Somos um C. Sim, isso mesmo que você está lendo: um C. Digo isso não para brincar ou expor uma teoria sem fundamento — na verdade, para chegar à essa conclusão, basta que usemos unicamente da nossa faculdade cognitiva — dessa forma, a teoria se evidencia sem uma necessidade empírica.

Primeiro, se faz necessário algumas considerações (não irei fundamentá-las, deixo isso com você): ser é diferente de parecer ser. Sendo assim, ao vermos uma pessoa deitada, entendemos que ali está um indivíduo, cujos membros estão flexionados conjuntamente formando um C. Ora, assim como o indivíduo é indivíduo, e C é C, não podemos retirar um dos elementos do objeto. Dispersar um dos elementos seria fragmentar o objeto visto primeiramente e formar um novo, não podendo retroagir à forma anterior. Para evidenciar isto, basta que peguemos essa primeira forma e retiremos um dos elementos: se retirar o indivíduo, não sobra C — pois é o primeiro elemento que forma o segundo. E, se retirarmos C, resta o indivíduo — podendo ele formar outra aparência que não seja C.

É importante deixar claro: C poderia configurar outra coisa além de letra? Observa-se que, apesar de ter um uso único voltado à linguagem, seu formato se deu sem um motivo lógico (apesar de ter passado por transformações). Ou seja, o formato C transcende qualquer uso de seu símbolo.

Mas e quando o indivíduo, que antes estava nessa posição, se move transformando sua aparência? A afirmação ser é diferente de parecer ser expõe a resposta. Nós, apesar de sermos produto das moléculas, substâncias etc., nunca deixamos de sê-las. Assim é com o formato C — sua transformação física não muda o ser, apenas a aparência do ser.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.