Notas iniciais
Esse capítulo será dividido em 3 partes.... serão curtas, ou nem tanto assim, mas.... espero que gostem e aguardo ansiosamente comentários! *-* Brigada!

Wagner vai até o corpo de Dominique recuperar o Artefato, enquanto Iza volta até Rafael que ainda está desacordado.

Evans: — Ele não acorda, a gente precisa fazer alguma coisa.

Wagner: — Nós não podemos fazer nada aqui, vamos voltar para a Senhora e ela deve poder ajudá-lo.

Iza concorda, tira uma das esferas de transporte da mochila. Wagner escora Rafael em seu ombro e tocam a esfera desaparecendo. Surgem novamente no gramado em frente a casa, a Senhora parecia já estar a espera deles e os leva para dentro, Rafael é deixado na sala à companhia dos amigos enquanto a senhora se dirige até a cozinha. Retorna instantes depois trazendo uma bebida amarelada e uma espécie de pão ou bolo nas mãos. Ela esmaga parte do bolo numa pequena tigela e adiciona o liquido, fazendo quase uma pasta, a qual faz com que Rafael engula.

Passam-se apenas alguns segundos até que comece a fazer efeito. Rafael já está um pouco mais corado e a ferida em suas costas parece estar começando a se fechar. Nesse momento a Senhora se posiciona a sua frente e pede para que os outros se afastem. Ela une as mãos e depois as estende.

Senhora: — Heavenly Aura!

Primeiro suas mãos brilham e logo todo o corpo parece se encher de luz quando sua aura brilha intensamente. O brilho parece se adensar como uma neblina e flutua até Rafael. Com uma velocidade não natural o ferimento em suas costas se fecha sem deixar ao menos cicatrizes e ele desperta.

Rafael: — Iza, Wagner?! — ele já esta de pé. Um instante se passa até ele perceber que a luta já acabou e que estão em segurança.

Evans: — Estamos aqui, calma já acabou. Nós conseguimos, graças a ideia do Wagner.

Wagner: — Não exatamente minha, foi o Rafael que nos deu a dica antes de desmaiar. Quando disse “frio”, estava falando de como atacá-lo certo?!

Rafael: — Sim, mas o que fizeram...pensei que a Iza poderia alcançar a cozinha e transmutar o gelo do freezer ou algo parecido. Concentrá-lo na espada ou na lança. Ao menos daria tempo para que fugissem.

Evans: — Fugir?! E largar você ali? Alias, você quase me matou de susto. – Dando um soco no braço de Rafael – O senhor está proibido de morrer entendeu? Se você morrer eu te mato!!

Rafael: — Hahaha, tá bom, tá bom. Mas afinal o que fizeram?

Evans: — Atacamos ele com uma lança de gelo. Ele não esperava por isso, sua arrogância não deixou que percebesse o que estávamos fazendo até que fosse tarde. Mas a ideia foi dele. – apontando para Wagner.

Wagner: — Bom, acho que foi meio que sorte. O Rafael tinha falado do frio, mas até ali ainda não tinha percebido isso. Quando o Dominique me acertou acabei indo pro chão e vi ali um pouco de gelo. Eram alguns respingos do ataque anterior da Iza, entendi que haviam congelado quando concentrei o calor em mim para fazer o Aquecer. Daí tudo se encaixou. Como meu elemento é fogo ou posso controlar fluxos de calor. Seja para adicionar ou retirar, daí só precisei da água da Iza para congelar.

Senhora: — Impressionante. É a primeira vez que vejo isso. Já vi alguns magos de água capazes de criar gelo e alguns com a ajuda de elementos de vento, mas gelo por um cavaleiro de fogo nunca. Vocês têm realmente muito potencial.

Evans: — Mas tem uma coisa, Dominique falou algo sobre o Marcelo. Acho que levaram ele. A gente tem que ajudá-lo.

Senhora: — Sim, mas vocês ainda não estão prontos. Com o Artefato da Lua conosco teremos algum tempo. Parece que nosso inimigo já conseguiu o Artefato do Sol, o que é um grande problema, mas ainda resta o Artefato de Gaia a ser encontrado. Já temos outros grupos procurando-os, então enquanto isso vocês precisam se tornar mais fortes. Vocês já viram a força do inimigo e infelizmente não creio que Dominique fosse o mais poderoso dentre eles.

Rafael: — Entendo, Senhora, mas não temos tempo pra isso. Cada dia gasto poderia se tornar fatal para nosso objetivo.

Senhora: — É claro que sim. Por isso, reservei a vocês um treino especial. Vocês treinarão no Salão das Almas. Lá o tempo não é linear, tudo dependerá da sua força de vontade. Vocês treinarão fora de seus corpos físicos, logo não há fome ou sede, mas poderão sentir tudo o resto.

Wagner: — Isso é ótimo, mas por que todo mundo não treina nesse lugar. Teríamos uma equipe de elite facilmente.

Senhora: — Não é tão simples meu rapaz. O Salão das Almas só abre suas portas uma vez a cada ano. E ainda sim é muito perigoso. Muitos não retornaram. Uma vez lá dentro você terá de encontrar a saída sozinho. E as chaves para a saída costumam ser guardadas por entidades de grande poder que os colocarão a prova antes de permitir que passem. Mas eu confio na força de vocês e sei que serão capazes de retornar em segurança.

Os três se entreolham, mas não há o que ser dito. Não é uma questão de escolha apenas e muitos dependem deles. Concordam em seguir em frente, mas a Senhora os avisa que as portas se abrirão somente no dia seguinte e que deveriam descansar aquela noite.

O dia amanhece, não que importasse muito, já que nenhum deles conseguiu realmente dormir aquela noite. A ansiedade do dia que estava por vir não lhes permitiria isso. E eles foram entregues túnicas brancas e suas armas. Não usavam nenhuma outra vestimenta além daquele que parecia ser ritual e seguiram até uma parte do gramado onde uma esfera estava preparada a espera.

Surgiram então diante de um grande templo. Parecia todo trabalhado em mármore e marfim. Tudo era branco e reluzente, enquanto que não se via nada em volta. Era como se ele estive suspenso no espaço. A Senhora os conduziu até as portas, estas enormes, mediam mais de 5 metros. Então como que se esperasse apenas pela chegada deles, elas se abrem. Uma luz vinda de dentro os ofusca por um instante, a Senhora lhes indica que entrem e deseja-lhes sorte. Com um aceno de cabeça se despedem e entram no Salão.