Songfics

2 Nando Reis (De janeiro a Janeiro) - Draco x Hermione


Notas iniciais
Como uma boa amante de Dramione e Nando Reis, tive que escolher essa música para ser o norte do segundo capítulo. Espero que gostem e vejo vocês lá embaixo!

Nunca fui o tipo de garoto que demonstro meus sentimentos, acostumado a ter a garota que queria, nem notei quando sucumbi aos encantos de uma nascida trouxa. Meus amigos, é claro se afastaram de mim. Logo eu, um Malfoy apaixonado por uma sangue-ruim, ser chamado de traidor de sangue foi a menor das ofensas e então eu entendi como machuca.

Não que isso importe, porque no final das contas, continuo sendo quem eu sempre fui. Não vou demonstrar o que sinto por ela, porque será perda de tempo. Já estamos refazendo o último ano de Hogwarts, se ela não me notou durante todo esse tempo, não vai ser agora que vai notar.

Notar, até notou, mas não com uma visão positiva e acho que dificilmente irei mudar aquela cabeça dura, ela não gostaria de me ver nem que eu estivesse pintado de ouro em sua frente. Era brilhante, porém teimosa. Muita teimosa e as vezes, podia ser um pouco perigosa.

As estações foram mudando e eu pude sentir que quanto mais perto do Natal chegávamos mais eu queria gritar para os quatro cantos do mundo como eu me sentia, era como se os ventos tivessem alguma relação com meus sentimentos.

E toda vez que eu a via, eu fugia. Eu tinha que correr para não me entregar a loucura que me levava até ela e por diversas noites eu chorei no banheiro da Murta – Que – Geme por não poder tê-la por perto. O que eu mais queria era abraçar ela até o mundo acabar, mas eu sabia que não seria possível. Ela me afastaria antes mesmo de eu chegar perto, o esforço não valeria a pena.

Claro que como quase sempre eu estava enganado. O Natal chegou e ela ficaria na escola, já deveria saber que a sabe-tudo da Granger iria ficar no colégio para as festas de fim de ano, já que seus amigos estavam trabalhando como aurores agora. E se bem a conheço, não perderia um dia sequer no castelo que durante sete, no nosso caso oito, anos serviu como casa.

Durante o banquete pude sentir que ela me olhava, mas não sei dizer até que ponto era verdade e até que ponto era imaginação, deveria estar mesmo ficando louco, ela não olharia para mim, não desse jeito pelo menos. Como se quisesse falar comigo ou como se soubesse como eu me sinto em relação a ela.

A única coisa que sei é que estava dando medo, estava me sentindo transparente demais, decifrável demais. E eu não conseguia nem decifrar a expressão que ela tinha em seu rosto, isso era completamente injusto.

Quase cai para trás quando vi que ela caminhava em minha direção e posso dizer que muitos dos alunos ali presentes ficaram de boca aberta quando ela se sentou na minha frente, eu é claro estava com a boca em forma de “O” e me sentia o maior babaca por conta disso.

— Acho que já passamos dessa fase de rixas infantis. – falou me deixando intrigado. — Me chamo Hermione Granger e você, é? – disse com a mão estendida, essa era minha chance de um recomeço.

— Malfoy, Draco Malfoy. – sorri para ela e vi que ela sorria de volta.

— Sabe Draco, no começo pensei que pudéssemos ser amigos, antes da seleção das casas e tudo mais. Pena que não foi isso que aconteceu. – falou com certa melancolia na voz. — Mas deixemos isso onde deve ficar, no passado.

— Sei que acabou de me dizer para deixar isso no passado, mas eu gostaria de te pedir desculpas. Hoje eu percebo que o que eu fiz e falei foi extremamente errado, espero que com o tempo possa me perdoar. – respondi com sinceridade.

— Já perdoei, quando a Guerra começou, eu perdoei todos aqueles que me fizeram mal, porque se eu fosse morrer, queria morrer com a consciência tranquila e com a imagem de que consegui perdoar a todos. Percebi que existem coisas mais importantes e sérias do que picuinhas e brigas infantis. – disse dando de ombros.

Depois do jantar fui para meu dormitório e fiquei pensando em que momento amadurecemos tanto, a Granger que me dera um soco cinco anos atrás, já não estava mais presente. Ela sempre seria corajosa, mas agora sabia outros métodos de defesa sem ser a agressão física (com ou sem o auxílio da varinha).

E eu aquele garoto irritante, fantoche da família, dei espaço a um ser mais desenvolvido e com capacidade de perdoar os outros. Acho que ela já me respondeu à pergunta, passamos por momentos tão sombrios durante esses últimos três anos, que fomos obrigados a crescer rápido demais, amadurecemos sem nem ao menos perceber que estávamos crescendo.

Um outro ano já havia começado e com ele as aulas voltaram, era nosso último semestre de aula e eu me sentia triste e feliz ao mesmo tempo, queria e não queria que aquele ano acabasse. No fundo vou sentir falta da escola e por mais que a Murta tenha me irritado durante todos esses anos, acho que vou sentir falta dela também.

Hermione e eu acabamos nos aproximando de verdade, começamos a fazer os trabalhos juntos com a desculpa de que éramos um dos poucos veteranos e de que nossos amigos já tinham pares. E quando percebi, já passávamos horas nos jardins jogando conversa fora.

Estava deitado na grama e Mione estava ao meu lado, ela apoiou sua cabeça em meu peitoral e eu percebi que já não conseguia me imaginar sem a presença dela em minha vida. Sem perceber, comecei a afagar seus cabelos e a senti relaxar, estava totalmente entregue a mim. Ficamos em silêncio, pelo medo que tínhamos de estragar o momento.

O sol começou a se pôr e ela levantou se sentando a minha frente, eu sabia que ela tinha algo a dizer, então com o olhar e as sobrancelhas arqueadas a encorajei a me dizer tudo o que queria.

— Talvez você não entenda o que vou te dizer agora, mas se olhar no fundo dos meus olhos vai ficar mais fácil. – disse tocando levemente meu queixo e fazendo contato visual comigo. — Eu tive uma paixonite por você quando estávamos no segundo ano que durou até o terceiro, mas com o passar do tempo e nosso afastamento, fui desistindo dessa paixão platônica, eu achava que não sentia mais nada por você até alguns meses atrás, quando começamos a andar juntos e foi então que eu percebi que meu amor por você não será passageiro. – falou enquanto eu olhava para a menina que vinha sendo a dona dos meus sonhos.

— Eu também gosto de você e por mais clichê que isso possa soar, meu amor por você é verdadeiro e eu te amarei de janeiro a janeiro até um próximo bruxo das trevas tão forte quanto Voldemort surgir, até lá vamos viver em paz, porque merecemos esse descanso. – disse colando meus lábios nos dela.

Ela colocou suas mãos em minha nuca e me puxou mais para perto, enquanto eu tentava diminuir mais a distância entre nossos corpos puxando-a pelas costas. Era um beijo que tinha muito desejo, afinal fora reprimido durante anos, ela pediu passagem com a língua e eu cedi, nos levantamos e a pressionei contra a árvore mais próxima. Ela enlaçou seus pés em minha cintura e me puxava para si pelos meus cabelos, enquanto eu a segurava por suas coxas e a puxava para mim por sua nuca. O beijo foi se intensificando cada vez mais e eu alternava os beijos entre seus lábios e seu pescoço dando leves apertadas em suas coxas, ao passo que ela passava as mãos por minhas costas e podia sentir que as arranhava. Nos separamos quando o ar nos fez falta e ofegantes nos recostamos no tronco da árvore.

Granger era uma nascida trouxa, extremamente inteligente, mais do que muitas bruxas sangue-puro que eu conheci durante esses oito anos em Hogwarts, uma das bruxas mais bonitas que eu conheci, gentil com todos, fiel aos amigos (e acredite quando digo que ela quase foi expulsa para salvá-los) e com certeza tem o melhor beijo de todos os tempos. Ela consegue me ter na palma das mãos com apenas um olhar. Não seria surpresa se eu me visse apaixonado por ela dizendo a todos que a amarei de janeiro a janeiro até o mundo acabar.

Notas finais
Espero que tenham gostado de ler tanto quanto eu gostei de escrever. Não esqueçam de comentar e vejo vocês no próximo capítulo. Beijos com gosto de cupcakes azuis.