Sonho de amor
9 A primeira vez.
Notas iniciais
— Já volto. – falou correndo para o banheiro.
Voltou alguns minutos depois sorrindo enquanto se aconchegava novamente debaixo das cobertas.
— Agora você pode me beijar. – falou arrancando uma gargalhada dele.
E sem pensar duas vezes eles se aproximaram mais e se entregaram a um beijo que começou calmo e foi ganhando intensidade. Entre a busca pelo ar, que se tornara insuportável, ele aproveitava para explorar o corpo da jovem que respondia com gemidos ansiosos deixando-o a beira de uma combustão.
— Eu quero. – ela falou arfante enquanto era beijada no colo. Fazendo-o erguer os olhos e encara-la.
— Tem certeza? – falou não tão diferente dela.
— Plenamente. – afirmou puxando-o para outro beijo ansioso.
Ele a despiu sem presa tocando-a com devoção, beijando-a com carinho por todo o corpo deixando-a completamente entregue e apaixonada. Falava palavras carinhosas e elogiosas sempre que era possível, pois ele tentava com muito esforço, mostrar por meio daquele momento que a amava completamente.
E estava obtendo sucesso. Cada vez mais ciente das palavras dele, mais confiante, ela também o tocava com carinho e os beijos que trocavam eram repletos de significados. Ela sentia-se amada e desejada em cada gesto dele, dando-a a confiança necessária para buscar dar a ele o mesmo prazer que estava sentindo.
E então quando ele a tocou intimamente ela percebeu que necessitava com urgência que ele a completasse de todas as formas possíveis.
— Por...favor! – implorou entre gemidos.
Ele se posicionou entre as pernas da sua amada e sem demora a fez sua pela primeira vez.
E ali, naquele momento, quando ambos se encontraram no olhar do outro eles souberam que não tinha mais volta. O sentimento estava selado e foi impossível guardarem para si a única declaração que era possível aquele momento.
— Eu amo você! – falaram ao mesmo tempo em meio a sorrisos e gemidos.
E aquela simples manha chuvosa se tornou a melhor da vida de ambos. A mais marcante certamente. Depois de alcançarem juntos os ápices do prazer eles se abraçaram e adormeceram mais uma vez grudados.
Quando o celular tocou, ele somente esticou o braço alcançando-o na escrivaninha ao lado da cama.
— Sua bandida. Pensei que estivesse morta. – a amiga falou do outro lado da linha.
— Estamos mortos de cansados. – ele falou provocando um pequeno silêncio do outro lado.
— Ai droga. É você mesmo? – ela perguntou arrancando uma estrondosa gargalhada dele fazendo a jovem acordar.
— Sim. Vou passar para ela. – falou entregando o telefone.
— O que você fez? – ela perguntou gesticulando com a boca.
— Bom dia, ops, boa tarde amor. – falou beijando-a com um selinho antes de levantar e ir ao banheiro.
— Droga. – falou alto antes de colocar o fone no ouvido.
— Você esta ferrada, lascada e encrencada. – elas sorriram juntas.
— Estou mesmo e quero continuar se o preço a pagar for belas manhãs como essa.
— Não foi noite?
— Não caríssima amiga. Foi manhã mesmo. – elas sorriram mais uma vez.
— Quero saber todos os detalhes.
— Posso contar alguns, mas outra hora porque já estou super atrasada, na verdade acho que vou cancelar meus dois últimos pacientes do dia. Mereço esse descanso.
—Abusada. – ela sorriu. – Vai lá e se cuida.
— Pode deixar. – falou antes de voltar as cobertas.
— Pararam de tricotar? – perguntou ele em pé ao lado da cama.
— Por hora sim, por quê? – ela sorriu vendo-o se curvar para um selinho.
— Por nada. – falou sorrindo e encarando-a por um longo tempo.
— Que cara é essa?
— Sabe que tudo mudou, certo? – perguntou cauteloso.
— Mudou um pouco. – ela falou puxando-o para outro beijo.
— Não adianta fugir do assunto. Quero que vá jantar em casa amanhã. Todos estarão por lá.
— Já comi lá varias vezes, não vai ser novidade. – falou se afastando um pouco.
— Não como minha namorada. – falou dando o tempo necessário para ruminar aquilo.
— Está cedo! – afirmou ela olhando para o teto.
— Se quiser pode preparar o jantar aqui mesmo. Minha mãe gosta das suas comidas em qualquer lugar. – falou vendo-a encara-lo.
— Não...ainda não, por favor. – pediu sentindo o pânico a dominar.
Ele a encarou por alguns minutos antes de levantar colocando as mãos no bolso da blusa.
— O que aconteceu essa manhã vai acontecer com mais frequência e eu não quero precisar omitir as coisas da minha mãe, da minha família. Eu os amo assim como amo você e ambos precisam andar juntos. Entende? – perguntou calmo.
Ela desviou seu olhar novamente sem ter a coragem necessária para encara-lo.
— Falei que não ia desistir fácil. – insistiu – Eles sabem como sou, assim como você, e não vou desistir.
Falando isso saiu sem se despedir. Estava irado com tudo o que ela estava tentando fazer, frustrado na verdade. E o melhor lugar para desestressar era no trabalho.
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