As vinhas de ira crescem,

Envolvendo a construção da coragem,

Amassando, como papel sua miragem

Desvio o olhar da claridade.

Encarando uma ilusão bonita,

Vestindo-me de esperança, ao som de tua voz, que grita.

Grita pela liberdade roubada.

Desfazendo com as mãos do tempo,

A morada, que alguns dias passei.

Observo o reflexo na água, do que me tornei.

Vivi, de maneira insuficiente,

Sob a penumbra do receio,

Apenas quero quietude, apenas quero um tico de zelo.

Meus pedidos, não alcançam teu coração

Deixo-me levar, novamente pela razão

Perdendo-me na grossura da escuridão

Permito-me ficar sonhando acordado.

Uma e outra vez, sou iludido

Sonhos, que brincam com a realidade

Escondo-me nos espelhos da ilusão

Receoso de entregar a ti, meu coração.

Vislumbro as nuvens no céu,

Toco sutilmente um pedaço de papel,

Insistindo no esquecimento de ser.

Tentando entender o porquê,

Tua silhueta persiste em surgir,

Abro os olhos e suspiro, não estás mais aqui.

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