Son of Hephaestus
7 Chapter 7 - The Bitch's Curse
Notas iniciais
–Você, também, não precisa brincar com meus sentimentos se está bravo comigo! – disse Calipso, magoada.
Leo, Charlie e ela, estavam na orla da floresta. Calipso o encarava irritada e Charlie se sentia perdida, não sabendo se ia ou ficava.
–Calipso, não aconteceu nada! Leo e eu...
–Você, não se meta! – berrou Calipso, sem olhar para a garota, seus olhos fixos em Leo.
–Se você está irritada comigo, não desconte na Charlie! – respondeu Leo.
–Ah, perfeito, agora está defendendo a nova namorada, Valdez? – perguntou Calipso, sarcasticamente.
–Gente, eu realmente acho que devo ir... – murmurou Charlie, se afastando.
–Qual é o seu problema? – perguntou ele.
–O meu problema, no momento, é ver você e essa... Essa estúpida filha de Afrodite para lá e para cá!
–Ah, sério? Lamento por fazer amigos, Calipso. Agora, só por que você quer, nunca mais vou falar com nenhuma garota! – rebateu ele.
–Falar com elas? Problema nenhum. Agora, levar para a floresta? Aí já é outra coisa!
–Nós nos encontramos por acaso na floresta, sua pirada!
–Eu não vejo vocês a manhã inteira! Acha que me engana?
–Calipso, santo Hefesto, qual é o seu problema?
–Você não vê? Você sabe que filhas de Afrodite são tão obcecadas pelo amor quanto a mãe, se apaixonam fácil. Essa garota está dando em cima de você e...
–Você está agindo feito uma criança! Desculpe, Calipso, mas se não temos confiança um no outro, não temos um relacionamento.
–Pro caralho com confiança! – gritou ela. Leo levantou as sobrancelhas, nunca vira Calipso falar um palavrão. – Eu só estou avisando meu namorado sobre essas... Campistas!
–Eu sou seu namorado, não propriedade. Se está tão chateada por eu gostar de ser amigo de Charlie, por que não vai falar com Percy? Ah é, ele não da mais a mínima pra você!
Calipso o encarou, estupefata, estava com muita raiva de Leo. Ela sabia que o que ele fazia era de propósito.
–Lá vem você com esse assunto outra vez! – disse ela, revirando os olhos.
–Olha, quer saber? Foda-se! Cansei! Acabou, Calipso. Pra mim, chega! – gritou ele, dando as costas para ela.
Calipso foi atrás dele e segurou seu braço.
–O quê? Volte aqui. O que quis dizer com isso?
–Que terminamos. – respondeu ele, se desvencilhando do braço dela e indo em direção a floresta.
Calipso correu, mais uma vez, em direção a ele e o puxou de novo.
–Por favor... Não faça isso. – murmurou ela, um nó se formando em sua garganta.
Antes que Leo pudesse responder, ela ficou na ponta dos pés e o beijou.*
–Calipso, — murmurou ele, de olhos fechados. Ele estava se segurando, ele não queria realmente acabar tudo. Mas eles não eram mais a mesma coisa. Não valia a pena investir em algo que, obviamente, já havia acabado há muito tempo. – Lamento... Eu não posso mais fazer isso. – ele se virou e entrou mais na floresta. Calipso ficou ali parada, assistindo ele se afastar, se sentindo despedaçada.
***
–Agora você deve estar feliz, não é? – perguntou Calipso quando alcançou Charlie, que se dirigia ao lago.
–Ahm... Do que está falando? – perguntou ela.
–Eu e Leo terminamos, conseguiu o que queria. Você deve estar satisfeita. Quer saber? Aproveite, é todo seu.
–É sério? Eu... Nossa, me desculpe, eu não qu... Não foi minha culpa, não é?
–Não foi minha culpa, não é? – disse Calipso numa voz distorcida de Charlie. – Claro que foi sua culpa!
–Calipso, eu nunca faria nada disso! Deuses, talvez você e Leo estejam de cabeça quente. Vocês vão se acertar. – disse Charlie, gentilmente. Ela não queria demonstrar, pois isso só pioraria as coisas, mas sentia uma faísca de felicidade brilhar dentro dela. Mas, ainda assim, se sentia mal. Não queria ser a novata que mal chegou e já destruiu um relacionamento.
–Talvez estejam de cabeça quente... – imitou-a outra vez. – Vou te mostrar quem ta de cabeça quente, sua vaca.
Charlie levantou as sobrancelhas, olhando para os lados, assustada com o tom de Calipso. Sua mão foi instintivamente para o punho de sua espada.
–Wow! – disse Percy, agarrando os braços de Calipso segundos antes de atacar Charlie.
–O que está acontecendo aqui? – perguntou Annabeth se aproximando com Jason, Piper e Hazel.
–Cacete, cara, você é maluca! – disse Charlie.
–O que houve? – perguntou Piper.
–Essa idiota acabou com meu namoro! – disse Calipso com a voz embargada, lágrimas enchiam seus olhos quando se desvencilhou de Percy.
–Você ta bem? – perguntou Hazel para Charlie.
Ela afirmou.
–Eu não fiz nada! Você ta completamente pirada!
–Pirada, eu? Veremos, eu te amaldiço...
–Calipso, não! – gritou Annabeth.
–Eu te amaldiçôo: Caso algo aconteça entre você e Leo, vocês nunca, NUNCA, ficarão juntos. – disse Calipso, e em seguida, se afastou.
–Por que filhas de Afrodite estão sempre envolvidas nesse tipo de coisa? – lamentou Piper.
–Cadê o Leo? – perguntou Hazel.
–Ele está no Bunker. – disse Charlie.
Os semideuses se entreolharam.
–Como sabe sobre o Bunker? – perguntou Jason.
–Ele me... Ele me mostrou.
–E não o fez para Calipso? Algo está errado. – sussurrou Percy para Annabeth.
Charlie olhou para eles. Por que Leo mostraria algo para mim e não para Calipso?, se perguntou.
– Com licença. – disse Charlie dando meia volta da trilha para o lago e voltando ao acampamento.
Ela se sentia uma idiota, mas não ia descansar, ia se sentir culpada se não falasse com Leo. Ela entrou na floresta, preparada com uma lanterna, e andou, o máximo que conseguiu se lembrar do caminho até o Bunker. Depois de meia hora, ela encontrou a parede de pedra. Ela a tocou, do mesmo jeito que Leo fizera, mas nenhum risquinho de fogo apareceu de seus dedos.
Ela suspirou e se sentou em uma pedra próxima, pegando o livro que comprara na lojinha do acampamento. Eles tinham uma enorme prateleira de livros traduzidos pro grego antigo, para os disléxicos. Annabeth dissera que os cérebros de muitos semideuses estavam acostumado ao grego, por isso seria bom ela tentar os livros do acampamento. Ela estava pensando em ir ao lago, relaxar um pouco, lendo um livro. Isso antes de ser interrompida pela maluca da Calipso. O livro era uma tradução de um conto de terro, Obscura.
Estava no final do livro, escutando barulhos estranhos a sua volta, quando um fraco estalido a fez levantar, alarmada. Leo, depois de muito tempo, resolvera sair do Bunker.
–Charlie? Você esta lendo?
–Sério? Você me vê aqui, sentada, no escuro e o que pergunta é se estou lendo?
Ele deu um leve sorriso.
–Desculpe. Charlie? O que faz aqui, além de ler?... Melhor?
–Um pouco. – sorriu ela. – Temos que conversar.
***
–Então, você ta me dizendo que Calipso quis te atacar porque você acabou com nosso relacionamento, é isso?
Charlie afirmou.
–Ah, Leo, me desculpe. Eu, realmente, não queria estragar tudo para vocês. Me sinto uma idiota. – murmurou ela baixando o olhar e mexendo na ponta do papel em cima de uma das mesas do Bunker.
Leo não pode deixar de dar um sorriso com o jeito encabulado de Charlie.
–Ei, você não é uma idiota. – disse ele, apertando levemente a mão de Charlie. – Eu peço desculpas pelo modo infantil como Calipso te tratou. Ela não ta mais sendo aquela garota que conheci em Ogígia... – ele hesitou. A garota que conhecera lá, tinha sido um tanto ríspida quando o viu. Sempre dizendo que Leo era uma piada dos Deuses para ela. Mas eles tiveram seus momentos, mesmo que não tenham sido muitos e longos.
Os intensos olhos verde escuro de Charlie o tirou de seus devaneios da primeira noite que passara com Calipso, no acampamento, como um casal **. Tudo que ele podia ver naquele instante, era o olhar de Charlie e a enorme culpa estampado neles.
– Charlie, não foi sua culpa. Calipso está apenas querendo pôr a culpa dos seus erros em outra pessoa. Ela só esta com ciúmes.
–Pelo amor de Afrodite, ciúmes de quê? Não é como se estivéssemos nos “pegando” ou algo assim. – disse Charlie, revirando os olhos.
O descaso com que Charlie falou sobre o fato de eles ficarem, pegou Leo de surpresa. Para ele, seria grande coisa estar “pegando” Charlie.
“Santo Hefesto, o que estou pensando?” repreendeu-se ele.
–Desculpe, fui incoveniente. – murmurou ela, percebendo a expressão de Leo.
–Não, tudo bem. – disse ele, começado a rir.
–Que foi? Qual é a graça? – perguntou ela.
–Nada. – respondeu ele.
–Se fosse nada, você não estaria rindo.
–Só lembrei uma piada.
–Mentiroso.
Ambos riram.
–Você não contou para ela. – disse Charlie.
–Contou o quê para quem?
–Para Calipso. Não contou a ela sobre o Bunker. – disse ela, indicando o espaço.
Leo franziu o cenho, como se estivesse pensando.
–Por quê? – insistiu ela.
–Eu não... Sei lá, ela é habilidosa em montar coisas e etc, mas aqui é um espaço... Meu, digamos assim. Tive receio que ela quisesse vir aqui... Para ficar comigo... Namorar, você sabe. Mas aqui, não é para isso. Você entende? – perguntou ele.
Ela sorriu e afirmou.
–Ela me... Jogou uma praga, ou coisa do tipo. – comentou ela, antes que pudesse se conter. Ia sair tão estranho aquilo.
–De que tipo?
–Algo como... Se um dia acontecer algo entre nós, nunca poderemos ficar juntos. Não é nada de mais, não é? Não é como se estivéssemos afim um do outro.
Ele ficou em silêncio um tempo, mas no fim, negou.
–Não... não é como se estivéssemos afim um do outro. – disse ele, seus olhos em Festus, que estava do lado esquerdo do hangar.
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