Somewhere Only We Know
1 Somewhere Only We Know
Notas iniciais
Luíza
Andava por aqueles campos sem fim. A última coisa da qual me lembro era de encostar a cabeça no vidro do carro e dormir. Sentia-me cansado, mas continuei andando. Vi uma grande árvore e fui até ela e me sentei sob sua grande sombra. Fechei os olhos, sentindo a brisa morna. A grama era macia e o lago cristalino refletia a luz do sol.
– Esse é o meu lugar. – uma linda garota loira falou. Ela era realmente linda. Estava com um livro na mão e um vestido solto. Com uma meia-calça azul e um All Star da mesma cor. Nunca havia visto alguém mais linda do que ela. Sua boca era rosada e os olhos mais verdes. – Por que está me olhando assim?
– Na-nada. – gaguejei. Me movi pro lado e ela se sentou perto de mim sob a sombra. Abriu seu livro e começou a ler. – Qual seu nome? – perguntei.
– A garota que quer ler. – ela murmurou. Eu sorri.
– Nome interessante. O meu é Hugo.
Ela simplesmente suspirou.
– Alice. – ela fechou o livro. Alice no País das Maravilhas.
– Estamos atrasados. – disse, como o coelho.
– Como? – ela perguntou, fazendo a cara de interrogação mais linda que já havia visto. Despois de a ficha cair ela riu. Sua risada era muito gostosa. – Obrigada, mas não estou afim de cair em um buraco...
Nós rimos. Sentia como se a conhecesse há anos.
– Você mora por aqui? – perguntou.
– Não, nem tenho ideia de onde estou. – eu respondi.
– Isso não te assusta?
– Não, tudo aqui parece tão calmo e gostoso que nem me importo de estar perdido.
– Bem, ninguém mais conhece esse lugar, então você está bem. Só eu venho aqui. – ela disse, colocando a mão na grama. Coloquei minha mão sobre a dela, porque sabia que era o que devia fazer. Ela contraiu um pouco e corou. – Devo eu ficar assustada? – ela perguntou, virando o rosto para mim.
Neguei com a cabeça e aproximei meu rosto do dela. Ela receou no inicio, mas fez o mesmo. Nossos lábios se encostaram.
– Filho, acorda, nós estamos quase chegando. – minha mãe me cutucou do banco da frente. Olhei pra fora e vi a árvore, o lago, mas nenhuma Alice.
Chegamos na nossa nova casa, no meio do nada. Com apenas alguns vizinhos e nenhum disk-pizza.
Desci do carro e olhei em volta e vi aquela menina loira e sorridente do meu sonho. Ela corria atrás de um menininho ruivo. Ambos riam. A risada dela era tão melodiosa quanto a do meu sonho. Sorri quando ela alcançou o menininho e os dois caíram no chão, rindo. Quando ela se levantou me olhou e eu desviei o olhar, mas quando olhei de volta pra ela, ela acenou, sorrindo. Ela se virou para o menininho e fez cócegas nele. Ela vestia um shorts e uma blusa larga, mas continuava linda.
– Gostou da casa, Hugo? – minha mãe perguntou. Assenti, sorrindo. Olhei para a garota de novo. Ela continuava sorrindo pra mim. Claro que havia gostado.
Notas finais
xoxo
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