Soneto da Liberdade Roubada
1 Capítulo 1
As vinhas de ira crescem,
Envolvendo a construção da coragem,
Amassando, como papel sua miragem
Desvio o olhar da claridade.
Encarando uma ilusão bonita,
Vestindo-me de esperança, ao som de tua voz, que grita.
Grita pela liberdade roubada.
Desfazendo com as mãos do tempo,
A morada, que alguns dias passei.
Observo o reflexo na água, do que me tornei.
Vivi, de maneira insuficiente,
Sob a penumbra do receio,
Apenas quero quietude, apenas quero um tico de zelo.
Meus pedidos, não alcançam teu coração
Deixo-me levar, novamente pela razão
Perdendo-me na grossura da escuridão
Permito-me ficar sonhando acordado.
Uma e outra vez, sou iludido
Sonhos, que brincam com a realidade
Escondo-me nos espelhos da ilusão
Receoso de entregar a ti, meu coração.
Vislumbro as nuvens no céu,
Toco sutilmente um pedaço de papel,
Insistindo no esquecimento de ser.
Tentando entender o porquê,
Tua silhueta persiste em surgir,
Abro os olhos e suspiro, não estás mais aqui.
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