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8 The One That Got Away


Notas iniciais
Liliane Kalione Obrigada por recomendar essa música, eu não consegui escrever Call Me Maybe, mas não vou desistir. Júh Mellark adorei seu cometário kkkk Sua musíca é a proxima viu? Espero ver novamente ambas nos comentários. ps... no final eu modifiquei um pouco a letra para se encaixar com o final.

—Faz exatamente um ano que você se foi, e ainda é difícil acreditar que eu nunca mais vou te ver.

Ao falar isso toco em sua lápide deixando as lagrimas que há tanto tempo seguro, caírem. Coloco as poucas flores que carregava, ao meu lado, solto meu cabelo, respiro fundo e começo a falar com a voz fraca.

—Lembra quando a gente se conheceu? Foi no verão, depois do ensino médio quando nos encontramos pela primeira vez. Depois de um tempo, nós nos beijamos no seu Mustang, ouvindo Radioheat.

Sorri ao terminar de falar, as lembranças daqueles dias estavam frescas em minha mente, como se tudo isso tivesse ocorrido a poucos dias atrás.

—E no meu aniversário de 18 anos– Continuei– Fizemos tatuagens iguais. Lembra quando roubávamos as bebidas dos seus pais e subíamos no telhado? Nós falávamos do nosso futuro como se soubéssemos de algo. Mas uma coisa que nunca imaginei é que eu perderia você.

Não consegui conter e acabei soltando um soluço. Era difícil falar sobre esse assunto, e por mais que eu tentasse eu não conseguia acreditar que ele já havia ido embora, que eu nunca mais o veria.

—Sabe, em uma outra vida eu seria sua garota, nós manteríamos todas as nossas promessas. Seríamos nós contra o mundo. Em uma outra vida eu faria você ficar, então, não teria que dizer que você foi, aquele que se foi.

Aquele que se foi, aquele que se foi.

Essas palavras ficaram se repetindo em minha mente. Eu tinha que aceitar, precisa acreditar que nada que eu fizesse iria trazer ele de volta. Mas eu sou obrigada a falar isso, se não uma hora eu não irei aguentar mais.

—A gente costumava falar que eu era a June e você era meu Johnny Cash, nunca um sem o outro. Nós fizemos um pacto. Mas às vezes quando sinto sua falta e nada consegue me animar, então eu coloco aquelas musicas para tocar. – Sorrio em meio às lagrimas– No dia em que você se foi, alguém disse que você removeu sua tatuagem, eu fico me perguntando se isso é mesmo verdade. Nesse mesmo dia te vi cantando blues, e, falei para mim mesma “É a hora de encarar a música, eu não sou mais sua musa”. Provavelmente eu já disse isso, mas eu vou repetir.

Fiquei alguns segundos em silêncio, precisava de um tempo antes de repetir aquelas palavras, eu não queria que meus soluços me fizessem parar de falar e perder a coragem.

—Eu espero muito que em uma outra vida eu seja sua garota, porque daí eu faria você ficar e nós manteríamos todas as nossas promessas, seria nós contra o mundo e eu não teria que dizer que você foi aquele se foi. Aquele que se foi e nunca mais vai voltar, aquele que se foi e que sempre vai estar em meu coração.

Eu estava prestes a ir embora quando me lembrei de uma coisa. Abaixei-me novamente, peguei as flores e coloquei embaixo de seu tumulo, fiquei alguns segundos em silêncio, mas logo voltei a falar, terminando todo esse desabafo, discurso ou sei lá o que eu esteja fazendo.

—Todo esse dinheiro que eu tenho, não pode me comprar uma maquina do tempo. Não posso te substituir por um milhões de anéis. Eu deveria ter te dito antes, tudo o que você significava para mim, porque agora eu pago o preço e ele é muito alto. Então eu quero que saiba, que não importa quanto tempo passar eu sempre vou lembrar-me de você.

Quando sai do cemitério me sentia mais leve, como se eu tivesse tirado um peso das costas e, mês que isso me tenha feito lembrar tudo o que eu sofri, sinto que, finalmente, poderei ficar em paz comigo mesma.