Notas iniciais
Oe! Demorei? Sim =(. Mas ta aí! Opiniões!!

Theresa, como gostava de ser chamada, Tessa, andava pelas ruas de Nova York. Sua vida estava calma, mas isso não significava que não houvessem problemas. Ela já estava ciente das mortes cada vez maisfrequentes de vampiros, lobisomens e feiticeiros. Não eram encontradas marcas de luta e nem de armas que
pudessem ter sido utilizadas. Só o corpo morto do habitante do Submundo. E tinha a impressão que sabia de quem estava por trás disso.

Ela chegou ao seu apartamento minúsculo no Brooklyn, ouvindo o telefone tocar na cozinha. Tessa preocupou-se de imediato, afinal ninguém tinha o telefone dela. Hesitou , mas mesmo assim , atendeu.

– Alô?

– Tessa?- uma voz fina respondeu. Ela sabia de quem era aquela voz. Clarissa Morgenstern, filha de uma das grandes amigas de Tessa, Jocelyn Fairchild.

– Clary! o que aconteceu para me ligar? Alguém sabe disso? Sabe o perigo que corre?

– Fique tranquila, ninguém sabe de nada. Preciso da sua ajuda.

– O que puder fazer , eu faço.

– Eustoemidris.- ela falou rápido demais.

– O quê?

–Eu. Estou . Em. Idris.- Clary falou pausadamente.

– Clary? O que te levou a fazer isso? Como assim? Sabe o perigo que corre.

– Eu sei. Mas essa não é a má notícia.

– Oh, então qual é?

– Eles descobriram.

– Quem? O que descobriram exatamente?

– Lembra do Simon?

– Ahn?

– Lewis. Lembrou?- a imagem de um garoto alto, de óculos e cabelos castanhos surgiu na mente de Tessa.

– Oh! Sim! Seu melhor amigo à distância. O que tem ele?

–É. Bom, ele e uns amigos dele descobriram que eu tenho asas Tessa. Preciso sair daqui. Tipo, para ontem. Tem como me ajudar?

– Clary! Como você deixou?

– Não deu para esconder. Mas isso não interessa. Tem como ajudar?

– Espere. Quem são essas pessoas, esses amigos do Simon?

– A namorada dele, Isabelle Lightwood, seu irmão Alexander, uma menina que não sei quem é, Jace Herondale e Sebastian Verlac.

– Hum.

– E aí? O que faço?

–Clary, pode confiar neles. Sinto que pode.

–Tessa! Pode me ajudar a sair daqui? Você sabe o que pode acontecer!

– Não acho que eles falariam para a Clave, se é isso que te preocupa. E não, não posso te ajudar.

– O quê?

– Onde você está aí em Idris?

– Na floresta.

– Volte para a sua casa. E encontre um velho amigo meu. Bane

– Quem diabos é Bane?

– Magnus Bane. Ele irá te ajudar.

– Obrigada.

– Estarei aqui se precisar. — e então Tessa ouve o Tu Tu Tu anunciando o fim da ligação. Ela esperava que
Bane a ajudasse. Sabia que Clary podia salvar tudo. E ela queria que o fizesse.

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Isabelle , Alec , Simon e Jace se encontravam na biblioteca da grande mansão Lightwood. Todos tentavam encontrar uma explicação para tudo. Jace já havia falado que já sabia o que Clary podia fazer e contado a história inteira. Ele estava preocupado com a garota. Tão pequena e indefesa andando por aí.

– Vamos ficar parados aqui?- Isabelle perguntou.

– O que quer que a gente faça?- Jace se interessou. Podia até brigar com Isabelle, mas ela sempre dizia o que ele não conseguia dizer.

– Vamos vasculhar a casa dela, tentar encontrar alguma pista de onde ela possa estar!

– Não acho que ela tenha deixado algo para trás , Izzy.- Alec falou , entrando na discussão.

– Oh! Sim.- Izzy falou se levantando.- Já sei!

– O quê?- Simon perguntou, ainda desanimado.

– Magnus! O feiticeiro. Vamos achá-lo e pedir para ele rastrear a Clary!

– Ele ainda está aqui?

– Mas é claro! Ele é o representante dos feiticeiros no Submundo.

– Não custa tentar.- Jace concordou.

– Vamos gente!

Todos se levantaram. Saíram da casa num completo silêncio. Ia fazer quase um dia do desaparecimento de Clary. Izzy estava com uma ponta de esperança na voz. Simon já não acreditava mais nisso. Jace estava ocupado demais tentando achar o casarão do feiticeiro, que por acaso, era o último. Alec seguia por último.
Todos estavam em completo silêncio. Andaram e logo viram a casa com o símbolo da feitiçaria . Jace se apressou à frente e bateu na porta. Nada. Mais impaciente bateu três vezes. A porta se moveu mostrando um ser purpurinado com um roupão amarelo de lantejoulas, pantufas de duende ( N/A: eu tinha uma dessa :3 ) ,
cabelos espetados e um gato em mãos.

– Caçadores? A essa hora da noite? Não valorizam o seu sono?- ele perguntou.

– Precisamos de sua ajuda. — Jace explicou.

– Em quê, mais precisamente?

– Rastrear uma pessoa.

– Vamos entrem. Só irei me trocar.

Todos adentraram a casa. Magnus subiu as escadas junto a seu gato. Ele estava demorando. Todos concordaram que ele demorava mais que Isabelle para se arrumar. Ela discordou. Uma figura com um paletó verde limão, calças coladas roxas e com brilhos , um lenço com as iniciais M. B. e os sapatos normais.

– E então? Para que eu sou útil Caçadores?- ele perguntou sentando-se na poltrona junto ao seu gato, que agora estava com um lencinho amarrado em volta do pescoço peludo, com a palavra Church. Todos contaram uma pequena fração da história e Bane deu sua resposta:

– Sim. Irei ajudar-lhes.- dando o veredicto e levantando-se.- parem de olhar o Presidente Miau.

– Onde vai?- Izzy perguntou.

– Vamos na casa dela, oras. Onde você acha que iremos encontrar algo que ela usasse para rastrear?- ele respondeu como se fosse óbvio.

Levantaram e seguiram para fora da casa de Magnus. Este deixou Church, ou Presidente Miau , o gato, em sua casinha, prometendo que voltaria logo. Jace segurou-se para não rir. Sentiram a brisa fria da noite. A lua estava cheia e a noite escura.

– Se eu soubesse que era tão longe eu deixaria para amanhã.- o feiticeiro comentou.

Ninguém falou nada sobre isso , apenas continuaram andando.

– Chegamos!- Simon exclamou.

– Oh! Precisa de uma pinturinha não acha?- Magnus sugeriu. De fato. A cor amarela estava desbotando.

Simon se apressou e fez uma runa de abertura. Eles entraram e a cada cômodo passado Magnus dizia coisas do tipo : '' Uh, esse sofá está fora de moda! '' , '' Que desajeitada essa cozinha! '' , '' Que estante
bagunçada! ''. Enfim, chegaram ao quarto de Clary. Todos procuravam coisas pessoais mas não achavam quase nada. Magnus falou que as roupas de Clary era uma vergonha para a moda e outras coisas inúteis. Depois de muito trabalho, Isabelle achou um colar.

– Isso? Serve?- ela perguntou, levantando a peça. E então ficou visível. O anel Morgenstern estava pendurado.

– Mais do que tudo. É claro! Vamos achar essa menina. Minha pulga atrás da orelha aumentou.

Eles saíram deixando tudo como estava. Ainda estava noite e então combinaram de se encontrar pela manhã para procurar Clary.

Jace se pegou pensando se não encontrariam nada no quarto ou de Jonathan ou de Valentim. Ou que ela estaria lá. A ansiedade tomava conta de suas ações. Certificou-se que todos estavam dormindo e então andou até a casa em frente. Tudo estava intacto. Ele entrou e remexeu as coisas. Nada. Ele desceu as escadas e então ouviu passos lá fora. Correu para trás da porta.

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Será que deveria seguir o conselho de Tessa? Seu coração dizia que sim, mas a consciência não. Ela podia ser muito desconfiada se quisesse.

Reviveu o dia anterior , com todos os detalhes possíveis. A conversa com Sebastian, o sonho com Valentim, Jonathan numa projeção pedindo para que ela se juntasse a ele e seu pai. Desviando dessa linha de pensamento, ela pensou na morena linda agarrada a Jace. Não que fosse da sua conta, mas não conseguiu
trancar a imagem antes de ela vir à tona. O coração dela afundou. Como fora burra. Olhe para ela, pensou. Uma certa tristeza se apossou de Clary. Queria deixar o assunto voar. E então ele voou , indo parar exatamente para a conversa com Tessa. Não mencionou nem o sonho com Valentim nem o aparecimento de Jonathan. Ela guardaria para si.

Ela continuava andando. Não sabia que horas eram e nem tinha vontade. Viu, logo a frente , uma trilha. Ela reconheceu a chaminé da casa dos Lightwood. Tomou fôlego e correu na direção. Chegou na porta de sua casa. Quando abriu a mesma , sentiu uma mão a puxar. Ela preparou-se para gritar.

– Calma, sou só eu, o Jace. — a voz esclareceu. Os músculos da menina, já tensos , relaxaram.

–Que susto! Por que fez isso?

– Desculpe. Eu queria ver se você estava aqui.- ele respondeu, omitindo o fato de ter procurado pistas.

– Oh, claro.- ela agradeceu soltando-se de Jace. Não tinha notado o quão perto estavam.- Quem era aquela garota de ontem?

– Aline?

–Hm, sim.

– Uma amiga só.

– Então tá. Acho que você já viu que eu estou bem não acha?- ela disse. Não acreditou que ela era uma simples amiga.

– Hm. Sim. Boa noite, então.-ele respondeu saindo da casa.

Clary não sabia por que tinha feito aquilo. Apenas fez. Subiu as escadas e sucumbiu em um sono profundo, esquecendo tudo.

Notas finais
Não sei se ficou muito confuso? Não foi o melhor capítulo que fiz, mas eu precisava dele!! Opiniões de como ele ficou. Até!
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.