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9 Luna & Pansy: o Jardim
Aquele era um ano atípico para os estudantes da escola de magia e bruxaria, e Pansy Parkinson sabia que estar sozinha não seria fácil.
A guerra bruxa havia acabado, mas levou consigo muitos daqueles que a sonserina se importava. E amava, em seu próprio jeito. Ela suspirou ao sentar-se na grama verde do imenso jardim do castelo, em frente ao lago negro. Foi inundada por memórias com os amigos e sentiu os olhos esverdeados ficarem nublados pelas lágrimas contidas.
Não choraria outra vez.
Sentiu o vento bagunçar seus cabelos enquanto o vai e vem dos corredores ainda parecia zumbir no fundo de sua mente. As aulas de poções sem Snape, DCAT sem Lupin. O salão comunal de sua casa sem as risadas de Draco, os comentários ácidos de Blaise e os chocolates que Goyle e Crabbe traziam para si.
Deixou o corpo cansado deitar na grama, fechando os olhos.
— Consigo ver os zonzóbulos na sua cabeça.
A voz suave pareceu despertar Parkinson, que deixou o braço cair ao lado do corpo.
— Hã? — perguntou, vendo a garota loira imitar seus movimentos e deitar o corpo na grama — O que você disse?
— Os zonzóbulos. Eles estão embaralhando sua mente, posso vê-los — respondeu com obviedade, sorrindo de maneira calorosa para a sonserina — Mas tudo bem, eles irão embora uma hora ou outra, e então poderá comer pudim. Tudo se resolve com pudim.
— Talvez um pudim não seja ruim — virou o rosto, tendo a corvina em seu campo de visão — Obrigada.
— Está me agradecendo por qual razão?
— Por parar aqui e conversar comigo, obrigada.
Luna riu, colocando as mãos entrelaçadas sobre a própria barriga enquanto olhava o céu. Ainda sentia os olhos da outra em si, deixando um sorrisinho presente em seu rosto enquanto falava.
— Não precisa me agradecer por conversar com você, Pansy. O que acha de almoçar comigo amanhã?
Por alguns segundos, Pansy se sentiu atordoada.
Primeiro, pelo convite. Segundo, por sentir um calor repentino aquecer seu coração. E claro, as malditas borboletas que pareciam voar em seu estômago.
— Claro, eu adoraria.
E então Luna sorriu mais amplamente, arrastando um pouco o corpo até estar mais próxima da outra garota. Levou uma de suas mãos até a dela, que jazia na grama e entrelaçou seus dedos.
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