Somos Um Triângulo.
4 Tentar consertar sem ferir ninguém.
Notas iniciais
Enfim, divirtam-se! Espero que gostem!
Near’s POV.
Ele me viu. A minha primeira reação foi correr. Não vi se ele correu atrás de mim, mas eu duvido que corresse. Cheguei ao meu quarto, batendo a porta e me jogando na cama, abraçando o travesseiro, frustrado. Amor doía tanto...! Eu me sentia jogado no lixo, descartado. E ao mesmo tempo, com raiva de Mello por ter feito aquilo. Isso mexia comigo, com todos os meus sentimentos. Continuava a chorar.
“Toc, toc, toc”, três batidas. Não me mexi. Ouvi o som da porta se abrindo e fechando, sendo trancada. Senti alguém sentar na cama.
- Near... – Matt sussurrou meu nome.
Me senti feliz, mas ao mesmo tempo, ouvir sua voz só doía mais. Eu não queria mais ver, não queria mais ser hipnotizado por aqueles olhos verdes de novo, mas cedi. Olhei para ele. Os olhos verdes estavam marejados, cheios de tristeza e mágoa. Nos encaramos por um tempo, ele foi o primeiro a abrir a boca.
- O que há?
- O... O que há?! – Perguntei incrédulo – Eu vejo vocês se beijando e você pergunta o que há de errado?
- O quê?
- Eu te amo, seu idiota! – Me declarei, afundando meu rosto no travesseiro, chorando mais.
Matt’s POV.
Surpresa. Essa é a única palavra que definia a minha expressão. Esse é o dia menos normal da minha vida. Sério mesmo. E olha que eu vivi muita coisa estranha, como um garoto com uma pereba muito mítica. Um garoto que não morre de diabetes... É, uma vida estranha.
Mas isso... Parecia impossível, já recebi muitas declarações de garotas, mas de garotos... E deles... É diferente. Bom, não sei se Mello se declarou, mas Near... Ele falou como se fosse a... Coisa mais óbvia. Pensando bem... É A COISA MAIS ÓBVIA! Por favor! Como não percebi isso antes?!
- Near... – Falei, pegando-o pelo ombro. Meu Deus, ele estava chorando muito.
- O que é?
- Eu... Desculpe. Eu não sabia que você me amava. Mas...
- Você não me ama não é?
Eu fiquei espantado. Mas depois... Eu não tinha como falar o resto, na verdade. Eu não sabia.
- Eu não sei se te amo.
- Por favor, Matt! – Falou, sentando em meu colo – Me dá uma chance para mostrar que eu te mereço – Sussurrou em meu ouvido, aproximando nossos rostos. Ele já havia parado de chorar.
- N-Near, a questão não é essa... – Tentei falar. Ele estava muito perto, nossos corpos estavam colados. Ele me abraçava.
- Por favor,... – Falou, empinando-se em cima de mim.
- Near – Falei mais sério – Eu já disse que não sei se te amo...
- Por favor, Matt! – Falou, quicando.
Nossa, que garotinho fogoso. Não, eu não ia fazer isso, pelo menos por enquanto. O tirei do meu colo e sentei-o na minha frente.
- Near, eu... Vou precisar de um tempo, sabe? – Falei botando uma das mãos na nuca, me mostrando confuso.
Near’s POV.
Ah, confuso. Tudo bem, podia ter tempo para separar os dois, oras. Sorri para ele e lhe dei um selinho.
- Tudo bem – O vi ficando corado.Era tããão bonitinho – Eu espero quanto tempo seja por você – Falei, de uma forma doce.
- Obrigado – Falou, suspirando.
- Posso só fazer uma coisa? – Perguntei.
- Depende, o quê?
- Isso – Falei, dando-lhe um beijo.
Eu entreabri a boca para sua língua entrar e eu fui correspondido. Voltei ao seu colo, pegando suas mãos e entrelaçando nossos dedos.
Ele parou e afastou um pouco seu rosto. Ele estava ofegante e suas bochechas estavam rosadas. Botei a mão em seu rosto e lhe dei um beijo delicado em sua face.
- Acho melhor ir procurar Mello – Falei, me afastando e enrolando uma das minhas mechas.
- É, senão ele vai achar que estou fazendo bobagens com você – Ele riu e me deu um beijo na bochecha – Até.
Ele se levantou devagar e saiu do quarto. Assim que ele saiu, eu acenei.
- Até – Falei de um jeito meio bobo para o nada.
Será que eu... Estou realmente apaixonado por aquele garoto?
Matt’s POV.
Acho que o problema com Near estava resolvido. Acho. Mas como não sou tão sortudo, as coisas vão complicar, principalmente quando se fala de amor. Pensava nisso enquanto me encaminhava para meu quarto, na verdade, nosso quarto, claro. Eu entrei, trancando a porta, para não termos a conversa interrompida, e ele estava lá, comendo uma barra de chocolate. Nesse meio tempo ele já devorou... Uma, duas, três... Quatro, cinco, seis... Ele estava mesmo nervoso.
Sentei-me ao seu lado, arrastando as embalagens do chocolate para um canto qualquer.
- Mello, por que você me beijou? – Falei palavra por palavra.
- Porque eu gosto muito de você.
- Não é que você é meu amigo que tem que me beijar.
- Não é só como amigo... – Falou, se aproximando, me fazendo deitar cada vez mais – É como outra coisa também... – Falava de com uma lábia de pervertido, sorria maliciosamente. Estava me assustando.
- Tipo... O... Quê? – Perguntei nervoso. Senti o colchão. Merda, eu já estava deitado.
- Você sabe, não se faça de inocente, que eu sei que você não é – Falou, se pondo de quatro em cima de mim.
- E-E-Eu sou inocente sim! – Menti, totalmente nervoso.
- Ou não, não é? – Falou, passando os dedos em meus lábios.
- E-Eu não sei do que você está falando.
- Talvez esteja falando do que venha a seguir... – Falou, tirando uma mecha dos meus olhos.
Olhei para ele melhor. Os cabelos loiros caindo, o sorriso malicioso, os olhos cheios de luxúria. Eu estava com medo, mas, ao mesmo tempo, ansioso para o que vinha a seguir.
Notas finais
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