Sonho de amor
2 Descobertas
Eles deixavam seus pés sentirem um ao outro, então suas mãos se encontraram em seu ventre liso.
— O que estamos fazendo? – ela perguntou ainda de olhos fechados sentindo o toque cada vez mais intimo e delicado.
— Uma pequena loucura?! – ele sussurrou percebendo os pelos da nuca da jovem se eriçarem.
— E nossa amizade?
— Prometo que será ainda maior. – falou ele completamente ciente de onde tudo daria.
— Jura?
— Isso é pecado. – eles sorriram em sincronia.
— Somos pecadores afinal. – ela sussurrou sentindo a mão dele agora a guiando para seus seios.
— Sim. Somos... – ele então a tocou com carinho ouvindo-a suspirar mais profundo. – Sinta! – ordenou a acariciando. – Eles são...
—São?
— Seus! – eles riram
— Até alguns momentos atrás...
— Não mais?
— Não mais! – ela falou empinando o bumbum ouvindo-o respirar mais fundo e aperta-la com prazer. – Isso é bom...
— Humm... – ronronou ele agora descendo sua mão ainda devagar. – Algo mais exige uma minuciosa exploração? – eles sorriram.
— Continue e descubra se vale a pena algum investimento. – ela sorriu antes de senti-lo em sua intimidade.
— Com...pletamente... – ele investiu sobre ela após sentir o quanto ela o desejava. – Droga baby! Preciso...
— Continue por favor... –ela implorou enquanto sentia seu ar se tornar rarefeito diante do toque do seu então explorador.
— Vire. – ordenou ele.
— Tem certeza?
— Eu realmente necessito.
Ela virou-se encarando-o. Ele acariciou o rosto da jovem que fechou os olhos apenas o sentindo.
— Porque você nunca me falou?
— Obvio.
— Não pra mim.
— Acha mesmo? — perguntou seria sentindo um frio no estomago — Quer realmente ter essa conversa agora?
— Sim eu quero! – afirmou ele sério. – Olhando nos meus olhos! – pediu vendo-a tentar virar-se.
— Não.
— Eu quero você e estou percebendo que é recíproco. – ele a olhou como se descobrisse o seu maior segredo.
— Isso não vai dar em nada. – falou se afastando dele antes que o mesmo reagisse.
— Porque insiste em fugir? – questionou passando a mão pelos cabelos em sinal de nervosismo.
— Não é fuga, é precaução. – falou – Porque veio para minha cama?
— Não consegui dormir sozinho. Queria esta aqui com você, só com você! – afirmou encarando-a.
— Talvez seja o sofá. Não esta acostumado em dormir tão mal. Pode ficar com a cama. – falou se encaminhado para o mesmo.
Eles permaneceram em silêncio por um longo tempo enquanto ambos se acomodavam em seus respectivos espaços.
— Por quê? – questionou ele cansado. – Eu não sou tão mimado. Você sabe que sou além da minha família, da minha herança, das minhas viagens...Vai me punir eternamente por ter nascido com isso?
— Não culpo você por nada. – falou tentando esconder, inutilmente seu choro.
— Sabe que não é verdade. E ainda não quero mencionar a outra razão.
—Boa noite! – falou tentando parar com a tortura.
— Não é uma boa noite, não até você voltar para essa cama. – decidiu por fim seguir até o fim.
— Por fav...
— Não adianta fazer esse joguinho. Nossa conversa precisa acontecer e precisa ser agora.
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