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5 Roses (The Chainsmorkes feat Rozes) - Harry X Ginny


Estou deitada na minha cama, quando Hermione entra em nosso dormitório. Ela se encaminha e com os olhos pede para sentar ao meu lado, sempre conversamos e adoro passar o meu tempo com ela. É bom ter uma amiga como ela que me faz rir em todos os momentos.

— Eu andei pensando e talvez eu não deva contar nada a ele. – Hermione diz suspirando com uma almofada em seu colo.

— Não sou eu que tem que decidir isso, mas como uma boa amiga vou dar um conselho, siga seu coração. – sorrio e a olho.

— É? Então acho que deve se ouvir e seguir o seu também. – me provoca e arqueia apenas a sobrancelha direita.

— Como? – me faço de desentendida.

— Gina, não me faça essa cara. Eu sei que você ama o Potter. Harry não vai te matar se você se declarar para ele, quem vai fazer esse trabalho será o Ron. – me olha sorrido e eu acabo caindo na gargalhada.

Apoio a mão em minha bochecha e fico me perguntando o por que dele agir com tanta cautela, digamos que ele, de um modo ou de outro, já saiba que meu amor por ele estava pegando fogo.

Eu sei que tenho capacidade para ser o que os trouxas chamam de “sonhar acordado”, sei também que podemos ficarmos bêbedos de tanto beber da vida boa e podemos ser lindos juntos, se ele disser que nunca me largará, posso leva-lo ao paraíso.

Porque bem no fundo eu posso sentir que todos aqueles abraços já dados tem um significado diferente, me fazem sentir protegida. Ele pode me levar à um lugar em que só exista nós dois, um sofá e uma boa noite de filmes.

É só ele dizer que nunca me largará que eu serei dele num piscar de olhos, Harry não pode ser tão lerdo assim, já deve ter notado o quanto eu gosto dele. Mas talvez Mione tenha razão, pode ser que ele tenha medo do meu irmão.

— Mi, acha mesmo que eu devo dizer a ele com todas as letras? – a tirei de seus devaneios.

— Se você disser a Harry o que sente por ele, eu me declaro para o Draco, palavra de amiga. – diz estendendo o dedinho para mim e eu cruzo, como se fossemos duas crianças.

Não sei se eu desço as escadas correndo para me declarar logo ao Harry ou pelo simples fato de querer ver a cara de Draco quando ele descobrir que Hermione Granger tem uma, digamos que grande, queda por ele.

Avisto Harry e corro em sua direção, enquanto Hermione desse as escadas lentamente, apesar de sermos amigas, somos bem diferentes. Ela adora ler e eu prefiro os esportes, ela aprecia uma boa aula e eu um ótimo doce da Dedos de Mel. Acho que é pelo fato de sermos de mundos tão diferentes, talvez os trouxas não tenham doces tão bons assim e por isso ela virou essa sabe-tudo que eu chamo de melhor amiga.

— Potter! – minha voz sai mais alta do que eu desejo. — Preciso falar com você. – abaixo o tom, mas mantenho o contato visual.

— Sim. – desconfia e me encara.

— Aqui não. – pego sua mão e sinto uma corrente elétrica percorrer meu corpo.

Começo a andar com ele pelos corredores de Hogwarts, vamos para uma escada e ela se move durante o caminho, nos obrigando a irmos para outra, penso em ir para a Torre de Astronomia, mas desisto ao lembrar que muitos casais vão lá.

Ficamos andando a esmo pelos corredores, enquanto penso em um lugar melhor para levar o garoto para podermos ter uma conversa sem ser interrompidos. Quando escolho o campo de quadribol voltamos a andar com um propósito, mas vejo Ron se encaminhando para lá por um lado e Hermione por outro, avisto Draco perto dos vestiários. Isso vai dar errado e não quero estar lá quando eles começaram a se matar.

E então volto a caminhar pelo castelo, acho melhor sentar num canto qualquer e desabafar tudo o que estou sentindo, mas seria arriscado demais, penso em ir ao banheiro da Murta, mas acho que ela tentaria me matar, ela tem uma estranha obsessão com o Harry e confesso que me assusta um pouco, afinal ela é um fantasma.

Pego sua mão que eu nem reparei que havia soltado e decido ir até o jardim, mas paro quando da janela avisto meus irmãos lá. Eles não vão nos deixar em paz, quero matar meio mundo bruxo, estou começando a ficar frustrada, com raiva e emburrada e essa não é uma combinação que alguém gostaria de ver, especialmente se tratando de mim.

Finalmente penso direito e corro com ele pelos corredores mais do que conhecidos e quando vejo, já estamos no sétimo andar, como não pensei nisso antes? É claro que a Sala Precisa seria a minha melhor opção desde o começo, mas confesso que adorei ter o moreno ao meu lado andando de mãos dadas pelo castelo, poderia transformar isso em uma rotina facilmente.

— Então, o que tinha para me dizer? – diz passando as mãos em seus cabelos os bagunçando ainda mais e não conseguindo esconder sua ansiedade.

Bom, acho que eu também ficaria ansiosa se alguém me arreste por Hogwarts inteira atrás de um lugar silencioso para me contar algo, acho que passariam todos os tipos de pensamentos por minha mente, desde um simples convite para alguma festa “secreta” até uma morte.

— Acho melhor se sentar. – suspiro e dou espeço para que ele se sente ao meu lado.

— Gina, desse jeito você vai me matar. Para com o suspense, por favor. – implora e eu seguro ao máximo minha vontade de rir, querido Potter, acho que vai morrer com o que tenho para dizer então.

— Eu não sei muito bem como te dizer isso sem te assustar, então vou dizer tudo de uma vez, por favor não me interrompa em nenhum momento. – ele arregala os olhos enquanto começo a falar. — Talvez Ron já tenha dado várias indiretas dizendo que eu gosto de você e pode ter certeza que eu também já dei vária dicas, desde o segundo ano, quando me salvou na Câmara, venho reparando em você e agora não faz mais sentido guardar esse sentimento só para mim. Eu gosto de você. – disse.

Foram os cinco segundos mais torturantes da minha vida, sei que ele não gosta de magoar ninguém, mas era algo simples de se responder. É só dizer se gosta ou não também de mim. Acho que vi um sorriso brotando em seus lábios, seria isso uma revanche? Balancei a cabeça me afastando desses pensamentos, devo estar ficando maluca.

— Eu também gosto de você, mas tinha medo de dizer algo e Ronald me estuporar ou pior, me matar. – ri de leve e eu solto o ar, nem vi que o tinha prendido.

Me aproximo dele e encosto meus lábios nos deles, não conseguiria descrever o beijo nem se eu quisesse, mas o pouco que consigo, é que foi cheio de paixão, urgência e calor, arrisco-me a dizer, é como se quiséssemos isso há anos.

Voltamos de mãos dadas ao Salão Comunal da Grifinória para contar a notícia aos nossos amigos, mas nos separamos bruscamente ao ver Ron no sofá com o olho esquerdo roxo, todo arranhado e os lábios cortados. Harry vai ao seu encontro e eu vou para meu dormitório, subindo as escadas de dois em dois degraus para encontrar uma Hermione chorando na cama.

— Calma, eu estou aqui. Sabe que pode contar comigo para tudo. – afago seus cabelos e ela me abraça.

— Foi horrível. Quando eu me declarei para o Malfoy, ele me abraçou e beijou minha testa e começou a descer para meu pescoço, mas então o Ronald apareceu e estragou tudo. Eles dois começaram a brigar e a se socar, Draco está na enfermaria e os gêmeos Weasley trouxeram Ronald para cá. – bufou. — Mas e você? – mudou de assunto.

— Deu certo. – dei gritinhos e a abracei e ela retribuiu.

E é por isso que eu a amo, pode estar brava, mas não deixa isso abalar as outras notícias boas. Como uma ótima amiga que sou, prometi dar cobertura para que ela pudesse sair sem ser vista para visitar Malfoy na enfermaria.

Sei que vai ficar algumas semanas sem falar com meu irmão, mas vai passar. No final os três sempre se acertam, são três teimosos, cabeças duras e donos da razão. Rio comigo mesmo só em pensar que daqui alguns anos, estaremos todos reunidos na mesa, para a ceia de Natal lembrando dessas histórias.

Desço para a sala comunal e me sento ao lado de Harry, ele me abraça e eu apoio minha cabeça em seu braço. Diga que nunca me deixará e eu o levo até o paraíso, Harry Potter, você não vai conseguir se livrar tão facilmente de mim.

Notas finais
Espero que tenham gostado e até o próximo capítulo! Beijos com gosto de cupcakes azuis