Something to die for.
3 The Hook
As pessoas ainda não haviam se conformado da morte de Clarissa quando foram pegos de surpresa pela morte de Lacy.
– Ok. Alguém definitivamente tem algo contra nós. — Disse Pietra quando estavam todos os amigos reunidos no velório de Lacy. O caixão havia ficado fechado devido ao estado que a garota estava. Volta e meia abriam, porém os pais da mesma não conseguiam olhar para o rosto deformado dela.– Você acha? — Falou Eddie se jogando na cadeira ao lado de Louisa, que desenhava em seu caderno. — Só queria entender o porque tiveram que fazer isso com ela. — Ele disse em um tom bravo. — Tipo... Caralho??? — Falou aumentando seu tom de voz e tirando um cantil de whisky do bolso.– Eddie, isso não vai adiantar em nada. — Disse Louisa olhando para ele e voltando a olhar para seus desenhos. — Dá pra sentir o cheiro dessa merda de longe. — Ela disse e ele revirou os olhos. — Me passa isso aí. — Ela falou estendendo a mão. Ele riu e passou o cantil para ela, que tomou um bom gole e devolveu. — Puta merda, isso é horrível. — Disse tossindo e começando a guardar seus desenhos.– Vamos? Eu não aguento mais ficar aqui. — Falou Emily se levantando. Elsa se levantou também, seguida por Louisa, Eddie, Pietra e Maya. Lexie resolveu ficar um pouco mais pois recém havia chegado e fora falar com os pais de Lacy, que estavam arrasados.– Vamos revisar hoje? A prova é em dois dias. — Disse Maya para o grupo.– Acho que sim. Precisamos esquecer um pouco isso tudo. — Disse Eddie. — Me dá uma carona, Maya? — Continuou.– Claro. Alguém mais quer carona? — Perguntou a loira, ajeitando os cabelos e procurando as chaves do carro.– As sapatinhas vão como? — Perguntou Pietra para Elsa e Emily, que reviraram os olhos.– Vamos andando, assim eu posso jogar a Emily no mato e comer ela ali mesmo. — Disse Elsa irônica, fazendo Louisa rir e Emily arregalar seus olhos, ficando envergonhada.– Caraca, precisa falar isso pra todo mundo? — Eddie reclamou.– Vocês vão comigo, suas trouxas. — Falou Pietra pegando a chave de seu carro. — Lou, vai comigo ou com eles?– Maya vai levar o Eddie que mora duas ruas depois de mim... Acho que é mais fácil para ela me levar do que você fazer toda a volta da casa da Elsa. — Louisa disse pensando.– Eu só perguntei se você quer carona, não precisa fazer um mapa! — Falou Pietra rindo.Elsa, Emily e Pietra foram para um canto do bairro, enquanto Eddie, Maya e Louisa iam para o outro. Lexie saiu meia hora depois que os amigos saíram, seu pai foi busca-la. A volta para casa fora cansativa para todos, um silêncio predominava os carros e só se ouvia voz quando as caronas desciam do carro para agradecer e dizer um 'até logo' quando fossem se encontrar para os estudos.Carter's house — 20:30.Emily estava se arrumando para ir para a casa de Eddie para estudarem. Todos estavam lá, só faltava ela para que eles começassem.– Você está indo estudar ou para uma orgia? — Perguntou um dos pais de Emily. Ela soltou uma gargalhada enquanto terminava de se arrumar. Ele deu uma volta e fez uma pose. — Eaí? — Falou. Ela parou de se maquiar e olhou para ele, ainda rindo.– Está deslumbrante, papai. — Falou a garota. — E eu não vou para uma orgia, só para a casa da Elsa depois de lá. — Continuou. — Você não está atrasado? — Disse ela se referindo a um jantar de seus dois pais. Emily fora adotada por Nicholas e James Carter, eles lutaram para conseguir adota-la, mas ela foi para os braços deles com apenas cinco meses e alguns fios de cabelo. Ele afirmou com a cabeça e beijou sua testa, descendo as escadas. Os dois se despediram dela e enquanto ela terminava de arrumar suas coisas, eles saíram. O telefone dela tocou.– Alô? — Ela disse assim que atendeu. Estava escovando os dentes, então apoiou o celular no ombro, deixando-o entre o ombro e o ouvido.– Cadê você mandando mensagem que já posso ir te buscar? Eddie quer logo começar essa porra, temos algumas horas para a prova.– Disse Lexie do outro lado da linha.– ANDA, SUA VAGABUNDA! EU PRECISO DE UMA NOTA BOA!– Gritou Eddie. Era de lei eles estudarem sempre juntos, pois assim conseguiam fazer isso de forma divertida e que todos se saíssem bem. E quando era algo MUITO em cima da hora, eles conseguiam formar bons planos para as colas.– Eu precisei falar para meu pai que não estava indo para uma orgia e sim para a casa da Elsa depois daí. — Ela falou terminando de escovar seus dentes e limpando a boca. — Culpe ela pelo meu atraso. — Continuou. Ela ouviu uma batida na porta.– Eu não tenho culpa se minha mãe quer conhecer minha namorada. Ou tenho?– Falou Elsa. Emily saía de seu quarto para atender a porta, pensou que talvez um de seus pais tenham esquecido o presente do outro e como eles passariam a noite fora, ela ficaria com a chave, eles tiveram que tocar a campainha. – Pera aí! Eu tô no viva voz? — Ela perguntou quando começava a descer as escadas.
– Sim!– Ouviu um coro de vozes e então riu. Ela foi até a porta e a abriu. Não havia ninguém lá, o que ela achou estranho.– Essas crianças... — Ela falou e logo tapou o microfone do celular. — VÃO FAZER TROTE NA CASA DO CARALHO! — Ela gritou.– Sapatinha, relaxa o cu, se não eles jogam uma pedra em você.– Disse Louisa fazendo-a rir com seu comentário.– Claro que sim. — Falou irônica fechando a porta. — Lex, estou pronta. Pode vir se quiser. — Ela disse. – Ok, vou indo. Aí passamos na Pietra e na Maya que ainda não chegaram também.– Ela disse.– E VOCÊS RECLAMANDO DE MIM? — Disse Emily fingindo estar irritada.– Você é sempre a que chega primeiro e adoramos pegar no seu pé, é quase que um hobby.– Disse Eddie de boca cheia.– Tá bem, venham logo, ou eu começo a assistir novelas e não saio mais. E vocês precisam muito das minhas anotações para as colas. — Ela disse rindo e logo desligando o telefone. Subiu as escadas e terminou de arrumar suas coisas. Pegou a bolsa com as anotações e desceu, deixando-a em cima da pia. Abriu a geladeira e começou a pegar algo para levar até a casa de Eddie para que eles pudessem comer. Na geladeira, havia uma foto dela e de Elsa em um parque aquático, do dia em que começaram a namorar. Ela sorriu ao ver a foto e suspirou enquanto colocava algumas coisas na mesa. Ouviu um barulho antes que pudesse abrir a geladeira novamente. O barulho vinha de cima. — Será que aquelas putas entraram pela janela? — Ela disse rindo e revirando os olhos, indo até as escadas.Já fazem algumas horas desde que Lacy Storm fora assassinada e ninguém, nem os pais ou a polícia, possuem respostas. Os amigos e a família estam devastados com a notícia. Parece que revivemos o misterioso assassinato de Clarissa Hewitt novamente.Antes que pudesse subir, Emily ouviu o que o apresentador do tele-jornal estava falando sobre a morte de Lacy. Ela revirou os olhos e foi até a televisão para desliga-la. Voltou para as escadas e subiu, até seu quarto.– Jurava que você estava apagada. — Disse ao encontrar a luz de seu quarto acesa. Viu que a janela estava aberta e então a fechou, um pouco assustada com a cena da luz. Outro barulho, vindo do quarto de seus pais a assustou. — Cacete! — Disse um pouco algo quando se assustou. Levantou uma de suas sobrancelhas e então saiu de seu quarto, apagando a luz e fechando a porta. Foi para o quarto de seus pais, onde a porta estava com apenas uma fresta aberta e entrou. Viu que tudo estava escuro, porém tudo arrumado. Exceto uma boneca havaiana que eles tiraram do carro para poder manda-lo para lavar. Ela estava balançando como se estivesse pegando certo vento ou se estivesse no carro. — Ué. — Disse ela com uma expressão curiosa em seu rosto. Seu celular tocou, era um número desconhecido. — Alô? — Ela disse prendendo a cabeça da boneca entre seus dedos para faze-la parar de mexer.– Olá, Emily.– Disse alguém do outro lado.– Oi? Quem está falando? — Ela continuou sem preocupação, enquanto via se não tinha mais nada no quarto de seus pais.– A última pessoa com quem você vai falar.– A pessoa falou isso e ela deu uma risada.– Ok, Eddie, beleza que eu me atrasei, mas não precisa brincar assim, né? — Falou Emily ajeitando os cabelos e rindo. — Eddie? — Falou ela um pouco preocupada depois de alguns segundos em respostas. Ela desligou o celular pois achou que era uma brincadeira e ele ligaria depois. Ela se virou e saiu do quarto. Desceu as escadas e se sentou no sofá, enquanto esperava as amigas irem busca-la. Antes que pudesse reclamar da demora, ela ouviu algo arrastando na cozinha. Arregalou os olhos ao ouvir barulhos de passos e sentir uma presença. Ela se levantou e foi até a cozinha, dando passos largos. — Ok, preciso colocar "matar a Louisa por me fazer assistir filmes de terror no meu aniversário" na lista de coisas a se fazer antes da festa da escola. — Falou ela tensa. Quando chegou na cozinha, se dirigiu correndo até a gaveta e pegou um facão, desses para se cortar pão ou para enfiar no meio de alguém. Assim que ela se virou, viu uma figura alta, com uma máscara meio cinza que tapava seu rosto, deixando apenas um espaço para os olhos. Um manto preto em seu corpo e um gancho em sua mão. Ela se encolheu e deu passos para trás, encostando na bancada da mesa. A pessoa levantou a mão que segurava o gancho e Emily correu, largando a faca e pegando seu celular do sofá, voltando a subir as escadas e sendo perseguida pela tal figura do manto preto. Ela entrou no quarto de seus pais, fechou a porta e entrou no closed, pegando o celular e ligando para Elsa, com as mãos tremendo e os olhos cheios de lágrimas.– Alô?– Disse Elsa do outro lado da linha. — Emily?– Falou em um tom preocupado.– Elsa... Tem alguém aqui na minha casa querendo me matar. — Ela sussurrou.– O que?– Elsa falou rindo. — Se não quer vir não precisa, ninguém vai cair nessa.– Elsa disse rindo ainda.– EU TÔ FALANDO SÉRIO! — Ela aumentou o tom fa voz e logo tapou a boca, ouvindo o barulho da porta do quarto de seus pais abrindo. — Chama a polícia Elsa, eu não sei o que vai acontecer comigo depois disso. — Disse já chorando. Viu a porta do closed se abrir e então gritou. Ela tentou fugir, mas a pessoa a pegou. Ela mordeu seu ombro e deixou o celular cair.– Emily?– Elsa falava no telefone, um tanto preocupada. — EMILY? PARA DE BRINCADEIRA!– Ela disse aflita.– Eu disse que eu seria a última pessoa que você falaria. — Disse a pessoa para Emily, que andava para trás, encostando na parede, sem ter para onde fugir. Ele levantou o gancho e passou calmamente pelo pescoço dela, que fechou os olhos.– Por favor. Não me mate. Eu faço qualquer coisa para não morrer. — Ela sussurrou, implorando. Ele desceu o gancho para o braço dela, rasgando-o com a ponta do objeto. Ela gritou ao sentir a dor. — SOCORRO! — Ela gritava o mais alto que podia. Antes que ela pudesse falar qualquer coisa, ele enfiou o gancho no pescoço de Emily e logo tirou, tocando com a mão livre, no buraco que ali havia ficado. A essa altura do campeonato, Emily estava com as mãos no pescoço, tentando respirar enquanto caía no chão. Assim que ela caiu no chão, a tal pessoa se abaixou e enfiou o gancho em seu abdômen, fazendo sair sangue de sua boca. O assassino foi até o telefone dela, onde Elsa já havia desligado e colocou o celular na mão de Emily, já morta. Colocou a playlist de músicas da banda Kodaline, a favorita da garota.Cooper's House — 20:58– Eu não sei, eu realmente não sei o que fazer. Eu não sei se ela estava brincando ou falando de verdade eu não sei. — Dizia Elsa para Louisa que a acalmava.– CALMA, OK? Você ligou para a polícia mesmo achando que era brincadeira, e você vai ver que ela vai levar um esporro, vamos fingir que estamos decepcionados quando na verdade nos orgulhamos dela ter conseguido fazer uma brincadeira decente e ela vai ficar de castigo. Não aconteceu nada. — Falou Louisa entregando um copo de água para ela. Ouviram o telefone de Elsa tocando. Era James Carter, um dos pais de Emily.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.
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