Sonho Realizado.
3 Capítulo 3:Encontro com o Tom.
Estava me arrumando para sair, Tom e eu íamos ao cinema, estava sozinha em casa, minhas amigas haviam comprado casas pra elas morarem com seus namorados e filhos, então fazia sentido que eu me sentisse solitária às vezes.
Eram seis horas quando ouvi a campainha, e desci correndo as escadas para atender a porta.
Tom estava me esperando, sorria e estava com as mãos nas costas, como se escondesse algo.
-Oi Tom- eu disse- o que você tem ai pra mim?
-Nossa esta tão evidente assim que tenho algo pra você?-ele disse, ai ficou meio sem graça e falou-queria que você usasse hoje à noite.
Ele me entregou uma caixa e eu abri: eram dois lindos braceletes de ouro, com rubis neles.
-Nossa Tomi, são lindos, vão combinar com....- mordi a língua no meio da frase, não podia dizer que os braceletes combinavam com o colar que o Bill havia me dado ontem a noite- vão combinar com meu vestido-disse pensando rápido.
-Que bom que você gostou minha flor-ele disse sorrindo.
Então coloquei os braceletes e fomos para o carro dele, estávamos indo ao melhor Shopping de Los Angeles, onde o Tom comprou entradas para um filme de terror.
Admito que não sou fã de filmes de terror, tenho nojo daqueles que tem mais sangue do que susto, mas quando vi, ele havia comprado entradas para o filme “Atividade Paranormal 6” eu amava esses filmes, porque não tinha sangue e realmente me assustavam.
Pegamos ótimos lugares na sala, quando o filme começou, eu já fiquei medo do primeiro “fenômeno paranormal”, então fiz o lógico na hora: agarrei o Tom com força.
Ele percebeu meu medo, então disse:
-Esta com medo minha flor-disse ele meio que em tom de deboche.
-O que você acha?-respondi.
Ele riu e disse:
-Não se preocupe Annie, eu vou te proteger- e passou a mão pela minha cintura.
Cheguei um pouco mais perto do Tom, e o fiquei admirando em silencio, seu corpo, seus olhos sua boca, e pensei no quanto eu queria beija-lo, tê-lo só pra mim naquela sala escura de cinema, ele percebeu meu interesse nele e perguntou:
-O que foi Annie?
-Nada-respondi saindo de meus sonhos.
Ele sorriu pra mim e disse:
-Annie, sabe o que eu gostaria de fazer agora com você?
-O que?-perguntei, mesmo já sabendo a resposta.
-Isso-ele disse e me beijou.
E ficamos assim, nos beijando por um bom tempo, seu beijo não era como o do Bill, com paixão, respeito, não que o dele não tivesse paixão- tinha, mas em vez de respeito, seu beijo tinha um certo desejo, e a suas mãos eram um pouco mais “atrevidas “ que as do Bill, então deu pra entender porque perdi a maior parte da cenas que metiam medo na plateia.
Quando saímos do cinema e estávamos em seu carro, eu disse:
-E ai, vai me levar pra casa?-perguntei.
-Hum... Eu estava pensando em ir para um lugar melhor-disse o Tom dando a partida.
Então ele me levou para a casa que ele e o irmão haviam comprado um tempo atrás.
Ele abriu a porta, e o segui, Tom disse que o Bill havia ido terminar de fazer uma musica com outro artista, e que estávamos a sós na casa.
-Vem comigo linda-ele disse pegando minha mão.
Tom me levou para o quarto dele, fiquei impressionada com o tamanho do lugar, era imenso, então olhei para ele, Tom me olhava de cima a baixo, então disse:
-Enfim sós Annie, não estava mais aguentando esperar.
Ele começou a me beijar, notei que o seu beijo tinha um pouco (ok muito) mais desejo que antes, suas mãos passavam por meu corpo, e ele começou a tirar minha roupa.
Quando me dei conta, nós dois estávamos de roupas íntimas, mas ele já as estava tirando, notei quando ele, bem rápido, colocou a camisinha, e voltou a me beijar.
Eu nada falei, eu o queria tanto, sonhei com isso a minha vida toda, queria me entregar a ele, deixar de ser “pura” com ele.
Mas, quando íamos começar a nos divertir, ouvi um barulho na porta, seguida de uma voz:
-Tom cheguei, onde você esta irmãozinho?-era o Bill.
Ouvi o Tom xingando, acho que não sabia que o Bill ia chegar tão cedo, meu coração acelerava, o que o Bill ia pensar se me visse nua na cama do Tom? Mas um pensamento ligeiro passou pela minha cabeça: eu com os gêmeos, o Bill na frente, eu no meio e o Tom atrás, todos nós sem roupa, mas afastei a ideia, aquilo era serio.
-Tom? Você esta ai?-Bill já vinha subindo as escadas.
Tom parecia estar tentando pensar, mas estava ficando nervoso, então disse:
-Annie se esconda no armário, rápido o Bill não pode nos ver assim.
Achei sensata a explicação, então peguei minhas roupas e me escondi no closet.
Vi quando o Tom se vestia, e fiz a mesma coisa dentro do closet, bem a tempo: Bill bateu na porta e entrou no quarto.
-Tom?-perguntou o Bill-esta tudo bem?
-Claro irmãozinho, tudo na mais perfeita ordem-disse o Tom.
Lá dentro do closet, eu pensava: “por favor não abra a porta, por favor não abra a porta, por favor não abra a porta”.
Bill ficou um tempo em silencio então o Tom disse:
-E ai? Como ficou a musica?
-Legal-disse o Bill, ai eu o ouvi bocejar- só estou um pouco cansado, acho que já vou cair na cama.
-Boa ideia irmãozinho-disse o Tom- você precisa descansar, e porque não fazer isso agora?
-Tom você esta estranho, tem certeza que esta tudo bem? –perguntou o Bill desconfiado.
Ouvi o Tom suspirar, então ele disse:
-Ok, eu vou falar a verdade.
Entrei em pânico, não acreditava que ele ia me entregar, mas então ouvi o Tom dizer:
-Bem Bill, eu estava... Fazendo aquela coisa que os homens fazem quando não podem dormir com uma mulher, mas sentem desejo mesmo assim.
Fiquei pasma, o Tom disse isso mesmo? Eu pensei que o Bill não fosse acreditar, mas ele deu risada e disse:
-Tom, porque você não me disse isso antes? O pior é que eu te entendo irmãozinho, eu também faço isso de vez em quando.
-Sério?-perguntou o Tom.
“Uou” foi à única coisa em que consegui pensar.
-Sim, principalmente desde que conheci a Annie-ele disse- eu a quero muito, mas como eu a respeito, eu vou esperar por ela, mas enquanto isso eu faço essas coisas para me acalmar um pouco.
Eu fiquei vermelha, eu fazia o Bill se sentir daquele jeito? Ele realmente me desejava, mas me respeitava.
-Há que legal-disse o Tom incomodado- mas Bill, se você me der licença, eu vou...
-Já entendi já to saindo-disse o Bill fechando a porta.
Fiquei ainda um tempo no closet, então o Tom bateu na porta, e eu abri.
-Vou te levar pra casa-disse o Tom- não quero que o Bill te veja aqui.
Dava pra perceber que ele não gostara de saber que o Bill também me queria na cama dele, mas eu não disse nada.
Tom me levou pra casa, então o Tom disse:
-Esta entregue Annie e... Me desculpe qualquer coisa.
Eu sorri pra ele e disse:
-Não Tom, imagina, foi ótimo sair com você.
-Serio?-ele parecia não acreditar- mesmo depois do que o Bill...
-Sim, mesmo depois daquilo- eu disse.
Ele deu risada, então me beijou, eu sabia que ele ainda me queria, mas agora me respeitava um pouquinho mais.
Quando eu saia do carro, o Tom disse:
-Hey Annie, eu já ia esquecendo, o Georg mandou dar isso pra você.
Ele me deu um envelope, agradeci ao Tom e entrei em casa.
Abri o envelope: Era o numero do celular do Georg, junto com um convite que dizia:
“Hoje eu passei em frente a um parque, vi um lindo lago, lindas flores, e lindas arvores.
Não sei se é por que estou apaixonado, ou porque era tudo bonito mesmo, mas me lembrei de você Annie, você assim como esse parque, é a coisa mais linda, maravilhosa e perfeita que Deus já criou, então pensei: que tal fazermos um piquenique nesse parque?
Assim, você realçaria ainda mais a beleza do parque, mas eu não prestaria atenção na paisagem, mas sim, na Musa que me inspirou a escrever isto aqui.
Ass.: Georg Listing”.
Achei lindo o que ele escreveu, vi a data em que ele escreveu aquilo: Hoje de manhã, “então talvez ainda de tempo de ligar pra ele” pensei.
Liguei para o celular dele, ele atendeu com uma voz de sono interrompido:
Alô?-ele disse.
-Georg, sou eu a Annie- eu disse.
-Oi princesa, tudo bem?-ele disse.
-Tudo, eu liguei pra dizer que aceito seu convite para fazermos um piquenique no parque-eu disse em um folego só, estava ansiosa.
-Então, que dia podemos ir?-perguntou o Georg.
-Que tal amanha?-perguntei.
-Ótima escolha princesa-disse o Georg-vi na teve que amanha vai fazer muito calor, seguido de um lindo dia de sol.
-Então, que tal amanha as quatro pode ser?-perguntei.
-Claro princesa, ate amanha-disse o Georg desligando o telefone.
“Que dia” pensei caindo na cama ”cheio de emoções, segredos e amor, mas amanha será um novo dia, com o Georg, serão novas emoções” pensei fechando os olhos e dormi instantaneamente.
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