Sonho de Janeiro
3 Capítulo Três
Notas iniciais
Calço meu chinelo e saio do quarto, já são oito e cinco. Marquei com Heloise oito horas. Na cabana do Sergio, lá era o lugar seguro para não nos desencontrar como uma vez aconteceu isso. Desço a escada rapidamente, passo rápido para sala, e caminho para o lado de fora.
O céu está bem estrelado, e a lua está lindamente clareando a noite fria. O vento bagunça meu cabelo recém cortado. Passo a mão para tentar dá um jeito. O que acho que não adiantou. Como a barraca não é muito distante, logo chego e encontro Amanda sentada olhando para o mar com as mãos apoiada na sua bolsa pequena, ela nem percebe minha presença, então falo:
— Oi.
— João? — Amanda pergunta parecendo está surpresa ao me vê aqui.
Ela também estaria esperando alguém?
— Viu a Heloise por ai? — pergunto colocando as mãos nos bolso da minha bermuda caqui.
— Não, também estou esperando ela.
Então o reconhecimento bate e nos dois começamos a rir. Ela armou esse encontro. Por isso que ela perguntou se eu ainda sentia alguma coisa por Amanda. Ela sabe de alguma coisa que eu não sei. A Heloise levada!
— Ela planejou tudo. — Amanda diz brincando com o tecido do seu vestido branco.
Não respondo, por que eu gostei da idéia dela. Ela fez tudo direitinho, para nenhum dos dois desconfiar.
— Já que estamos aqui, vamos dá um passeio? — sugiro sentando em um banco plástico.
— Podemos ir até o cais? — Amanda pergunta em um salto feliz da cadeira na qual estava sentada.
— Claro, só. Não podemos demorar muito. — respondo contagiado pela sua animação.
Então Amanda pula nos meus braços, me derrubando, fazendo nós dois cairmos na areia.
— Desculpa João. — Amanda se apressa em se levantar, pois ela caiu por cima de mim.
Eu não consigo responder, pois estou rindo muito. Apesar de eu está cheio de areia, foi engraçado. Ela acabou me pegando de surpresa, por isso caímos.
— Vem agora levante, daqui a pouco fica tarde e não vamos ao cais. E eu quero muito vê. — Amanda diz estendendo sua pequena mão para mim.
Então aquela coisa que acontece nos livros da Heloise. Acontece conosco, levamos aquele choque. Sem nem disfarçar a Amanda solta minha mão e eu acabo caindo de volta de bunda no chão.
— Não vai me ajudar? — pergunto com um sorriso de canto.
Amanda não rir, mas me ajuda a levantar.
Quando já estou de pé e limpo da areia, fico ao seu lado e seguimos em direção ao cais, em silencio. Ás vezes acho que ela é bipolar, pois até dois minutos ela estava rindo, agora está toda enfezada. Garotas!
Antes de chegarmos ao cais, Amanda para e olha para mim:
— Lembra que hoje ajudamos a tia Márcia limpar a casa?
Assinto afinal isso foi hoje pela manhã.
— Então, eu encontrei isso. — ela tira uma foto da sua pequena bolsa. E me entrega.
É uma foto nossa, que tiramos há um tempo, e eu revelei e coloquei na minha carteira e ontem eu a tirei e coloquei na mochila...
— Estava na minha mochila? — pergunto observando a foto.
— Não, estava no chão ao lado da sua mochila. Eu ia colocar no lugar, mas a Heloise chegou e viu. Desculpa-me não queria mexer nas suas coisas.
Guardo a fotografia no meu bolso, e olho para Amanda, em seus olhos castanhos tem um brilho diferente e eles estão marejados, a Amanda quer chorar? Estendo a minha mão e seguro a sua. E nesse momento ela deixa, mesmo com o choque acontecendo entre nós.
— Não precisa se desculpar Amanda, eu vacilei. Estava na minha carteira e eu tirei. — falo buscando seus olhos.
Seus olhos lindamente param em mim e encara os meus. E meu coração começa a bater descontrolado. Então estamos nos beijando, um beijo que e calmo e ao mesmo tempo firme. Meu primeiro beijo do ano com a garota que eu sempre sonhei. Apoio minhas mãos na sua pequena cintura enquanto suas mãos estão em meu tronco. Beijamos-nos por alguns minutos então paramos, mas continuamos próximos um do outro.
— Quando eu vi essa foto. Eu pedi para Deus me dá um sinal que você era meu escolhido. — Amanda diz em um sussurro.
Me fasto um pouco dela para me a vê melhor, e vejo que uma lágrima solitária caiu do seu olho.
— E Ele deu o sinal? — pergunto.
— Sim. Sabe eu sempre gostei de você, como amigo, mas de um tempo para cá vim reparando mais em você. Percebi como você é bonito, e morria de ciúmes quando você estava com as meninas do grupo. Egoísta eu sei, mas não podia evitar. Então teve aquele dia do filme e do chocolate que dividir com você, decidi que te queria, então pedi a Deus e Ele me deu.
Eu não tinha o que falar, então a puxei para mais um beijo. Estava muito feliz, e tinha medo de falar e tudo isso acabar como se fosse um sonho.
— Acho que devemos ir ao cais, já está ficando tarde. — Amanda diz contra minha boca.
— Tudo bem. — beijo mais uma vez seus lábios e seguro a sua mão indo em direção ao cais com o meu amor de verão.
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