Sonho de amor
6 Sem resistência...
E o domingo chegou e ela acordou cedo, fora da previsão decidiu andar um pouco pelo bairro para descontrair a mente que teimava em pensar no beijo. Ela estava feliz e queria partilhar com alguém, mas sua melhor amiga estava em mais uma viajem de lua de mel. Não iria conseguir nem mesmo enviar uma mensagem decente. Deu a volta no quarteirão e sentia-se leve, porém assim que se aproximou do seu prédio ela o viu do outro lado da rua mexendo no celular. Parando pegou o seu para enviar uma mensagem, mas encontrou uma montanha em sua caixa.
“Sei que não está dormindo. Portanto trate de preparar um belo café e me servir, pois estou prestes a entrar.”
“És um tremendo abusado, isso sim.”
“Sabia que não iria passar das sete na cama, não sem uma bela companhia.”
“Abusado duas vezes” – ela sorriu olhando para ele super concentrado escrevendo a próxima.
“Vamos baby. Eu trouxe algo para vc. Encomendei especialmente desde ontem. Chegaram fresquinhas e cheirosas.”
Ela olhou para ver alguma coisa, mas nada.
“Mentiroso de uma figa. Não tem nada contigo.”
Automaticamente ele ergueu os olhos vendo-a do outro lado. Ambos sorriram uma para o outro. Ele voltou-se e abrindo uma pequena caixa na mesa do bar retirou um pequeno buque de rosas vermelhas e voltou-se para ela que no mesmo momento retirou o sorriso e com o coração acelerado esperou ele atravessar parando a sua frente.
— São suas com muito carinho. – ergueu as rosas aromatizadas e perfeitas vendo-a pegar com cuidado.
— Deus do céu são perfeitas. – ela falou sentindo o cheiro.
— Um pequeno presente por ontem. Pelo dia especial que você me proporcionou.
— Foi você que me proporcionou, eu teria que te dar algo? – ele sorriu.
— Não. – eles sorriram. – A não ser me alimentar decentemente. O que você acha?
— Pode ser. Acho que consigo fazer isso. – falou dando as costas e fazendo-o segui-la.
Entraram no elevador e ficaram apenas em silêncio, enquanto ela admirava o buque ele a estudava.
— Estou parecendo uma adolescente, quando ganha a primeira rosa do seu admirador. – ela falou sorrindo.
— Sim. Mas é encantador. Fico feliz que tenha gostado.
— Foi a primeira rosa que ganhei, que não foram das minhas crianças, se é que me entende. – ele sorriu.
— Eu entendo e fico feliz de ter sido o primeiro.
— Não se gabe tanto. – ele sorriu vendo-a descer do elevador e abrir porta do apartamento.
Sem pensar ela retirou o top da caminhada e estagnou ao lembrar que ele ainda estava ali.
— Continue, eu posso assistir de camarote tranquilamente um Streep. – falou brincalhão vendo-a jogar o top na cara dele.
Ela sorriu entrando no banho e se martirizando assim que lembrou que não tinha levado nada para o banheiro além do roupão. Com uma coragem recém-adquirida ela o vestiu e saiu encontrando-o deitado na cama dela.
— Que ousadia é essa? – ela perguntou atraindo a sua atenção.
— Aquela cadeira é horrível. – reclamou a observando de cima a baixo
— Aparentemente não tem nada na minha humilde residência que vossa senhoria aprova. – comentou com a mão na cintura.
— Ah tem sim. Duas em especial. – falou levantando e se aproximando.
— Meu fogão e minha comida? – ele gargalhou enquanto a enlaçava pela cintura aproximando-se para sussurrar.
— Na verdade quatro. – falou afastando o cabelo molhado e depositando um beijo no pescoço da agora derretida amiga. – A comida e o fogão sim, mas sem a cozinheira nada seria perfeito. – falou sentindo-a arrepiar.
— Ver...verdade. – gaguejou ela extasiada com a sensação. – E qual seria a quarta? – perguntou quase sem forças diante das caricias dele.
— Sua cama. – falou por fim devorando-a com os lábios e prontamente foi correspondido.
Ela não tinha mais forças para lutar contra. Sentia-se completa quando estava com ele, não poderia mais negar. Retribuiu o beijo com o mesmo ardor dele. Eles estavam completamente conectados naquele momento. E quando o ar se fez necessário ela tombou sua cabeça para trás oferecendo livremente seu colo para total exploração dele. Boca e mãos.
Vendo que não conseguiria ficar por mais tempo em pé, devido ao desejo ela o empurrou na cama, onde ele caiu sentado e assustado.
— Não...droga! – ela não conseguia falar nada mais coerente fazendo-o sorrir.
Puxada pelo cordão do roupão ela colocou uma perna de cada lado sentando de frente para ele que aproveitou para deslizar suas mãos pelas coxas recém lavadas e lisas.
Eles se olharam nos olhos por instantes intensos e antes de beija-la mais uma vez ele subiu sua mão tocando-a com prazer. Vendo-a gemer baixinho em sua boca ele sabia que teria uma combustão logo.
Em contra partida ela se deliciava com as mãos exploratórias dele em sua intimidade. E seu beijo alucinado à medida que ela gemia mais. Sabendo que não aguentaria por mais tempo ela retirou com carinho a mão dele enlaçando com a sua.
— De..va...gar. – falou ainda sentindo ele beijar seu colo.
— Eu preciso de você. – falou a olhando nos olhos.
— Também eu. Mas devagar, por favor. – pediu acariciando a face dele que respirando fundo sorriu.
— Esta sentindo? – perguntou movendo-se sobre ela que respirou fundo sorrindo também.
— Sim.
— É por você. Somente por você! – afirmou obrigando-a a encara-lo. E não houve mais especo para espera.
Ele a jogou na cama beijando-a com paixão. Ela sabia que o passo era longo, mas só queria senti-lo um pouco mais. Sentir a alegria de te-lô tão perto e tão dela somente. Puxando-o pelo cabelo aprofundou ainda mais o beijo deixando o jovem alucinado. Abriu o roupão com rapidez tocando-a intimamente com carinho.
— Eu vou... – ela tentava falar, mas ele a cobria com sua boca insaciável e tocava-a com destreza.
— Venha baby! – ordenou para em seguida ouvi-la gritar no ápice do prazer.
E vendo-a ali tão entregue sabia que queria presenciar isso todas as manhas pelo resto dos seus dias.
— Foi... – ela sorriu olhando-o com carinho.
— Eu sei. Sou bom no que faço. – ele brincou recebendo um tapa no braço.
— Convencido de uma figa. – a jovem brincou ficando seria de repente.
— Que cara é essa? – questionou preocupado
— Você. – ela o encarou
— Eu? – perguntou sem entender.
— Falo...Você esta bem? – então ele sorriu.
— Estou sim. Muito bem por sinal. – piscou o olho sorrindo vendo-a olhar para baixo.
E novamente surpreendendo a ambos ela o tocou vendo-o ficar serio e respirar fundo.
— Sim, você está muito bem. – reafirmou sentindo-o em sua mão.
Ele a agarrou pela nuca puxando-a para um beijo feroz. Sua mão que antes estava por cima se infiltrou pelo short e pela sunga encontrando-o completamente pronto. O que foi o bastante para ele sugar o ar raro nos pulmões dando tempo da jovem intensificar a caricia olhando-o fechar os olhos com força.
— Está bom assim? – sussurrou ela vendo-o sorrir ainda de olhos fechados.
— Só...continue! – falou ele sentindo-a. – Oh droga... – gemeu ele com prazer. – Mais...
— Mais o que? – perguntou ao pé do ouvido.
— Mais...ohhhhh – ele não conseguiu terminar a frase devido ao aperto sensual regado e um beijo molhado no pescoço que o levou ao prazer final.
Esperando ele se recuperar, sorrindo ela se apoiou no cotovelo para encara-lo.
— Mais o que? – perguntou sorrindo assim que ele a encarou.
— Mais um talento que você me mostra com suas belas mãos. – falou beijando a palma das mesmas.
— Oh...pensei que queria mais rápido. – eles gargalharam.
— Serviu. – falou sentindo mais um tapa no braço. – Tapa de amor não dói. – falou ele.
— Você que pensa. – brincou ela deitando relaxada do outro lado.
Eles ficaram em silencio por um determinado tempo, perdidos em seus mundos particulares.
— Estou com fome. – afirmou ele.
— Estou com preguiça de ir para o fogão. – ela falou virando para encara-lo.
Ele fez o mesmo e se perderam um no outro por alguns instantes. Ele acariciou o rosto dela vendo-a fechar os olhos. Ela respirou fundo, derramando uma lagrima diante dos seus pensamentos, do aperto no coração.
— Eu estou aqui e queria tirar isso de você.
— Não será tão fácil. – falou voltando a encara-lo.
— Eu sei, mas não irei desistir.
— Não tão fácil? – eles sorriram.
— Não tão fácil! – afirmou – Só preciso que me prometa que também tentará. – pediu serio vendo-a sorrir fraco. – Por favor!
— Por você tentarei. – falou se aproximando ainda mais.
— Por você também!
— Sim, por nós! – falou ela emocionada.
— Assim está melhor! – sorriu com prazer trazendo-a para um longo beijo. – Agora vai se arrumar que vamos a padaria engordar um pouco. – brincou vendo-a vacilar. – Baby, já fizemos isso inúmeras vezes.
— Agora é diferente.
— Porque seria?
— Porque não somos apenas amigos.
— O que somos então? – ele questionou sabendo que o terreno era perigoso.
— Amigos...
— E?
— Somos amigos! – falou ela pulando da cama e correndo para o banheiro.
Ele sorriu enquanto refletia sobre a atitude dela.
— Droga, esqueci a roupa de novo. – falou voltando e ouvindo-o gargalhar.
— Acho que andas pensando muito em outras coisas.
— Culpa sua. – falou fechando a porta novamente.
Ele ainda deitado respirou fundo pensando em tudo que acabará de acontecer e como ele pretendia levar as coisas daqui para frente. Mesmo que em algum momento ela pensasse em desistir ele não o faria. Já a amava demais para tal, porém sabia que precisaria de reforço para conseguir dobrar ela e suas inseguranças.
— A margarida vai me levar para comer ou não? – ela perguntou próxima a cama com as mãos na cintura.
Sorrindo feito um bobo ele levantou enlaçando-a pela cintura não antes de observa-la de cima a baixo.
— Estava pensando que depois que já vi tudo, e aprovado, não precisava ter se trancado no banheiro para se vestir. – sussurrou beijando-a no pescoço.
— Não seja atrevido. – ela falou se recuperando do choque.
— Sou realista baby! – brincou vendo-a bufar e sair dos seus braços.
— Um abusado, isso sim. – sorriu abrindo a porta. – Agora quero comida de verdade. – falou se arrependendo no momento seguinte diante do olhar dele. – Nem ouse. – falou erguendo o dedo e ficando vermelha.
— A mente poluída é a sua. – gargalhou ele enquanto caminhavam para o elevador.
— Sei. – falou assim que a maquina abriu as portas revelando uma das amigas do jovem. Ela bufou encarando-o.
— Já aqui tão cedo? – a patricinha perguntou.
— Bom dia para você também. – ele falou a cumprimentando.
— Desculpe lindinho. Bom dia. – falou dando-lhe um beijo no rosto. – Vocês são mesmo um grude só. – falou com a voz afetada.
— Não é...
— Somos amigos. Você tem algum por acaso? Sabe o que é isso? – perguntou a jovem sem mesmo olha-la.
— Alguem aqui acordou azeda?
— Na verdade acordei muito bem. Tive uma noite maravilhosa e um começo de dia também até você aparecer. – falou saindo do elevador assim que o mesmo parou, sem olhar para trás.
Ele saiu atrás da jovem que já atravessava a porta de saída. Ela parou na rua respirou fundo e nada falou até chegarem a padaria.
— Eu...
— Eu sei. – ele falou serio chamando o garçom e realizando o pedido.
Ela fez o mesmo que quando estavam sozinhos ele a olhou com um sorriso de lado.
— Quero beijar você agora. – ele falou fazendo-a parar de comer.
— Estou comendo. – falou fazendo-o sorrir.
— Um selinho?
— Não. – ela sorriu vermelha.
— Sem graça. – eles sorriram. – Vou poder pegar na sua mão enquanto te levo para sua casa?
— Claro que não. – falou ela terminando o café.
— Você me atacou ontem na rua.
— Era a noite e ninguém nos viu.
— Como pode ter tanta certeza? E foi premeditado? – provocou ele fazendo-a encara-lo.
— Enlouqueceu? – falou indignada. – Se eu tivesse pensado nem tinha feito aquilo. – falou se arrependendo em seguida. – Não...desculpe...
— Eu sei, eu entendi sua boba. – ele sorriu. – Te conheço o suficiente para saber que, assim como agora, quando você pensa demais nada acontece. – Vamos? – perguntou já levantando.
Ela apenas o seguiu. Assim que chegaram a casa dela eles se olharam.
— O que fazemos agora? – ela perguntou nervosa.
— Baby lembra quando éramos apenas amigos? – ele perguntou se aproximando mais.
— Sim eu lembro. – ela sorriu com carinho.
— Otimo. – eles sorriram enquanto ele depositava um beijo na testa dela. – Nos vemos mais tarde?
— Sim. – falou sem convicção deixando com uma pulga atrás da orelha, mas nada falaria por hora.
— Ok. Até então e obrigado por me saciar. – piscou deixando-a novamente ruborizada.
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