Notas iniciais
Olaaaaaa! Espero que todos estejam bem!
Eu deveria estar dormindo? Possivelmente. Deveria estar fazendo os trabalhos da faculdade? Com toda certeza! Sabe o que estou fazendo invés disso? Aderindo a trends do tiktok. Sim, cheguei ao fundo do poço.
Eu pedi para meus amigos me mandarem imagens de personagens que tem a personalidade parecida com a minha, e para minha surpresa, me acham parecida com a Hermione! Então, aqui está a minha versão Hermione/Angel.
Espero que gostem!

“Para a próxima aula, quero 25 centímetros de pergaminho sobre os efeitos colaterais...”

Hermione não conseguiu se concentrar no restante da frase. Agora seu braço formigava graças ao soco “amigável” que Gina lhe dera.

Com certa revolta em seus olhos, a Leoa se virou na direção da ruiva.

“Por favor” suplicou ela. “Eu nunca te pedi nada.”

Com aquilo Hermione riu. Era uma mentira deslavada! Hoje pela manhã mesmo Gina lhe pedira o shampoo emprestado, e agora queria arrastá-la para uma festa.

“Eu sei que a parte de nunca pedir nada é mentira, mas não precisa rir da minha cara também” reclamou a ruiva, enquanto se levantavam e recolhiam seu material.

“Desculpe Gina, não foi por mal. Eu só acho que...”

Antes que pudesse terminar sua frase, Hermione teve seu corpo projetado para frente, fazendo-a derrubar seus livros e quase cair sobre o piso frio.

“Olhe por onde anda, Sabe-Tudo” disse a garota loira, sem sequer se dar ao trabalho de olhar em sua direção.

Gina recolheu os livros de Hermione para que pudessem seguir caminho, mas a amiga parecia vidrada no caminho que a loira fizera.

“Por Merlin, eu tenho até medo quando você olha para alguém assim” sussurrou Gina, guiando Hermione para o salão comunal da grifinoria.

“Sabe, Gina... Eu mudei de ideia. Vou adorar ir à esta festa com você” disse a castanha, com um sorriso levemente torto no rosto.

Eram cerca de onze horas da noite e Hermione ainda não tinha conseguido pensar em nada para usar contra Astória. Na realidade, ela até pensou em algumas coisas, mas nada que fosse bom o bastante. Fazia meses que a loira de farmácia a importunava pelos corredores. Parecia ter prazer em receber os olhares de raiva que Hermione lhe dirigia depois de tais atos.

E era por isso que estava ali. Com a formatura se aproximando, não teria muito tempo para pensar em algo pequeno como aquilo. Mas isso não queria dizer que iria deixá-la sair impune.

Por sua cabeça rodavam todos os tipos de ideias: desde usar sangue falso para humilhá-la no melhor estilo "Carrie, a estranha" até simplesmente dar-lhe um tapa na cara. Obviamente os dois extremos foram descartados. O primeiro por ser elaborado demais para realizar em tão pouco tempo, e o segundo por ser arriscado demais já que estava no covil das cobras e ela era uma delas. Não queria acabar levando uma surra ali.

Com os pensamentos ainda flutuando ao redor de suas possibilidades e o copo de Firewhisky na mão, Hermione nem percebeu que alguém se juntou a ela no canto escuro em que se encontrava.

“Bem que eu pensei ter visto a Weasley-fêmea se agarrando com Theo” disse o loiro, enquanto olhava para o salão. “Mas não achei que você também estaria aqui.”

Hermione exalou o ar de forma pesada, quase como se fosse um esforço de sua parte ter de se dirigir à ele.

“Se escondendo de alguém, Malfoy?” perguntou ela, sarcástica.

“Eu não usaria essas palavras... Mas em suma, sim.”

Hermione arregalou os olhos. Draco Malfoy, o Príncipe da sonserina estava fugindo de alguém na própria festa. Quão hilário era isso? Hilário a ponto de fazê-la rir alto.

Sua gargalhada foi alta o bastante para fazer algumas pessoas se virarem na direção deles e deixar Draco desconfortável com isso.

Quando a garota de vestido preto curto e cabelos loiros esvoaçantes se aproximou, Draco segurou a mão de Hermione a fazendo se levantar com ele e começar a andar.

Hermione não sabia para onde ele a estava levando ou de quem estavam se escondendo, mas achou a cena toda muito engraçada. Talvez fosse o álcool falando.

Quando chegaram ao banheiro, Malfoy a dirigiu para uma cabine vazia e a fez entrar, adentrando o pequeno espaço logo em seguida.

Parados ali, de frente um para o outro, Draco pôs o dedo indicador sobre os lábio, sinalizando que ela devia fazer silêncio.

E quando Hermione pensou em dizer que não havia nada de que se esconder, a causadora da confusão abriu a porta principal do banheiro. Nesse instante, Granger agradeceu a esperteza de Malfoy de se esconder em uma cabine.

“Draco?” perguntou a garota loira.

“Draquinho, eu sei que está aqui.”

E então a ficha caiu. Malfoy estava se escondendo de Astória.

E como se todas as engrenagens maléficas da mente de Hermione tivessem sido iluminadas pela luz de uma ideia, ela pôs-se em ação.

Seus braços circularam o pescoço de Draco criando uma falsa ideia de proximidade para quando ela os pegasse ali.

“Draco?!” Chamou a garota de novo.

“Que voz irritante” sussurrou Hermione.

“Eu que o diga” concordou Malfoy.

E tendo ciência de que teria que se esforçar mais para ser “flagrada” Hermione fez algo que jamais se imaginou fazendo: ela gemeu o nome de Draco Malfoy. Não de forma escandalosa, mas alto o bastante para ser ouvida.

Contou mentalmente até três e então gemeu de novo. Um gemido longo e manhoso que deixou ideias erradas na mente do sonserino.

“Draco" chamou novamente Astória, dessa vez sua voz parecia quase um choro. E como a cereja do bolo, Hermione soltou outro gemido, ainda mais alto e manhoso, seguido de um falsa respiração ofegante. Draco não entendia o que estava acontecendo, mas levou as mãos a cintura da Leoa por puro instinto. Foi quando ela começou a repetir seu nome. Como uma prece. “Draco, Draco, Draco...” seu tom de voz ia ficando cada vez mais alto e agudo, mas não de uma forma escandalosa como Astória fazia na hora do sexo, aquilo era puramente erótico, Malfoy notou.

E quando ela foi capaz de ouvir o leve baque que a porta fez ao fechar, a castanha tirou suas mãos do corpo do loiro, causando nele uma sensação estranha de frio.

“Acho que ela foi embora” sussurrou ela. “Bom, pelo menos ela vai ter algo em que pensar” completou, dando uma piscadela na direção do garoto, quando destrancava a porta e saia do banheiro.

“E eu também “ sussurrou o loiro para si mesmo, enquanto notava a ereção que ela causara.

Notas finais
Eu admito que não gostei de ser chamada de sabe-tudo. Também admito que pensei em vingança naquela hora, mas não é culpa minha. Eu sou só metade anjo

Obrigado por ler até aqui, e até a próxima
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!