Notas iniciais
Oi pessoas, obrigada a quem comentou e aos que estão acompanhando. Infelizmente o capitulo será pequeno por conta dos poucos comentários e por seguir um roteiro na história. Quero que foquem no conteúdo do capitulo, não no seu tamanho. A playlist como prometido: Am I wrong - Nico & Vinz Back to the shack- weezer Best day of my life - american authors centuries- fall out boy close to your love- atellaGali don´t you worry child-swedish house mafia find you- zedd fourth of july-fall out boy i wan´t you to know-zedd if i lose myself- oneRepublic it´s time- imagine dragons one last time- ariana grande secrets-OneRepublic See you again- wiz khalifa Uma Thurman- fall out boy The kids aren´t alright- fall out boy stay the night- zeed the days - avicii Ufa, pronto, aproveitem o capitulo.

Quando escurecia e eu escapava de casa ou de qualquer lugar que fosse sentia que estava deixando as pessoas de quem gosto eternamente para trás. Sempre me disseram que me viam como a adulta que nunca fui, e eu dizia que um adulto não pensaria ou diria nada parecido.

Sempre me entenderam errado, não sei bem se eu que promovia isso, só sei que achava tão estranho a ponto de me irritar e com o tempo quase me convencer. Sabia que parte de mim nunca cresceria.

Foi com meus 16 anos que conheci alguém. Fora importante eu sei, porém a pequena magoa fez com que eu crescesse como um adulto normal finalmente, deixando assim meu coração um pouco menor com a desilusão.

Ele se chamava Alan, o conheci quando entrei em uma oficina, com um problema na mangueira do carro. Estava estourada, pedi ajuda e o encontrei. Começamos como quaisquer outros; olhos nos olhos e sorriso nos lábios.

Foi, assim, uma amizade de 12 meses e um namoro de 2 anos, até que aconteceu...

Estávamos na pista, com o carro quebrado, o pneu tinha furado, e nunca estivemos com um azar tão grande. A questão é que não nos incomodamos e esperávamos ajuda em uma curva de estrada.

Não sei se vi ou ouvi alguma coisa, talvez minha mente insistisse em me esconder os fatos. A questão é que em um segundo, estava em seus braços e em outro, ele havia me soltado e estava no meio da pista, seguindo em direção ao nosso carro do outro lado. Uma fumaça começou a sair de lá, e nem sei de onde começou o fogo ou de onde surgiu o estouro que o fez saltar, mas outro tipo de barulho se aproximou tão rápido e de repente só fui vê-lo a metros de mim, sangrando. O carro, que tinha vindo em alta velocidade, estava capotado a esquerda do corpo dele.

Não vou dizer que foi nesse ponto que senti meu coração se partir, não.

Foi uma daquelas sensações de quando perdemos um avó, já sabíamos que aconteceria. Era um dor profunda, mas era suportável de alguma maneira. E como somos o que somos, toda dor escorreu pelos olhos.

Desde o enterro, não só eu, como minha família, percebeu que eu andava calada. Triste no começo, mas depois a indiferença, proposital, se tornou palpável . Só estava rachada por dentro, o que era bom, antes assim do que estar quebrada, perdida e sangrando em um lugar que não se pode ver, que não se pode curar. Assim era mais fácil.

Notas finais
Então, comentem se gostaram e comentem se não gostaram também. Não está escrito nas notas iniciais da histórias, mas não é por isso que os comentários não movimentam a história e o escritor, então vamo lá. Até mais galera