Notas iniciais
enjoy (:

4° capitulo

-...happy birthday dear Mari, happy birthday to you.

Observando as chamas dançando livremente para todas as direções, tomei a quantidade de ar necessária para apagar aquelas dezessete velinhas.

Os rostos a minha volta eram poucos. Observavam-me com interesse. Todos atentos para que a última chama ganhasse a escuridão, e finalmente rompessem em gritos estrondosos.

Eu ri observando os garotos apitando a famosa língua de sogra, e jogando os chapeuzinhos de papel para o alto.

Meus pais acenderam as luzes e me observaram com olhares orgulhosos, enquanto eu seguia para abraçá-los grupalmente.

-Parabéns querida.- meu pai sorriu, depositando um beijo na minha testa.

-Obrigada pai.- disse com sinceridade enquanto minha mãe tomava as minhas mãos.

-Há sete anos atrás você era apenas a minha bebe, e olha só o rumo que as coisas foram tomando.- a minha mãe dizia com um brilho nos olhos. Eu gargalhei.

-Mãe!- disse fingindo descontentamento.

-Desculpa.- ela sacudiu as mãos no ar. –Bem filha, espere que não se incomode, mas o seu pai e eu vamos a um jantar na casa da sua tia Jane.

O que, os meus pais iriam sair juntos? Isso definitivamente era um grande feito histórico. Mas pera aí. Fiz uma careta ao ouvir o nome que a minha mãe proferira. Tia Jane.

É inacreditável a forma como eu sempre correspondia o seu nome à mulher do Tarzan. Entretanto, comparada a minha tia Jane, a mulher do Tarzan conseguia o mérito de poço de simpatia.

Minha tia era apenas uma coroa solteirona que havia se casado oito vezes. Sim, oito! E agora pegava quarenta e sete homens por semana. Juro.

É claro, isso não era da minha conta. E eu certamente não me importava com quantos caras ela dormia, ou com o fato de que ela poderia pegar uma gonorréia genital. Porém as tentativas dela de levar a minha mãe para o mesmo caminho eram inacabáveis, e isso incomodava-me muito.

-Tudo bem.- respondi simplesmente sacudindo os ombros. –Os garotos vão ficar aqui comigo de qualquer forma.

-Na verdade Mari...- Harry disse aproximando-se de nós –Não vamos poder.- ele curvou os lábios para baixo em uma expressão triste. –Tenho que ir para casa. Amanhã temos aula.- explicou, ainda com a mesma expressão. Aula. Havia esquecido-me completamente desse fator. –...E bem, como todos vieram no meu carro, então...- ele me olhou desapontado.

-Fica frio Harry, não tem problema algum.-dei-lhe um sorriso encolhendo os ombros.

A verdade era que passar o meu décimo sétimo aniversário, sozinha, era novo para mim. Mas eu jamais iria atrapalhar a alegria deles com a minha súbita sensação de carência repentina. Quer dizer, que tipo de pais deixam a sua filha a migué bem no dia do seu próprio aniversário? Eu vos respondo: O tipo com o sangue Reis.

De Soane, passando por Dougie e chegando ao meu pai. Senti os lábios de cada um deles, depositando um beijo na minha bochecha, e saindo juntos como uma grande caravana indo a algum evento festivo.

Vendo-me ali sozinha, suspirei e caminhei até a cozinha, onde ficava a grande janela de acesso à saída de emergência.

As escadas não eram bem preservadas, mas agüentavam facilmente mais de quinhentos quilos, segundo o meu pai.

Sentei-me no canto esquerdo da escada, naquele chão de um gelado intenso, que causou-me arrepios. Coloquei as pernas para o lado de fora da grade, sem perigo algum, já que uma faixa grossa de seu ferro, passava defronte ao meu estomago, me servindo como apoio.

Dali eu podia ver as luzes intensas do London Eye.

[N/A.: Olhem essa imagem: http://www.tunliweb.no/Bilder_SM/_10_pa_topp/_Londoneye-1024pix.jpg é a mais perfeita.]


London Eye... Se eu dissesse para alguém que eu jamais havia subido naquele enorme projeto arquitetado por mãos humanas, certamente ninguém acreditaria. Quer dizer, que tipo de cidadã Inglesa eu seria? Mas essa era uma grande realidade.

E na minha pequena lista de objetivos, visitar o London Eye é o terceiro item. Perdendo apenas para viajar ao caribe, e assistir a algum jogo de baseball profissional.

Repentinamente a imagem de Mike veio até a minha mente.

Eu tinha uma dívida com ele, e mesmo sem conhecê-lo direito me sentia culpada. Ao contrário do que eu havia prometido, eu furei com ele, não indo encontrá-lo na hora do intervalo como o prometido.

Não porque eu realmente quis, eu jamais iria querer vê-lo magoado comigo.

Mas o fato de eu ter, muito sem querer... — Bem, não tão sem querer assim — grudado chiclete no cabelo loiro falso de Suzi Trylloman me rendeu um dia de detenção.

Não que eu seja problemática nem nada do tipo. Mas eu me pergunto, o porque daquela manequim da barbie ambulante, se aproveitar dos mais indefesos.

Quem sabe agora ela faça um corte de cabelo tão curto que a confundam com um homem. Um Eslovaco.

E não pensem que esse sorrisinho que está brotando nesse momento nos meus lábios seja algo maléfico. De forma alguma. Na minha imaginação eu até vejo uma auréola sob a minha cabeça.

Mordi o canto do meu lábio inferior, abaixando a cabeça, e brincando com as minhas próprias mãos.

Minha respiração agitou-se um pouco, ao sentir alguém sentando-se ao meu lado silenciosamente, enquanto eu erguia o rosto, mirando no horizonte a paisagem que dali me proporcionava uma das vistas mais lindas que eu já presenciara.

Virei-me, encontrando um Danny extremamente hipnotizado, olhando para o mesmo ponto que minutos atrás eu admirava vidrada. Por instantes havia esquecido-me do seu súbito sumiço no meio da festa.

Era incrível a forma como o céu se encaixava perfeitamente como plano de fundo daquela roda gigante. Uma sintonia perfeita.

Nada, porém, era mais encantador do que a combinação dos traços marcantes de Daniel. O seu nariz desproporcional, os seus olhos brilhantes, a sua boca rosada, combinando com a maçã do seu rosto, os cabelos desleixados, com suas pontas em direções diversas. Eu queria tocá-lo. Eu o queria para mim.

-Sabe, — ele quebrara o silêncio, ainda olhando para o London Eye. –Quando eu era garoto, eu tinha o sonho de ser astronauta. –sorri lembrando-me da decoração do seu antigo quarto, enquanto observava Danny detalhadamente de perfil. –E eu dizia que a minha nave iria partir bem daquele ponto ali. –ele indicou com a cabeça. –Ao lado do London Eye. Hoje vejo como eu havia sido patético. -Ele deu um meio sorriso, virando o rosto para me olhar. –Eu não sou nada Mari.

-Ora bolas, você é Daniel Jones!

-Ah, claro. Daniel Jones, um estudante fracassado, aspirante a rock star, vagabundo de mão cheia.

-E absurdamente dramático, não podemos esquecer!- respondi rolando os olhos, enquanto ele assentia rindo.

[N/A.: Coloquem pra carregar, http://www.youtube.com/watch?v=mTjPSACyzSQ só soltem quando a tia pedir ok?]

Sorri, e abaixei a minha cabeça, fungando pesadamente.

Um silêncio se instalou entre nós, fazendo-me pensar em tudo o que havia acontecido, momentos atrás.

Aquele era o meu dia. Um dia para se encontrar feliz e abençoada. Era o meu aniversário droga!

Entretanto nunca na vida, eu havia me sentido tão sozinha.

E eu não sei ao certo como, nem mesmo havia me dado conta... Mas quando dei por mim, eu já soluçava alto, encolhendo os ombros, e mordiscando fortemente os meus lábios, forçando-me a parar com aquilo. As lágrimas desciam em quantidades absurdas, ignorando os meus comandos para que elas parassem de ziguezaguear pelo meu rosto.

Senti os grandes braços de Danny contornando-me pela cintura, e me aninhei no seu peito. Ele não parecia assustado ou perplexo pelo fato de eu ter desatado em lágrimas de repente. Era como se de alguma forma, ele apenas estivesse esperado pacientemente, já sabendo que uma hora ou outra aquilo aconteceria.

Senti suas mãos passeando pelas minhas costas, e a sua respiração causar-me leves cócegas na orelha. Fechei os olhos, e chorei. Dessa vez chorei com vontade, molhando o seu moletom cinza, enquanto ele começava a cantarolar uma canção, sussurrando-a no meu ouvido:

-“If it's gonna be a rainy day, There’s nothing we can do to make it change, We can pray for sunny weather, But that won't stop the rain. You’re feeling like you've got no place to run, I can be your shelter 'til it's done, We can make this last forever, So please don't stop the rain.”

A sua voz era aveludada, cantando pausadamente, para que cada palavra daquela frase fosse se encaixando no momento.

Era como se o James Morrison tivesse pressentido aquela cena, criando cada parágrafo daquela canção, tendo a gente como a sua referência, como o seu espelho.

[N/A.: Hora de soltar a música (: ]


Ergui o meu rosto lentamente, e os meus olhos lacrimejantes se encontraram com os de Daniel. Os seus olhos brilharam, como se sorrissem para mim, averiguando minuciosamente cada pedaço do meu rosto, deixando-me com a face rubra.

Danny limpou as minhas lágrimas com as costas da mão, passando o polegar pela minha bochecha suavemente. A sua palma fora deslizando pelo meu rosto, e então os meus olhos fecharam-se num comando involuntário, ao sentir aquele carinho gostoso.

Os seus dedos tremularam, fechando-se nos meus cabelos, fazendo os pequenos pêlos da minha nuca arrepiarem. Eu ainda mantinha os meus olhos fechados, enquanto uma lágrima silenciosa escorria vagarosamente pela minha bochecha. Senti os lábios de Danny beijá-la, interrompendo o seu percurso, e depois a sua respiração acelerada aproximou-se da minha boca. O meu coração batia tão forte, que chegava a doer.

Os lábios molhados de Danny encostaram-se aos meus, em um selinho desajeitado. Todo o sangue do meu corpo, parecia ter parado de circular. Eu não ousei abrir os olhos, eu não podia abri-los. Tudo poderia ser irreal, caso eu os abrisse.

Respirei fundo após longos segundos, achando que a minha falta de sanidade era bastante, para que eu houvesse visualizado aquela cena, como num sonho. Mas fora por pouco tempo.

Danny encaixou a sua boca na minha, perfeitamente, e como num reflexo, eu senti todo o sangue voltar a correr pelo meu corpo de uma só vez, causando-me um estremecer. Sua mão apoiada atrás da minha cabeça guiava-me, fazendo com que o meu rosto inclinasse para o lado oposto ao seu. E quando a sua língua encontrou-se com a minha, um frio percorreu todo meu estômago, dando-me calafrios. Embora muitas vezes eu já houvesse emocionado-me com os muitos romances que havia lido e assistido, naquele momento me perguntei como os livros ou filmes ousavam descrever aqueles momentos? Não existiam palavras ou frases que expressassem aquilo. Levantei a minha mão involuntariamente, acariciando aquelas bochechas rosadas que eu tanto amava, com a ponta dos meus dedos, sentindo as suas percorrendo toda a extensão das minhas costas.

De alguma casa vizinha, podia-se escutar o som alto de uma música. Imaginei que please don’t stop the rain estava nos perseguido naquela noite. Aquilo era estupidamente esquisito.

Separamo-nos do beijo com um selinho estalado, e rimos. De certa forma, porém, o nosso sorriso não era o mesmo. Um dia talvez eu consiga explicar a forma como nos olhamos, como sorrimos tão bobos um para o outro, como nos esquecemos de quem éramos, e dos nossos papéis de melhores amigos... Mas não hoje, não agora. Hoje eu só quero aproveitar, enquanto a realidade ainda não havia nos tocado.

Olhei para Danny, percebendo que ele pensava o mesmo que eu. Aquela música definitivamente marcaria um momento único para ambos.

Danny beijou o topo da minha cabeça, aconchegando o seu queixo ali, e eu o abracei pela cintura, deitando a minha cabeça no seu peito outra vez, tentando acalmar as batidas fortes do meu coração, enquanto movimentava-me vagarosamente com o sobe-e-desce da sua respiração ofegante.

Foi ali, naquele instante, que eu desisti de correr dos meus sentimentos pelo Danny. Ele era o meu destino... Era ele que fazia o sol se sobressair em meio à chuva. Era ele, sempre ele.

"Se for um dia chuvoso, não há nada que possamos fazer para mudar. Nós podemos rezar por um tempo ensolarado, mas isso não vai parar a chuva. Estou sentindo que você não tem para onde correr. Eu posso ser seu abrigo até passar, nós podemos fazer isso durar para sempre. Então, por favor, não pare a chuva.”

Notas finais
Oi amonchitas (: E aí, como todas vocês estão?Porque eu estou bem (quemperguntou?) Assistindo todos os capítulos de vampire diaries, e Gossip Girl. Vida chata essa *assovia*... HAHAHAHA'Eu tenho que citar aqui, que Damon de vampire diaries, é simplesmente MA RA VI LHO SO. E não estou me referindo a beleza física. E sim a atuação. Ele faz um vilão irônico, engraçado, e terrivel ao mesmo tempo, maravilhosamente bem. Amei! Adoro vilões. *-*Ah e o Dan de Gossip Girl. Ele é o cara perfeito mew. Lerdo, lindo, fofo, romântico e... lindo de novo (?) HAHAHAHAHAHA alguém ja reparou que tenho crises apaixonantes por Dan's, Danny's, Daniel's? Acho que sim né? whatever...*sobre o capítulo:Tiveram mais N/A's no meio do capítulo do que tudo. Espero não ter atrapalhado nada. -SSSSSAcho que esse capítulo foi meio TENSOOOO ne? or no? HAHAHAHA' Não sei, me digam vocês.Eu achei uma porcaria esse beijo, essa é a real. Quer dizer, eu achei muito cedo. Mas com a realidade de hoje onde a grande maioria (não generalizando é claro) sai pegando sem nem ao menos saber o nome alheio... Quem sou eu, uma pobre autora, pra não fazer eles - que se conhecem desde muito tempo - não se beijarem? SHAUSHUAHSUHAUSHUAS tou certa ou não?Mas realmente foi cedo, e infelizmente não tinha como mudar isso. O porque? Bem, porque aqui quem vos fala, é uma autora preguiçosa que leva anos pra escrever um capítulo, por pura falta de vontade.É... A fic na realidade está escrita até o 7° capitulo, e se eu não me agilizar, vocês aqui me alcançam. Do jeito que sou lerda... Não duvido, realmente.Acho que não tenho mais o que dizer... *gritos-de-aleluia-da-multidão-alegrimente-alucinada-por-finalmente-Mariana-calar-essa-merda-dessa-boca*MENTIRA! RÁÁÁÁÁÁÁ.SHAUHSUAHSUHAUSHUAHUSUAHSUAHSeu? EU? Mariana Reis não ter o que dizer? Talvez em outra vida.Gente eu quero MUITO comprar os livros da mediadora. '-' pra mim é a melhor série que existe, alguém ai ja leu? É que a gelere é tão altamente obscecada por crepúsculo, que sei la ne? Não sou muito fã da série da Meyer (:Exceto do primeiro livro, ponto.Quero agradecer também a menina fofa (cujo nome eu esqueci... sorry amonchita) mas que me deixou um comentário super lindo, me pedindo o meu msn na maior timidez.HSUAHSUAHUSHUAHSUHASU eu sinto bem no fundo da minha alma que ela é a morena do é o tchan! Ela pensa que me engana... Enfim. Brigada amore. Você é fofa demais (:Aos demais que quiserem o meu msn, é só pedir ok? Tem um pedacinho da tia pra todo mundo. HAHAHAHAHAÉ isso? Agora eu acho que sim... Só uma última coisa: Eu sou uma louca pirada maluca que não sei o que quero, ou começar a gostar de alguém e ser correspondida é mais complicado do que em contos? Quero opiniões pra eu saber se o problema é só comigo! (:Sem mais.xx, peas.Maah