Notas iniciais
Desculpa a demora gente D= Eu reescrevi esse capítulo três vezes porque não tinha ficado legal, espero que gostem.

POV: Jasmine.

Dessa vez não estávamos na biblioteca. Posso soltar fireworks?

Estávamos todos, menos Brandon, que, por hoje ser sábado, só vai acordar lá pela hora do jantar, reunidos no quarto de Nick, vendo vídeos engraçados sobre Minecraft.

– Livro pá nóis aprendê as coisa do mundo que nóis vive – a vozinha no computador disse enquanto martelava livros e os coletava, e todo mundo morreu de rir, menos Suzanah, que o corrigiu.

– Cara, é uma piada – eu argumentei. — os erros são propositais.

– Propositais ou não, são erros – ela retrucou.

– Aff.

– AH – um grito mais ou menos feminino veio do corredor.

– Brandon? — Angel perguntou. — O que foi?

Um minuto de silêncio.

Dois.

Três.

Brandon entrou no quarto massageando os próprios ombros, e havia uma garota ao seu lado. O que mais me chamou a atenção nela foram as roupas. Enquanto nós vestíamos algo como calça jeans e camiseta ou pijamas, a garota era toda grife e roupas caras, coisas lindérrimas que eu nem usaria pra sair de casa, por pena de acabar sujando. Mas ela não tinha cara de ser metida ou mimada, só rica.

– Essa é Scarlett Al-qualquer-coisa Roden – Brandon a apresentou com sua típica falta de entusiasmo.

– Allison.

– Certo. Eu a conheci faz cinco minutos, quando a minha teoria de que chove garotas [N/Autora: ver o último capítulo] foi comprovada. Mesmo com o teto e tal. E eu acho que desloquei a coluna, mas nada que um iratze não possa resolver.

Eu e o resto do pessoal nos entreolhamos e demos de ombros, voltando a ver o vídeo. Brandon e Scarlett se espremeram ao redor do computador conosco.

Após uns dois minutos Sophia tirou-o da tomada, impaciente com Suzanah e Scarlett corrigindo tudo que o MrPoladoful dizia.

– O que vamos fazer agora? — Emily perguntou.

Mais um minuto de silêncio.

– Verdade ou consequência? — Charlotte arriscou.

– Pode ser – Nick concordou, pegando um lápis de sua escrivaninha. — A ponta pergunta, o, hum, outro lado responde.

Nos sentamos no chão em um círculo, e Nick girou o lápis.

Faith pergunta, Antony responde.

– Consequência.

– Você está em uma boate gay – já começou estranho. — e lá estão Brandon, Scott e Nick. Quem você pegaria?

Antony ficou olhando para o nada e abriu a boca para responder, então Louise entrou no quarto.

– Hola muchachos! — ela nos cumprimentou, usando um chapéu mexicano e comendo um taco. — A Clave necessita que vocês vão caçar uns demônios.

– Quais e onde? — Tiffany perguntou.

– Uns estranhos e coloridos. O esconderijo deles é aqui perto, vocês só vão precisar de uma caroninha, e eu já a arranjei para vocês.

– Hora das roupas de gótico – Angel suspirou, marchando até o quarto para se arrumar. Todos seguimos seu gesto, menos Nick, que, bem, já estava no quarto. Até Scarlett deu um jeito de se arrumar.

Nós ficamos na frente do Instituto esperando nossa carona por uma boa meia hora, até uma van branca, com os dizeres “Fräwda Xeia” pintados com tinta preta, parar na rua à nossa frente. Um homem, ou melhor, adolescente, desceu da van e abriu a porta de trás. Ele estava todo de preto, com os cabelos despenteados (ou penteados para parecerem despenteados, vai saber), mas o que mas chamou a minha atenção nele foram os olhos, delineados e contornados de preto.

– Eu sou Rodrick Heffely. Nenhum de vocês pirralhos inúteis vai na frente. Isso é tudo. Entrem – com essa agradável apresentação, entremos na van, espremidos no chão repleto de tralhas e sem bancos. Ninguém ousou perguntar ou reclamar de nada, a não ser eu, que perguntei a altura dele, mas ele me ignorou. Fora isso, não houve conversa nenhuma durante o caminho.

A van parou em uma área completamente vazia, coberta de grama e com uma pequena estrada de terra. A única coisa naquela paisagem era um arco-íris, que alcançava o chão, e formava uma ponte em direção ao céu. Estranho. Já vi isso em algum lugar...


POV: Sophia.



Descemos da van, e fiquei com medo que Rodrick fosse embora e nos deixasse ali, porque não via nenhum demônio para estrangular e nem sinal de celular havia naquele lugar. Todos automaticamente, assim como eu, checaram seus celulares ao descerem, e quem começou o show foi Diana.


Diana: Tô sem sinal da Tim...

Emily: Tô sem sinal da Tim...

Angel: O Wi-fi do vizinho tem senha, eu me ****...

Rodrick: Tira os asteriscos, qual é o problema dos palavrões?

Scott: E não vai, e não vai...

Brandon: Minha foto no Instagram não vai...

Rodrick: Ih, usa Instagram, é gay.

Faith: Não posso nem fazer um Tweet...

Jasmine: A rede tá em edge...

Charlotte: O que eu faço agora...

Suzanah: Enquanto eu cago...

Scarlett: Se meu Face não está logado...

Rodrick: Vai arrumar uma vida social, otário.

Eu: Quero salvar o bebê com câncer...

Nick: Ele vai morrer...

Antony: Oh ele vai morrer...

Rodrick: Vocês são tudo uns pessimistas, hein.

Tiffany: Preciso compartilhar...

Emily: Essa foto agora no meu Face...

Angel: Mas a ***** tá sem área...

Rodrick: Por que só essa garota fala as frases com palavrão? E tirem logo essas porcarias de asteriscos.

Scott: Tentei ligar...

Brandon: A cobrar...

Rodrick: Além de gay é pobre, esse aí tá perdido na vida.

Faith: Mas não vai...

Rodrick: TÁ BOM, FOCO NO SEU OBJETIVO, SEU BANDO DE PALERMAS.

Piscamos, confusos, e a autora voltou a escrever com travessão e xingou o Rodrick, porque do outro jeito era mais rápido.

– Certo – Jasmine falou, observando a ponte. -, é para irmos para lá?

– Claro que é. Subam logo – Rodrick nos apressou.

– Vem cá, você não vai embora não? — Nick perguntou, direto como sempre.

– Não, preciso de novas ideias para músicas, e vocês me deram uma música inteirinha não faz nem três minutos para eu plagiar. Vou continuar com vocês, mesmo sendo retardados.

– Meresso – Tiffany suspirou. Suzanah e Scarlett, as nerds forevah, abriram a boca para falar que era com ç, mas Tiffany dispensou explicações. — Eu sei como se escreve.

– Bom, vamos lá – Charlotte começou a subir pela ponte que fazia cosplay de Restart, e fomos atrás dela.


POV: Scarlett.



Subimos e alcançamos um monte de nuvens. Não estávamos voando, estávamos, bem... em cima das nuvens. Literalmente. Elas eram sólidas, e eu pisei com força em uma antes de subir por completo. Ainda não havia me acostumado com essas coisas estranhas do mundo das sombras. Mas eu não estava no mundo das sombras, estava no MUNDO DAS FADAS, segundo uma placa brilhante e colorida com uma seta que havia no final da ponte de arco-íris.


– Os góticos anti-demônios! — um homem se aproximou de nós, com cabelos grisalhos em uma espécie de topete/corte militar e usando roupas camufladas. Ele segurava um enorme bastão com uma estrela na ponta. Ei, eu já vi ele em algum lugar...- Bem vindos ao Mundo das Fadas, Caçadores de Sombras. Nós estamos sendo ameaçados por demônios horrendos, liderados por um terrível mestre do mal, e precisamos da sua ajuda para detê-los.

– JORGEN VON STRANGLE! — Brandon correu até ele como uma fangirl correria até o Jace e o abraçou. Bem, abraçou a sua perna, já que Jorgen era enorme.

Jorgen olhou para Brandon com nojo e curiosidade, como se um inseto tivesse pousado em sua perna, mas um inseto místico e desconhecido.

– Certo... Vão deter os demônios antes que eles destruam o Mundo das Fadas!

– O que ganhamos em troca? — Emily perguntou.

– Hã... o que vocês querem?

– Um desejo.

Jorgen pensou um pouco, e concordou.

– Beleza. Vamos lá, gente.

– Alguém tire esse garoto da minha perna! — Angel foi até ele, arrancou Brandon de sua perna, o jogou por cima do ombro e saiu carregando-o.

– Você não vai com eles, não? — ouvi Jorgen perguntar, e me virei para vê-lo falando com Rodrick.

– Ah, e que eu não... eu vou ter direito a um desejo?

– Hum, vai.

– Ótimo. Lá vou eu.

Então nós fomos procurar os demônios.


POV: Faith.



Passeamos pelo Mundo das Fadas, e quando já havíamos aberto uma distância razoável de Jorgen, Angel colocou Brandon no chão. Rodrick veio conosco e ficava cantarolando músicas sobre fraldas. Tá né.


Ouvimos um grito reconhecido e esganiçado vindo de poucos metros de nós:

– PADRINHOS MÁGICOS!

– PROFESSOR CROCKER! — Brandon correu em direção ao grito em sua boa encenação (ou não, vá saber) de fangirl, mas Angel o segurou pelo casaco. Ele não pode sair por aí perseguindo personagens, ainda mais os nossos inimigos.

Denzel Crocker veio gritando em nossa direção, mas parou ao ver que não flutuávamos.

– Vocês são padrinhos mágicos? — ele perguntou, cheirando o cabelo de Diana, que fez uma careta e levou a mão à uma de suas espadas.

– É você que está ameaçando o Mundo das Fadas? — Antony perguntou cauteloso.

– Oh, não sou só eu! — Crocker respondeu, animado. — Não posso roubar todos os créditos para mim, embora eu tenha tido a ideia. Estou com meu exército, sabem? Eles são muito poderosos, e as fadas os odeiam. Até as anti-fadas, embora fiquem com raiva por nunca conseguirem gravar a música. E os humanos também não gostam muito deles, para falar a verdade. Mas criancinhas os amam, ainda não consegui dar um jeito no Poof.

Emily nomeou sua lâmina serafim e fez um corte no rosto dele, enquanto Scott pulou em suas costas e o nocauteou com um golpe que a Sam usa em iCarly e eu não sei o nome. Sophia estava sentada num canto, lendo um livro.

– Agora só falta o exército dele – Rodrick disse, aprovando os golpes de Emily e Scott.

Antony se aproximou de Crocker e tirou uma foto com ele, mesmo inconsciente, em seu celular. Angel se aproximou dele após a foto e desenhou um bigode em seu rosto. Não vou falar nada, vai que é doença.

Procuramos um pouco, e não demorou muito para nós vermos o inimigo. Eles estavam galopando saltitantes, em círculos, cantando sua musiquinha. Sempre desconfiei que fossem demônios.

– Pôneis malditos, pôneis malditos, venha com a gente atolar – o pônei rosa cantou para as fadas, que gritaram e correram.

– Odeio barro, odeio lama, que nojinho! — o azul continuou.

– Não vou sair do lugar! — o roxo completou.

– Pôooooneis! — Tiffany bateu palminhas e abraçou o azul, que a encarou, confuso.

– Te quiero – o rosa sussurrou no ouvido de Rodrick, que, distraído, achou que fosse um mosquito e deu um tapa nele. Menos um.

O pônei azul que Tiffany abraçou saiu correndo em círculos e caiu das nuvens, a tempo de Tiffany se jogar de volta no Mundo das Fadas e não cair e morrer.

Aí só sobrou o roxo, que checou as unhas e ficou mexendo no celular, então decidimos não fazer nada com ele.

Jorgen se materializou ao nosso lado, com sua enorme varinha.

– O que vão querer para recompensá-los, ó bravos guerreiros?

– O pônei roxo! — Tiffany respondeu sem hesitar, e Jorgen piscou e fez uma coleira surgir no pescoço do pônei. Ela segurou a guia e desceu a ponte de arco-íris saltitando.

– Uma roupinha nova para o Totó! — Nick pediu, e assim foi feito. Seu ursinho apareceu ao seu lado, lindo com uma nova roupa de grife para ursos de pelúcia.

– Uma nova bateria — Rodrick escolheu, mascando seu chiclete.

– Roupas – Scarlett respondeu, e uma pilha surgiu em seus braços. — Uhul!

– Doces – Charlotte pediu. — Amo doces.

Jorgen deu de ombros e uma cesta média surgiu em seus braços, repleta de gostosuras.

– Um gato! — Sophia exclamou, e um fofucho e peludo surgiu em seus braços. — Owwn, vou te chamar de... Power Ranger!

– Vai chamar um gato de Power Ranger? — Angel perguntou, arqueando as sobrancelhas. Depois deu de ombros e pediu: — Quero uma piscina de bolinhas no Instituto.

Jorgen revirou os olhos.

– Está lá.

– Yes!

– Quero o maior sanduíche do mundo – pedi.

– Já esperava que algum de vocês fosse pedir isso – ele suspirou e girou a varinha. — O sanduíche te aguarda no seu quarto.

– Aí vou eu! — corri de volta para a ponte de arco-íris.


POV: Charlotte.



Comi meus doces enquanto assistia a todos pedirem suas coisas. Brandon e Antony plagiaram Faith e também pediram um sanduíche gigante porque a autora leu as fichas mil vezes e não pensou em nada melhor, e Jorgen não permitiu que Brandon pedisse padrinhos mágicos para si mesmo. Diana foi prática e pediu um milhão de dólares, Suzanah quis livros, Emily, conhecer o Felipe Neto, e Scott fez o maior barraco.


– Como assim? Você me deu um pedido, eu posso muito bem pedir que Nick não tenha um taco de basebol para ser único.

– Esse tipo de pedido não vale.

– Você está demitido! — Scott deu as costas à Jorgen e saiu marchando pela ponte. E assim temos o nosso final quase feliz.

Notas finais
A coisa dos pôneis malditos eu pensei com a ajuda das minhas amigas Byanna e Tris Eaton Prior =D Rodrick Heffley é do livro Diário de Um Banana.
Eu preciso de quatro garotas que queiram ser daminhas no capítulo do casamento. As primeiras serão escolhidas :3 Comentem até o dia 8 e vocês estarão no próximo ;) Beijos!