando ele da esse sorriso, sinto meu coração acelerar. E tenho certeza de já ter visto e sentindo isso antes.


— Estranho – Acabei falando o que estava pensando.


— O que é estranho? – Ele me olhou confuso.


— Ah... n-nada n-não – Sorrindo sem graça e puxando minha mão delicadamente da sua.
— Agora fiquei curioso. Me fala – Dando um sorriso sapeca.


— Acho estranho essa nossa situação, só isso – Dando de ombros.


— Olha eu sei que às vezes sou lerdo, mas dessa vez, realmente não entendi – Acabei Soltando uma risada pela cara de confuso que ele que fez.


— Mas é lerdinho mesmo eim – Rindo ainda pela cara dele.


— Faz parte do chame, afinal seria injusto com ou outros homens, né. – Dando uma piscada.


— An? – Agora quem não entendeu nada fui eu.


— Pensa comigo – Apoiando o queixo com a mão direita – Bonito, educado, rico, charmoso, sexy, romântico, piadista, ótimo dançarino e cozinheiro e muitas outras qualidades. Já pensou se além de tudo eu fosse espertinho? – Fazendo uma cara engraçada. O que eu não aguentei e acabei rindo alto, fazendo o mesmo me acompanhar.


— Você não existe Adrien – Ainda rindo – Acho que esqueceu de dizer modesto também.


— Verdade – Estalando os dedos – Essa é a principal qualidade, na verdade, sou modéstia em pessoa. – Nem ele se aguentou e acabou rindo.


— Besta – Revirando os olhos – Mas, espera aí, ótimo cozinheiro? – Erguendo uma sobrancelha.


— Olha – Dando um sorriso – Agora sendo realmente modesto, eu cozinho muito bem.


— Uau – Realmente fiquei surpresa – Isso eu só acredito vendo. – Sorrindo.


— Por mim, te levaria amanhã pra almoçar – Sorrindo – Mas sei que isso talvez, seja forçar um pouco a barra, então – Me olhando – Depois do desfile, podemos marcar, o que você acha?


— Isso seria outro convite? – Sorrindo.


— Sim – Passando a mão na nuca – Mas, podemos chamar o Nino e a Alya também.


— Adorei a ideia – Batendo as mãos – E o que você acha se eu levar uma sobremesa?


— Perfeito! Amanhã converso com o Nino. E por falar neles – Desviando o olhar – Acho que a Alya vai te fazer um interrogatório sobre hoje.


— Como? – Será que ela já sabia? Oh my god, aguentar a Alya e o seu interrogatório não será fácil.


— Eu esqueci de pegar seu telefone, então tive que pedir pro Nino, e a Alya estava junto. Falei que tinha combinado de sair com você, mas que tinha esquecido de pegar seu número. Não dei detalhes de nada – Soltando uma risada nervosa.


— Entendi – Suspirando – Bom, como você disse – Sorrindo – Ela com certeza irá fazer muitas perguntas.


— E o que você vai falar sobre hoje?


— Que foi muito agradável e divertido. Que não me arrependi nenhum um pouco de ter aceitado seu convite. – Senti que minhas bochechas estavam quentes.


— Era tudo o que eu queria ouvir – Sorrindo.


— E você? Gostou? – Apesar de ele demonstrar que gostou, algo no meu estômago revirou.


— Para ser bem sincero Mari – Me olhando nos olhos – Eu não gostei não. – Me olhando sério, sem desviar do meu olhar. Nessa hora senti uma angústia enorme. – Na verdade eu... -Ele foi interrompido por um moço vendendo flores.


— Boa noite, gostaria de comprar uma flor? -Ele perguntou pro Adrien. Eu desviei o olhar e estava me segurando pra não demonstrar minha decepção. Fiquei distraída com meus pensamentos, que nem percebi que o moço já tinha saído. Então olhei pro Adrien, e o mesmo estava com um sorriso lindo no rosto e segurava uma linda Rosa vermelha.
— Eu amei cada minuto, cada segunda dessa noite -Esticando a mão com a rosa, para que eu pegasse – Obrigado por ter aceitado o convite. – Sorrindo. Senti meu coração acelerar ainda mais. Peguei a rosa, e senti vontade de chorar. Mas dessa vez de alegria e de emoção.


— Obrigada – Sorrindo tímida – É linda. – Enquanto olhava flor.


— Concordo – Olhei para ele, e o mesmo estava sorrindo. Mas percebi que me olhava nos olhos, e entendi que ele não estava falando da rosa. Então apenas sorri e desviei o olhar. – Você gosta de sorvete? – Perguntou sorrindo.


— Gosto muito. – Sorrindo. Acho que ele vai pedir sorvete de sobremesa, o que me deixou muito animada.


— Que bom – Enquanto fazia um gesto chamando o garçom. Assim que o mesmo se aproximou da mesa.


— Sim, senhor.


— Poderia trazer a conta, por favor. – Adrien falou sorrindo. Conta? Mas e o sorvete? Fiquei sem entender, mas resolvi não perguntar.


— Só um minuto – Falou se retirando.


— Seus sapatos são confortáveis para andar? – Ele me perguntou sorrindo.


— Hm... sim. Eles são. – Mas que pergunta é essa? Eu não to entendo nada.


— Ótimo – Abriu ainda mais o sorriso. Quando eu ia perguntar o motivo dessas perguntas, o garçom chegou com a conta. O Adrien olhou e apenas entregou o cartão. Assim que terminou de pagar, agradeceu.


— Obrigado ao senhor. Espero que tenham gostado. – O garçom disse sorridente.


— Estava maravilhoso – Eu disse Retribuindo o sorriso.


— Concordo. – Adrien falou enquanto guardava a carteira.


— Fico feliz. Espero que tenham uma boa noite e obrigado pela presença. – Ajudando a puxar minha cadeira pra eu levantar.


— Obrigada – Agradeci e sai junto com o Adrien. Assim que saímos do restaurante, Adrien começou ir em direção contrária do carro. – Adrien – Falei Parando de andar e o mesmo me acompanhou – Aonde está indo?


— Vou te levar para tomar o melhor sorvete de Paris – Falou sorrindo.


— Ah – Fiquei surpresa, mas ao mesmo tempo feliz. – E aonde seria? – Enquanto voltamos a andar.


— Ponte das Artes – Dando um sorriso lindo. – Lá está o André, que vende o melhor sorvete do mundo.


— Eu Estou ficando com água na boca já – Soltando uma risada.


— Então – Dando o braço para que eu possa colocar o meu em volta – Assim você ganha mais apoio pra andar -Sorrindo.


— Obrigada – Aceitando o gesto. Fomos o caminho todo em silêncio. Mas era um silêncio bom, pois estávamos apreciando a linda vista de Paris. E o trajeto foi rápido, logo avistamos a ponte e a barraquinha de sorvete. Fiquei ainda mais animada.


— Olá – André disse todo animado – Vejo que está noite, você trouxe uma bela flor para lhe acompanhar – Enquanto olhava pro Adrien e pra mim.


— Sim André – Sorrindo tímido -Resolvi trazer a Mari para provar o melhor sorvete de Paris.


— Pois então – Me olhando – Não irei te decepcionar.


— Tenho certeza de que não – Sorrindo – E quais são os sabores?


— Não, não minha querida – Fazendo gesto com o dedo enquanto sorria – Aqui, as emoções do coração que fala qual é o sabor do sorvete.


— An? – Não entendendo nada.


— Eu te explico – Adrien falou rindo – O André consegue sentir as emoções das pessoas, com isso ele monta o sorvete baseado nas emoções. Como hoje iremos dividir, ele irá se basear nas nossas emoções em conjunto. Como felicidade, gratidão, carinho – Nisso ele segurou minha mão, me fazendo ficar muito vermelha. – Estou certo André? – Desviando seu olhar do meu, para o André.


— Correto – Muito animado – Então vamos lá – Enquanto montava o sorvete. Fiquei observando ele montar. Nem percebi que o Adrien ainda segurava minha mão. – Pontinho – Nos entregando uma casquinha com uma bola de sorvete azul, outra verde, uma vermelha com gotas de chocolate, e por cima tinha calda de chocolate com uns pedacinhos de pistache.


— Que lindo – Estava encantada com o sorvete. Enquanto admirava o sorvete, Adrien pagou o André e o agradeceu também. – Obrigada – Sorrindo.


— Ótima noite para vocês – Sorrindo. Nos sentamos em um banco e pedi para o Adrien segurar o sorvete, já que eu poderia derrubar. Peguei. Colherzinha e tentei pegar um pouco de cada sabor e coloquei na boca.


— Uau – Muito animada – É maravilhoso! – Pegando mais um pouco.


— Sabia que você iria gostar – Comendo um pouco também – Dessa vez, ele superou. Está maravilhoso mesmo. – Sorrindo.


—Sim! – Não conseguindo parar de comer. Ficamos mais concentrados em comer do que conversar. Dividimos a casquinha, mas o Adrien deixou o final pra mim, não sei se ele sabia, mas eu amava o final da casquinha. – Obrigada – Enquanto limpava a mão.


— Pelo que? – Erguendo uma sobrancelha.


— Pela noite. – Olhando pra ele sorrindo – Eu amei.


— Eu que agradeço, por fazer minha noite ser maravilhosa – Retribuindo o sorriso. Sinto que meu coração está batendo tão rápido que parece que a qualquer momento ele vai pular pra fora. Adrien está mexendo comigo de uma maneira única. Ele me faz me sentir especial. Me trata com tanto carinho. Mas ainda não entendo o que ele quer realmente com tudo isso. Apenas ser um bom amigo? Conhecer melhor a pessoa com quem ele trabalha? Ou será que ele realmente se interessou por mim? Isso seria impossível. Eu não tenho nada de especial. Não teria motivo para que ele se atraísse a mim. – Mari? – Então percebi que estava perdida nos meus pensamentos tempo demais. – Tudo bem?


— Ah – Ficando envergonhada – Está tudo bem sim, eu só estava perdida nos pensamentos – Sorrindo.


— Entendi – Olhando no relógio – Olha – Me olhando – Eu não estou nem um pouco afim de levar você embora – Dando um pequeno sorriso – Mas está ficando tarde. E amanhã será desfile e tenho certeza que será bastante corrido.


— Verdade – Desviando seu olhar – E se eles não gostarem da coleção?


— Eim – Segurando minha mão, fazendo eu olhar pra ele – Elas são lindas e todos vão adorar, confia em mim – Sorrindo.


— Espero.


— Vamos fazer assim – Se levantando e Esticando a mão para me ajudar a se levantar também – Se ninguém gostar da coleção, eu te faço um jantar completo.


— E se eles gostarem? – Sorrindo, enquanto andávamos em direção ao carro.


— Você janta comigo, para comemorar – Dando uma piscada. Eu não aguentei e comecei a rir.


— Besta – Ainda rindo. Mas quer saber, adorei a ideia de jantar com ele novamente. – Fechado. – Esticando a mão.


— Fechado – Sorrindo enquanto aperta minha mão. Ele abriu a porta do carro, para que eu pôde-se entrar. Eu agradeci sorrindo, assim que me sentei ele fechou a porta e deu a volta. Ele entrou, se ajeitou e começamos nossa viagem de volta. – Qual vai ser seu programação para amanhã?


— Amanhã preciso ir na empresa pegar alguns materiais, depois vou para o local do desfile. Finalizar e ajustar tudo o que preciso nas roupas. Vou pra casa e depois eu volto a tarde para ajudar os modelos. – Pensando agora, amanhã eu acho que não terei tempo nem para almoçar.


— Se precisar para algo – Parando o carro no semáforo, e me olhando – Não me chame. – Olhei pra ele e não aguentei, comecei a rir e ele também.


— Vou me lembrar disso – Enquanto ria.


— Brincadeira – Ainda rindo – Mas agora é sério – Segurando a risada – Se precisar de ajuda para qualquer coisa, pode me chamar, Oks?


— Obrigada – Sorrindo. – Mas acho que apesar de ser corrido, amanhã eu tenho tudo sob controle.


— Você é uma mulher maravilhosa, Marinette – Ele disse me pegando de surpresa, me deixando sem graça – Por isso, eu sei muito bem da sua competência. Mas, isso não que dizer que precisa se matar sozinha. Então, mais uma vez vez: Se precisar de qualquer coisa, pode me chamar. – Me olhando rápido.


— Obrigada Adrien – Eu estava encarnada com ele. Ele parece que aquele tipo de homem, que toda mulher deseja ter, inclusive eu. Mas isso não faz sentido. Por que eu? Já não sei quantas vezes que pensei sobre isso, mas não consigo evitar. Eu gostaria de perguntar, mas, e se eu estiver entendendo tudo errado? E se ele for assim com todos? Honestamente não sei o que fazer. Fiquei tão perdida nos pensamentos que nem percebi que já estávamos em frente ao condomínio.


— Então – Fazendo eu olhar pra ele – Não quer mesmo me falar o que está acontecendo? – Dando um leve sorriso.


— Como? – Fiquei confusa.


— Eu sei que nessa cabeçinha – Cutucando de leve minha testa – Está acontecendo algo. Você pode nega, mas consigo ver em seus olhos, que algo não está certo.


— Não precisa se preocupar, é apenas pensamentos doidos que tenho – Tentando convencê-lo.


— Tudo bem – Abrindo a porta dele, saindo e vindo até minha porta, abrindo – Eu sei que na hora certa, você me contará. – Sorrindo e Esticando a mão para me ajudar a sair do carro.


— Obrigada – Segurando sua mão e saindo do carro. – Bom, é melhor eu entrar.


— Eu te acompanho – Fechando a porta do carro, e me acompanhando até a entrada. – Está entregue – Sorrindo.


— Adorei a noite – Sorrindo – Obrigada.


— Eu que agradeço, foi uma honra ter sua companhia – Sorrindo. – Agora vou deixar você descansar.


— Hm, mas antes – Fazendo ele ergue uma sobrancelha – Quando você me fez o convite, havia falado que seria duas perguntas, qual é a segunda pergunta? – Ele pareceu ficar surpreso.


— Não esperava que você fosse lembrar – Passando a mão na nuca – Então – Chegando muito próximo de mim, ao ponto de eu ter que erguer um pouco a cabeça pra olhar seus olhos. Meu coração acelerou, e senti minhas pernas tremer um pouco. Ele segurou minha mão, e abaixou um pouco o rosto. Ficou me olhando nos olhos e senti ele olhar pra minha boca. Olhou novamente para meus olhos. Eu estava um pouco surpresa com tudo isso, e posso dizer até mesmo que estava um pouco assustada. – Eu prefiro fazer a pergunta em uma outra ocasião – Me dando um olhar, no qual não consegui decifrar se era decepção ou se apenas estava me analisando. Ele me deu um leve beijo na bochecha e se afastou, Soltando minha mão. – Boa noite Mari, obrigado novamente pela companhia. Nos vemos amanhã. – Dando um sorriso e se afastando, indo em direção até o carro.


— Até – Disse um pouco baixo, mas acho que ele ouviu, pois o mesmo se virou e deu um pequeno sorriso. Eu estava paralisada com tudo o que aconteceu. Meu cérebro simplesmente parou. Não entendi nada do que houve agora. Eu vi o carro se afastando, então resolvi entrar. Cheguei no meu apartamento atordoada ainda. O que foi aquilo que aconteceu? Eu achei que ele fosse me beijar. Mas algo o fez recuar, no qual nem coragem teve para fazer a pergunta que ele queria. Fui até a varanda, olhando as lindas luzes de Paris. Olhei para a rosa em minhas mãos e sorri. – Que pergunta você queria me fazer Adrien? – Pensando alto.

Notas finais
O que acharam? O que vocês acham que o Adrien queria perguntar? O grande dia do desfile está quase chegando...muitas surpresas e emoções vão acontecer kkkk Bjinhos e até a próxima.