Somewhere we'll find infinity.
2 Um encontro muito especial.
Aquela manhã começara ceadíssimo com um encontro no consultório de Dr.Phillip onde ele decidira mudar a minha medicação pois a minha queixava-se que esta última me deixara apática e sem apetite agora a culpa não mais era da minha suposta depressão e sim dos medicamentos, pobre mãe tentava a todo custo esquecer-se da minha doença não queria aceitar o facto de um dia poder vir a deixar de ser mãe e de ver a sua única filha abandonar este mundo já que pela lógica ela deveria desaparecer primeiro, refugiava-se no trabalho e procurava secar as lágrimas sempre que nas madrugadas rumávamos em direção as urgências porque o meu coração decidira ser um desgraçado e parava de funcionar quanto a mim eu já estava acostumada, acostumada a ser dependente de drogas que me permitiam comportar-me como um ser humano normal, acostumada que nasce-se, cresce-se, vive-se e morre-se e que todos nós temos um prazo de válido que números nos definem, qual o preço da sua casa, quanto você ganha, qual é a sua altura e por fim quando você vai morrer, dão-te esperanças médias, fazem cálculos e equações e você recebe anos, meses um valor alterável consoante o percurso da sua saúde e dos fatores que te rodeiam.
– Mãe irei a casa da Rachel, tudo bem? – Anunciei enquanto vestia o casaco e escondia as mãos nos respetivos bolsos. A minha mãe aproximou-se e beijou-me a testa demoradamente enquanto apertava-me o corpo num abraço demorado sempre o fazia quando saia pela porta fora sentia medo que cada vez fosse a última que cada abraço fosse o último e que nunca mais me pudesse ver, era agonizante vê-la neste estado, insistia na minha depressão porém que ficaria numa seria ela caso um dia desaparecesse e era pela minha mãe que reunia todas as forças existentes em mim para continuar viva para que nada falhasse afinal não adiantava de nada dizer-lhe que depois eu continuara a perturbar-lhe a paciência ao assombrá-la numa tentativa totalmente falhada de fazê-la rir, só chorava mais. – Tudo bem, Ashley mas não volta tarde sabe que eu detesto que saia de casa e permaneça horas a fio fora, Eu te amo – ela declarou esboçando um sorriso simpático após soltar-me e olhar-me com ternura, murmurei um “Eu te amo” formando um coração com as mãos e sai pela porta, assim que a tranquei e coloquei o pé no exterior soube que se entregara ao choro compulsivo.
Chamo-me Ashley e completei os meus vinte anos no mês de Setembro e considero-me extraordinariamente comum por isso acredito que assim que partir dificilmente serei eternizada nos corações alheios talvez só no da minha mãe já que conhecendo o meu pai como o conheço vai separar-se e construir uma família longe de passados defeituosos e com todos perfeitos a minha namorada provavelmente trocar-me-ia num ápice por uma que a pudesse acompanhar em todas as suas aventuras, as festas noturnas e das pessoas mais populares da academia, eramos escassamente parecidas e os nossos gostos ou objetivos de vida eram tão distantes como dois polos afastados, Rachel queria ser uma artista famosa, tinha sede de fama e de atenção, adorava ser venerada e eu…bom eu não queria morrer esse era o meu grande objectivo que nem sequer dependia de mim chamava-me depressiva sempre que todas estas divagações ganhavam uma voz e deixavam de permanecer apenas ao meu pensamento não nego que eram tristes tais assuntos porém eram a minha realidade e não havia nada que eu pudesse fazer para impedi-lo, nada.
Resistia no número 89 da Cleveland Street, alguns quarteirões afastada de mim porém eu era obrigada a fazer uma distância que para os seres humanos comuns era algo não muito longe mas que para mim era quase uma maratona então a minha mãe concedia-me o seu carro para deslocações com medo que eu encontrasse a minha morte no meio da rua e permanecesse ali caída até que alguém suficientemente bondoso me desse auxílio para que ao menos morresse com dignidade numa cama de hospital e não como uma pobre mendiga cuja qual ninguém sequer conhecia. Após uns breves minutos de condução impecável – orgulhava-me imenso da minha capacidade de conduzir um carro já que de todos os meus amigos fora a única a não chumbar no exame de condução e fizera-o em uma só vez – e ao fazer uma curva cheguei a um lote de moradias simplesmente adoráveis da última vez que lá estivera a casa do outro lado da rua estava em obras após ter sido vendida porém agora parecia habitada já que pequenos gnomos adornavam o jardim e as luzes da habitação encontravam-se a acesa como todas as outras após terem passado mais de ano e meio apagadas, parece que os antigos donos pediam um valor exorbitante pelo imóvel e por isso ninguém o comprava, apenas admiravam.
Estacionei o meu jipe todo o terreno – quer dizer da minha mãe – em frente a uma casa colonial de dois pisos e com a bandeira de Inglaterra orgulhosamente hasteada e sai do seu interior encaminhando-me em direção á rampa de acesso, quando ainda era saudável provavelmente eu teria escalado pelas sebes no lado lateral da habitação e subiria até ao telheiro que usaria para entrar na janela do quarto da minha amada mas agora era forçada a ser uma pessoa normal – que irónico uma doente a dizê-lo – e ficar-me pela porta da frente após tocar á campainha infelizmente não mais poderia ser o homem aranha e eu não tinha nada contra entrar pela porta como as pessoas normais o meu problema é que na campainha eu não podia escolher quem me abriria a porta e justo para meu azar fora Michael, o irmão tirano cuja ideia da jovem irmã ter uma atracção por garotas nada lhe agradava achando-o um ultraje á sociedade, algo que deveria ser condenado, homossexuais eram um atentado á sociedade e segundo o próprio a minha doença era a minha cruz, o meu castigo e era muito bem merecido que escória como a minha deveria morrer ou melhor nem sequer nascer, dar o berro que os outros bebés dão embora ninguém nasça homossexual porém era Michael, um brutamontes da faculdade local e integrante da equipa de futebol, a inteligência era escassa, pobre coitado provavelmente acabaria a vida a ser entregador de pizza, nada contra eu adorava pizza.
– O que você quer daqui? Saia, não quero você aqui! – Começara logo assim que me vira, saindo para o exterior e fechando a porta atrás de si para que ninguém pudesse escutar a nossa “conversação amigável” – Que receção agradável, fico encantada… – murmurei, ironizando e olhando-o de lado algo que o enfurecia porém que a mim me dava um prazer interior extremo e que como sempre iria terminar em violência – Eu vim falar com a sua irmã, ela está em casa? – Tornei a questionar com a maior das educações, com Michael não se podia abusar muito caso contrário ele matar-me-ia de vez, adoro viver perigosamente caso ainda não se tenha notado – Rachel não está em casa e mesmo que estivesse eu não a deixaria ver-te, aberração é aquilo que tu é, não quero a minha irmã nessa vida, ela não gosta disso! – Tornou a atacar-me e dessa vez bufei, entortando os olhos – Michael…ela nunca se queixou quando está comigo, querido – arrisquei a minha vida inteira e dei-lhe uma resposta á sua altura uma resposta que provavelmente ele me daria caso a situação fosse reversa não tinha paciência para amostras de homofobia e há muito que lhe passara um atestado de estupidez e claro, a mim a minha própria sentença.
Colocou-me as mãos enormes no ombro e sacudiu-me movido a raiva quase como um búfalo enraivecido, agarrou-me pelo braço e fez questão de me arrastar até me jogar no chão, não nego: nesse momento senti tudo o que era osso a doer-me, a minha debilitação tornara-me incapacitada de reagir a determinados ataques e tornara-me fraca com uma misera estatura de algo em torno de 1,60 e uns 55 kg que se desvaneciam a cada crise tida – EU NÃO QUERO VOCÊ AQUI, SIMPLES! – Escutei-o a berrar e naquele momento urrei de dor a morder o meu braço quando o seu pontapé fortíssimo fez-se sentir no meu tronco, Rachel dificilmente se opunha a Michael ou aos pais, não tinha força para tal, eu dizia numa tentativa patética de tentar defender a minha namorada que junto dos restantes familiares e amigos desconhecidos apresentava-me como a sua melhor amiga, chorei e escutei a porta da casa fechar-se atrás de mim não me bastavam as minhas dores e os meus problemas agora necessitaria de explicar á minha mãe o porquê de tudo isto, com imensa garota em toda aquela academia eu tinha que ter-me apaixonado justo pela mais problemática delas todas e opções não eram escassas mesmo com a perca de peso e a doença continuara a ser uma garota minimamente atraente causando virares de cabeças para ser o centro das atenções por onde quer que passasse, dificilmente passava indiferente graças ao meu estilo irreverente, tinha um estilo semelhante aos adolescentes mauzões dos meus filmes favoritos porém a verdade é que era doce como uma guloseima apenas adorava cabedal e roupas pretas.
Tentara levantar-me mas sentia-me cansada, era escusado porém tudo deixou de parecer perdido quando alguém me tocara – Estás bem? – Era uma voz feminina e não era a voz de Rachel era muito mais…harmoniosa e simpática a dona era bastante calma pois ao contrário das pessoas que agiriam histericamente numa situação destas ela estava bastante tranquilizada como se estivesse sob o efeito de alguma substância psicotrópica, uma droga talvez mas admirei a sua calma, não nego. Ajudou-me a sentar-me e finalmente pude vê-la a observar-me e não pude deixar de a observar de igual maneira, era bela, era diferente, os cabelos caiam-lhe cacheados num comprimento até pouco depois dos seus ombros, cheirava bem, talvez uma mistura entre chocolate e morangos, logo dois dos meus alimentos favoritos, pensei e naquele momento esbocei um sorriso – O que foi? – Ela questionou ajeitando o gorro na sua cabeça e pude ver os seus lábios entreabertos no momento após a questão, nunca na minha vida sentira extrema vontade de beijar uma desconhecida como aquela, ri-me e abanei a minha cabeça – Não foi nada e eu estou bem, eu acho… – murmurei, apalpando-me por inteiro – Sim, estou bem os meus ossos estão todos no lugar e nenhum está a perfurar nada – respondi com toda a certeza do mundo e ela riu, que estranho raramente se riam do meu sentido de humor e bom que risada mais adorável de ser escutada, permaneci a olhar fixamente, pensando no quanto me acabara de apaixonar pelos olhos daquela estranha, grandes, redondos e esbugalhadamente adoráveis como o do gato das botas – Hei, mas afinal que foi? Porque está a olhar assim para mim? – Questionou-me novamente e naquele momento quis rir ainda mais enquanto me levantava e finalmente me colocava de pé, ficando frente a frente com aquela garota visivelmente mais baixa que eu, algo extremamente meigo – Você é linda e é agradável encarar pessoas lindas e um dia decidi que não mais iria-me negar a mim mesma os pequenos prazeres da vida, não somos um nada e um dia vamos morrer mais vale aproveitar os nossos dias, jovem desconhecida – pronunciei ao esboçar um sorriso e pude vê-la engasgar-se sem resposta ao meu argumento extremamente charmoso que poderia ser simplificado como: “Acho-te bonita, por isso olho, podemos jantar logo á noite?”
Porém comigo esse tipo de conversação não era viável, eu era uma jovem charmosa e inegavelmente atraente porém não apenas no exterior adorava tratar as garotas com extrema educação – Eu não sou bonita e lamento avisar porém isto não vai resultar… – murmurou tornando a fazer-me rir – És uma espécie de Hermione Granger com cruzamento entre o gato das botas e o que não vai resultar? O eu deixar-te rendida aos meus cantos? É por isso que estás a corar? – Já comentei o quão irritante eu tinha capacidade de ser? Eis aqui o facto que contra tal não existia argumento – Acho que a queda fez-te mal, deixa-me ajudar-te e vem comigo até minha casa, acabei de me mudar para aquela casa – ela apontou com o dedo ora só era a nova vizinha da frente da tal casa não habitada e que recentemente tinha sido comprada, admiro a minha pontaria em conhecer meninas. – Porque tal eu haveria de fazer tal coisa? Quem me assegura que você não é psicopata e assassina e que vai levar-me para casa, seduzir-me e depois beber o meu sangue ao jantar por ser uma vampira que necessita de tal para que se mantenha assim juvenil e atraente? – Cruzei os meus braços e ela tornou a rir agarrando-me pelo braço e puxando-me em direção á sua casa, qual era a das pessoas? Hoje decidiram puxar-me para todo o lado, tenho problemas de coração mas ainda sei andar por mim própria – Admiro a tua imaginação mas não sou uma vampira e chamo-me Skylar Miller porém podes-me chamar apenas de Sky – ela finalmente apresentou-se fazendo-me apagar da minha lista mental de perguntas a número um – Acabaste de dar cabo da minha onda, Skylar Miller, estava a pensar que era desta que iria conhecer uma vampira e poder viver uma história de amor jovem igual á de Twilight, bolas! – Exclamei, fingindo-me de desanimada enquanto entortava o nariz e nesse momento ela parou, abruptamente observando-me como se tivesse acabado de dizer a maior asneira do século – Estás a falar a sério? – Ela questionou-me e nesse momento se os seus olhos tivessem balas provavelmente eu teria acabado de quase morrer pela segunda vez em uma noite mas como gata sou pelos meus cálculos restam-me ainda cinco vidas – Era brincadeira Skylar Miller, uma mera brincadeira já deves ter reparado que sou uma grande defensora de brincadeiras e chamo-me Ashley Weiss – declarei, finalmente apresentando-me e ela esboçou um sorriso apertado e dócil, mais tranquilizada. Subimos a rampa de acesso á sua casa e ela abriu a porta, entrando primeiro e eu logo atrás dela, conseguia sentir um cheiro agradável de jantar a ser feito e depressa ela chamou pelos pais que logo se dirigiram á entrada – Mãe, pai está é Ashley Weiss e irei com ela para o meu quarto – apressada e decidida apresentou-me á laia da boa educação e eu observei os seus pais, uma mãe quase tão bela quanto a filha e um homem alto e musculado como pai.
Apertei com firmeza a mão do seu pai e a da mãe segurei-a, beijando-a – Encantada, Senhora Miller – Sky abafou um risinho e a mãe ficou um pouco sem jeito mas logo senti a minha mão sendo puxada em direção ao andar de cima – Que garota simpática, estou a adorar este país, Harold – e dito isso desapareceu a cantarolar para a cozinha ao contrário de mim que acabara de entrar no quarto de Skylar, tão de menina…tão diferente do meu, observei admirada as estantes cobertas de livros, de todos os géneros enquanto a outra se via livre do casaco pesado, revelando um pijama adorável.
Uma blusa estampada com a figura de um leão e uns shorts cobertos de algo que simulariam o pelo do animal, a blusa tinha um gorro que se poderia colocar, deveria ser amoroso, pensei – Estava na janela a ler quando observei o vizinho da frente quase matar-te, Ashley Weiss, conte-me o que você fez enquanto irei cuidar de ti – ela desapareceu em direção ao banheiro, regressando com uma caixinha de primeiros socorros – Era o Michael, o irmão da minha namorada ele não acha o nosso namoro algo muito engraçado nas teorias homofóbicas dele somos um erro de Deus e eu deveria morrer, simpático certo? – Declarei, gesticulando mas naquele momento senti o meu tronco a doer-me, provavelmente tê-lo-ia magoado no momento em que fui contra o chão ou melhor, Michael jogou-me em direcção ao asfalto – Sinto muito por você, Ashley pessoas com esse tipo de pensamento são simplesmente deploráveis espero que toda a situação se resolva mas agora tira a blusa – encarei-a, piscando os meus olhos – E antes que diga algum disparate desnecessário é para tratar o seu machucado não para observar o seu corpo extremamente atlético – ela balbuciou e eu tornei a rir aproximando-me um pouco mais, aproximando os meus lábios do seu ouvido – Skylar Miller, você acabou de admitir que sou bela mesmo sem antes ter-me despido, apanhei-te e não adianta negar… – sussurrei-lhe e em seguida afastei-me, tirando a blusa logo de seguida, o meu tronco tinha um machucado e provavelmente iria-me arder quando o tratasse mas depois de ter tubos enfiada por mim a dentro quando fazia exames ao coração nada mais me incomodava, ela olhou-me de alto abaixo e respirou fundo sabia que estava lendo o que a minha roupa interior dizia “who am i? i am batman, darling” era isso que a minha box tinha escrito, sou simplesmente extraordinária certo? Olhei-a de relance, estava a sorrir e que sorriso mais precioso, Skylar Miller tinha um sorriso capaz de deter o avanço de guerra de fazer os mártires deixarem de serem mártires, tinha a capacidade de fazer o meu coração acelerar, dar-lhe vida e eu estava amando essa sensação há muito que apenas sobrevivia não vivia. Embebeu um bocado de algodão branco como a neve numa substância que eu acreditaria ser alguma espécie de desinfetante – Cuidado, não seja bruta! – Resmunguei assim que senti o ardor típico da desinfeção de uma ferida – Não seja uma bebé queixosa, Ashley Weiss! – Ela retrucou, adorava esta garota era interessante e de um prazer mental simplesmente grandioso falar com ela, quase sempre tinha o que dizer em resposta aos meus argumentos e poucas pessoas detinham tal dom. A mão que outrora estivera ocupada agora segurava-me com firmeza a cintura para que assim evitasse que eu me remexesse em excesso, anos a fim de tratamentos e nunca me acostumara ao ardor era inevitável o querer fugir dali, para fora, médicos arrepiavam-me porém se estava viva ainda era graças a eles, então meus caros médicos um viva para vocês. Cerrei os olhos e dei por mim a morder com violência o lábio inferior há muito que desconhecia a sensação do toque feminino no meu corpo porém ele ao contrário de mim nunca apagara da sua memória já que estava neste momento a arrepiar-se por inteiro não mais sabia que era possível excitar-me com um mero toque inocente, patética você Ashley Weiss, existem jovens atrativas com namoradas e sem problemas no coração e existem jovens toleravelmente atléticas com namoradas e problemas no coração eu estava incluída no segundo grupo naquele grupo no qual a sua namorada afasta-se de você drasticamente com receio que faleça a meio de um orgasmo intenso imagine-se só seria uma morte bem prazerosa sempre me questionei sobre tal, morrer agarrada a uma bela mulher seria de longe uma mártire mas com certeza que ficaria lembrada durante uns bons meses “Jovem falece apos um orgasmo intenso” com certeza a minha namorada ficaria com fama de uma espécie de rambo do sexo porém o meu pai teria um ataque do coração – Quantos anos você tem, Skylar Miller? – Questionei-a, tentando quebrar o meu próprio clima interior ou provavelmente teria um orgasmo patético com os seus toques inocentes porém muito seguros.
Ela parou e fitou-me de forma atenta porém logo continuou com o seu trabalho – Tenho dezassete de anos de idade e você? – Que adorável e que ridículo você estar a ser a dominada por uma garota com idade para ser a sua irmã mais nova Ashley, deixe de ser idiota – Tenho uns idosos vinte anos de idade – respondi, dando de ombros, os médicos um dia disseram-me que provavelmente faleceria antes de completar os trinta ou seja restam-me uns bons dez anos á face deste planeta é nesses momentos que me sinto um pacote de leite “Consumir antes do prazo de validade indicado no pacote” assim como ele eu tinha um prazo de validade “Faça o favor de consumir a doente do coração antes de ela morrer, grata” A garota afastou-se de mim e encaminhou-se novamente á sua adorável caixinha de primeiros socorros retirando da mesma um adesivo e formando um curativo simplesmente perfeito – Skylar Miller se você fosse uma enfermeira com certeza eu passaria as tardes no Hospital com as doenças mais bizarras possíveis – com um tom de voz engraçado disse tal coisa, coisa essa que até tinha um pingo de verdade não que as enfermeiras do Hospital fossem feias ou desagradáveis porém não eram Skylar Miller, aceitaria ser a sua cobaia caso assim o desejasse, encarnaria Katniss Everdeen e voluntariar-me-ia como um tributo apesar de no momento estar on fire naquele momento a minha única vontade era encostar aquela dócil criatura e beijá-la como se não existisse um amanhã, uma vontade simplesmente absurda de a sentir junto a mim consumia-me era simplesmente prazeroso escutar o estado pré-orgástico de uma mulher, as exclamações, as implorações – Obrigada pelos seus serviços, que Deus lhe pague que no momento estou pobre – fiz-lhe uma reverência e voltei-me para trás para que pudesse agarrar a minha blusa e após isso a vestir, sentia-lhe a presença, sentia-a observando-me e depressa tratei de me vestir – Aprecio imenso seres humanos bem-cheirosos e gostei do seu cheiro Ashley Weiss – voltei-me para ela e esbocei um sorriso, aproximando-me um pouco mais – Agradecida uma vez mais agora terei que deslocar-me para casa antes que pensem que morri ou algo semelhante mas antes… – murmurei, aproximando-se da sua secretaria e arrancando um pedaço de uma folha branca foi nela que registei aquele que era o meu número telefone – Aqui tem, caso sinta saudades minhas durante a noite – declarei, próximo ao seu ouvido, colocando-lhe o papel dentro do bolso traseiro da calça não perdendo oportunidade de poder sentir a sua...parte traseira em minhas mãos, Oh Ashley Weiss você é uma tarada sexual pensei comigo própria enquanto lhe dava um beijinho demorado na bochecha e desaparecer pela porta de saída do seu quarto até chegar ao exterior despedindo-me antes dos seus pais e com um sorriso mais safado que pudesse existir naquele planeta.
“Nem sabia que garotas eram capazes de deixar-me assim, Deuses”
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