Somos Todos Escravos do Tempo
1 Somos Todos Escravos do Tempo
Notas iniciais
Acho que você já deve ter ouvido alguém falar que nós não valorizamos as pessoas que fazem parte da nossa vida, e talvez, ao escutar isso, tenha revirado os olhos em pensado: " Até parece! Eu tenho tempo ainda!" Pois é eu também pensei assim até perder algumas pessoas (e animais que eu amava).Meu avô morreu quando tinha 7 anos, e às vezes a gente pensa que 7 anos é o bastante para conhecer alguém, mas na verdade não é, ele morava longe, e mesmo quando o visitava não conversava muito com ele, tudo que sei sobre meu avô foi contado pela minha mãe ou minha avó.Meu Coelho morreu na mesma época, e eu sinto que não brinquei com o ele o suficiente ou cuidei dele o suficiente. Não lembro direito das aparências deles, ou do modo como me olhavam, só lembro da falta que sinto e do fato de que eu deixei eles irem assim, sem ligar.E sabe, o tempo que temos com os outros parece ser longo, mas na verdade não. As pessoas mudam de escola, de cidade, elas mudam de personalidade, elas morrem, nos deixam.Tenta amá-las o máximo o possível, aproveitá-las o quanto que puder, porque um dia elas se vão e você pode se arrepender por ter permitido que o tempo te dominasse e tirasse elas de você, ele é bem mais curto do que parece.
Caso você não tenha percebido,
A vida passa rápido demais, E esse curto tempo passa despercebido, Até você não poder voltar atrás.As pessoas andando na rua sem destino, Como se o mundo não tivesse cores, Como se tudo fosse repentino, Como se as comidas não tivessem sabores.Somos todos escravos do tempo, Desse tempo que um dia irá acabar, Depois não haverá nenhum templo, Só o arrependimento por não aproveitar.Toda essa gente, Que está ao nosso redor, Um dia vai sumir de nossa mente, E não vemos que, com elas, o mundo é bem melhor.Nós nos afastamos, Mudamos, Nos tornamos, Outros seres humanos.Disse uma vez um amigo meu: " Um dia eu vou embora daqui, E não vou ver nenhum de vocês, Nunca mais, Então o que importa?"Foram tantas as pessoas que já me deixaram, Amigos de infância, com os quais nem converso mais, E eu, que acreditava que eles nunca iriam, Como posso não os achar mais tão especiais?E eu fui também, Será que eles ainda pensam em mim? Será que eles ainda tem alguém? Precisava mesmo ser assim?Tudo mudou tanto, E eu só vejo o quão escravos do tempo somos, Neste momento, Não sei mais quando nos encontraremos.A vida é muito curta, Tudo muda com muita frequência, Nada importa, Se nada passa de experiência.Vamos agora para uma metáfora: Aqui estou com um coque na cabeça, E ele está caindo, daqui a pouco vai desmanchar, E não importa o quanto eu o refaça, A ser o que era, ele não vai voltar.Eu deveria ter prendido ele mais forte, De uma forma que ele ficasse por mais tempo, Mas depois eu iria soltá-lo, sabia que ele não teria sorte, E prendê-lo não seria nada além de um passatempo.Pessoas andando por aí, Perdidas em pensamentos, Sem saber aonde ir, Mas com os cérebros espremidos por sentimentos.Nós um dia vamos, Nos transformamos, Nos procuramos, E não nos encontramos.
Notas finais
Espero que tenham entendido o que quis passar. Desabafei, e agora estou bem :) faz muito tempo que estou com isso trancado na garganta.Comentem por favor!:3
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!
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