Somewhere In Between

1 A casa mal assombrada.


Notas iniciais
Espero que vocês leiam e comentem, ok? E também espero que vocês sejam sinceros. Se não gostarem, falem. Se gostar, falem também. Toda opinião é sempre bem vinda.

Estacionei meu carro em frente aquela casa abandonada. Respirei fundo e pressionei firmemente minhas mãos contra o volante. Eu sabia que aquela tarefa não seria fácil, afinal de contas nunca é. Olhei para o banco do passageiro e lá estava o jornal do dia anterior. A notícia era sobre um casal de jovens que desaparecera na floresta que muitos consideravam mal assombrada.

Passei o período da manhã vendo mapas, notícias anteriores e percebi uma conexão entre as vitimas e os locais. Todos os que desapareceram eram um casal – homens e mulheres. Não necessariamente tinham algo amoroso – e desapareceram ao redor da casa dos Muller.

Olhei de soslaio para a casa e decidi sair do carro. Caminhei vagarosamente em direção ao porta mala e o abri. Lá estavam todas as minhas armas, munições, facas e alguns artefatos de bruxaria. Peguei minha arma que tinha como munição o sal grosso e coloquei no bolso mais algumas balas de sal grosso caso fosse precisar.

Fechei o porta mala e caminhei em direção a casa Muller. Ela realmente era digna de um filme de terror. Era uma casa da madeira, suas vidraças estavam quebradas e a lua iluminava a casa de uma forma sombria.

- Droga! – murmurei assim que pisei na varanda da casa. Pelo fato de ser uma casa antiga, sua madeira estava apodrecendo e a cada passo que eu dava o piso rangia.

Continuei caminhando, mas era inevitável não fazer barulho. Parei em frente à porta e a empurrei lentamente. O cheiro de mofo era quase que insuportável e havia vários ratos mortos espalhados pela sala. Havia alguns móveis espalhados pelo lugar e um imenso retrato na parede. A fotografia, aparentemente, mostrava todos da família Muller. Não eram pessoas sorridentes, tinham uma expressão austera.

Andei por todos os cômodos da casa e encontrei vários cobertores, lanternas e alimentos. Muitos jovens que se perdiam na floresta achavam que aquela casa era um bom lugar para passar a noite, mas ninguém que entrou naquela casa saiu vivo para contar a história.

Suspirei derrotada. Eu perdi uma noite e não encontrei nada ali. Nenhuma aparição fantasmagórica ou demoníaca. Fui tirada de meus devaneios pela luz da lanterna que começava a tremeluzir. Puxei a arma e esperei pelo o que viria a seguir.

Um homem parou na entrada da porta. Em suas mãos encontrava-se um martelo e não tive muito tempo para observar o resto, pois ele avançou em minha direção. Puxei o gatilho e a bala de sal grosso o acertou em cheio.

Eu sabia que dentro de alguns minutos ele retornaria. Desci as escadas e fiquei parada no centro da sala. Olhei rapidamente para o retrato e logo percebi que ele não era nenhum integrante da família. Isso complicaria muito mais as coisas.

Não demorou muito e ele estava na sala. Atirei novamente, mas ele fora mais ágil e com um empurrão me jogou contra a parede. Senti minha cabeça latejar e o sangue escorrer pela lateral do meu rosto. Minha arma estava a alguns centímetros de mim, mas não havia como pegá-la. Ele já estava parado na minha frente, mas não conseguia atacar.

Então me recordei do fato de que ele só atacava casais. Essa foi a minha deixa para pegar minha arma, mas não foi preciso. Um homem arrombou a porta e atirou no fantasma.

- Hey, você está bem? – ele se aproximava rapidamente em minha direção.

- Estou. – apoiei minhas mãos na parede para me levantar, mas a pancada havia sido muito forte e eu não consegui me equilibrar.

- Eu te ajudo. – ele segurou as minhas mãos e me levantou.

- Obrigada. – murmurei.

- O que você faz aqui? – ele me olhava intrigado.

- O mesmo que você. – respondi apontando para a minha arma que se encontrava no chão. Estávamos a poucos centímetros de distância e a luz da lua iluminava perfeitamente seu rosto. Ele não era muito alto, tinha cabelos louros e olhos verdes. Talvez fosse coisa da minha cabeça, mas eu tive a sensação de já tê-lo visto em algum lugar.

- Venha – disse ele me puxando pela mão. – temos que sair daqui.

- Tenho que pegar minha arma. – tentei caminhar sem o seu auxilio, mas mal consegui dar um passo direito. Minha cabeça rodava e aos poucos minha visão fora ficando embaçada. Ouvi o meu salvador me chamando, mas logo em seguida minha vista ficou escura e senti meu corpo batendo contra o chão da casa.

Notas finais
E aí, qual a opinião de vocês? Não é um capítulo muito extenso, mas se aparecem leitores os próximos serão maiores. Prometo.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.