Songfics

8 You can fly! You can fly! (Peter Pan) – Fred x Hermione


Notas iniciais
Eu amo Dramione e isso ficará claro ao longo das próximas songfics, mas Fremione cresceu muito em mim. Vejo vocês lá embaixo!

Hermione está sentada embaixo de uma árvore lendo, não sei como ela consegue em plenas férias de verão, após derrotar o maior bruxo das trevas continuar lendo. Diz ela que é para não perder o costume já que vai retornar ao colégio para refazer o ano, já deveria ter imaginado que ela não perderia essa oportunidade.

Estou a olhando da janela de meu quarto, quando vejo Ron sentar-se ao seu lado, os dois tem andando meio estranhos ultimamente, depois do beijo que deram quando destruíram a taça da Lufa-Lufa, eles pararam de se falar.

Parece que voltaram a ser as duas crianças que não se suportavam quando entraram na escola, não sei como podem ter voltado à estaca zero, mas deve ter algo relacionado com o fato dela não querer nada com ele e ele declarar seu amor por ela ao menos três vezes ao dia.

Desço até o jardim e reviro os olhos ao ver que os dois estão discutindo novamente, mas como ela mesma diz Rony sempre a deixa brava, acho que nunca passa. O importante é que continuam amigos e unidos, acho que essa amizade nunca vai se desfazer, eles passaram por muita coisa para brigarem por tão pouco.

— Ron, Mione. Como estão? – pergunto me sentando no meio dos dois.

— Bem. – Ron diz.

— Irritada. – Mi responde emburrada.

— Vem, eu quero te mostrar algo. – me levanto estendendo minha mão para ela.

Já deveria imaginar que fosse me lançar um ar de desconfiança, sei que não faz por mal, mas ela é assim mesmo. Sempre desconfiada do que eu e meu irmão podemos fazer e na maior parte do tempo ela está certa em querer manter distância, ainda mais se tivermos com algo suspeito na mão.

Ela pensa por um tempo, mas resolve se levantar com o livro embaixo dos braços, como costumava fazer quando ia a biblioteca e voltava carregando mais livros do que conseguia segurar.

Assim que entramos em casa ela sobe para guardar o livro no quarto de Gina, enquanto a espero no meu. Só torço para que ela não entenda isso de maneira errada, não que eu não a queira ter junto a mim, mas não quero apressar nada. Só comecei a reparar nela no quarto ano e desde então venho tomando coragem para me declarar a ela.

— Diga. – diz encostada no batente da porta, Merlin como ela está linda.

— Eu sempre quis te levar para voar comigo, mas eu achei que você fosse dizer não. Harry me contou que você voou ano passado, então acho que agora terei a resposta que sempre quis ouvir. – falo a olhando nos olhos e andando em sua direção.

— Continua sendo não, eu só subi naquela porcaria de vassoura, porque senão eu ia morrer queimada. – treme só de falar.

— Por favor, é fácil. Pense em coisas felizes, elas te levantam no ar. Lembre o natal a chegar, pense em nuvens a passar. – pego minha vassoura e saio indicando para que ela me siga.

Por incrível que pareça ela me segue e nós subimos na vassoura, eu na frente e ela na garupa segurando minha cintura. É uma sensação muita boa tê-la agarrada a mim desta maneira e com o rosto colado em minhas costas, sinto que está de olhos fechados devido a altura.

— Abra os olhos. – digo.

— Não quero, você sabe que eu odeio altura.

— Lembre-se do que eu te disse, pense no natal a chegar e nas nuvens a passar. Relaxa e você vai estar a voar. – tento acalmá-la.

Não tenho como saber se ela está de olhos abertos, mas creio que sim. Eu gosto muito de voar e acredite quando digo que é fácil e que é só ter pensamentos felizes. Claro que só ter pensamentos não nos fazem voar, mas eles ajudam muito na hora de montar numa vassoura, é algo realmente incrível poder sentir o vento batendo em nossos rostos e ficar tão próximo das nuvens mais baixas.

Agora estamos sobrevoando o campo aberto que leva até o morro que divide nossa casa da casa dos Lovegood, mas o que a Mi ainda não sabe, é que se virar para a direita vai chegar em uma trilha que leva até um lago e uma cachoeira.

Paro no início da trilha e seguimos o caminho a pé, mas antes guardo a vassoura dentro de um tronco de árvore caído, sempre a guardo lá. Vamos caminhando mata a dentro quando sinto a menina entrelaçar seus dedos nos meus. Merlin como eu gostaria de tê-la desse jeito ao meu lado pelo resto da vida.

— Chegamos. Viu, voar não foi tão ruim assim. – rio de lado.

— Esse lugar é lindo. Por que nunca me mostrou antes? – se vira para mim.

— Queria esperar o momento certo para te trazer, é um lugar realmente especial e não gosto de mostrar para ninguém , mas você merece conhecer esse lugar. – a abraço por trás e coloco minha cabeça em seu ombro.

Ela abre a boca para responder várias vezes, mas as palavras não saem e seu rosto está mais vermelho que meus cabelos. Eu adoro quando ela fica tímida e ruborizada, acho que fica mais charmosa e mais fofa. Eu amo essa garota, não é possível.

— Fred, eu não sei o que dizer. – ainda carrega o ar de surpresa em sua face.

— Não diga nada, apenas curta o momento.

— Eu te amo. – ela diz e quem está surpreso agora sou eu.

— Simples assim? – é tudo o que consigo dizer.

— Simples assim, eu te amo Fred e acho que já está na hora de assumir isso, parar de mentir a mim mesma e aos outros. Ron tem brigado comigo todos os dias por esconder isso de você, ele diz que gosta de mim, mas que eu sou burra por nunca te dizer. – dispara a falar.

— E eu achando que ele brigava com você por sempre receber um não como resposta quando pedia para namorar você. Eu te amo. – digo dando um selinho nela e me separo para vê-la sorrindo.

— Que lugar é esse? – sabia que essa perguntaria seria feita.

— É um lago que fica entre minha casa e da dos Lovegood, mas eu gosto de chamar de minha terra do nunca secreta. – digo com um sorriso brincalhão em meus lábios.

— Você sempre será uma criança, não é? – indaga sorrindo cada vez mais.

— Claro que sim, sempre serei o Peter Pan para a minha Wendy que está aqui me olhando com o sorriso mais bonito. – ela fica vermelha.

A seguro no colo e pulo com ela no lago, passamos o resto do dia ali. Brincando na água e nadando até a cachoeira. É claro que rolaram alguns beijos nesse período e que beijos, nunca imaginei que a senhorita sabe-tudo pudesse ser tão experiente quando se tratasse de beijar. Ainda tenho muito a aprender sobre ela e sei que vamos ter todo o tempo do mundo para isso.

Notas finais
Espero que tenham gostado e até o próximo capítulo! Beijos com gosto de cupcakes azuis