Somos Tão Diferentes

39 39 –Surpresas, Amor, Despedidas.


Notas iniciais
Oiie, Calma, não me matem "verbalmente" , >.< , eu sei que eu tipo, vacilei e demorei MUITO mesmo, é que, como eu disse no capitulo anterior, algumas coisas estão acontecendo comigo, e eu ando um pouco... Mal, minha vida social esta um saco, minha vida familiar esta um saco, minha vida amorosa esta pior ainda, enfim, por isso não escrevi, porque, é horrivel você escrever sem expiração, ou quando você esta "chateada" , parece que o capitulo sai dramático sabe? Rsrs' bom, eu já estou um pouco melhorzinha, por isso resolvi postar um capitulo para vocês, espero que perdoem minha demora, eu também criei uma pagina no Facebook com 39.000 pessoas, e toma muito tempo cuidar dessa pagina, por isso ando meio ocupada também, mais, eu prometo me ESFORÇAR para não demorar para postar o proximo, AAAAH tenho uma má notícia... ESTAMOS CHEGANDO AO FIM DA HISTÓRIA.... :( , É EU SEI, TRISTE >.< , ta chega de enrolar, COMENTEM MUITO, GOSTO DE OUVIR VOCÊS.... DESCONSIDEREM OS ERROS GRAMATICAIS ;) BOOOOA LEITURA !!

POV ROSELIE*

As vezes fazemos coisas na vida que sabemos que esta errada, seja uma atitude ou uma palavra dita, mais sempre existe aquela ponta de orgulho que nos impede de admitirmos que estamos errados...

No meu ver Layla mereceu aquela surra, ela ferrou a vida do Peter e de certa forma a minha também, eu não vou pedir desculpas, nunca, nunca, e NUNCA !

—Roselie, Layla esta na enfermaria...

—É...Eu sei, e daí? —Falei mordendo meu lanche.

—O que você fez foi totalmente errado...Porque você fez aquilo ?—Peter perguntou com o semblante sério.

—É não é obvio ? —Falei dando de ombros. —Ela ferrou a sua vida e eu me vinguei...Simples. —Falei comendo o lanche com indiferença

—Simples? Não, não é tão simples assim...Perai...Você fez isso por mim ?! —Peter perguntou assim que a ficha caiu, franzindo o cenho.

O olhei bruscamente, sim, eu fiz por ele mais...Como admitir isso? Eu tenho meu orgulho e...O que ele pensaria de mim? O que esperar desse novo Peter? E se ele rir? Ou me criticar? Ou zombar de mim, me humilhar....ARGH eu não consigo prever as atitudes desse novo Peter que eu odeio...

—Eu...Eu...Ah dana-se, sim foi por você e foda-se se você achou minha atitude errada, o que esta feito esta feito e já era, pode me criticar me julgar fazer o que você quiser, eu fiz sim isso por você e não me arrependo nem um pouco. —Falei colocando as cartas na mesa, afinal de contas, o que adianta mentir para mim mesma? Eu fiz isso pelo o Peter, por mim, por nós e por nossa amizade...

—Roselie você é...Totalmente imprevisível. —Peter disse com o semblante sério, encarando o chão.

Bufei com raiva de mim mesma, eu sou uma idiota...Sim, eu sou muito idiota, acabei de admitir para um cara, que por acaso é meu ex, que eu bati em uma menina por ele....O que deu em mim !!?

—Peter...Eu to cansada disso...Sabe eu sinto tanta a sua falta...Eu fico aqui nessa escola agüentando todos me olhando com nojo e raiva, alguns me criticam porque pensam que eu fui presa por que estava com drogas...Minha mãe esta morrendo e eu não posso fazer nada para impedir, me sinto uma inútil, Charles quer voltar para casa e eu tenho medo de deixar e ele destruir mais ainda minha família, Clar esta sumida á meses, nem sei se ela ainda esta viva...Meu corpo esta cheio de cicatrizes e quando eu olho para elas sinto vontade de chorar, de gritar, e de me matar de tanto nojo de mim mesma...Eu...Eu estou tão desesperada...Eu preciso tanto de você, da sua companhia, da sua ajuda, dos seus abraços, dos seus conselhos...Preciso da sua amizade...Peter...Eu preciso de você. —Falei esquecendo completamente meu orgulho, e me humilhando para Peter, podia sentir um liquido escorrendo pela a minha face, deduzi que eram lagrimas, lagrimas de suplicação.

Peter ficou parado, me olhando sem reação alguma, com total indiferença, com essa total falta de compaixão dele mais lagrimas rolaram pela a minha face, abaixei minha cabeça e fechei meus olhos, eu transformei Peter eu em monstro sem sentimentos...Queria tanto que o antigo Peter voltasse.

De repente sinto alguém segurando meu queixo e levantando minha cabeça, abro meus olhos e vejo Peter, ele esta sentado ao meu lado, secando minhas lagrimas com o polegar, sua expressão se suavizou, assim que todas as lagrimas estavam secas ele sorriu levemente, aquele sorriso que só ele sabe dar, aquele sorriso que sempre me acalma.

—Peter...Me perdoa..Eu preciso de você...Por favor me perdoa. —Falei com a voz entrecortada, sentindo mais lagrimas chegarem.

Droga, alguém ai pode por favor fechar minha “torneira interna”.

—Shh...Calma. —Peter disse sussurrando, me fixando com o semblante serio novamente. — Você tem uma capacidade de me desarmar Roselie...Você não sabe o quanto eu sinto sua falta...Das suas piadas sem graça, dos seus sorrisos, dos seus momentos de nervoso, das vezes que você fica sem graça e começa a falar palavrões para disfarçar...—Peter disse rindo, automaticamente ri junto com ele. —Eu confesso que queria me vingar, na verdade eu já tinha ate uma vingança planejada em minha mente, mais ouvindo você falar assim...Quem diria que um dia eu veria você, Roselie Wengs suplicando por algo...Chorando na frente de um homem...Realmente estou impressionado. —Peter disse sorrindo calmamente, fixando o chão.

—Quem disse que eu estava suplicando?? —Falei franzindo o cenho, zombando de Peter.

—Ah, quer dizer que não estava ? —Peter disse entrando na brincadeira levantando uma das sobrancelhas.

—Ta legal, eu estava suplicando sim...É que eu não vivo sem meu Peterzinho meloso e grudento! —Falei apertando suas bochechas, sentindo falta desse clima que agente tinha e agora temos novamente.

—Peterzinho meloso e grudento ? Se você queria ferir meu orgulho masculino parabéns você conseguiu. —Peter disse sorrindo ao me ver soltando uma gargalhada.

—Desculpa..—Falei assim que eu parei de rir.—Isso quer dizer que você me perdoa? —Falei sentindo meu sorriso aumentar mais ainda, eu podia sentir meu coração pular por pura esperança

O sorriso de Peter sumiu aos poucos, e ele voltou a ter o semblante sério, ele se afastou um pouco de mim e fixou o chão, por um longo tempo, me remexi na cadeira preocupada com a resposta, se ele falasse não eu iria enfiar aquele garfo na garganta dele, cara eu me humilhei e me rebaixei, chorei na frente dele e tudo, se ele renegar meu perdão eu vou matá-lo !

Depois de longos segundos ele me fixou, me fixou de maneira firme e intensa, como se estivesse hesitante, sorri tranquilamente tentando lhe passar segurança.

—Eu...Eu te perdôo Rose. —Peter disse com toda a segurança, ainda com o semblante sério.

O encarei ainda sem reação, assim que a ficha caiu senti meu coração bater mais e mais rápido, um tremor acompanhado de um arrepio, por alguns minutos meu mundinho preto e sem graça se iluminou, ele me perdôo ? me perdôo?

Sem me preocupar com nada nem ninguém ao nosso redor pulei em seu pescoço o abraçando fortemente, como pulei em se pescoço quase caímos no chão, mais Peter segurou na mesa evitando uma possível queda.

—Roselie assim agente vai cair !! —Peter disse gargalhando, se esforçando para não cairmos.

—Dane-se o que importa é que você me perdoou. —Falei de olhos fechados, ainda o abraçando.

Eu consegui, consegui meu amigo de volta, pelo o menos uma coisa boa nessa vida... Não duas coisas boa, a primeira foi o Braian, agora Peter...Tem algo errado, quando a esmola é demais o santo desconfia... O.o

—Serio...Você me perdoa mesmo? — Falei assim que nos afastamos, ainda meio desconfiada.

—Sim, te perdôo. —Peter disse rindo, percebendo minha desconfiança.

—Mesmo?

—Mesmo.

—Mesmo, mesmo?

—Mesmo, mesmo. —Peter disse gargalhando, jogando a cabeça para trás.

—Meu Deus eu nem acredito. —Falei pulando em seu pescoço novamente, infelizmente dessa vez Peter não conseguiu segurar a mesa assim fomos os dois para o chão.

—Caramba Roselie. —Peter resmungou gemendo, afinal, eu cai em cima dele, então quem sofreu nessa queda foi apenas ele.

—Desculpa, foi mal. —Falei o beijando na testa, bochecha, nariz, orelha, pescoço, braço, tudo, a alegria me enlouqueceu.

—O que você ta fazendo? Para isso faz cócegas e é muito gay ! —Peter disse rindo, se contorcendo todo.

—Dana-se, eu to feliz, e estou te beijando todo porque finalmente tenho meu amigo de novo. —Falei rindo com o jeito que ele se contorcia. —OBRIGADO DEUS PELO O MENOS UMA VEZ UMA COISA DEU CERTO. —Gritei olhando para o alto, ou seja o teto da lanchonete.

—Com licença...Mais vocês estão bem? —Uma garçonete perguntou nos olhando como se fossemos dois adolescentes drogados, retardados e fugitivos de algum hospício.

Olhei ao redor e percebi que todos olhavam para nos do mesmo jeito, e não era para menos, dois adolescentes jogados no chão, fazendo cócegas um no outro, gritando, rindo...

—Sim...Desculpa. —Peter disse se levantando e me ajudando a levantar.

—Desculpa nada, foi um momento de felicidade...Que foi, você nunca teve momentos assim? Ah já sei, sua vida é tipo água com sal..Que pena.—Falei dando de ombros, vendo a moça me olhar com indignação.

—Desculpa moça. —Peter disse sendo arrastado por mim para fora daquela lanchonete. —Isso foi cruel.

—Ah, dana-se. —Falei dando de ombros, sorrindo, ainda sentindo a felicidade em mim.

—Senti falta da sua arrogância. —Peter disse me dando um cutucão no ombro.

[...]

Depois que Peter me deixou na esquina da escola fui direto para o ponto de ônibus que ia em direção á tal praça dos estudantes, logo o ônibus chegou e eu entrei, sentei no fundo, e coloquei meus fones que tocavam um rock qualquer.

Me remexi na cadeira meio hesitante, uma mistura de ansiedade e preocupação, afinal, o que aquele homem quer comigo? E como ele conhece o Dan, o Charles, e minha mãe? E aquele apelido, Rosinha, porque eu tenho a nítida impressão de que já o ouvi antes?

Tantas perguntas, duvidas que rondam minha mente, e eu sei que esse homem tem as respostas, e eu vou tê-las.

Olhei para a janela vendo uma fraca garoa bater contra o vidro, respirei profundamente, tantas preocupações, dores, angustias, sou apenas uma adolescente e minha vida á mais complicada do que vida de adulto, mãe ex alcoólatra morrendo, Charles cafajeste querendo voltar para casa, Irmã desaparecida á meses, rival ferida podendo assim me denunciar para a policia, traficante perigoso atrás de mim, e agora um homem que nem conheço surgi e parece que ele sabe mais sobre mim do que eu mesma...

Bufei indignada, cara eu só posso ter roubado a coroa da rainha da Inglaterra, ou então preguei Jesus na cruz, ou então eu vi 89 gatos pretos, passei de baixo de inúmeras escadas, eu devo ter feito alguma coisa para ter tanto azar e desgraça na minha vida, fala sério, quando é que o meu “Feliz para sempre” vai chegar? Se é que existe isso de “Felizes para sempre”.

Peguei meu celular e disquei o número, eu já me humilhei muito hoje mesmo, que diferença vai fazer eu me humilhar mais um pouco? Melhor eu aproveitar que eu estou de bom humor hoje e resolver as coisas de uma vez.

Modo telefone on*

—Alô ?

—Oi, Braian...Sou eu.

—Roselie, já esta em casa?

—Não eu to...Em um ônibus vou dar uma volta.

—Entendi...Você esta bem?

—Tô...Porque?

—Sua voz esta estranha...

—Ah, é que eu chorei um pouco...—Falei rindo.

—Chorou? Porque? Aconteceu alguma coisa?

—Sim, uma coisa maravilhosa, mais prefiro contar pessoalmente...Eu liguei porque...Ah merda. —Resmunguei respirando profundamente. —Braian, me desculpa.

—O que? Você pediu desculpa? —Ouvi Braian falar do outro lado, sua voz estava em um tom de surpresa.

—É, desculpa, eu sou tão, orgulhosa, teimosa, imprevisível, cabeça dura, ignorante, arrogante, petulante, são tantos defeitos, sempre fico te contrariando, te criticando, sabe eu sempre te julgo, julgo suas atitudes, como por exemplo se desculpar com a Layla...E mesmo eu sendo tão chata você continua do meu lado, me aturando, sempre com seu sorriso irritante e lindo... —Falei sorrindo feito uma boba no ônibus.

—Roselie...Minha linda, eu amo você pelo o que você é, seus defeitos fazem de você a menina que eu amo...

—Você disse que me ama ? —Falei estática, surpresa com aquela revelação.

—Meu amor, você ainda tinha duvidas? Eu não consigo ficar longe de você, não paro de pensar em você, eu vivo só para você, meu corpo, minha mente, tudo em mim chama por você...Quando eu estou longe de você eu sinto como estivesse faltando alguma coisa...Quando agente briga eu sinto um peso sobre mim, eu amo você Roselie Wengs, amo cada defeitinho seu, cada um. —Braian disse do outro lado da linha com a voz suave.

—Você me faz querer ser uma pessoa melhor...Eu só te peço, tenha paciência comigo...Promete? —Falei secando uma lagrima que escorreu dos meus olhos.

—Prometo princesa.

—Braian, hoje vai ter um almoço na minha casa, 13:30, eu quero que você vá. —Falei tentando controlar o choro que queria sair.

—Tudo bem pequena eu vou.

—Tchau...—Sussurrei, sorrindo feito uma maluca de orelha á orelha.

—Tchau, te amo. —Ele disse também sussurrando.

Modo telefone off*

Desliguei o telefone e logo o rock recomeçou a tocar nos fones, mais eu não ouvia som algum, nem via coisa alguma, estava tudo branco, branco e silencioso, um silencio gostoso e prazeroso, o sorriso não saia da minha face, meu coração parecia que ia explodir de tão rápido que batia, minha mente está tão leve que eu acho que posso ate flutuar.

Ele me ama...Ele. Me. Ama...

Eu só conseguia pronunciar essas palavras em minha mente “Ele me ama”, quando vi que já estava na tal praça balancei minha cabeça tentando me concentrar no agora, mais mesmo assim, o sorriso insistia em continuar em minha face.

Desci do ônibus meio desorientada, o lugar era lindo, chegava á ser um pouco irreal, como um lugar assim pode existir? Pensei que só existisse nos filmes, ou livros.

A praça era um grande espaço, cheio de arvores frutíferas, flores de diversos tamanhos, cores, e formatos, arbustos com formas diferentes, um caminho com pedras cinzas fazia caminho no meio de todas as flores, permitindo as pessoas passear no meio das flores, um enorme chafariz estava no meio da praça, era um anjo, um enorme e gigante anjo, ele segurava uma flecha e apontava para o céu, de sua boca saia uma jorrada de água, bancos e mais banco estava perto dos arbustos e em volta do chafariz, pessoas brincando com crianças, com cachorros, casais namorando, pais ensinando aos filhos como andar de bicicleta, olhando aquilo ali me belisquei para saber se era real.

—Esse lugar é incrível...—Murmurei ainda pasma com aquela visão, se eu tirasse foto e mostrasse para os outros eles iriam falar que eu tirei a imagem do Google e fiz montagem com minha foto..

Olhei em volta meio frustrada, como eu ia achar aquele homem? Bufei e andei ate os bancos que estavam em volta do chafariz, me sentei do lado de um homem que aparentava ter 43 anos, ele estava com uma menininha linda, ela aparenta ter 9 anos.

Vi a menininha correr para assustar á uma pomba, no caminho ela tropeçou nos próprios pés e acabou caindo, ela gemeu e se sentou no chão, dobrando a perna para que ela pudesse ver o estrago em seu joelho, o homem, que deduzi ser o pai dela se levantou do banco e caminhou em sua direção.

—Papai esta doendo. —A menininha disse fazendo uma careta de dor para o joelho.

—Calma princesa, foi só um machucadinho, não tem problema, olha, eu vou te dar um beijo e vai sara ok ? —O homem disse se agachando para ficar da altura da menininha.

—Como um beijo seu pode me sarar papai? —A menininha disse esquecendo o desconforto no joelho e fixando o pai com curiosidade.

—Oras, meu beijo é mágico, você não sabia? —Ele disse vendo a menininha balançar a cabeça negativamente. —Eu vou te beijar e vai sarar. —Ele disse se inclinando e beijando o joelho da menina.

—Obrigado papai, eu te amo, você é o melhor de todo mundo. —A menininha disse o abraçando fortemente com seus finos bracinhos.

—Também te amo linda, agora vai brincar. —Ele disse retribuindo o abraço, logo em seguida a menininha começou á correr.

Percebi que eu sorria, com os olhos iluminado, confesso que senti inveja daquela menininha...Afinal, minha vida se tornou um inferno quando eu tinha apenas 9 anos, desde então perdi a noção do que significa a palavra “infância”.

Suspirei e decidi me focar naquele momento e esquecer o passado por alguns segundos, afinal, hoje Peter me perdôo, eu não vou permitir que o desgraçado do Charles estrague o meu dia...

—Você veio...—Ouvi alguém murmurar com uma voz rouca atrás de mim.

Dei um pulo assustada, me levantando do banco bruscamente, olhando para o autor daquela voz, era ele, aquele homem estranho que fora na minha casa outro dia.

—Desculpe não queria te assustar...

—Eu só vim porque estou confusa, e você tem as respostas que eu preciso. —Falei ignorando o pedido de desculpas dele.

—Sim, claro, vamos sentar ali. —Ele disse apontando par um banco que estava no meio de dois arbustos enfeitado com rosas vermelhas.

Assenti e seguimos ate aquele assento, no sentamos e ficamos um tempo em silencio, admirando a visão deslumbrante daquele lugar.

—Esse lugar não é incrível?

—É...—Sussurrei incapaz de dizer algo mais diante daquela linda praça.

Ouvi aquele homem respirar profundamente e pesadamente, logo depois senti o peso do seu olhar sobre mim.

—Você não sabe o quanto eu estou feliz por você estar aqui...

—Você ta me assustando, eu nem te conheço, então, o que você acha de me dizer qual é o seu nome? —Falei o encarando com certa curiosidade.

—Calma Rosinha, uma coisa de cada vez...

Prendi meu olhar no chão daquela praça e mais uma vez aquela sensação de que já ouvi esse apelido em algum lugar me atingiu...

Rosinha...Rosinha... Mais aonde foi que eu ouvi esse apelido? Aonde?

—Porque você me chama de Rosinha? Quem é você? Como você me conhece? E como conhece o Dan e os meus país? Como sabia aonde eu morava? —Falei despejando minhas dúvidas, não agüentando mais o suspense.

—Roselie, calma, eu vou responder todas as suas perguntas...

—Quando? —Falei impaciente com aquela demora.

—Algum dia...Mais hoje, eu quero apenas te dizer uma coisa. —Ele disse me olhando com cautela.

—O que? —Falei sussurrando, nervosa, poxa pensei que ele revelaria tudo hoje...ARGH!

—Eu quero que você saiba que apesar de você não se lembrar de mim eu te amo, passamos momentos bons e ruins juntos...Você era uma menininha linda e frágil...E eu...Um idiota com a mente louca e alucinada...Roselie, eu conheço você mais do que você imagina...E um dia, você irá saber de tudo...Só espero que quando você souber, você me perdoe...—O homem disse olhando para o chão, entrelaçando os dedos das próprias mãos

—Eu estou realmente curiosa... Quando vai me explicar tudo? Eu preciso saber...

—Não sei...Quando eu estiver pronto...Mais agora, eu só queria que você soubesse que eu te amo, e sempre vou te amar, independente de qualquer coisa, mesmo que você não me perdoe, eu sempre irei te amar... —Ele disse sorrindo para mim, pude perceber a tristeza em seu olhar.

—Ta bom...Então porque você pediu para me encontrar aqui se não vai falar nada? —Falei cruzando os braços irritada, caramba eu quero respostas !

—Queria te encontrar para poder...Te ver melhor...Vou te levar para sua casa.

—Não, eu vou de ônibus. —Falei me levantando, analisando e admirando aquela praça mais uma vez.

—Eu insisto, deixa eu te levar, por favor Rosinha. —Ele disse se levantando junto, me olhando com cara de cachorro que caiu da mudança, fazendo um biquinho que o fez parecer uma criancinha não um homem.

—Ta bom...Vamos logo porque eu ainda tenho um...Almoço super tenso hoje. —Falei revirando os olhos ao me lembrar que Charles iria almoçar em casa...Ninguém merece !

“Ele é lindo, é um homem feito, aparentemente rico, com um carro maravilhoso, te chama de Rosinha, e fala que te ama mais você afirma nunca ter o visto antes...Isso parece sinistro só para mim?”

Não, pode acreditar eu também estou muito confusa...Só quero saber logo o que esse homem fez de tão ruim...

“É, eu também estou curiosa...”

Logo já estava dentro do carro daquele homem, um carro cheiroso e lindo...Realmente ele deve ser muito rico para ter um carro desse porte...Ou será que ele roubou dinheiro em algum “grande golpe?”

Será que é isso que ele fez? Não, acho que não, porque se fosse isso ele não iria ficar preocupado se eu vou perdoar ou não...Ele deve ter feito algo á minha família, ou em relação á minha família...Mais o que ele fez ?

O carro começou a se movimentar, mais eu não sentia o chão, era como se o carro estivesse deslizando pela a rua, tão suave...

—E então, você namora? —O homem perguntou sem tirar o olhar da estrada.

O olhei meio surpresa com aquela pergunta, o que ele tem haver com isso? Afinal de contas eu nem o conheço? Porque eu haveria de contar coisas pessoais sobre mim para um estranho?

—Hã...Desculpa mais eu nem conheço...Não me sinto á vontade falando coisas sobre mim para um estranho. —Falei em um tom rude, e logo voltei á olhar para a estrada.

—Claro...Bom, o que você quer saber sobre mim? Menos sobre o que eu fiz, ou o meu nome. —O homem disse limpando a garganta, voltando a sorrir logo em seguida.

—Ta...—Falei meio animada com aquilo. —Quantos anos você tem?

—Trinta.

—Nossa...—Falei arregalando os olhos, ele não aparentava ter trintas anos, não mesmo.

—Surpresa? —Ele disse sorrindo com a expressão concentrada na estrada.

—Sim...Hum...Quer dizer você não aparenta ter trinta anos...Confessa rolou uma cirurgia plástica né ? — Fale o com os olhos estreitados.

—Não! —Ele disse gargalhando, tirando o olhar da estrada por breves segundos. —Pode acreditar é tudo natural...Bom eu também tive a ajudar de alguns cremes, e tals.

—Hum... Aonde você mora? —Perguntei ignorando o fato de que eu acho super “Gay” um homem todo frescurento que usa cremes para pele e etc.

—Atualmente eu moro em Londres...

—Londres? Caralho, eu sempre quis conhecer Londres !! —Falei arregalando os olhos, imaginando eu em Londres...O sonho de consumo !

—Serio? Gostaria de conhecer ?—Ele perguntou parando o carro no sinal vermelho e me encarando se divertindo com minha animação.

—Conhecer? O que? Londres? —Falei arregalando meu olhos assim que o vi confirmar. —Oh...Deus...Oh Deus... Eu? Conhecer Londres? Londres? Eu? Conhecer? Eu acho que vou...Entrar...Em pane...CARAMBA É CLARO QUE SIM, EU EM LONDRES, OOOOH MERDA, IA SER TIPO...TIPO...AAAAH IA SER COMO SE EU TIVESSE MORRIDO E IDO PARA O CÉU !! —Falei berrando feito louca, Nem me importando com a gargalhada daquele homem que me olhava como se eu fosse louca.

—Ok, já percebi que é seu sonho...—O homem disse se recuperando da gargalhada que lhe roubara o fôlego.

—Meu sonho? Não brinca, cara é minha vida, eu sempre quis conhecer Londres... —Falei de olhos arregalados encarando aquele homem ainda abismada.

—Ok, é bom saber disso...—Ele murmurou, acelerando o carro assim que o sinal abriu.

—Você é casado? Tem filhos? —Falei me recuperando da surpresa, encarando as cassas que passavam por nós.

—Sim, sou casado...Ela ficou em Londres, e não, não tenho filhos...Ainda. —Ele disse sorrindo serenamente.

—Como ela se chama ?

—Suzanne. —Ele disse sorrindo apaixonadamente, só de pronunciar o nome de sua esposa.

—Ela faz o que? —Falei sorrindo ao perceber ele á amava.

—Ela é jornalista.

—hum...Ela é gringa ? —Perguntei arqueando as sobrancelhas, curiosa.

—Na verdade ela é brasileira, se mudou pra Londres quando tinha 18 anos. —Ele falou virando a rua sendo cortado com um motoqueiro. —Filho da puta vai cortar sua avó desgraçado ! —Ele berrou pela a janela mudando completamente o humor, de sereno apaixonado, para furioso e irado.

WOW...—Falei sorrindo meio surpresa com aquele comportamento.

“É...Parece que não é só você que tem boca suja nesse mundo...”

Cala. A. Boca. Pilha.

Calei”

—Desculpa...É que não costumo ser tolerante no transito...Ainda mais com esses motoqueiros...—Ele resmungou respirando profundamente.

—Tudo bem...Também não costumo ser tolerante no transito...Nem na escola...Nem na rua...Nem em casa. —Falei, e na medida que eu ia falando minha voz ia ficando mais baixa.

—Você deve ser uma menina bem...Amável...—Ele disse ironizando sorrindo de canto.

—Bota amável nisso. —Falei sorrindo ironicamente, me lembrando do que eu fiz com a Layla.

Depois disso um silencio se instalou, mais não era perturbador, era apenas...Silencio, um silencio bom, bom para refletir, Espanquei Layla, Peter me perdôo, Braian se declarou para mim e também me perdôo, estou com um estranho que sabe coisas sobre mim mesmo sem eu conhecê-lo, terei um almoço com o Charles, um almoço super tenso o qual se eu pudesse fugiria, só eu que acho minha vida uma roda gigante? As vezes em cima depois no fundo, feliz, triste, livre, presa, realizada, depressiva...Eu estou realmente considerando a hipótese de que minha vida é um lance bipolar...

—Chegamos. —Ouvi ele murmurar, ficando com o semblante tenso ao fixar a porta da minha casa.

—Hãn...Eu te convidaria para entrar, mais nem te conheço, e também algo me diz que você não aceitaria o convite. —Falei dando de ombros.

—É, eu não aceitaria... Eu te ligo, tchau Rosinha. —Ele disse se aproximando, beijando o topo da minha cabeça em um movimento delicado.

—Tchau. —Sussurrei confusa, saindo do carro imersa em meus pensamentos.

Rosinha...Mais em que porra de lugar eu ouvi essa apelido? Porque sinto essa maldita sensação de dejavú?!

Me virei e o vi arrancando com o carro,suspirei frustrada porque eu continuava sem respostas, entrei em casa e estava tudo limpo, arrumado, e perfumado, por um instante pensei que tinha entrado na casa errada, mais essa idéia foi anulada quando avistei um porta retrato da minha mãe abraça com o Charles

Franzi o cenho desconfiada com toda aquela arrumação, uma musica lenta, e clássica tocava no recinto, dando á minha casa uma aparência “organizada e feliz”, duas coisas que minha casa nunca fora.

— Meu Deus.... Essa é realmente minha casa? —Murmurei para mim mesma.

Ainda em pânico subi as escadas, fixando tudo os redor, vendo cada lugar limpo, vasos de flores, incensos, tapetes novos, janelas limpas, chão perfumado...

Entrei no meu quarto e tomei um susto.

—CARALHO ! —Gritei dando um pulo para trás.

Estava tudo impecavelmente limpo e cheiroso, minha cama estava forrada com um cobertor preto com o desenho de uma caveira enorme branca no centro, meus livros estava alinhados na prateleiras, meus CDC’s, DVD’s estava alinhados em cima da cômoda, meus lápis estavam em um pote que estava na escrivaninha, junto com o ursinho que a Clar me deu, meus sapatos e roupas que antes estavam espalhados pelo o chão, estavam agora dobrados e guardados no armário.

Andei de olhos arregalados, em direção ao banheiro, abri a porta e quase falei outro palavrão, o banheiro estava brilhando, cheiroso e organizado, com sabonetes no lugar, papel, toalha, shampoo’s condicionador,tudo novo e arrumado.

Fechei a porta e me virei encarando novamente meu quarto.

—Será que minha mãe se inscreveu em algum programa de TV que arruma casas ? — Falei coçando minha cabeça, ainda assustada com aquilo.

Olhei no relógio e falta 20 minutos para Charles chegar... Droga, odeio me arrumar correndo, bufei e fui em direção ao armário, abri e mais um espanto, minhas roupas estavam limpas, cheirosas, passadas e dobradas todas alinhadas.

—Isso já ta ficando sinistro... —Murmurei abrindo espaço entre os cabides para ver o que eu tinha ali.

Hum... Um vestido preto com rasgo? Não, isso é mais para uma festa. Uma calça jeans rasgada? Não, isso é para a escola. Um vestido branco com uma caveira de glitter? Não, é só um almoço com o idiota do Charles... ARGH!

Depois de alguns segundos achei a roupa:

http://3.bp.blogspot.com/-FTdWWsG4aWM/UB3BEx9kkII/AAAAAAAAAlI/0uot4mhXQIg/s1600/Set-2185189-500.jpg <--- ROUPA DA ROSELIE

Entrei no banheiro e logo me despi, abri o Box e entrei debaixo do chuveiro, logo senti a água fria na minha pele, fechei meus olhos aproveitando aquela sensação maravilhosa.

Sorri ao lembrar que Peter me perdoou, eu o amo, ele é como um irmão para mim, apesar do que aconteceu entre nos, eu ainda o vejo como um irmão... Um irmão que eu nunca tive.

Logo meu sorriso desapareceu, ao lembrar de como Peter gostava de brincar de Barbie com a Clar... Clar...Oh Clarie, minha querida irmãzinha, minha princesinha linda, minha pequena...Aonde você esta? Será que esta viva? Oh Clar, se você estiver morta irei morrer junto com você...

Charles... Aquele idiota, otário, imbecil, vagabundo, filho da puta, desgraçado, destruiu tudo uma vez e agora quer voltar para destruir de novo... Caramba eu só queria que minha mãe tivesse pelo o menos um “restinho de vida” feliz !!

Restinho de vida...” Ela vai morrer...Vai me deixar...Para sempre...

E aquele desgraçado do Dereck... Esta por ai... Solto... Ainda tenho ferimentos por causa daquele viado... Ele desgraçou minha vida, Charles desgraçou minha vida, minha mãe também desgraçou minha vida em partes.... Layla desgraçou minha vida... Porra todos desgraçaram minha vida... O que eu fiz para esse povo ?? Eu só posso ter feito a coroa de espinhos que Jesus usou, porque, caralho, quanta desgraça para uma só vida!

Lavei meus cabelos e logo sai da água, me sequei e depois vesti minhas roupas intimas, olhei para o buraco aonde a lamina ficava antes de Braian pega-la... Braian... Ele salvou minha vidas, duas vezes do Dereck, depois me salvou quando eu desmaiei aqui em casa, e depois me salvou da lamina... Ele sempre esta lá... Me salvando...Como se fosse um anjo... Meu anjo da guarda...

Awwn, isso foi tão lindo e gay, eu acho que você esta finalmente reconhecendo que esta apaixonada pelo o Braian Christopher Albuquerque”

Cala a boca pilha, eu não estou apaixonada... Eu só... Quero ficar á todo instante com ele, só penso nele, dou risadas quando lembro das nossas discussões, sonho com ele todas as noites, nossos beijos não saem da minha cabeça, e eu não vejo a hora de beijá-lo novamente... Isso não é amor.

“Não imagina !! Isso é ódio, Se toca Roselie, isso se chama “amor”, você esta amando, simples.”

Não é simples, eu não posso amá-lo... Não posso.

“Porque não?!”

Ignorei a pilha e resolvi terminar de me arrumar, vesti aquela roupa e sai do banheiro, andei ate a cômoda e peguei meu lápis de olhos e rimel que estavam dentro de um bote, passei lápis e rimei fortes, e penteei meus cabelos, os deixando soltos, suspirei, me preparando, fisicamente, mentalmente e espiritualmente para o que iria acontecer, e sai do quarto, tentando não pensar na “hipótese” de amar o Braian.

Assim que cheguei nos primeiro degraus, senti um cheiro maravilhoso, um cheiro que fez meu estomago implorar por comida, inalei aquele cheiro, ate meus pulmões se entupirem com aquilo, sorrir em sensação de prazer e terminei de descer os degraus, completamente apaixonada por aquele cheiro.

—MÃAAAE, TA COZINHANDO O QUE AI? O MANJAR DE DEUS ! —Falei correndo em direção á cozinha, sentindo o cheiro se intensificar mais ainda.

—Oi filha, nem vi quando você chegou...Ah, nada de mais, eu fiz lasanha, purê de batatas, porção de camarão, escondidinho, carne com batata, macarronada com almôndegas, frango grelhado, peixe a milanesa, e de sobremesa torta de pêssego.

— NADA DE MAIS? — Gritei indignada. —Mãe, isso vai ser um almoço pro Charles, ou você vai alimentar a áfrica !?

—Nossa Roselie, como você é exagerada ! —Minha mãe disse revirando os olhos.

—Perai... Eu sou exagerada !!? —Falei indignada, cutucando minha barriga.

Minha mãe me olhou por alguns instantes, e ai soltou uma gargalhada, andando em direção ao fogão, aonde algo cozinhava, sorria o ouvir aquele som, o som da risada da minha mãe... O som que eu nunca mais ouvirei quando ela se for...Quando ela morrer.

Afastei esses pensamentos, e caminhei ate o sofá, liguei a TV e a minha alegria aumentou ate o nível 1.0000000.

—BOB ESPONJA MEU AMOR !!! —Berrei me jogando no sofá, aumento o volume da TV no Maximo.

—VOCÊS ESTÃO PRONTAS CRIANÇAS? ESTAMOS CAPITÃO, EU NÃO OUVI DIREITO, ESTAMOS CAPITÃO, OOOH, VIVE NUM ABACAXI E MORA NO MAR, BOB ESPONJA CALÇA QUADRADA, TEM A COR AMARELA E ESPIRRA A ÁGUA, BOB ESPONJA CALÇA QUADRADA, SE NENHUMA BOBAGEM É O QUE VOCÊ QUER? BOB ESPONJA CALÇA QUADRADA, DIABRURAS Á BORDO E PROBLEMAS COM PEIXE? BOB ESPONJA CALÇA QUADRADA, BOB ESPONJA CALÇA QUADRADA, BOB ESPONJA CALÇA QUADRADA, BOB ESPONJA....CALÇA...QUADRADA !! — Cantei gritando,dançando de forma desajeitada no sofá, assim que a musica acabou me joguei no sofá, ficando de qualquer jeito, fixando firme meus olhos na tela.

—Você é doida. —Ouvi minha mãe resmungar da cozinha.

—Shhh, o bob esponja esta falando ! —Fiz sinal para ela fazer silencio, e sorri ao ouvir aquela voz sexy do bob....SQN.

DIM DOM, DIM DOM.

—Roselie, atenda para mim, estou ocupada aqui ! —Minha mãe disse da cozinha.

Merda...—Resmunguei. —ENTRA AI, TA ABERTO !! —Berrei não tirando os olhos da tela.

— Eu sou um amendobobo! —O Bob Esponja disse, em um tom dramático.

—Não chore Bob Esponja,eu também sou uma amendoboba, por você meu amor. —Falei ouvindo a porta se abrir e fechar em seguida.

—Então quer dizer que eu estou sendo traído com o Bob Esponja? —Ouvi uma voz rouca, a voz que não sai da minha cabeça, que esta sempre nos meus sonhos, a voz que me deixa louca, a voz que faz meu coração pular...

—Braian ! —Falei me levantando do sofá rapidamente, quase caindo, sorri ao ver ele, escorado perto da porta, ele estava absolutamente lindo e sexy, com terno preto, cabelos bagunçados o deixando ainda mais sexy, mordi meu lábio ao imaginá-lo na minha cama.

—Roselie...Não morda o lábio. —Ele disse sussurrando, por um instante vi o desejo nos seus olhos.

—Então deixa eu morder o seu. —Falei também sussurrando, sentindo o fogo me consumir.

Em instantes sou prensada contra uma parede e sinto os lábios de Braian sobre os meus, seu beijo não é feroz, nem calmo, é excitante, com desejo, ele deslizou suas mãos para a minha cintura, e a segurou possessivamente, me juntando ainda mais á ele, seus lábios eram urgentes e habilidosos, explorando cada parte da minha boca, me deixando louca.

Levei minha mão á sua nuca e a outra ao seu ombro, o qual eu levemente arranhei, ouvi seu gemido de aprovação, e o beijo se intensificou, droga, eu queria arrancar a roupa dele ali mesmo, logo o ar se fez necessário, mordi seu lábio fortemente, e o senti apertar minha cintura mais ainda, logo nos separamos, nos encaramos por alguns segundos e ele colou sua testa na minha.

—Que cheiro bom. —Ele disse ofegante, com a testa colada na minha e de olhos fechados.

—É...—Sussurrei, incapaz de dizer algo á mais, também fechando meus olhos.

—Querida quem era...Oh...Desculpem—Ouvi minha mãe falar, e senti um pouco de maliciosidade no seu pedido de desculpas.

—Olá Sra. Wengs. Eu que peço desculpas. —Braian disse se afastando de mim, andando em direção á minha mãe, sorrindo e a abraçando.

Desde quando eles tem tanta intimidade assim!?

“Ciúmes da própria mãe !!”

Claro que não pilha, não viaja !!

“Sei...”

— Como você esta querido? —Minha mãe perguntou sorrindo, assim que eles se separaram.

—Estou bem, na verdade estou bem melhor agora. —Ele disse sorrindo e me lançando um breve olhar.

—Ta bom, mãe vai terminar o almoço porque estou com fome. —Falei tentando esconder meu constrangimento e voltando a minha atenção para o Bob Esponja.

Logo senti alguém sentando ao meu lado, sorri ao sentir mãos fortes me puxando, me aproximei de Braian, e deitei minha cabeça na suas pernas, logo ele começou a acariciar meu cabelo, fazendo um carinho bom e delicado, que estava me dando sono.

—Eai... Como foi com a Layla? —Falei com nojo e raiva só de pronunciar o nome daquela coisa não identificada.

—Bem... Ela esta machucada obviamente... Mais vai ficar bem. —Braian disse com o tom de voz tenso.

—Porque tenho a impressão de que você esta escondendo algo de mim ? —Falei virando minha cabeça para encará-lo.

—Ela... Disse que me ama... Apesar de tudo. —Ele disse sussurrando, como se sentisse culpado.

—Hum... Dana-se, ela mereceu. —Falei dando de ombros.

—Você não tem sentimentos ? —Braian perguntou sorrindo, indignado.

—Sim, tenho sentimentos por você. —Falei super séria, fixando seus olhos.

O sorriso de Braian desapareceu, e ele ficou com uma expressão seria, me olhando com intensidade, só então eu percebi o que eu havia dito... Porra, o que deu em mim para dizer aquilo?

Arregalei levemente meus olhos surpresa comigo mesma, me levantei, e fiquei sentada, olhando para o chão, imersa nos meus pensamentos.

Burra, inútil, imprestável, idiota, babaca, vadia...É isso que eu sou.

Mais, de repente, sou deitada no sofá e sinto o corpo de Braian em cima do meu, com o rosto á centímetros do meu, ele ainda esta serio, me olhando penetrante, como se pudesse ver minha alma, e isso me magoou, pois minha alma é apenas uma coisa podre, fedorenta, e quebrada, não é nada bonita de se ver.

—Eu te amo...—Ele sussurrou, á centímetros do meu rosto, fixando meus olhos.

Acabei com a distancia entre nos, beijando seus lábios com ferocidade, ele entrelaçou suas mãos na minha, colocando-as em cima da minha cabeça, sem cortar o beijo, brigávamos para ver quem explorava mais a boca do outro, em um beijo feroz, e intenso, um beijo que acendeu tudo em mim, assim que o ar se fez necessário ele descolou seus lábios do meu e desceu os beijos para o meu pescoço, ora beijando, ora mordendo, me deixando arrepiada.

Logo depois voltou á me beijar na boca, agora mais calmo, com sutileza, me fazendo suspirar, ele beijava com uma habilidade que eu não possuía, um jeito de beijar que me enlouquece, que me faz admitir á mim mesma: Merda, eu estou apaixonada.

—Melhor agente parar... —Ele disse com a voz super rouca, se afastando um pouco de mim.

—Porque? Estou te deixando excitado Braian? —Falei em um tom provocativo, sorrindo ao perceber que seus lábios estavam avermelhados por causa da minha mordida.

—Não me provoque Roselie. —Ele disse fechando os olhos por breves segundos, como se quisesse se controlar.

—Porque? Vai me atacar? —Provoquei um pouco mais, soltando uma gargalhada ao ouvir um gemido vindo dele.

—Mais tarde Roselie... Mais tarde você vai se arrepender de ter me provocado, eu prometo. —Ele disse sussurrando no meu ouvido, logo em seguida mordendo meu lóbulo e se afastando, me deixando toda arrepiada.

DIM DOM, DIM DOM.

—É ele !! —Minha mãe disse toda saltitante, saindo da cozinha, ela parou no meio do caminho e começou a arrumar o cabelo, umedecer os lábios, ajeitar a roupa.

—Ah, pelo o amor de Deus, é só o Charles, não é nenhum príncipe encantado !! —Falei revirando os olhos, me levantando do sofá e andando em direção á porta.

A abri e vi ele, o cara que desgraçou minha vida, da minha mãe, e da Clar, o cara que eu mais odeio no mundo depois do Dereck, o cara que.... Tragicamente e infelizmente é o meu... “Pai”.

Ele estava usando um terno um pouco mais claro do que o Braian estava usando, seus cabelos estavam penteados para trás, de um modo bonito, ele segurava uma caixa de bombom em uma mão e na outra um buque de rosas avermelhadas, deslumbrantes, atrás dele, em frente a minha casa, tinha um carro preto lindo e brilhante, reluzente, com certeza ele roubou para ter esse carro porque... Pôw, perai né gente, ele não pode ter ficado rico assim !

—Olá filha. —Ele disse sorrindo, tentando me abraçar.

—Opa, perai, nada de aproximação ! —Falei me esquivando, indo pro lado.

—Roselie !! —Ouvi minha mãe me repreender atrás de mim.

Oh...Você esta linda querida. —Ele disse sorrindo feito bobo, passando por mim e indo em direção á minha mãe. —Isso é pra você. —Ele estendeu as flores e os bombons.

—Claro, bombons e flores... Que clichê, meio sem criatividade né Charles ! —Falei fechando a porta, fixando Braian que tentava segurar a risada.

—Também senti sua falta filha. —Ele disse sorrindo ironicamente.

—Morra, por favor. —Falei revirando os olhos, indo em direção ao sofá e me sentando.

Logo Charles se sentou também no outro sofá com minha mãe ao lado dele, ele ficava acariciando o rosto da minha mãe, sorrindo, sussurrando coisas, do tipo : Você esta linda, eu te amo, não vou mais te abandonar, eu prometo.

E o pior,ela estava acreditando em tudo !!!

—Hã...Quem é esse? —Charles perguntou finalmente percebendo a presença de Braian, que tinha as mãos entrelaçadas com as minhas.

—Esse é o Braian, Braian esse é o...Charles. —Falei já desconfortável com a presença de Charles.

—Olá Sr. Charles. —Braian disse se inclinando para apertar a mão do Charles.

— Olá Braian... Hum... Vocês estão namorando ? —Charles perguntou franzindo o cenho, assim que Braian se endireitou ao meu lado.

Arregalei meus olhos e fixei Charles com um olhar mortal, como ele faz uma pergunta dessa?! Quer dizer... Braian não me pediu em namoro... Na verdade eu nem sei qual é a nossa relação... Nem sei se temos mesmo uma relação séria... É tão complicado.

—Sim, estamos. —Braian disse antes que eu pudesse responder, ele pegou minha mão e entrelaçou com a sua.

Olhei para ele com um olhar de interrogação, ele olhou para mim e sorriu tranquilamente, logo voltando á olhar para o Charles.

—Como a minha filha mais velha esta namorando e eu não to sabendo disso ?! —Charles disse indignado.

—Porque, no dia que Braian venho aqui para me salvar, você nem se preocupou em saber quem era ele, eu estava desmaiada no colo dele e a única coisa que você disse foi “Não entre mais na minha casa” , tipo, se ele fosse um seqüestrador eu já estaria morta ! — Falei sorrindo ironicamente, apertando a mão de Braian para controlar minha vontade de xingar Charles.

Oh...Você é o menino daquele dia... Hum... Me perdoe por aquilo, eu não estava bem, e estava um pouco bêbedo. — Charles disse fixando o chão, com a expressão séria.

—Aah, claro, agora ele vai colocar a culpa no álcool, bem típico. —Falei revirando os olhos.

—Roselie... Por favor, quer colaborar? —Minha mãe disse massageando a cabeça em sinal de que estava cansada daquilo.

—Olha, eu pedi para minha mãe te convidar para o almoço porque ela implorou, porque, se fosse por mim, você nunca mais entraria nessa casa Charles, não adianta você vir com esse “Visual de homem e pai perfeito” porque isso não cola comigo, você pode ate voltar com a minha mãe, pode ate mesmo voltar á morar nessa casa, mais eu quero que você fique sabendo de uma coisa, eu nunca mais vou te perdoar, e nunca mais vou te considerar como um pai, para mim você é apenas um homem, desgraçado, que acabou com a minha vida, a vida da minha mãe e a vida da minha irmã, então, agente vai almoçar, e eu te peço, não me chame de filha, e nem tente recuperar nossa relação familiar, porque se você fizer isso, eu vou obrigada á mandar você se foder e te expulsar daqui, agora vamos almoçar porque eu to com fome. —Falei com um tom seco, me levantando e puxando Braian junto comigo.

Charles, Braian e mamãe, ficaram paralisados, me fixando, suspirei e andei em direção á cozinha, puxando Braian comigo, assim que chegamos me sentei, Braian sentou ao meu lado, logo em seguida Charles chegou e se sentou de frente comigo, minha mãe nos serviu, e se sentou do lado de Charles, que estava calado e pensativo, olhando para um ponto qualquer.

—Nossa... Quanta coisa. —Braian sussurrou no meu ouvido, surpreso.

—Exageros da minha mãe. —sussurrei de volta, sorrindo.

—Roselie, faça a prece. —Minha mãe disse se sentando e sorrindo para o Charles.

—O que?! —Falei a fixando com indignação.

—Faça. A. Prece. —Ela disse cada frase pausadamente.

—Olha mãe... Eu já fiz muitas coisas ruins, não sei se é uma boa idéia... Não seria tipo.. Desrespeito com Deus? —Falei levantando uma das sobrancelhas.

—Que bobagem Roselie, Deus ouve á todos, desde um pastor até uma prostituda, ele ouve á todos, agora, faça logo a prece. —Minha mãe falou me lançando um olhar autoritário.

Bufei e peguei a mão de Braian, que pegou a mão da minha mãe, que pegou a mão de Charles, que estendeu a outra mão para pegar a minha, desviei minha mãe, para não pegá-la na dele, minha mãe me olhou e fiz uma cara de “Roselie, por favor, colabora”, bufei e peguei a mão de Charles, formamos uma corrente, todos fecharam os olhos e eu comecei.

—Senhor, no dia de hoje, queremos te agradecer por tudo, por cada dia de vida, por todas as vezes que o senhor nos livrou do mal, pela a nossa moradia, pela a nossa família, nos te agradecemos por tudo que temos, e por tudo que ainda iremos conquistar, te agradecemos por esse alimento, obrigado, amém. —Falei e logo todos falaram amém também, assim que soltamos ás mãos, começamos á comer, tranquilamente.

—Então... Charles, por onde você andou. —Falei provocando, quero ver qual mentira ele ira inventar agora.

—Londres. —Ele disse me olhando com a expressão séria.

—KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK’ — Soltei uma gargalhada alta e forte, contagiando minha mãe e Braian. — Ai ai, você é tão engraçado. —Falei tomando fôlego assim que parei de rir.

—Não estou brincando Roselie, eu estava em Londres. —Ele disse me olhando com as sobrancelhas erguidas.

—O que você estava fazendo em Londres querido ? —Minha mãe perguntou com a expressão confusa.

—Depois que eu fui...Embora, eu fiquei sem lugar pra ir, e então eu lembrei de um primo meu que mora em Londres, chamado Russef, eu contei tudo que aconteceu e ele resolveu me ajudar, me convidou pra morar com ele em Londres, eu aceitei, depois de alguns dias, Russef perguntou se eu sabia fazer alguma coisa, assim ele poderia arrumar um emprego pra mim, falei que eu fazia contabilidade, ele achou interessante e me ofereceu um emprego na empresa dele, eu comecei a cuidar da contabilidade da empresa, algum tempo depois ele começou a gostar do meu trabalho, e me convidou para ser sócio dele, obviamente eu aceitei... E agora estou aqui. —Charles disse sorrindo, fixando eu, Braian e minha mãe calmamente.

— Nossa...—Falei não muito convencida, encarando minha mãe que sorria toda abobada para Charles. —Se você estava morando em Londres, sendo sócio de uma empresa, tendo uma vida boa...Porque voltou? —Falei franzindo o cenho, confusa e intrigada.

—Porque eu amo a sua mãe, amo você, e amo a Clarie, não consegui ficar longe de vocês como prometi que faria...E também porque, como Clarie esta morta, sua mãe precisa de apoio, por isso estou aqui. —Charles disse ficando com o semblante triste.

Cuspi o suco que eu estava bebendo e encarei Charles como se ele fosse um bicho preguiça dançando samba.

—O que você disse? —Falei ainda em choque, encarando Charles com intensidade.—Clar não esta morta, de onde você tirou essa idéia maluca!? —Falei sentindo todo meu corpo tremer.

—Roselie, se Clarie não esta morta, então porque já se passaram meses e ninguém ligou pedindo resgate ? —Charles disse mantendo o tom de voz calmo e controlado.

—CALA A BOCA, CALA ESSA MALDITA BOCA !!! —Berrei me levantando, perdendo totalmente o controle.

—Roselie, calma...—Braian disse se levantando, tentando me segurar.

—Clarie esta viva, eu sei que esta. —Murmurei abaixando o tom de voz assim que senti a mão de Braian me segurar.

Olhei para Charles e ele estava com uma expressão de espanto e tristeza ao mesmo tempo, respirei profundamente e sussurrei para que Braian me tirasse dali, e assim ele o fez, me levou ate o meu quarto, em silencio.

POV CHALRES*

Eu estava me esforçando ao Maximo, ignorando as provocações de Roselie, tentando manter o clima razoável, mais perdi meu controle quando lembrei de Clarie, minha menininha, minha princesinha que agora estava possivelmente morta... Não tenho esperança e nem motivo para crer que ela ainda esta viva, o melhor á se fazer á aceitar logo esse maldito fato... De que eu perdi minha menininha para sempre... Fim.

—Se a sua intenção era estragar o almoço, parabéns você conseguiu.

—Ah, querida, eu só falei a verdade. —Falei fixando meu prato ainda cheio de comida.

—Clarie esta viva Charles. —Ela disse me fixando com firmeza, pegando em minhas mãos.

—Como você tem tanta certeza?! —Falei irritado, afinal, fica se iludindo só vai machucá-la mais.

—Braian tem certeza de que Clarie esta viva Charles. —Ela disse sorrindo tristemente, fixando um ponto qualquer.

—O que Braian tem haver com isso ?? Ele nem devia estar metido nisso, é um problema de família. —Falei entre dentes, afinal, Braian esta iludindo elas.

—O que ele tem haver com isso? —Ela repetiu minha pergunta em um tom indignado. —Eu vou te falar o que é que ele tem haver com isso ! Roselie passou por muitas coisas, muitas coisas mesmo, e nem eu e muito menos você estávamos aqui para apoiá-la, e sabe quem ficou ao lado dela, a protegeu e a ajudou? Braian, Roselie apanhou, foi estuprada, julgada, humilhada, ficou depressiva, enfrentou Peter, teve que lidar com a incerteza do estado da Clar, teve que se recuperar do coma que ela ficou no hospital, e o Braian ajudou ela em tudo isso, ficou ao lado dela em todo o tempo, ele contratou os melhores cinco detetives da cidade para procurar a Clar, contratou um advogado para ajudar a Roselie, mobiliou essa casa, e cuidou dessa casa quando eu e a Roselie estávamos no hospital... Você ainda acha que ele não tem nada ave com isso Charles? —Ela disse franzindo a testa, parecendo estar irritada.

Fixei o chão, confuso e ao mesmo tempo irritado comigo mesmo... O que eu fiz com a Roselie? A minha menininha? Minha princesa.... Eu a deixei, sozinha, sem proteção... Eu a ignorei, a abandonei, desde que criança...Ela teve que lidar com tudo, sozinha, ela se viu obrigada a manter essa casa em suas costas, teve que amadurecer rápido para cuidar de Clarie... Ao invés de eu ser um pai responsável, eu joguei toda minha responsabilidade para ela... Eu a sufoquei com meus problemas...

—Como assim... Estuprada? —Falei assim que a ficha caiu.

—Charles...Roselie foi... Estuprada, duas vezes, pelo o mesmo cara... —Ela disse com a voz embargada, e quando a fixei, pude perceber que a mesma chorava.

—Quem é o desgraçado? —Falei entre dentes, cerrando os punhos, sentindo a raiva me tomar.

—Se chama... Derick...

—Derick... Ela a estuprou? Duas vezes? —Perguntei me sentindo um inútil, fraco, impotente.

—Sim...Querido...Igual da outra vez...Derick á machucou do mesmo jeito... Do mesmo jeito que Evan machucou ela anos atrás... E mais uma vez não conseguimos impedir... Mais uma vez não estávamos lá para protegê-la...

—Shhh.. Calma querida...Calma. —Falei a abraçando, sentindo suas lagrimas molharem minha roupa.

Evan... Como eu sentia falta do meu filho...

Ah, faz tanto tempo que ele se fora, tanto tempo que o mandei emboradessa casa... Por onde será que ele anda? E Roselie, minha menininha... Passou por isso sem mim... Eu não a protegi, não a ajudei.... Como eu sou um idiota !!

POV ROSELIE*

Assim que chegamos no meu quarto Braian trancou a porta, ainda me segurando pela a cintura, depois me levou ate a cama e me sentou ali, me fixando, tentando ler meus pensamentos.

Olhei para ele e sorri, sorri porque... Pude perceber que... Por mais que tenham acontecido coisas comigo, eu tenho sorte... Sorte porque tenho Braian comigo, me ajudando, e me amando...Meu Braian.

—Braian...Fale pra mim que Clarie esta viva... Porque se ela estiver morta, eu vou morrer junto...—Falei fixando o chão, cogitando a idéia de Charles esta certo.

—Pequena. Clarie esta viva, e eu vou achá-la. —Ele disse acariciando meu braço, sem tirar o olho de mim.

Sorri e o encarei, ele é tão lindo, com seus cabelos loiros, olhos azuis, pele branca, seus lábios carnudos e avermelhados são convidativos, traços fortes que marcam cada ponto de seu rosto, o deixando com um ar de sensual, tudo nele me atrai, e isso me intriga, e me irrita, porque parece que quanto mais eu luto para me afastar mais eu me apego... Isso é esquizofrênico.

—Você é lindo...—Sussurrei, acariciando seu rosto.

—Não, você que é. —Ele disse sorrindo, fixando meus lábios.

Fixei seus lábios que estavam entre abertos, e logo estávamos nos beijando, de um jeito único, um jeito só nosso, um jeito incapaz de se descrever, um beijo que transpassava nosso sentimento, que nos mantêm em um mundo só nosso, um beijo apaixonado.

Braian se inclinou sobre mim, me fazendo deitar na cama, sem desgrudar nossos lábios, passei meus braços pelo o seu pescoço, o trazendo para mais perto de mim, senti suas mãos passeando pelo o meu corpo, me causando arrepios e sensações maravilhosas.

Senti sua mão ir de encontro ao meu shorts, ele desamarrou o nó para logo em seguida o tirar, me inclinei para ajudá-lo a tirar o shorts, sem em nenhum momento desgrudar de seus lábios, quando o ar se fez necessário, nos separamos, e nos encaramos por breves segundos.

Ele sorriu, um sorriso perverso, e começou a beijar meu pescoço, inclinei minha cabeça para o lado, dando mais acesso á ele, peguei a barra da sua blusa e a puxei para cima, ele levantou os braços, me ajudando á tirá-la, voltando a atacar meu pescoço logo em seguida.

Senti suas mãos indo ate a barra da minha blusa, a qual ele levantou tirando de mim logo em seguida, me deixando assim só de calcinha e sutiã, ele se afastou e fixou meu corpo, com um olhar faminto e malicioso.

—Você é perfeita. —Ele sussurrou, mordendo o lábio, me encarando dos pés á cabeça.

—Cala a boca e me beija ! —Falei puxando sua cabeça para perto de mim, o beijando logo em seguida.

Logo suas mãos foram para o feixe do meu sutiã, o qual ele abriu com um habilidade incrível, e sem pressa alguma, ele desceu seus lábios ate meu seio esquerdo, o chupando ferozmente.

Joguei minha cabeça para trás, sentindo seus lábios provocando meu seio, enquanto sua mão apertava meu seio direito, soltei um gemido baixo, ai senti um tremor leve, ele estava me torturando, revezando entre os seios, ora chupando, ora mordendo, ora apertando, me deixando em êxtase.

Logo depois voltou a me beijar, com intensidade, senti sua ereção cutucar minha barriga, ele esfregou sua ereção em mim, me mostrando o tanto que ele me desejava, e isso que excitou mais ainda, eu o quero, quero ele dentro de mim, eu quero senti-lo.

Suas mãos desceram pela a lateral do meu corpo, ate chegar á minha calcinha, ele enfiou a mão por dentro e tocou meu sexo, me fazendo arfar em seus lábios.

—Esta tão molhadinha pra mim...—Ele falou em um tom rouco, em meu ouvido, mordendo meu lóbulo logo em seguida, me fazendo arrepiar.

Ele voltou a me beijar, e rasgou minha calcinha, a jogando em algum canto, sorri sobre seus lábios, levei minhas mãos ate a sua calça, e abri o zíper, depois fui descendo sua calça com a ajuda dos meus pés, mordi meu lábio ao sentir mais uma vez sua ereção, levei minhas mãos ate a sua ereção e a pressionei sobre o tecido da Box que ele estava usando.

Ouvi seu gemido, assim que apertei sua ereção, estava tão duro, que senti vontade de arrancar aquele tecido e metê-lo dentro da minha boca, continuei acariciando sua ereção, sem cortar os beijos, e suas mãos apertavam minha cintura mais fortemente, possessivamente, me excitando cada vez mais.

—Roselie...—Braian sussurrou, mordendo meu lábio.

Com a ajuda dele tirei sua Box, e fixei sua ereção, Oh meu Deus, que homem... Ele é tão grosso, e grande... Eu o quero, quero de todas as maneiras possíveis, eu o quero dentro de mim, aqui e agora.

—Roselie, você esta mordendo o lábio...—Braian diz sorrindo maliciosamente, me penetrando com seus dois dedos.

—Ah...Braian...Por favor ! —Falei rebolando em seus dedos, jogando minha cabeça para trás.

—O que você quer ? —Braian diz aumentando o ritmo de seus dedos, me fazendo gemer mais alto.

—Você...Eu quero você !! —Falei um pouco alto demais, sentindo meu corpo tremer.

Ele tirou seus dedos, e gemi em frustração, Braian colocou os dedos dele dentro da minha boca, e sem pensar duas vezes, comecei a chupar seus dedos, sentindo meu gosto, Braian me olhava com luxuria e desejo, sem agüentar mais, ele abriu minhas pernas, e se posicionou no meio delas, colou seus lábios nos meus, urgentes.

Ele me penetrou com força, profundamente, descolei nossos lábios e soltei um gemido alto, sentindo a sensação de tê-lo dentro de mim, ele ficou parado um tempo, esperando eu me acostumar com ele.

—Roselie...Você é tão apertada. —Ele disse sussurrando, falando com dificuldade, apertando fortemente minha coxa.

Depois de alguns segundos, movi meu quadril levemente, e Braian percebeu, ele começou a se movimentar, forte e profundo, tão gracioso, e sexy, eu enlouquecia, ouvindo seus gemidos perto do meu ouvido, suas palavras sujas, o modo como ele me chamava, tudo se juntava e me deixava louca, inconsciente.

Seus movimentos foram se intensificando, arranhei seus braços, gemendo loucamente, ele pegou minha perna esquerda e a levantou, dando mais acesso a ele, entrando mais profundamente dentro de mim, gemi alto ao senti-lo mais fundo, meu corpo tremia e se arrepiava, meus gemidos estavam descontrolados, eu não estava me importando se meus pais ouviriam algo, naquele momento só existia eu e Braian, apenas nos dois.

—Isso Roselie...Dê pra mim...—Braian disse rosnando perto do meu ouvido.

Suas palavras me excitavam, e senti-lo ali, tão forte e fundo, me fazia feliz, joguei minha cabeça para trás sentindo a sensação intensa de tê-lo ali, em alguns segundos, Braian me vira de bruços e me penetra logo em seguida de uma vez, solto um gemido alto, apertando os lençóis á minha volta.

—Você é minha, só minha, repita ! —Braian diz ordenando no meu ouvido, sussurrando de um jeito sexy, um jeito só dele.

—Sou sua, só sua ! — Falei gemendo, ao sentir ele aumentar o ritmo.

Gritei ai sentir ele me dar um tapa forte na bunda, e logo em seguida gozei fortemente, sentindo meu corpo tremer violentamente, me levantando á outro mundo, eu não ouvia nada, nem meus gemidos nem os do Braian, só sentia uma sensação maravilhosamente incrível.

Braian dá mais algumas investidas e chega ao clímax, gemendo alto, e apertando minha cintura tão forte, que creio que ficará uma marca, mais isso não importa, o que importa é que agora somos um, dois corpos, que formam um só, dois corações, uma paixão, duas vidas, um futuro.

Ele cai do meu lado ofegante, me viro para encará-lo, também ofegante, seu peito sobe e desce em um ritmo calculado, ele tenta normalizar sua respiração, assim como eu, ele vira a cabeça e me encara, seus olhos brilham ao encontrarem o meu, e um sorriso bobo surge em minha face.

—Eu te amo… —Eu falo, admitindo para mim mesma e também para ele.

—Eu te amo. —Ele diz repetindo minha frase, me puxando para deitar em seu peito.

Me deito em seu peito ouvindo seu coração bater rapidamente, sua mão acaricia minha face, eu levanto minha cabeça encontrando com seus olhos novamente, ele se aproxima e me beija, um beijo calmo, sereno, um beijo que me fez ter certeza, de que Braian é o amor da minha vida.

Dormimos assim, abraçados um no outro, enrolado um no outro, sorrindo um pelo o outro.

[...]

Ouvi um maldito passarinho cantando, me acordando do meu sono precioso, relutante abro meus olhos, vendo a luz incomodar meus olhos, gemo ao sentir uma dor no meu baixo ventre, sorrio ao lembrar do que aconteceu.

Olho para o lado e lá esta ele, dormindo, calmamente, e serenamente, parece um anjo, ele parece tão tranqüilo assim, acaricio sua face, inalando seu cheiro e o meu, que estão misturados, inundando o quarto.

—Bom dia. —Ele diz com a voz rouca, e grave, ainda de olhos fechados.

—Bom dia, pensei que estava dormindo. —Falei sorrindo feito boba, a voz dele fica linda quando ele acorda

—Dormiu bem? —Ele perguntou abrindo os olhos e me fixando, sorrindo tranquilamente.

—Foi a melhor noite da minha vida. —Falei sorrindo, lhe dando um Celinho.

Ele sorriu e ia falar algo mais seu celular tocou, ele me deu um selinho rápido e se levantou caminhando ate a cômoda, o segui com meu olhar, fixando aquele corpo perfeito, musculoso, forte e grande, como um menino assim pode gostar de uma menina sem graça e sem sal como eu? Mordi meu lábio ao ver seus músculos se moverem junto com ele.

—Roselie pare de me olhar assim. —Braian disse ainda de costas, pelo o seu tom ele estava se divertindo.

—Porque? —Perguntei surpresa, ele tem olhos nas costas por acaso!?

—Porque se não eu vou voltar para essa cama e vou comê-la de todas as formas possíveis. —Ele disse se virando e sorrindo maliciosamente para mim.

Fiquei sem reação, intacta, como ele diz uma coisa dessas pra mim? Senti algo latejando, e deduzi que eu estava excitada, droga...

—Alô. —Ele disse sorrindo, ainda me encarando, atendendo o telefone que tocava freneticamente. —Sim, sou eu...—Logo seu sorrindo foi desaparecendo, dando lugar á uma expressão tensa e séria, ele me encarou e sorriu tristemente, isso me deixou preocupada. —Ok...Tudo bem...Ás 12:45 no aeroporto. —E assim ele desligou o celular, encarando o aparelho em suas mãos.

—Braian... O que foi? —Perguntei confusa, me sentando na cama, coberta pelos os lençóis.

Braian pegou suas roupas do chão e se vestiu, sem olhar para mim, depois que ele terminou, ele finalmente me encarou e se aproximou da cama, se sentando ao meu lado, acariciando minha face com seu polegar.

—Eles tem uma pista de onde a Clarie pode estar. —Braian sussurrou me fixando com a expressão tensa.

—Sério!? Isso é ótimo ! —Falei sorrindo com empolgação, mais logo meu sorriso foi desaparecendo e eu encarei Braian, que tinha um olhar triste na minha direção.— Mais, porque parece que você esta triste? —Falei franzindo o cenho, confusa e preocupada.

—Roselie... Lembra que eu disse que iria chegar uma hora em que eu teria que ir, para procurar a Clarie? —Braian perguntou e eu assenti, ainda confusa. —Então, essa é a hora...Eu vou ter que ir embora Roselie...

O encarei fixando seus olhos, o que? Ele quer ir embora? Como assim!? Não, não, não, ele não pode!

—Não....Não você não vai ! Braian por favor, fica ! Não vai ! —Falei o abraçando fortemente, sentindo um desespero em meu peito.

—Rose... Eu tenho que ir... Preciso achar a Clarie. —Ele diz me abraçando fortemente, afundando seu rosto entre os meus cabelos.

—Você...Vai v-voltar? —Falei gaguejando, sentindo vontade de chorar, mais que droga esta acontecendo comigo!!?

“Você esta amando, esta completamente apaixonada, que pena queridinha, o amor te pegou”

Não é uma boa hora para brincadeiras pilha, ok? Suma um pouco por favor.

“Tudo bem...”

—É claro que eu vou voltar, eu vou achar a Clarie, e vou trazê-la pra você, ok? —Braian disse pegando em meu queixo, levantando meu rosto me fazendo encará-lo.

O fixei um bom tempo, sem dizer nada, apenas memorizando seu rosto, sorri fracamente e assenti.

—Eu te amo, e aconteça o que acontecer, eu sempre vou te amar. —Ele disse sussurrando, colocando uma mecha do meu cabelo para trás da orelha.

—Eu também te amo, e nada vai acontecer. —Falei tentando transpassar segurança.

Ele sorriu e colou nossos lábios, em um beijo calmo, sereno um beijo de....Despedida.

Assim que nos afastamos, Braian me abraçou fortemente mais uma vez, poderia dizer que quase quebrou meus ossos, mais não me importei, ele esta indo embora, para um lugar desconhecido, e não tem data para voltar...

Ele me fixou e sorriu, se inclinou e beijou minha testa, em um gesto delicado, acariciou minha bochecha com o polegar, fixei seus olhos, e vi, uma solitária lagrimar rolar por sua face, ele se levantou da cama lentamente, sem tirar seus olhos dos meus, e foi andando ate a porta, de costas, me fixando, como se estivesse aproveitando cada segundo.

Ele acenou, e eu sorri, ou pelo o menos tentei sorrir, e acenei, ele abriu porta e me olhou uma ultima vez, saindo logo em seguida, fechei meus olhos fortemente, sentindo dificuldade para respirar, gemi e me levantei da cama, indo ate a janela.

E o vi, ele caminhou ate o carro e abriu a porta, parou, virou para a minha janela, e me olhou mais uma vez, por breves segundos, e então entrou no carro, arrancando logo em seguida, fiquei ali, parada na janela, vendo seu carro desaparecer no horizonte.

Aonde ele vai? Aonde Clarie pode estar? Braian corre perigo? Quando ele vai voltar? Como vou ficar aqui sem ele? Quanto tempo terei que esperar?

As perguntas rondavam minha mente, me fazendo ficar sufocada, deslizo para o chão lentamente, e coloco minha cabeça entre as mãos, nenhum choro sai, nenhuma lagrima, apenas meus gemidos, de dor, de angustia... Meus gemidos de incerteza.

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Notas finais
E então... Gostaram? Pois é, Braian se foi, será que ele vai voltar? será que Clarie esta viva? Com quem ela esta? E a Roselie, como ela ficará esse tempo sem Braian? Peter finalmente perdoo Roselie, mais será que ele estará disposto a confortar Roselie enquanto Braian estiver longe? E Charles, o que será que ele irá fazer para compensar o "tempo perdido" com a Roselie? E a mãe da Rose, quanto tempo será que ela tem de vida? RSRS', Ta chega de perguntas, MANDEM REVIEWS, QUERO OUVIR VOCÊS, BEIJOOOS !