Somos Pó E Sombra - Interativa

9 Jogos violentos geram mais que violência - Parte I


Notas iniciais
Eu sei que demorei, eu sei, desculpem...
Esse capítulo não está muito engraçado, e vai ser mais legal para quem já tiver lido Quem É Você, Alasca?, mas acho que dá pra entender. E acho que vocês vão AMAR a parte dois!
Aaah, minha amiga Byanna postou uma fic muito show (tem um personagem baseado em mim hehe) de PJO e HDO. http://fanfiction.com.br/historia/425557/Quase_Invisiveis/
PS: Emma Snow é a mesma pessoa que Annie Waters, só mudei o nome.

POV: Charlotte

– I'M BLEEDING OUT, SAID THE LAST THING I DO, IS TO BRING YOU DOWN, I'LL BLEED OUT FOR YOU...

– Dá pra calar a boca? — Tony perguntou, revirando os olhos sem levantá-los do GTA V que ele jogava com Nick, Scott e Brandon.

– Seja educado – Faith pediu, aumentando mais ainda o volume da música no rádio. — WHEN THE DAY HAS COME, BUT I'VE LOST...

Dá pra calar a boca, por favor? — ele pediu novamente.

– Nick, onde você guardou o anel dele? Ele é insuportável assim – Emily disse.

– No meu bolso, ué. É que é a vez dele de jogar, e ele é muito engraçado dando foras nos comandos do jogo.

– Eu só vou coletar esse dinheiro se eu quiser, você é só uma máquina e não manda em mim – ele resmungou, por coincidência.

– Enfim – Diana o interrompeu, apoiada no sofá, assistindo os garotos. — por que está cantando tanto Imagine Dragons hoje?

– O show deles, eu quero muito ir, é amanhã, meu Deus, AAAAAH! — ela deu um pulinho fangirl.

– Você não tem dinheiro – Sophia lembrou, ainda lendo A Casa de Hades, que ela tem lido bastante ultimamente, acho que já até terminou e está lendo de novo, só para tacar na nossa cara que ela tem e nós não.

– Não humilha – ela fez uma cara triste bizarra e então voltou a cantar, porém mais baixo: — and the wolves all cry to fill the night with hollering...

– Não se preocupe – Diana se aproximou da parabatai e colocou uma mão sobre seu ombro. -, ainda dá tempo de você se prostituir, se quiser.

Faith a encarou.

– Não, valeu. I will be your scarecrow...

– JOGO FILHO DA *som bloqueado por conter linguagem imprópria*! — Tony gritou, tacando o controle contra a parede enquanto todos víamos a tela que dizia game over. Distraídos com a tela, não vimos que o controle caíra na lareira.

POV: Angel

Incrível o fato de como tudo tem sempre que dar errado com a nossa vida, não é mesmo? Eu nem sabia que tínhamos uma lareira, pra começo de conversa. Mas aí o desgraçado do controle caiu lá dentro e escorregou pra fora, caindo no tapete e fazendo com que tudo que nos restasse fosse a) correr b) gritar c) pegar as coisas de valor e depois a e b d) procurar um extintor de incêndio, coisa que nenhum de nós fez.

Sophia estava consolando Senhor Bigodes e Power Ranger, o gato que ela ganhou no Mundo das Fadas, abraçando-os e falando palavras tranquilizadoras que nenhum dos dois entendia.

Brandon estava fazendo o mesmo com Teddy, seu celular. Por incrível que pareça, ele respondia, mas só dizia coisas como “network error, try again” ou “I'll search não se preocupe vai dar tudo certo on the internet”.

Faith estava polindo seu CD que escapou por pouco do incêndio, e Diana a estava olhando como se fosse meio louca.

Scott procurava desesperadamente o anel de Tony, Nick abraçava Totó, e Tony contava os jogos que havia conseguido salvar.

Suzannah, Emily, Charlotte e Tiffany jogavam verdade ou consequência como pessoas sãs.

E eu? Bem, eu brincava na minha magnífica piscina de bolinhas, que eu magnificamente havia tirado do Instituto.

[N/Magnus: Você coisa nenhuma.]

Deixa eu narrar, vai.

Agora vocês devem estar se perguntando: onde vocês estão fazendo isso?

E eu respondo: no meio da avenida movimentada que tem em frente ao Instituto, oras.

Os bombeiros não demoraram muito para chegar, mas o pessoal da Clave disse necessitar mais dois dias para reformar o lugar.

Adivinhem para onde a gente foi?

Um chiclete (não vou distribuir beijos, desistam) pra quem disse escola.

O único grande problema é que nenhum de nós havia sequer pisado em uma escola, então... pois é.

POV: Suzannah

O Cônsul disse que, como não estávamos acostumados com escolas normais, não íamos para uma escola como as outras e tal. Eu também imaginei que fôssemos para Hogwarts, mas não tivemos tanta sorte.

Fomos para um lugar estranho, um internato chamado Culver Creek.

Ficamos, por ordem do Cônsul, sempre na mesma turma, ao invés de ir mudando de acordo com as matérias, para não nos sentirmos completamente perdidos.

A coisa mais legal da Culver Creek foi observar as pinturas rupestres, que ás vezes incluíam datas de acontecimentos históricos, técnicas de conjugar verbos e coisas relacionadas á matérias [N/A: Os Caçadores de Sombras, por não frequentarem uma escola, não conheciam a magia da cola], alguns desenhos de professores em que a barriga ocupava metade da parede e letras de músicas.

Nossa primeira aula foi de Espanhol. Um tédio, se quiserem a minha opinião.

Buenos días, soy su profesor de Español.

Aloha, teacher! — Brandon respondeu, animado. Isso fez com que a turma percebesse a presença de alunos novos.

– Você não estudava aqui, não é mesmo? — o professor perguntou.

– Não. Só vou ficar aqui por dois dias.

– Por quê?

Ele engoliu em seco e olhou para o resto de nós em busca de ajuda.

– Houve um problema na ventilação do nosso colégio – respondi, me lembrando de Querido Diário Otário. -, e nós fomos mandados para cá enquanto consertam.

O professor assentiu e voltou a explicar a matéria.

POV: Alasca

Eu e Coronel passamos a aula de Espanhol inteira observando os novos alunos. Eram estranhos e engraçados, mas ninguém os conhecia, e não desconfiariam deles – exatamente o que precisávamos.

– Ei – chamei uma garota que estava sentada atrás de mim. — qual o seu nome?

– Emily.

– Certo, Emily. Eu sou...

– Senhorita Alasca, pare de conversar e vire para frente.

Obedeci o professor e escrevi “vocês e seus amigos querem sentar com a gente no almoço?” na parede. Emily escreveu um “ok”.

[N/Fangirl Anônima: Okaaay, buáa, por quê, John Green, por quêeee?]

POV: Nick

No almoço, íamos em direção a uma mesa vazia, quando Emily nos guiou até um grupinho pequeno, no canto do refeitório.

– Oi – um garoto nos cumprimentou.

– Oi! – Charlotte respondeu, com sua típica animação, educação e fofura de sempre.

– Podem sentar – um dos outros dois garotos disse.

Nos sentamos.

– Bem... — começou a única garota daquele grupo. — eu sou Alasca. Esses são Coronel – ela apontou para o garoto que havia dito “oi” -, Takumi – para o que havia dito que podíamos sentar – e Gordo – para um garoto magrelo que ainda não havia dito nada.

Nós nos apresentamos.

– Posso ter um apelido legal também? — Sophia perguntou.

– Tá bom – Gordo disse. — pode ser... hum... pode ser... eu não sei o que pode ser.

- Descreva sua personalidade – Takumi pediu.

– Histérica – Tony disse.

– Hiperativa – Diana completou.

– Viciada em gatos e café – Tiffany acrescentou.

– Você é discreta? — perguntou Coronel. — Ou ágil?

– Posso ser – ela deu de ombros, roubando uma batata frita da bandeja de Tiffany.

Ouvi Alasca murmurar algo para si mesma que soou como “ótimo”.

– Felina, então – Coronel concluiu.

– É! Felina ficou ótimo! — ela bateu palminhas.

POV: Scott

– Então – Alasca continuou. — é só a Felina, ou o resto de vocês é ágil e discreto também?

– Pode-se dizer que somos – Angel respondeu.

– Querem nos ajudar em uma coisa?

Nos entreolhamos.

– O que seria isso? — perguntei.

– Uma vingança.

Ela nos explicou que, no início do ano, alguns alunos costumam jogar um aluno novo apenas com roupas íntimas no laguinho que tem ao lado do colégio, mas, quando foram fazer isso com Gordo (que descobri se chamar, na verdade, Miles) o amarraram com fita adesiva, como uma múmia, e isso podia tê-lo matado. Eles queriam se vingar do garoto que fez isso, um tal de Kevin. O plano era simples, porém arriscado.

– O que nós ganhamos com isso? — Emily perguntou, afinal.

– Uma história legal para contar para os filhos – Takumi deu de ombros. — e algumas gargalhadas.

– E, oh, uma caixa de chiclete – Coronel completou.

– Tô dentro – Brandon disse, e logo todos o acompanhamos nisso.

POV: Diana

Uma vez no quarto de Alasca, ela começou a numerar tudo o que precisávamos.

– Caneta permanente rosa. Uma blusa do One Direction. Minhocas. Um par de sandálias femininas. Um chiclete. Hum, só. As minhocas eu consigo.

– Eu sei onde achar uma blusa do One Direction – eu disse, me lembrando de uma garota estranha superviciada que havia visto na aula de História.

- Posso emprestar a caneta – Charlotte anunciou.

– As sandálias... pode ser tamanco? — Angel perguntou.

- Pode – Alasca confirmou.

– Vou dar aqueles que usei no casamento.

– Eu tenho chiclete – Takumi disse.

POV: Sophia

Depois do toque de recolher, pegamos nossas coisas e nos encontramos no quarto de Alasca.

– Certo, eu entro pela janela e vocês...

– Podemos fazer isso sozinhas? — perguntei. — Temos certas... técnicas para isso.

Alasca, Coronel, Takumi e Gordo se entreolharam.

– Ok. Só não sejam pegos. E, se forem, não dedurem ninguém. Não há nada pior do que dedurar alguém na Culver Creek.

Sorri de canto e toquei minha estela dentro no bolso.

***

Atrás da janela de Kevin, eu, Faith, Angel e Emily pegamos a lata com minhocas, a caneta rosa, os tamancos e a blusa do One Direction, todas com runas de invisibilidade.

Entramos pela janela silenciosamente, seguidas pelo resto do pessoal. Derramei as minhocas no único tênis de Kevin e coloquei os tamancos ao lado dele. Entreguei seus outros sapatos à Scott, que os guardou em uma sacola e a atirou pela janela.

Angel desenhou coisas fofas e estranhas em seu rosto com a caneta, enquanto Tiffany pegava o espelho do quarto e do banheiro e pulava para fora do quarto para quebrá-los em algum lugar. Suzannah cuspiu o chiclete que estava mascando e o grudou em seu cabelo.

Diana jogou todas as camisetas de Kevin pela janela, e separou a blusa do One Direction que ela roubou de alguém no lugar delas, enquanto Emily adiava o despertador.

O plano era o seguinte: ele acordaria faltando cinco minutos para a primeira aula, em dia de prova, e vestiria a primeira coisa que visse pela frente – a blusa do One Direction. Calçaria também a primeira coisa que visse pela frente – o tênis cheio de minhocas – e teria um ataque de nojo e acabaria calçando os tamancos, porque não podemos ir descalços para a aula. Com pressa e sem espelhos, ele também iria com chiclete no cabelo e a cara rabiscada.

Era infalível.

Não podíamos estar mais enganados.

Leiam as notas que tem coisa importante.

Notas finais
Então, eu vou fazer uma votação. Votem em:
-5 personagens que vocês querem que sejam entrevistados
-1 personagem que vocês querem que faça a entrevista
-1 personagem que vocês querem que tenha um irmão mais novo que more no Instituto(se a pessoa aceitar, poderá criar uma ficha para ele)
-1 que vocês querem que tenha festa de aniversário
-3 personagens que vocês querem que tenham uma parte separados (como se perderem em algum lugar, viajarem etc)
Não vale votar na minha (Tiff) nem votar duas vezes no mesmo personagem. Podem votar no de vocês.