Notas iniciais
Okay, eu escrevi esse capítulo junto com o anterior e etc, e acabei não relendo pra ver se eu poderia melhorar alguma coisa, se tinha algum erro e tal... Então, se tiver algum erro escroto, falem-me, please

POV PERCY

Eu tinha uma missão.

“Há um semideus em algum lugar daquela escola, Percy”, disseram-me. “Você tem que descobrir quem é”.

Eu imaginei que meus instintos fossem como os de um sátiro e, na hora, um sinal em meu cérebro piscaria e eu saberia que eu encontrara o tal semideus. Engano meu. Nada de sinal, nada de alarme.

Bem, exceto o alarme de incêndio, que tocara quando eu estava em minha aula de Inglês. Todos se apavoraram, achando que morreriam asfixiados ou de qualquer outra maneira pouco amistosa.

Achei estranho não ter visto fogo ou fumaça alguma, mas não liguei. Só... corri. Corri até minhas pernas doerem.

Até que, finalmente, entendi – algumas pessoas gritavam, perguntando o que estava acontecendo. Ao longe, era possível reconhecer as respostas: “Um homem armado! Ele está armado! Nós vamos morrer! Ele vai nos matar!”. Logo aí eu já havia percebido que tinha algo errado. Primeiro: quem foi o retardado que teve a brilhante ideia de tocar o alarme, reunindo, assim, todas as pessoas em um só lugar, o que facilitaria a matança? Mas ainda havia algo mais errado, o que me fez correr por toda a escola, tentando reconhecer algum rosto diferente dos que eu já havia visto. Ah, aliás, monstros podem ser humanos. Isso chama-se névoa. E, sim: monstros existem.

Imaginei que, onde quer que estivesse o monstro, o tal semideus estaria junto. E ele correria perigo enquanto eu não o salvasse.

Atravessando a escola, cheguei ao corredor da lanchonete. Estava vazio – exceto por um homem gordinho que parecia ter uns 40 anos e um garoto que agonizava no chão.

Ei, espere. Eu o conhecia; digo, o garoto. Eu conhecia o garoto. Era o que havia derrubado meus materiais no chão, logo antes de começarem as aulas.

Como era mesmo seu nome? Ah. Nicolas.

Eu precisava agir rápido. Remexi em meu bolso e saquei minha caneta. Sim, minha caneta. Tirei a tampa da mesma e ela rapidamente transformou-se em minha espada, Contracorrente.

O homem olhava fixamente para o garoto, sem se mexer. Ele apenas ria. Considerei esta como sendo a hora certa para atacar.

Corri até o homem e pulei em suas costas, agarrando-me ao seu pescoço. Fiz um corte superficial em seu braço, e notei o líquido dourado saindo pela ferida – Icor, o sangue dos deuses e monstros. Neste exato momento, o garoto olhou para mim... e desmaiou.

– Merda! – resmunguei.

O monstro jogou-me para trás. Bati em um armário e caí no chão. Só pude olhar enquanto ele se transformava em... ele mesmo.

Uma cauda com espinhos nasceu, junto com asas e outros itens horripilantes que não citarei. Era uma Manticore.

Ele atirou um de seus espinhos em minha direção, mas defendi-me posicionando Contracorrente em minha frente, o que fez o espinho ricochetear na arma e cair no chão, perto do monstro.

Corri, mais uma vez, até o bicho. Ele investia todos seus espinhos em mim, mas eu desviava.

Faltando pouco mais de um metro de distância entre eu e ele, a minha sorte se esvaiu em um súbito, e um espinho atingiu em cheio meu ombro.

Gemi de dor e caí de joelhos.

O monstro pulou alto, e vi minha chance ali: empunhei forte Contracorrente com a minha mão esquerda – sendo que sou destro. Ou seja: aquilo foi uma merda – e a ergui.

Tarde demais para voltar atrás, a Manticore caiu em cima da ponta de minha espada, que perfurou seu peito. Caí, deitado, com o monstro em cima de mim. Caramba, como era pesado!

Tirei minha mão do cabo da espada, e fui rastejando, o mais rápido que pude, para sair debaixo do animal.

Parte 1: Matar o monstro – ok.

Parte 2: Sair debaixo do monstro – ok.

Parte 3: Salvar o garoto – em andamento.

Parte 4: Me salvar – pendente.

Eu precisava de água. Apenas água poderia me salvar.

Bem, a praia deveria estar a uns 400 quilômetros de Westover Hall. A nossa escola não tinha fonte... só me restava uma opção.

O banheiro.

Corri até o mais próximo e entrei no banheiro feminino. Dane-se, não teria nenhuma garota lá.

Abri a torneira, para evitar perder mais forças ao tentar invocar a água de lá e tudo mais, e mergulhei minha mão nela. A água foi correndo por meu braço, até chegar ao meu ombro machucado. Conseguia sentir que a dor se esvaía, mas não completamente.

Estava disposto a ficar ali por mais uns 30 minutos até aquela merda ficar inteiramente curada, mas eu esqueci de um pequeno detalhe: o garoto.

– Puta merda!

Saí correndo de volta até onde ele estava. E, para minha decepção, encontrei um pedaço de ambrosia, um cálice de néctar, plástico-bolha (ãhn?) no chão.

– Obrigada, deuses, por mandarem mantimentos para ele e não para mim! Sempre tão gratos. – resmunguei, irônico.

Tentei, da melhor forma possível, sentar o garoto, apoiado em um armário. Então, fiz com que ele tomasse o néctar e engolisse a ambrosia.

Olhei para o seu ferimento, e entendi o porquê do plástico-bolha: não era tão bom quanto gaze, mas eu poderia estancar o sangue, fazer um curativo.

Com todo cuidado possível, retirei o espinho da panturrilha de Nicolas e arrodeei o plástico em volta da perna dele (apesar de ainda não entender o porquê de os deuses não terem mandado gaze).

Ele tossiu, o que significava que a ambrosia estava fazendo efeito, mas continuou desacordado. Bufei, percebendo que teria que leva-lo no colo, até poder contatar algum amigo ou um táxi para me levar até o Acampamento Meio-Sangue.

Como por um sinal divino, ouvi uma voz:

– Percy!

Olhei para trás, e lá estavam: Grover e Annabeth. Suas expressões eram um misto de confusão, felicidade e preocupação.

– Viemos assim que ficamos sabendo – disse Annabeth.

– Ficamos preocupados, seu filho da mãe – disse Grover. – Não faça mais isso. Nunca mais.

Sorri para eles, mas logo fiquei sério e olhei para o meu mais novo colega.

– Como o levaremos para o Acampamento? – disse.

– Bem que eu senti cheiro de semideus – murmurou o sátiro.

Annabeth sorriu.

– Podemos chamar Jason. Ele estava aperfeiçoando seus poderes e blá, blá, blá. Acho que ele consegue levar o garoto... sabe, voando. Já nós teremos que pegar um táxi.

Dei de ombros.

– Por mim tudo bem.

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– É, ele tá bem, sim. Por que está tão preocupado, Perseus?

Rachel olhava fixamente para mim, e senti meu rosto corando.

– Se você salvasse temporariamente um cara à beira da morte, não gostaria de saber se ele sobreviveria?

Ela deu de ombros.

– Eu esperaria que me dessem notícias, acho. Na verdade eu não sei, isso nunca aconteceu comigo.

– Rach! – Valdez gritou, ao longe.

Ela sorriu, ao ouvir a voz de Leo lhe chamando.

– Tenho que ir, Percy. Te vejo depois.

E saiu da enfermaria, meio correndo, meio saltitando. Não era preciso ser muito inteligente ou perceptivo para perceber o quanto ela estava apaixonada por ele.

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Eu estava nos campos de morangos, solitário, vendo as colinas ao longe.

– Percy! Percy!

Virei-me.

– Annie? O que foi? Aconteceu alguma coisa?

– Ele... acordou. – ela deu um sorrisinho tímido – Achei que gostaria de saber.

Levantei-me e corri, juntamente a ela, em direção à enfermaria. Quíron e alguns filhos de Apolo já estavam ao redor do novo integrante do Acampamento, cuidando dele ou fazendo-lhe perguntas.

Ao ver-me chegar, Quíron sorriu e disse, dirigindo-se a Nicolas.

– Bem... quer conhecer quem lhe salvou?

O garoto sorriu, tímido.

– Pode ser.

Quíron gesticulou para que eu me aproximasse.

– E este é...

– Perseus – ele completou, surpreso. – Não... pode ser.

Todos ficaram confusos.

– Vocês... se conhecem? – pediu um filho de Apolo.

– Sim – eu disse. – Esse é o Nicolas.

Ele riu, com uma ponta de irritação na voz, mas que logo se desfez.

– Nico. Só Nico. Nada de Nicolas.

Fitou-me com seus olhos infinitamente escuros, e eu me vi perdido em uma imensidão de sentimentos, pensamentos e emoções inexplicáveis.

E eu soube que não poderia e nem iria querer voltar atrás... nunca mais.

Notas finais
Isso foi, basicamente, uma introdução ZzZzZzZ a todas as tretas e et cetera da fic. Maaaas, mesmo assim, comentem. Façam uma escritora retardada feliz