Somos Um Triângulo.
2 Acho que você é muito mais...
Notas iniciais
Ah, Shizuke, desculpe pela escrita, é que eu peguei o rascunho e joguei direto. AHUAHAUHAUHA. Pode deixar que eu melhoro, okay? Não sei se esse capítulo vai ficar muito bom. Espero que gostem.
Matt’s POV.
Mello era um idiota mesmo. Mas eu, como um bom amigo, tenho irritá-lo. Enfim. Botei uma blusa listrada, calça jeans e um all star vermelho, surrado. Peguei meu gameboy e saí à procura de Mello, será que ele ficou chateado? Andava pelos corredores quando...
- Maaaaaaaatt! – Merda, essa garota não saí do meu pé.
- Oi, Linda – Falei, tentando não mostrar a minha irritação em vê-la.
- Vamos ao jardim?
- Não, valeu. Eu estou procurando Mello.
- Acho que ele estava procurando Near – Near! Como não pensei antes?!
- Muito obrigado, Linda! – Falei, abraçando-a.
- D-De nada – Falou, corando.
Parei de abraçá-la e corri para o quarto de Near. Tropeçando em algumas coisas. Abri a porta devagar. Não, Mello não estava lá. Near estava lá, sentado, olhando pela janela, com alguns brinquedos. Ele olhou para mim com aqueles olhos vazios de cor indefinida e... Ele sorriu! Não sabia como Mello podia odiar Near, olhe como ele era fofo!
- Hum... Near, você viu Mello? – Falei sorrindo.
- Não, mas ele me bateu há algum tempo, achei que ele estivesse com você – Falou, enrolando uma das mechas.
- Não, ele não está, onde ele bateu dessa vez? – Ri baixo de tão anormal aparentava ser a pergunta.
- Aqui – Falou, mostrando o outro lado do rosto.
Aproximei-me, entrando no quarto. Meu Deus, ainda estava vermelho. Foi um tapa, será? Botei devagar a mão em seu rosto e ele gemeu baixo.
- Desculpe – Falei meio constrangido, tirando a mão.
- Não, tudo bem – Falou, pegando a minha mão, deixando-a perto do meu rosto. Senti meu rosto corar nessa hora – Vamos para o jardim.
- Mas eu estava proc...
- Tudo bem, então, vá procurar Mello – Falou, cabisbaixo.
Ele soltou a minha mão e voltou a enrolar uma mecha de seu cabelo, voltando a fitar o jardim pela janela e ficar com aquela expressão pensativa. Olhei para ele com uma certa pena. Eu já havia roubado a ficha dele da sala do Roger e era um histórico horrível. Botei a mão em seu ombro e sorri.
- Não, vamos para o jardim. Eu me encontro com Mello depois.
- Mas... – Ele pareceu meio surpreso com a minha mudança — ...Você não ia procurar Mello?
- Eu falo com ele todo santo dia e divido o quarto com ele. Vamos. Tá um dia lindo lá fora – Falei animando-o.
- Tem certeza?
- É claro – Ele sorriu de leve e pegou a minha mão.
Eu tenho certeza que fiquei vermelho, não sei porquê. Ele me guiou até o jardim, indo para a sombra de uma árvore. Realmente, estava um dia lindo. Fazia sol, a grama estava bem cuidada, tinha bastante gente no jardim.
Sentei, encostando na árvore. Near se aproximou de mim.
- Matt... – Falou, meio dengoso — ... Posso ficar aqui? – Perguntou, ficando ajoelhado no meio das minhas pernas.
- S-se quiser... – Falei, desviando o olhar, totalmente vermelho.
- Obrigado – Falou, botando as mãos em minha nuca, como se me abraçasse, e me dando um beijo na bochecha, deitando assim.
Meu Deus... Ele é tão quentinho! Repousei as mãos sobre suas costas, abraçando-o de volta. Ele encostou a cabeça em meu peito e ficou ali por um tempo calado.
- Matt...
- O que foi?
- Você é meu amigo?
- Sim, se você acha que eu seu amigo... – Falei, parecendo meio confuso.
Near’s POV.
Estava tão bom ficar ali. Matt era tão quente e macio...
- É claro que acho que é meu amigo – “Acho que você é muito mais que amigo...”, pensei – Você é o único que fala direito comigo aqui.
- Eu não entendo por que as pessoas são assim com você.
- É que eu não sou normal.
- E qual é o problema de não ser normal?
- Todo. Tenho vergonha.
- Não tenha vergonha de não ser normal, tenha orgulho. Ser normal é muito chato – Falou, dando um sorriso bobo que eu adoro.
- Obrigado.
- Ahn? Pelo quê?
- Por ser meu amigo.
Ele ficou calado. Deixei assim. Era bom, não precisava de mais nada, aquele momento estava perfeito.
Matt’s POV.
- Ahn? Pelo quê?
- Por ser meu amigo.
Nossa, isso foi meio... Pesado. Parece que a vida do menino depende de mim. Acabei ficando calado. Tava legal o “clima” silencioso. Ele acabou dormindo. D-O-R-M-I-N-D-O! Todo mundo ficou olhando, mas... Acho que não tem problema.
O que eu ia fazer antes de ir para o jardim...? Esqueci. Cadê o Mello? Ele não tá aqui, que estranho. Deve ter batido em um cara e estar na sala do Roger. Ou brigando com alguma autoridade, ou roubando chocolates na cozinha... É, Mello não tinha jeito. Se ele estiver levando esporro, eu não vou estar lá... Será que ele vai ficar chateado...? Não... Acho que não, ele não é disso.
Mello’s POV.
Quando saí da sala do Roger, Matt não estava lá fora, aquele filho da puta. Suspirei e fui procurá-lo, pegando chocolate no meu quarto. Procurei pelo orfanato inteiro e não estava lá. Que merda... Odeio estar sem o Matt. Ele é meu único amigo, o único que conversa sem ter medo de mim. É por isso que ele é meu melhor amigo. Quando eu cheguei no orfanato, ele foi o único a se aproximar de mim, sem ter medo. Ele sempre é e foi o único que me enfrenta.
Depois de procurá-lo inutilmente, eu fui descontar minha raiva por estar sem Matt em Near. Aquele idiota que se acha melhor e superior que eu. HÁ, todos estão errados e vão ver que eu sou melhor que ele. Um dia. Um dia, todos vão me reconhecer. Abri a porta de Near aos chutes e o pivete não estava lá.
A maioria estava no jardim, deve ter alguém para eu socar. Fui para o jardim. Olhei em volta, estavam todos em grupo. Eu era o único que estava sozinho. Merda, odeio isso, queria que Matt estivesse comigo. Eu fui andando para a árvore que havia no jardim e, quando eu ainda estava um pouco longe, vejo quem está lá. Aquele bicho do mato branco e Matt. MEU Matt! AQUELE PATIFE ESTAVA TENTANDO ROUBAR O MATT DE MIM! Ele é meu, só meu... Meu... Amigo? Aquela palavra não parecia estar muito certa para mim, mas fui andando (Lê-se: Marchando) até aqueles dois. Matt tinha explicações a me dar. Ele não ia me trocar por aquilo.
Notas finais
Mereço Reviews? *-*
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