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25 Human (Christina Perri) - Hermione Granger


Desde pequena Hermione se esforçava para ser a melhor da sala, nunca tivera muitos amigos, mas os poucos que tinha, sempre estiveram ao seu lado. Não que ela precisasse muito da ajuda deles, na verdade, a maioria das vezes era o contrário. Ela estava no seu dormitório em Hogwarts e começou a pensar em todos os momentos mais importantes de sua vida.

Naquele momento estava nostálgica, havia retornado para a escola para refazer o sétimo ano, que havia perdido por causa da guerra, e seus dois melhores amigos seguiram caminhos diferentes do dela. Claro que ainda tinha Gina, Luna, Sima, Dino e Neville, mas eles nunca seriam Harry e Ron.

Foi ao lado deles que ela viveu suas maiores aventuras e que aprendeu a se defender desde cedo, foi com eles também que tivera as maiores brigas e desentendimentos, chorou com eles, por eles e por causa deles. Vivia preocupada com os dois, porém se lembrava ainda mais das risadas que compartilhavam.

Por causa de todas essas aventuras, ela aprendeu muita coisa sobre eles e sobre si mesma. Por exemplo, logo no primeiro ano, aprendeu que podia morder a língua e fazer tudo o que disse que jamais faria. No segundo ano, percebeu que era capaz de fingir sorrisos para não mostrar que estava abalada.

Já no terceiro ano descobriu que conseguia ficar várias noites sem dormir, afinal ela fazia mais matérias que o resto de seus colegas e, portanto, tinha que estudar mais também, foram várias noites em claro. No ano do Torneio Tribruxo viu que segurar o fôlego antes de ser enfeitiçada não era uma tarefa tão difícil quanto achou que fosse ser, quando explicaram a segunda tarefa a ela.

No quinto ano, teve que colocar tudo para jogo e mostrou que sabia sim entrar nos joguinhos de Umbridge e que poderia dançar conforme a música, por mais que o ritmo mudasse o tempo todo e tivesse que improvisar. Em seu penúltimo ano, descobriu que havia se transformado em uma ótima máquina de repetição e sua rotina se tornou massacrante.

Seu último ano foi, na realidade, a sua maior aventura e ela precisou deixar a escola para derrotar a maior ameaça que o mundo bruxo enfrentara nos últimos tempos. Ela aprendeu a carregar o peso dos mundos em suas costas, ela sabia que podia controlar tudo ao seu redor, tinha todas as respostas e sempre tinha um plano novo.

Bom, ao menos era isso que ela pensava. Estava sozinha naquela noite e começou a pensar em todas as dificuldades que encontrou durante aqueles anos, nos medos que sentiu, nos amigos que se foram, nas batalhas perdidas, nos planos não concretizados, nos improvisos e, principalmente, na pressão que sentia.

Apesar de sempre se mostrar forte, independente e bem resolvida, ela sabia que era tão humana quanto qualquer outra pessoa. Mais preocupada com Harry, Ron e todo mundo o bruxo do que consigo mesma, muitas vezes passava por cima de si mesma e de suas vontades só para se sentir mal depois.

Ninguém parecia perceber todos os sacrifícios que ela fazia para manter tudo sob controle e para nunca parecer desesperada e despreparada frente a uma situação complicada. Mas, eram naqueles dias solitários e quando todas suas memórias voltavam como um turbilhão, que ela se lembrava de uma frase que a fazia recuperar as energias.

Todos aqueles pensamentos eram como facas em sua cabeça, sentia todas as facadas de temor no coração quando recordava os momentos de agonia, mas ela tinha que se dar um desconto. Afinal, ela sangrava quando caia como qualquer outra pessoa, se machucava e tinha seus momentos de fraqueza. Podia até parecer inteira o tempo todo, mas desabava quando estava sozinha. Precisava dizer constantemente a si mesma que era apenas humana.

Só mais uma humana. Que era imperfeita, que sentia dor, que tinha medo, que errava, que tinha seus defeitos e, acima de tudo, que podia demonstrar suas fraquezas para seus amigos.

Notas finais
Espero que gostem, não se esqueçam de comentar e vejo vocês no próximo capítulo. Beijos com gosto de cupcakes azuis.